terça-feira, 28 de abril de 2015

O castigo dos pecados dos sacerdotes

O castigo dos pecados dos sacerdotes.

Consideremos agora o castigo, que tem de ser proporcionado à gravidade do seu pecado. S. João Crisóstomo tem por condenado o padre que no tempo do seu sacerdócio comete um só pecado mortal: Se pecardes como particular, será menor o vosso castigo; se pecais no sacerdócio, estais perdido. São em verdade terríveis as ameaças, que o Senhor profere pela boca de Jeremias contra os padres que pecam: Estão manchados o profeta e o sacerdote, e eu encontrei na minha casa a iniqüidade deles, diz o Senhor.
Por isso o seu caminho será como um atalho escorregadio e coberto de trevas; hão de impeli-los e cairão. Que esperança de vida poderíeis dar a quem caminhasse à borda dum precipício, em terreno escorregadio e às escuras, sem ver onde punha os pés, e ao mesmo tempo impelido fortemente para o abismo por seus inimigos? Tal é o estado desgraçado a que se encontra reduzido o padre que comete um pecado mortal.

Lubricum in tenebris. Pecando, o padre perde a luz e cai nas trevas. Mais lhes valera, assegura S. Pedro, não ter conhecido o caminho da justiça, do que voltar atrás depois de o haver conhecido. Ó, sem dúvida, mais valia para um padre que peca ser antes um camponês ignorante, que nunca tivesse estudado coisa alguma; porque depois de tantos conhecimentos adquiridos, — pelos livros que leu, pelos oradores sagrados que ouviu, pelos diretores que teve — depois de tantas luzes recebidas de Deus, o desgraçado calca aos pés todas as graças, pecando, e merece que as luzes recebidas só sirvam para o tornar mais cego e impenitente. A maior ciência, diz S. Crisóstomo, dá lugar a mais severo castigo; se o pastor cometer os mesmos pecados que as suas ovelhas, não receberá o mesmo castigo, mas uma pena muito mais dura. Um padre cometerá o mesmo pecado que os seculares; mas sofrerá um castigo muito maior, permanecerá mais profundamente cego que todos os outros; será punido conforme o anúncio do Profeta: Que vendo não o vejam, e ouvindo não compreendam!
É o que a experiência deixa ver, diz o autor da Obra imperfeita: Um secular, depois de pecar, facilmente se arrepende. Se assiste a uma missão, se ouve um sermão enérgico sobre alguma verdade eterna, — malícia do pecado, certeza da morte, rigor do juízo de Deus, penas do inferno, entra facilmente em si e volta-se para Deus; porque estas verdades, como coisas novas, tocam-no e penetram-no de temor. Mas quando um padre há calcado aos pés a graça de Deus, com todas as luzes e conhecimentos recebidos, — que impressão podem fazer ainda nele as verdades eternas e as ameaças das divinas Escrituras? Tudo quanto encerra a Escritura, continua o mesmo autor, é para ele uma coisa sediça de pouco valor; porque as coisas mais terríveis que lá se encontram, por muito lidas, já lhe não fazem impressão.
Donde conclui que nada mais impossível que a emenda de quem sabe tudo e peca.
Quanto maior é a dignidade dos padres, diz S. Jerônimo, tanto maior é a sua ruína, se num tal estado chegam a abandonar a Deus. Quanto mais alto é o posto em que Deus os colocou, diz S. Bernardo, tanto mais funesta será a sua queda. Quando se cai em plano, diz Sto Ambrósio, raro se experimenta grande mal; mas cair de alto não é só cair, é precipitar-se, e a queda será mortal.
Nós os padres regozijamo-nos, diz S. Jerônimo, por nos vermos erguidos a tão alta dignidade; mas seja igual o nosso temor de cair. Parece que é aos padres que Deus fala, quando diz pela boca de Ezequiel: Coloquei-vos sobre o monte santo de Deus… e vós pecastes; e eu vos expulsei do monte de Deus, e vos entreguei à ruína. Vós que sois padres, diz o Senhor, eu vos estabeleci sobre a montanha santa, para serdes os faróis do universo: Sois vós a luz do mundo. Uma cidade assente no cimo duma montanha não pode estar escondida.
Tem pois razão S. Lourenço Justiniano em dizer que quanto maior é graça concedida por Deus aos padres, tanto mais digno de castigo é o seu pecado, e quanto mais alto o seu estado, mais mortal a sua queda. Quem cai num rio, diz Pedro de Blois, mergulha tanto mais fundo, quanto de mais alto tiver caído.
Compreende bem, ó padre: Deus, elevando-te ao sacerdócio, ergueu-te até ao Céu, e fez de ti, não mais um homem da terra, mas um homem celeste, pensa pois quanto te será funesta uma queda, segundo o aviso de S. Pedro Crisólogo. A tua queda, diz S. Bernardo, será semelhante à do raio que se precipita com impetuosidade. Quer dizer que a tua perda será irreparável. Assim, ó desgraçado, cairá sobre ti a ameaça que o Senhor lançou sobre Cafarnaum: E tu, ó Cafarnaum, erguida até ao Céu, serás abatida até ao inferno.
Um padre que peca merece tal castigo, por causa da sua ingratidão para com Deus, a quem deve um reconhecimento tanto maior quanto recebeu dele os maiores benefícios, como nota S. Gregório. Merece o ingrato ser privado de todos os bens que recebera, como observa um sábio autor. Jesus Cristo disse: Ao que já possui, dar-se-á, e ele estará na abundância; mas o que nada possui, ver-se-á despojado até do que parecia ter. Quem é grato para com Deus obterá maior abundância de graças; mas um padre que, depois de tantas luzes, depois de tantas comunhões, volta as costas a Deus, e desprezando todos os favores recebidos, renuncia à sua graça, — este padre será com justiça privado de tudo. É o Senhor liberal com todas as suas criaturas, mas nunca com os ingratos. A ingratidão, diz S. Bernardo, faz estancar a fonte da bondade divina.
Por isso S. Jerônimo pôde dizer: Nenhuma besta há no mundo mais feroz que um mau padre, porque esse não se quer deixar corrigir. E o autor da Obra imperfeita: Os leigos facilmente se emendam, mas um mau eclesiástico é incorrigível. Segundo S. Damião, é de preferência aos padres pecadores que se aplicam estas palavras do Apóstolo: Porque os que foram alumiados, os que saborearam o dom celeste, e receberam o Espírito Santo… depois caíram, é impossível que se renovem pela penitência. Com efeito, quem mais que o padre recebeu de Deus graças abundantes? Quem mais do que ele gozou dos favores do Céu e participou dos dons do Espírito Santo? Segundo Sto. Tomás, permaneceram obstinados no pecado os anjos rebeldes, porque pecaram em face da luz; é assim, escreve S. Bernardo, que o padre será tratado por Deus: tornado anjo do Senhor, ou há de ser eleito como anjo, ou réprobo como o anjo. Eis o que o Senhor revelou a Sta. Brígida: Olho os pagãos e os judeus, mas não vejo ninguém pior que os padres: o seu pecado é como o que precipitou Lúcifer. E notemos aqui o que diz Inocêncio III: Muitas coisas que nos leigos são pecados veniais, nos eclesiásticos são mortais.
É ainda aos padres que se aplicam estas palavras de S. Paulo: Uma terra, que, depois de muito regada pelas chuvas, só produz espinhos e silvas, está reprovada e sujeita a maldição: acabará por ser entregue ao fogo. Que chuva de graças não recebe de Deus continuamente o padre? E contudo, em vez de frutos, só produz silvas e espinhos: Desgraçado! Está prestes a ser reprovado e a receber a maldição final, para ir, depois de tantas graças, que Deus lhe prodigalizou, arder no fogo do inferno! — Mas, que temor pode ter ainda do fogo do inferno um padre, que voltou as costas a Deus? Os padres que pecam perdem a luz, como levamos dito, e perdem também o temor de Deus. É o Senhor quem no-lo declara: Se eu sou o Senhor, onde está o meu temor, vos diz o Senhor, a vós, ó padres, que desprezais o meu nome?. Segundo S. Bernardo, os sacerdotes, caindo da altura a que se acham elevados, de tal modo se afundam na malícia, que perdem a lembrança de Deus, e tornam-se surdos a todas as ameaças da justiça divina, a tal ponto que nem o perigo da sua condenação os espanta.
Mas que haverá nisso de admirável? O padre, pecando, cai no fundo do abismo, onde fica privada da luz e despreza tudo. Acontece então o que diz o Sábio: Caído no fundo do abismo do pecado, o ímpio despreza. Este ímpio é o padre que peca por malícia; um só pecado mortal o precipita no fundo das misérias, em que cegamente permanece mergulhado. Nesse estado despreza tudo: castigos, advertências, presença de Jesus Cristo, a quem toca no altar. Não córa de se tornar pior que o traidor Judas, como o próprio Senhor um dia disse a Sta. Brígida: Tais padres já não são sacerdotes meus, mas verdadeiros traidores. Sim, tais padres são verdadeiros traidores, porque abusam da celebração da Missa, para ultrajarem mais cruelmente a Jesus Cristo pelo sacrílego!
E qual será, depois de tudo, o triste fim do padre mau? Ei-lo: Praticou a iniqüidade na terra dos santos, não verá a glória do Senhor. Será, numa palavra, o abandono de Deus, e depois o inferno. — Mas, dirá alguém, essa linguagem é demasiado aterradora: quereis lançar-nos da desesperação? — Respondo com Sto. Agostinho: Se vos espanto, “é que eu próprio estou espantado”. — Assim, dirá um padre, que tiver tido a desgraça de ofender a Deus no sacerdócio, não haverá para mim esperança de perdão? — Ó, não posso afirmar isso; haverá esperanças, desde que haja arrependimento do mal cometido. Que esse padre seja pois extremamente reconhecido para com o Senhor, se ainda se vê ajudado da graça; mas é preciso que se apresse a dar-se a Deus, enquanto o chama, conforme o aviso de Sto. Agostinho: “Abramos os ouvidos à voz de Deus, enquanto nos chama, com receio de que se recuse a ouvir-nos, quando estiver prestes a julgar-nos”.
Fonte: A Selva – Sto Afonso de Ligório – págs: 18-19

Dicas de santo Afonso de Ligório para a felicidade

Para viver sempre bem, diz Santo Afonso, é preciso que gravemos profundamente no espírito certas máximas gerais de vida eterna:
Santo Afonso Maria de Ligório.
Santo Afonso Maria de Ligório.
“Todas as coisas deste mundo acabam, o gozo e o sofrimento; mas a eternidade nunca tem fim”.
“De servem no momento da morte, todas as grandezas deste mundo?”
“Tudo o que vem de Deus, ou próspero ou adverso, é bom e para nosso bem”.
“É preciso deixar tudo para ganhar tudo.”
“Sem Deus não se pode ter verdadeira paz”.
“Só é necessário amar a Deus e salvar a alma”.
“Só o pecado se deve temer”.
“Perdido Deus, é tudo perdido”.
“Quem nada deseja deste mundo, é senhor de todo o mundo”.
“Quem reza se salva; quem não reza perde-se”.
“Morra-se, mas dê-se gosto a Deus”.
“Custe Deus o que custar, nunca nos sairá caro”.
“Para quem mereceu o inferno, toda pena é leve”.
“Tudo sofre quem considera Jesus na cruz”.
“O que não se faz por Deus, tudo redunda em pena”.
“Quem só quer a Deus, é rico de todos os bens”.
“Ditoso daquele que pode dizer do coração: Meu Jesus, só a Ti quero, e nada mais”.
“Quem ama a Deus, em todas as coisas achará prazer; quem não ama a Deus, em nenhuma coisa encontrará verdadeiro prazer”.
“QUEM REZA SE SALVA; QUEM NÃO REZA SE CONDENA”.

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

ORAÇÃO PARA MOMENTOS DE DESESPERO

Santa Teresinha do Menino Jesus,
que atravessastes a noite escura da alma,
sem nenhuma consolação espiritual
e, sustentada pela fé, recuperastes a alegria de viver,
implorai ao Bom Deus por mim, 
para que eu seja capaz de dominar
este estado de tristeza em que me encontro,
esta treva absurda que tomou conta de meu coração.
Iluminai, Santa Doutora, minha inteligência
para que eu descubra que só Deus me basta
e que devo, em tudo e por tudo,
realizar somente a vontade d'Ele,
desse Deus Misericordioso,
que me carrega ao colo,
mesmo quando me sinto abandonado,
sem nenhuma luz a me orientar.
Dai-me crer, cheio de esperança,
que todo desespero tem seu fim
pois o amor de Jesus liberta os corações
das correntes do medo e da angústia.
Dai-me, um sorriso, ó Santinha
e providenciai para mim, junto ao Pai,
o Dom da alegria.
Que esse Dom me cure e me liberte,
me faça ver as novas luzes que se acendem:
o amor do Pai começa a brilhar para mim,
Sua misericórdia começa a me aquecer
e eu me abro à vida nova
que o Espírito Santo de Deus me traz,
o mesmo Espírito que ungiu a vossa vida,
ó Santa das Rosas, com o precioso óleo da alegria,
do qual urgentemente necessito
para poder louvar o Pai e o Filho, 
sem nada a me pesar o coração.
Creio firmemente que serei atendido,
que meu brado de angústia será ouvido
e me comprometo a espalhar a vossa devoção.
Amém.


(Reze 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.
Se possível, faça uma confissão sacramental e participe de uma missa, comungando piedosamente na intenção de todos os que sofrem no corpo e no espírito).


http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Os%20Santos%20do%20Dia/1.%20Ora%C3%A7%C3%B5es%20e%20Nov.%20aos%20Santos/Ora%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20Santa%20Terezinha%20do%20Menino%20Jesus..htm

Santa Terezinha do Menino Jesus

O que tanto atrai em Santa Teresinha, cuja devoção se tornou universal em pouco tempo? Falecida aos 24 anos, ela continua a nos sorrir e a nos 
convidar a seguir uma nova via de santificação, a "pequena via", 
acessível a todos.

Na tarde de 30 de setembro de 1897, uma cena inesquecível desdobrava-se na enfermaria do Carmelo de Lisieux. Cercada de toda a comunidade ajoelhada em torno de seu leito de dores, Santa Teresinha do Menino Jesus, fitando os olhos no crucifixo, pronunciava suas últimas palavras nesta terra de exílio:

GALERIA DE FOTOS
- Oh! eu O amo... Meu Deus... eu... Vos amo!
Subitamente, seus amortecidos olhos de agonizante recuperam vida e fixam-se num ponto abaixo da imagem de Nossa Senhora. Seu rosto retoma a aparência juvenil de quando ela gozava de plena saúde. Parecendo estar em êxtase, ela fecha os olhos e expira. Um misterioso sorriso aflora-lhe aos lábios e aumenta a formosura de sua fisionomia.
"Eu não morro, eu entro na Vida", havia ela escrito poucos meses antes.
Sua luz brilha no mundo inteiro
Talis vita finis ita. - "Cada um morre como viveu."
Sua morte, aos 24 anos, foi um reflexo de sua breve existência - uma vida de virtude heróica, de amor a Deus e ao próximo levado a limites extremos, e de sofrimentos suportados com uma radiante alegria e uma santa despretensão.  

         Quis ela passar inteiramente despercebida neste mundo. E este seu desejo de vida oculta teria sido realizado, se Deus não tivesse outros desígnios a esse respeito.
Por ordem das superioras, a humilde carmelita escreveu seus famosos Manuscritos Autobiográficos - "História de uma alma" - que tanto bem fizeram, fazem e farão ao longo dos séculos, além de várias cartas, poesias e outros documentos registrados pela História. E algumas irmãs de hábito que bem compreenderam sua extraordinária virtude, tomaram nota das conversas tidas com ela nos seus últimos meses de vida.
Graças a isso, a chama acesa por Jesus na alma dessa Santa ilumina hoje o mundo inteiro. E nós podemos, nas linhas abaixo, apreciar alguns "flashes" fulgurantes dessa luz.
* * *
Em abril de 1897, quando a doença mortal entrava em sua última fase, sua irmã Paulina (em religião, Madre Inês de Jesus) fez a primeira anotação em seu caderno:
"Quando somos incompreendidas e julgadas desfavoravelmente, de que nos serve defender-nos ou explicar-nos? É muito melhor não dizer nada e deixar que os outros nos julguem como lhes agrada. Não vemos no Evangelho Maria explicando-se quando sua irmã a acusou de ficar aos pés de Jesus sem fazer nada! Não, ela preferiu permanecer em silêncio. Ó abençoado silêncio que dá tanta paz às almas!"
Trechos como este, de conversas íntimas com a Santa, quase nos fazem esquecer que ela está passando por sofrimentos físicos atrozes, incompreensões e, muito mais duro de suportar, uma terrível provação espiritual, "a noite da Fé".
* * *
Descrevendo essa provação nos Manuscritos Autobiográficos, ela afirma:
"Jesus permitiu que uma escuridão negra como boca de lobo varresse minha alma e deixasse o pensamento do Céu, tão doce para mim desde a minha infância, destruir minha paz e torturar-me..." E em conversa com suas irmãs acrescenta: "Minha alma está exilada, o Céu está fechado para mim e do lado da terra tudo é  provação também".
Olhando pela janela da enfermaria, viu um "buraco negro" no jardim e confidenciou à Madre Superiora: "É num buraco como esse que eu me encontro, de corpo e alma. Oh! sim, que trevas! Mas estou em paz dentro delas".
No dia da partida para a eternidade, pôde ela declarar com singela despretensão: "Oh, eu rezei fervorosamente a Ele, mas estou realmente em agonia sem nenhuma mistura de consolação".
* * *
Apesar de todos os sofrimentos físicos e espirituais, ela iluminava com seu sorriso e aquecia com sua caridade as demais religiosas do convento. Naquela enfermaria não se respirava atmosfera de tristeza. Santa Teresinha não o permitia! Escreve sua irmã Maria: "Quanto à força moral, é sempre a mesma coisa, a alegria em pessoa, fazendo rir todos quantos dela se aproximam. Creio que ela morrerá rindo, de tal forma ela é alegre!"
Buissonnets.jpg
Os "Buissonnets", residência da família, onde
Teresa Martin passou sua infância
A Santa usava seu vasto repertório de jogos de palavras, imitações de pessoas, ditos espirituosos a respeito dela mesma e da incapacidade dos médicos - tudo para praticar a caridade fraterna.
Sua alegria nada tinha de inautêntico, de forjado. A Irmã Teresinha detestava o fingimento! No entanto, ela se encontrava num tal extremo de padecimentos que chegou a dizer: "Nunca eu teria acreditado que fosse possível sofrer tanto. Nunca! Nunca! Não posso explicar isto, exceto pelos desejos ardentes que eu tive de salvar almas". E em outra ocasião: "Que seria de mim se Deus não me desse forças? Não se tem idéia do que é sofrer tanto assim. Se eu não tivesse a Fé, eu teria me dado a morte sem hesitar um só instante..."
Donde lhe vinha, pois, tanta força e alegria? Da total aceitação da vontade de Deus - "o Papai bom Deus", dizia ela graciosamente.
* * *
Santa Teresinha tinha um grande medo: o de desagradar, no mínimo que fosse, seu bem-amado Jesus. Quanto ao resto, nada temia, muito menos a morte. Fazendo alusão ao ensinamento do Evangelho: "a morte vem como um ladrão", gracejava ela de forma encantadora: "Diz-se no Evangelho que a morte virá como um ladrão. Oh! ele virá roubar-me muito gentilmente. Como eu gostaria de ajudar este ladrão!"
E mais: "Não tenho medo do ladrão. Eu o vejo à distância e tomo muito cuidado para não gritar: ‘Socorro, ladrão!' Pelo contrário, eu o chamo dizendo: ‘Por aqui, por aqui!'"
Como explicar uma tal serenidade diante da morte iminente, mais ainda, uma tal vontade de que ela se apresse? Muito fácil. Pela confiança inabalável no amor misericordioso de Jesus, e pelo ardente desejo de perder-se nesse Amor o mais cedo possível.
O amor à bondade e à misericórdia
Santa Teresinha foi escolhida por Deus para ensinar um caminho de santificação a ser trilhado pelas almas fracas - a "pequena via", a via da Confiança por excelência.
Escreveu ela nos Manuscritos: "Sempre desejei ser uma santa (...) O bom Deus não inspira desejos irrealizáveis, eu posso, portanto, aspirar à santidade apesar de minha pequenez. Tornar-me grande, é impossível. Devo, pois, suportar- me tal como sou, com todas as minhas imperfeições, mas quero procurar um meio de ir ao Céu por uma pequena via, bem reta, bem curta (...) Eu quereria encontrar um elevador para subir até Jesus, porque sou pequena demais para escalar a áspera escada da perfeição. (...) Ah! o elevador que me fará subir ao Céu são vossos próprios braços, ó meu Jesus!"
Essa grande Santa manteve intacta sua Inocência batismal, nunca manchou sua alma por um único pecado grave sequer. É por este motivo que ela demonstrava tal confiança na bondade do Divino Salvador?
Nem de longe! Nas últimas frases dos Manuscritos, podemos ler esta confortadora mensagem, a qual não deixa a menor dúvida de que a via da confiança está aberta inteiramente até para os maiores pecadores:
"... mas, sobretudo, imito a conduta de Maria Madalena. Sua admirável, ou melhor, sua amorosa audácia encanta o Coração de Jesus, e seduz o meu. Sim, eu o sinto: mesmo se me pesassem na consciência todos os pecados possíveis de cometer, eu iria, com o coração partido de arrependimento, jogar-me nos braços de Jesus, pois sei quanto Ele ama o filho pródigo que vem Lhe pedir perdão. Não é porque o bom Deus, em sua previdente misericórdia, preservou minha alma do pecado mortal que eu me elevo a Ele pela confiança e pelo amor."
SantaTeresa de Lisieux_novica.jpg
 Santa Teresinha, quando noviça, em 1889
E já nos últimos dias de sua vida terrena, exclama:
"Oh! como sou feliz por me ver imperfeita e por ter tanta necessidade da misericórdia do bom Deus no momento da morte!"
Deixar-se carregar por Jesus, por Maria Santíssima, no caminho da santidade... Sentir-se feliz por ser fraco e ter necessidade da misericórdia e da bondade de Deus... Eis o caminho curto e seguro indicado por Santa Teresinha - Doutora da Igreja, note-se! - para os católicos de nossos dias, homens e mulheres, de todas as idades e condições sociais.
Ninguém tem pretexto para não desejar a santidade
O preceito do Divino Mestre, "sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito", é dirigido à humanidade inteira. O que para qualquer ser humano é impossível, Ele tornou possível até para os mais débeis, pelos méritos infinitos de sua Paixão e Morte na Cruz. As miríades de Santos do Céu dão testemunho dessa verdade consoladora.
Santa Teresinha, porém, vai mais longe. Além de nos ensinar pela doutrina e pelo exemplo, ela se põe à nossa disposição, como se pode ver nas palavras ditas a suas irmãs de Vocação no dia 17 de julho, menos de três meses antes de subir ao Céu:
"Sobretudo, sinto que minha missão vai começar, minha missão de fazer amar o bom Deus como eu O amo, de comunicar às almas minha "pequena via". Se o Bom Deus realiza meus desejos, meu Céu se passará sobre a terra até o fim do mundo. Sim, quero passar meu Céu fazendo bem à terra." "... minha missão de fazer amar o bom Deus como eu O amo". - Então, que ela cumpra em cada um de nós, leitor, sua sublime lição! Peçamos esta graça com toda confiança.
 * * * * * * * * *
Com semblante belo e luminoso, e dizendo palavras que soavam como uma melodia
de Anjo, Santa Teresinha apareceu diversas vezes para comunicar ao mundo
inteiro esta animadora verdade: a santidade está ao alcance de todas
as almas, mesmo as mais débeis.
 Estamos em 1897. Duas jovens carmelitas conversam no Carmelo de Lisieux. Uma delas, Sor Teresinha do Menino Jesus, aproxima-se do fim de sua vida e do cume da santidade. A outra, que nutre por ela verdadeira admiração, é uma noviça vinda de Paris, Sor Maria da Trindade.
Antes de tudo é preciso crer no Papa
As duas conversam sobre a via espiritual que a Irmã Teresinha ensinava: a "pequena via". Ante as insistentes perguntas da noviça, a santa e doutora da Igreja afirma com absoluta segurança:
Sta Teresinha_.jpg
 "Senti no coração grande desejo de sofrer e, ao 
mesmo tempo, a íntima segurança de que
Jesus me reservara grande
número de cruzes"
- Se estou te induzindo a erro com minha pequena via de amor, não temas que eu te deixe seguindo-a durante muito tempo. Aparecerei logo para te dizer que tomes outro rumo. Mas se eu não voltar, crê na verdade de minhas palavras: no bom Deus, tão poderoso e misericordioso, nunca se confia demais. D'Ele se obtém tudo quanto se espera.
- Creio nisso tão firmemente que me parece que se o Papa dissesse que estás errada, não acreditaria nele...
Santa Teresinha logo corrige a jovem religiosa, muito fervorosa, mas um tanto estouvada:
- Oh! Antes de tudo, é preciso crer no Papa. Porém, não tenhas receio de que ele venha a dizer-te para mudar de via: não lhe darei tempo, pois, se chegando ao Céu me inteirasse que te induzi a erro, eu obteria do bom Deus autorização para vir imediatamente te prevenir. Até lá, deves crer que minha via é segura, e segui-la fielmente.
Um angustiante problema financeiro
Folheando as atas do processo de beatificação da Serva de Deus, encontramos, além de seus escritos e das declarações das testemunhas, também o relato de milagres realizados por ela post mortem.
Num desses, operado no mosteiro carmelita de Gallipoli (Itália), Santa Teresinha confirma a segurança e a santidade de sua "pequena via".
No mês de janeiro de 1910, o Carmelo de Gallipoli encontrava-se numa situação econômica catastrófica: em matéria de alimentação, as freiras estavam reduzidas a um quilo de pão para cada uma, por semana; havia dias em que, nada havendo para comer, elas iam para a capela rezar, em vez de ir para o refeitório.
Passou por lá nessa época uma religiosa da Congregação das Marcelinas, de Milão, falou-lhes da jovem Serva de Deus Teresinha do Menino Jesus e lhes deu de presente a tradução italiana da História de uma Alma.
As carmelitas de Gallipoli se entusiasmaram com essa sua irmã de hábito morta em odor de santidade na França e iniciaram, por intercessão dela, um tríduo à Santíssima Trindade, pedindo a solução de seu angustiante problema financeiro.
No dia 16 desse mesmo mês de janeiro, a Madre Priora, Sor Maria Carmela do Coração de Jesus, caiu doente com febre e mal-estar, devido às preocupações pelas dívidas do seu mosteiro. Ela própria narra o que aconteceu nessa noite.
"Aqui tens 500 francos para pagar as dívidas"
Por volta de três horas da madrugada - conta ela - senti que uma mão me cobria com muita ternura com o cobertor que havia caído. Julgando ser uma religiosa do convento, disse-lhe sem abrir os olhos: - Deixa-me, estou transpirando muito.
Cabelos Sta Teresinha_.jpg
Cabelos de Santa Teresinha
Ouvi então uma voz doce e desconhecida que me dizia:
- Não, o que estou fazendo é uma coisa boa. Escuta, o bom Deus se serve dos habitantes do Céu, como dos da terra, para socorrer os seus servidores. Toma, aqui tens 500 francos para pagar as dívidas da comunidade.
- A dívida da comunidade é de apenas 300 francos.
- Pois bem, restarão 200. Agora, como não podes guardar dinheiro na cela, vem comigo.
Eu, porém, pensei: "Como levantar- me? Estou cheia de suores". Então a celeste visão me disse sorrindo: "A bilocação nos ajudará".
Encontrei-me imediatamente fora da cela em companhia de uma jovem carmelita cujo hábito e véu deixavam transparecer uma claridade paradisíaca que nos iluminava o caminho.
Ela conduziu-me à sala onde guardávamos o dinheiro em uma pequena caixa. Ali estava a anotação das dívidas da comunidade, e ali ela depositou os 500 francos. Olhei-a com uma admiração cheia de alegria e me prosternei para lhe agradecer, dizendo: "Oh! Minha Santa Madre!" (É assim que as carmelitas se referem a Santa Teresa de Ávila). Ela, porém, acariciandome com muito afeto, disse: "Não, não sou nossa Santa Madre, sou a Serva de Deus Sor Teresa de Lisieux".
Então a jovem religiosa, acariciando- me uma vez mais com amor, afastou- se suavemente.
"Minha via é segura e não me enganei seguindo-a"
Atônita pelo que acabava de suceder, e pensando que Santa Teresinha não encontraria a porta de saída do Carmelo, a Priora disse-lhe um tanto maquinalmente:
- Cuidado, poderia errar o caminho!
- Não, não, minha via é segura e não me enganei seguindo-a - respondeu a Santa com um sorriso celestial.
Sor Maria Carmela levantou-se imediatamente e foi para a Capela. As religiosas, notando nela algo diferente, lhe perguntaram o que havia acontecido. Ela lhes narrou a maravilhosa visão e foram todas ver a caixa onde se guardava o dinheiro do Carmelo, e lá encontraram a nota de 500 francos!
O bispo perdeu, as carmelitas ganharam
Mas não terminou aí o milagre. Nos meses seguintes a Serva de Deus apareceu diversas vezes à afortunada Priora, falava-lhe de "coisas espirituais" e lhe dava ajudas econômicas. Na noite de 15 de junho, narra a Madre Carmela, "ela prometeu trazer-me em breve 100 francos".
Santa Teresinha do Menino Jesus_b.jpg
 "Senti dentro de mim ser o Carmelo o
deserto onde o Bom Deus queria
que fosse  também 
esconder-me"
Porém, o mais pitoresco e gracioso deste modo de agir de Santa Teresinha é a maneira como fez chegar essa importância às carmelitas de Gallipoli.
O bispo dessa diocese, Dom Gaetan, contou-lhes que havia notado em sua caixa a falta de uma nota de 100 francos e esperava que Sor Teresa a levaria para elas... E assim ocorreu!
Em 6 de agosto, a Santa de Lisieux apareceu novamente à Madre Carmela, trazendo na mão uma nota de 100 francos, e lhe disse: "O poder de Deus retira ou dá com a mesma facilidade tanto nas coisas temporais quanto nas espirituais".
A Priora apressou-se a devolver essa quantia ao Bispo, mas este a enviou de volta às religiosas.
"Esses ossos benditos farão milagres extraordinários"
Em 5 de setembro desse ano - véspera da exumação de seus restos mortais - a Serva de Deus apareceu mais uma vez.
"Depois de falar-me a respeito do bem espiritual da comunidade - narra a Madre Carmela - ela me anunciou que na exumação só se encontrariam ossos. Depois me fez compreender os prodígios que ela faria no futuro. ‘Esteja segura, minha querida Madre, de que esses ossos benditos farão milagres extraordinários e serão armas poderosas contra o demônio'."
A Priora observou que a Santa da "pequena via" sempre aparecia na aurora, seu semblante era belo e luminoso, suas vestes brilhavam como prata transparente e suas palavras soavam como melodia de Anjo.
Uma nova confirmação
Sor Teresinha voltou a manifestar- se nesse Carmelo no ano seguinte, desta vez a propósito de Dom Nicolas Giannattasio, Bispo de Nardo, cidade próxima de Gallipoli.
Esse Prelado havia estudado muito a vida da Serva de Deus. Sem ter tido conhecimento das palavras dela a Sor Maria da Trindade em 1897, julgava que a resposta dada à Priora em 1910 - "minha via é segura" - devia ser entendida no sentido espiritual e como uma confirmação de sua "pequena via".
Com a idéia de obter essa confirmação, e de pedir para si e para sua Diocese a proteção da jovem Serva de Deus, decidiu fazer um teste ousado. Colocou num envelope uma nota de 500 liras, junto com seu cartão de visitas, no qual escreveu:
In memoriam
Santa Teresinha no leito.jpg
 Santa Teresinha no leito, sob as arcadas do Claustro do Carmelo
de Lisieux, cerca de um mês antes de falecer
"Minha via é segura e eu não me enganei". Sor Teresinha do Menino Jesus a Sor Maria Carmela, em Gallipoli, no dia 16 de janeiro de 1910.
Ora pro me quotidie ut Deus misereatur mei (Roga por mim todos os dias, para Deus ter piedade de mim).
Dom Giannasttasio lacrou o envolope e o entregou às carmelitas de Gallipoli, pedindo-lhes para colocá- lo na caixa onde Santa Teresinha havia operado os milagres.
Pouco tempo depois foi ao Carmelo pregar um retiro, no fim do qual quis ver esse envelope. Ele estava intacto, mas um tanto mais volumoso... Abrindo-o, o bispo encontrou, não apenas as 500 liras, mas 800, que ele deu imediatamente às religiosas. Uma das notas exalava um suave odor de rosas.
Tanto Dom Giannasttasio quanto as carmelitas compreenderam que, por meio desse novo prodígio, Santa Teresinha queria manifestar claramente que sua "pequena via" era segura.
Poucas vezes um caminho de perfeição foi confirmado por uma ação milagrosa tão extraordinária.
Podemos imaginar a alegria de Sor Maria da Trindade ao tomar conhecimento desses fatos narrados por suas irmãs de vocação do Carmelo de Gallipoli. A Pequena Via de sua querida mestra de noviças era comprovadamente um caminho seguro e não levava ao erro...
A santidade ao alcance das pessoas comuns
A própria Santa Teresinha explica, nos Manuscritos Autobiográficos, em que consiste a sua "pequena via" de santificação.
"Sempre desejei ser santa, mas - pobre de mim! - sempre constatei, ao me comparar com os santos, que entre eles e eu existe a mesma diferença que há entre uma montanha cujo cume se perde nos céus e o grão de areia obscuro pisado pelos transeuntes. Longe de desanimar, disse a mim mesma: ‘O bom Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis. Logo, apesar de minha pequenez, posso aspirar à santidade. Tornar-me grande, é impossível; devo, pois, me suportar tal como sou, com todas as minhas imperfeições, mas quero procurar um meio de ir ao Céu por uma pequena via bem direita, bem curta, uma pequena via inteiramente nova'."
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Nessa época, fazia enorme sucesso o elevador, recém-inventado, que poupava às pessoas o esforço de subir escadas. Sor Teresinha sentiu um grande desejo de "encontrar um ascensor para me elevar até Jesus, porque sou pequena demais para galgar a rude escada da perfeição". Pôs-se então a procurar nos Livros Sagrados e encontrou este pensamento: "Se alguém é pequenino, que venha a Mim" (Pr 9, 4). Continuando sua pesquisa, encontrou esta afirmação: "Como uma mãe acaricia seu filho, assim Eu vos consolarei, vos carregarei ao peito" (Is 66, 12-13). E concluiu cheia de júbilo: "Ah! O elevador que deve me erguer até o Céu são vossos braços, ó Jesus!"
A leitura atenta e amorosa dos Santos Evangelhos lançou-lhe mais luz: "Se não vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus" (Mt 18, 3). "Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham" (Mc 10, 14).
Santa Teresinha do Menino Jesus_9.JPG
 Fotografia tirada momentos depois da morte de Santa Teresinha,
em 1º de outubro de 1897. Segundo a irmã Geneviève,
a fotografia "reproduz fielmente o sorriso celeste
de nossa irmã"
Estava explicitado em que consiste a "pequena via", o caminho da infância espiritual. Nela, o importante, não é fazer grandes mortificações corporais, mas aceitar com humildade a própria pequenez, as próprias limitações, até mesmo as próprias imperfeições, e ter um amor e uma confiança sem limites na bondade de Deus; e, como fruto desse amor, ter imensos desejos de fazer com perfeição os atos da vida diária.
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Com sua doutrina e, sobretudo, com seu exemplo, a suave Carmelita de Lisieux demonstrou que a santidade é acessível a todos. Ela "viveu a santidade pura e simples, com todo o encanto e sedução da alma moderna, muito humana e muito próxima de nós", afirma um de seus mais insignes biógrafos.
Ao canonizá-la - mais ainda, ao proclamá-la Doutora da Igreja - a Santa Igreja oficializou sua "pequena via" como um autêntico caminho de santidade. Isso foi afirmado claramente pelo Papa Bento XV, em discurso de 14 de agosto de 1921: "No caminho da infância espiritual está o segredo da santidade para os fiéis do mundo inteiro". E a bula de canonização assinala que por meio de Santa Teresinha Deus propunha aos homens um novo modelo de santidade, ao alcance não só de padres e freiras, mas também dos leigos de todas as idades e condições sociais. (Revista Arautos do Evangelho, Out/2005, n. 46  e  Set/2004, n. 33)

http://www.arautos.org/especial/19892/Santa-Teresinha-do-Menino-Jesus.html

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