sexta-feira, 19 de julho de 2019

Por que São Bento é invocado contra o mal?

ST BENEDICT

Ele mesmo se livrou de uma tentativa de assassinato quando foi abade em um convento

Nascido na Itália no ano de 480, São Bento estudou Direito em Roma, mas decidiu consagrar sua vida a Deus. Aos 40 anos, fundou o primeiro mosteiro no Monte Cassino.
Propôs as regras para a vida monástica, sendo a mais conhecida delas “Ora et Labora” (Reza e Trabalha). Durante sua vida, realizou diversos milagres e muitos exorcismos, levando os fiéis à conversão.

São Bento é comumente invocado na luta contra o mal. Ele mesmo se livrou de uma tentativa de assassinato enquanto foi abade em um convento. Os religiosos que lá viviam ficaram insatisfeitos com o rigor de suas regras e planejavam matá-lo colocando veneno em sua bebida. Assim que a taça com vinho foi servida, São Bento fez o sinal da cruz para abençoar a bebida. No mesmo momento, a taça se quebrou.
Ele morreu em 547, aos 67 anos. Foi canonizado no ano de 1220.

A medalha

Não se sabe ao certo quando surgiu a medalha de São Bento, mas ela passou a ser difundida no século 17. De um lado, traz a imagem de São Bento com a cruz e o livro das regras. Do outro uma cruz com a inscrição C S P B (Cruz do Santo Pai Bento). Na haste vertical, estão as iniciais C S S M L: “A cruz sagrada seja a minha luz”. Na haste horizontal, N D S M D: “Não seja o dragão o meu guia”. No alto da cruz, a palavra PAX (Paz), que é lema da ordem de São Bento. E as iniciais V R S N S M V: “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

Proteção contra o mal

Na devoção popular, São Bento é invocado para o combate contra as forças do mal. A medalha não deve ser usada como um amuleto da sorte, mas deve ser um sinal de fé.
Muitas famílias costumam rezar a oração de São Bento, especialmente no dia dedicado a ele, 11 de julho. Com a medalha nas mãos, fazem a oração em frente a porta da casa, pedindo a proteção para o lar, e também nas portas dos quartos, para que todos os que ali moram sejam livrados das forças do maligno.
Além da oração, outra jaculatória bastante usada é a seguinte:
“São Bento, água benta
Jesus Cristo no altar
que todo mal saia desta casa
para eu poder morar”.
Para empresas, pode-se rezar da seguinte forma:
“São Bento, água benta
Jesus Cristo no altar
Que todo mal saia desta empresa
Para que todos possam trabalhar”.
São Bento, rogai por nós!

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E se aplicássemos a Regra de São Bento em nossa vida familiar?

FAMILLE HEUREUSE

Teríamos que mudar estas 6 coisas

A Regra de São Bento é a normativa que o santo padroeiro da Europa estabeleceu para suas comunidades monásticas. Elas deveriam preservar a civilização, a cultura, a paz e o amor num contexto de violência, corrupção e saqueamento que marcava o Império Romano.
Seus 73 capítulos, guiaram, durante 15 séculos, a vida de dezenas de milhares de homens e mulheres em centenas de comunidades de todo o mundo. Podemos considerá-la uma “fórmula comprovada” de como viver como cristãos em comunidade.
E se tentássemos aplicar a Regra na vida familiar do século XXI? As famílias cristãs desse século também tentam ser como os mosteiros do século V, ou seja, ilhas de paz, amor e respeito a Deus, cercadas por um ambiente exterior hostil, bárbaro e impiedoso, que vive de criar ruínas e saqueá-las.
Esta é a tese de um livro de 2014 do sacerdote beneditino Massimo Lapponi, publicado na Itália com o título de “São Bento e a vida familiar” (Libreria Editrice Fioentina, versão em espanhol em ebook e WordPress aqui).
Ele destaca que a Regra Beneditina, quando aplicada à vida familiar, produziria mudanças nestas seis áreas:
1) Mudanças no trabalho
Como num mosteiro (com seu ora et labora), todos deveriam ajudar nos afazeres domésticos, aceitariam os trabalhos e os encarariam como um serviço como outro qualquer. Além disso, ficaria claro que a vida profissional não deveria ser mais importante do que a vida familiar.
Os filmes e as brincadeiras deveriam ser compartilhados com todos. Existiriam desafios de recreação e brincadeiras comuns depois do jantar em família, dando uma pausa no ritmo para nos encontrarmos e descansarmos. “O repouso é um momento de comunhão com Deus e com as almas e de alegria por essa comunhão”, escreve o autor.
2) Mudanças nos momentos de descanso
Os filmes e os jogos seriam compartilhados com todos. Existiriam momentos de recreação e brincadeiras comunitárias depois do jantar em família, dando uma pausa no ritmo para descansar. “O Repouso é um tempo de comunhão com Deus e com as almas, e de alegria por essa comunhão”, escreve o autor.
3) Mudanças nas refeições
Rezaríamos antes das refeições. E todos os membros da família comeriam juntos, não em horas diferentes ou em salas e quartos separados. Seria um momento de conversa, de troca de ideias e experiências. O ato de fazer uma refeição com todos reunidos ajuda a família, não somente porque dizem os beneditinos, mas também porque isso foi comprovado em vários estudos sociológicos. Mas, para isso, a TV deve estar desligada.
4) Mudanças nos hábitos de consumo
Uma família “ao estilo beneditino” evitará o luxo e a superficialidade. Não encherá os quartos dos filhos de coisas e brinquedos. Será estabelecida uma grande sobriedade no uso dos aparelhos eletrônicos, tanto entre os pais, quanto entre os filhos (horários de telas apagadas, limitar o uso de telas etc). A família tentará fazer com que o uso de aparelhos eletrônicos seja comunitário: melhor ver juntos uma película do que cada um ir jogar um game diferente em seu dispositivo particular. De qualquer forma, reduzindo o tempo de exposição a esses dispositivos, a leitura e o diálogo serão fomentados.
5) Mudanças na vida de oração
Haveria um lugar e um horário para rezar. Pode ser um pequeno altar para a oração comunitária. Mas a “invasão mundana” deverá ser bloqueada, criando um clima em que pais e filhos possam se encontrar com Deus todos os dias.
6) Mudanças na caridade e solidariedade
A família tentará evitar centrar-se ou fechar-se em si mesma: será acolhedora, buscará aliviar os sofrimentos alheios, colocará os filhos em contato com os menos favorecidos.
Dessa forma, Massimo Lapponi incentiva os leitores a colocar essas medidas em prática. “As famílias de hoje são chamadas a ser ilhas luminosas de fé, de educação no seu bairro, no colégio, no supermercado, no parque, com os amigos… Trata-se de construir o futuro, como fizeram os filhos de São Bento, buscando a Deus”, disse o autor.
Lapponi apresenta o livro com uma citação de São Cipriano: “Não falamos de grandes coisas; apenas as vivemos”.
Artigo originalmente publicado por Religión en Libertad, traduzido e adaptado ao português.


Quer influenciar positivamente os outros? Siga os ensinamentos de São Bento

NAJPOPULARNIEJSZE MŁODZIEŻOWE SŁOWO

Este conselho nunca perde o poder e é algo que devemos sempre nos esforçar para seguir

São Bento foi um monge do século VI. Ele escreveu uma das primeiras “regras” que governavam as ordens religiosas. Enquanto seus escritos abordam principalmente o funcionamento interno de um mosteiro, sua sabedoria também pode ser aplicada às nossas vidas pessoais.
Por exemplo, quando escreve sobre as qualidades de um abade, São Bento se refere à  necessidade de não apenas pregar o Evangelho, mas principalmente de vivê-lo:
“[O Abade] deve mostrar tudo o que é bom e santo pelos seus atos, em vez de mostrar as ordens do Senhor aos seus dóceis súditos por meio de palavras; mas, para os duros de coração, porém, e para os menos inteligentes, demonstre os preceitos divinos por meio de seus feitos. E mostre por suas próprias ações que certas coisas não devem ser feitas…”
Esta é uma regra simples, com a qual muitos estão familiarizados. É o popular “pratique o que você prega”. Pode não parecer um conselho que abale a terra, mas é algo que precisamos continuamente ouvir.
Pergunte a si mesmo: eu sigo as palavras do Evangelho primeiro em ações, depois em palavras?
O Papa Paulo VI ecoa as palavras de São Bento na exortação apostólica Evangelii Nuntiandi e reforça ainda mais este ensinamento de que, se realmente queremos influenciar os outros, precisamos fazê-lo primeiro por nossas ações:
“O homem moderno ouve melhor as testemunhas do que os professores e, se ele ouve os professores, é porque eles são testemunhas.” São Pedro expressou bem isso quando sustentou o exemplo de uma vida reverente e casta que vence mesmo sem uma palavra aqueles que se recusam a obedecer a palavra. É, portanto, principalmente por sua conduta e por sua vida que a Igreja vai evangelizar o mundo, em outras palavras, por seu testemunho vivo de fidelidade ao Senhor Jesus – o testemunho de pobreza e desapego, de liberdade em face dos poderes de Deus, o testemunho da santidade”.

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A virtude da temperança