- Sentir-se "imortal", "imune" ou "indispensável"
- O "martalismo" (de Marta, a excessiva operosidade)
- O empedramento mental e espiritual
- O excessivo planejamento e funcionalismo
- A má coordenação
- O Alzheimer espiritual
- A rivalidade e a vanglória
- A esquizofrenia espiritual
- As conversas fiadas, os murmúrios e as fofocas
- Divinizar os chefes
- A indiferença diante dos outros
- A cara de funeral
- O acumular
- Os círculos fechados
- As ambições mundanas, os exibicionismos
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
O "catálogo" dos males, segundo o Papa Francisco
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
COMO DAR O MAIOR BEM
O sal da terra
Acabamos de ler, no capítulo anterior, aquele grito da velha cigana, que expressa – como um eco que reboa pelos quatro pontos cardeais – o pedido silencioso que nos dirigem muitas almas: “Dê-nos Deus!”.
Vimos também três condições que precisamos ter para podermos ser portadores de Deus ao coração dos outros: convicção, doutrina e união com Deus (vida interior).
Essa última condição é tão básica, que sem ela a nossa ajuda ficaria tão oca como um bronze que soa (1 Cor 13,1). Portanto, a coisa mais prática que devemos procurar – se quisermos fazer esse bem maior aos demais – é termos uma vida de oração e de mortificação cristã cada vez mais intensa e sincera.
Não se lembra do que Jesus dizia do sal? Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o seu sabor, com que será salgado? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e pisado pelos homens (Mt 5,13). Perguntemo-nos: Eu sou sal, eu sirvo, eu tenho em mim – impregnando os pensamentos, palavras e ações – o “sabor” de Deus?
Ao pensar nisso, compreendemos que não é egoísmo mas amor o que São Josemaria pedia quando dizia: «Alma de apóstolo: primeiro, tu». E esclarecia: «Nunca sejais homens ou mulheres de ação longa e oração curta». «É inútil que te afadigues em tantas obras exteriores, se te falta Amor. – É como costurar com agulha sem linha» (Caminho, nn. 930, 937 e 967).
Esforcemo-nos por enraizar o amor a Deus e ao próximo na nossa alma! Não nos aconteça o que o mesmo santo diz, com umas palavras que deixaram pensativo a mais de um cristão: «De longe, atrais: tens luz. – De perto, repeles: falta-te calor. – Que pena!» (Caminho, n. 459).
Só o amor abre caminhos
Modos de fazer apostolado? Incontáveis! Tantos quantos o amor sincero a Deus e ao próximo é capaz de descobrir e inventar. Não há aqui nem trilhos, nem bitolas, nem cartilhas, nem manuais de instruções. Ame a Deus, queira de verdade a todos… e enxergará o caminho que deve seguir em cada caso.
“Queira de verdade”, acabamos de dizer. Para um cristão comum – o cidadão católico comum, solteiro ou casado −, o apostolado brota naturalmente da amizade, do carinho, do afeto para com os familiares, colegas, o namorado ou a namorada, os amigos…
Se possuímos o que Santo Tomás chamava “amor de amizade”, não falaremos das coisas de Deus – ao fazer apostolado − adotando ares de superioridade, nem nos apresentaremos como “mestres” nem como “pregadores”; não ficaremos insistindo como uma mosca pegajosa, se o outro, livremente, nos mostrar que “agora” não quer tratar disso. O bom caminho, então, será rezar mais por ele e aguardar, mas sem permitir que o afeto, a amizade sincera, esfriem nem um pouquinho. Esperaremos, confiantes em que Deus tem as suas horas.
Acontece, porém, que para alguns comodistas a hora de Deus é “nunca”. Sempre acham falsas desculpas para abandonar espiritualmente os outros: “Quem sou eu?” “Eu não sou santo” “Tenho vergonha, sou tímido” “Por que me intrometer na vida dos demais?”… Quem tem amor de amizade supera essas inibições egoístas, como o atleta olímpico que aceita o desafio de saltar com vara o sarrafo mais alto. Você tem medo? Tem respeitos humanos? Pense, então, que a “vara” do seu Amor é curtinha e quebradiça.
É claro que estou falando para cristãos que desejam fazer apostolado e, portanto, são capazes de entender essas coisas. A eles se dirige a Igreja quando ensina que, em virtude de sua união com Cristo no Batismo, é missão de todos fazer apostolado. E que o apostolado “específico” dos leigos é o que fazem no ambiente cotidiano: na família, no trabalho, na vida em sociedade bem no meio do mundo[1].
Rumos do apostolado dos leigos
Vejamos alguns possíveis rumos desse apostolado, sugeridos por um dos maiores promotores do ideal de santidade e de apostolado dos cristãos comuns no meio do mundo: São Josemaria Escrivá.
São Josemaria não se cansava de ensinar que a amizade, o trato confiante com os outros no convívio diário, é o primeiro e principal caminho que se abre para esse apostolado. Dois textos dele são muito ilustrativos:
─ «Faze a tua vida normal; trabalha onde estás, procurando cumprir os deveres do teu estado, acabar bem as tarefas da tua profissão ou do teu ofício, superando-te, melhorando dia a dia. Sê leal, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo. Sê mortificado e alegre. Esse será o teu apostolado. E sem saberes por que, dada a tua pobre miséria, os que te rodeiam virão ter contigo e, numa conversa natural, simples − à saída do trabalho, numa reunião familiar, no ônibus, ao dar um passeio em qualquer parte − falareis de inquietações que existem na alma de todos, embora às vezes alguns não as queiram reconhecer: irão entendendo-as melhor quando começarem a procurar Deus a sério» (Amigos de Deus, n. 273).
─ «Essas palavras que tão a tempo deixas cair ao ouvido do amigo que vacila; a conversa orientadora que soubeste provocar oportunamente; e o conselho profissional que melhora o seu trabalho…; e a discreta indiscrição que te faz sugerir-lhe imprevistos horizontes de zelo… Tudo isso é “apostolado da confidência”» (Caminho, n. 973).
Outros possíveis “rumos” do apostolado dos cristãos leigos na vida cotidiana são os seguintes:
─ São Josemaria fala do “apostolado epistolar” (Caminho, n. 976). Quando escreveu essas palavras, os meios de comunicação eram as cartas, os telegramas e os telefonemas. Hoje, temos uma riqueza enorme de possibilidades na Internet e nas redes sociais. Para alguns, são um meio terrível de matar o tempo e de perder a alma. Procuremos que, para nós, sejam um meio esplêndido de diálogo, de amizade e de apostolado. Como é que utilizamos essa arma preciosa que Deus põe à nossa disposição?
─ Também fala do “apostolado do almoço” (Ibidem, n. 974). Hoje é tão comum almoçar com colegas da universidade, da empresa, da fábrica, do escritório. É bonito ver como muitos aproveitam esses breves intervalos para consolidar a amizade, puxar com naturalidade assuntos que despertam o interesse por temas éticos e cristãos…, e bastantes deles acabam por conseguir –em uma sala do próprio local de trabalho − reunir vários colegas para estudarem juntos temas sobre o sentido da vida, sobre a ética das virtudes, sobre os Evangelhos, sobre o Catecismo da Igreja Católica, etc. Você já tentou algo disso?
─ Mais um meio eficaz de apostolado. O que descreve o número 467 de Caminho: «Livros. – Estendi a mão, como um pobrezinho de Cristo, e pedi livros. Livros! Que são alimento para a inteligência católica, apostólica e romana de muitos jovens universitários. − Estendi a mão, como um pobrezinho de Cristo… e sofri cada decepção! − Por que será que não entendem, Jesus, a profunda caridade cristã dessa esmola, mais eficaz do que dar pão de bom trigo?». Isso, que foi escrito para estudantes, serve para todos em qualquer situação e idade. Que fazemos?
─ Por fim, não esqueçamos que – como repetia incansavelmente São Josemaria − «todo apostolado deve estar precedido, acompanhado e seguido pela oração». Queremos eficácia no apostolado? Sigamos então o roteiro que ele indica, e que São João Paulo II citou como ensinamento fundamental na homilia da cerimônia de canonização de São Josemaria: « Primeiro, oração; depois, expiação; em terceiro lugar, muito em “terceiro lugar”, ação». (Caminho, n. 82).
O Salmo 118(119),32, fala de que Deus dilata o nosso coração, para «corrermos» pelos seus caminhos. Tomara que dilate o nosso, faça surgir nele planos e iniciativas, para assim chegarmos mais longe no nosso apostolado.
[1] Concílio Vaticano II: Constituição Lumen Gentium nn. 30 e ss; Decreto Apostolicam actuositatem, sobre o apostolado dos leigos, nn. 3 e ss.
http://www.padrefaus.org/archives/1867?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+padrefaus+%28F%C3%A9%2C+Verdade+e+Caridade%29
domingo, 16 de novembro de 2014
Desapego do Mundo

Para consagrar-se ou viver a consagração, São Luis Maria Montfort nos orienta libertar-nos do Espírito do mundo, remover do nosso coração tudo aquilo que nos impede de cumprir os ensinamentos do senhor, tudo o que não é de Deus.
Deus nos convida a sermos Santos!
Lv 19,02: “Santificai-vos, sede Santos, pra que eu, vosso Deus e senhor, sou Santo”.
I Tes 4,3: “Esta é a vontade de Deus, vossa santificação”.
Devemos dirigir todas as palavras, ações, pensamentos a alcançar a perfeição cristã, em todos os momentos.
No livro segredo de Maria, São Luís Maria de Montfort explica: Que farás? Quais meios? Através da marianização da alma.
Os meios de salvação nos conhecemos, mas é necessário a graça de Deus que é concedida a todos em maior ou menor abundância, suficiente a cada um.
São Luís Maria Grignion de Montfort
Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem:
108. Profunda humildade, fé viva, obediência cega, contínua oração, mortificação universal, pureza divina, ardente caridade, paciência heróica, doçura angélica e sabedoria divina.
Precisamos encontrar Maria Santíssima:
Só ela encontrou graça diante de Deus, nem mesmo os patriarcas e profetas a conseguiram por maiores que fossem as suas súplicas;
Mãe do autor de toda graça, o deu ser e vida, que a encheu para distribuir a quem quer, como e quanto quer as graças;
Na natureza temos pai e mãe, ela é mãe da cabeça e do corpo, forma, cuida e alimenta os membros como verdadeiros filhos;
É o molde vivo de Deus, que não perdeu nenhum traço divino;
A dificuldade é achar a Virgem Maria; é um dom de Deus necessário para unirmos- nos a Ele, usando o mesmo meio que Ele usou para unir-se a nós. Precisamos encontrar a graça da verdadeira devoção a Santíssima Virgem;
Precisamos nos afastar do mundo, que não é o conjunto de irmãos, cidades, a terra, a galera!. Ter o Espírito de Deus.
O mundo é o Espírito do mal que não quis receber Jesus e se opõe. 101.10- E o mundo não o conheceu.
Tg 4,4: “Quem quer ser amigo do mundo, constituiu-se inimigo de Deus. “vos não sois deste mundo”.
Mt 6,24: “É impossível servir a dois senhores. "conciliar é impossível". O príncipe deste mundo é o demônio, tentador, mentiroso”.
Mt 6. 1-11: “Proporciona prazeres, riquezas, honras, glórias e até a Jesus, se ele o adorasse, mas ele não o serviu”.
Jo 16,33: “Tende confiança, eu venci o mundo”.
Tomás Kempis
Imitação de Cristo
LL,C XIII,103 - "Tentação"
Em 1380, o monge agostiniano Tomas de Kempis, na Alemanha enquanto vivemos no mundo não podemos está sem tentações,todos devem ser cuidadosos nas tentações e vigilante na oração.
1Pd 5,8: “Cuidado com o demônio,que nunca dorme,não cessa de andar a roda de quem possa devorar”.
Ninguém é tão santo que não tenha algumas tentações, que não podemos nem devemos viver sem ela. São utilíssimas, nelas se é humilhado, instruídos e purificado, passada uma tentação vem outra, por que se perdeu o bem da primeira felicidade (pecado original).
Muitos querem fugir, sexo, drogas, poder dependências, e caem gravemente, mas com paciência e verdadeira humildade venceremos.
São Luís Maria Grignion de Montfort
Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem:
52. Refere-se à Gn 3,15. Deus só criou uma inimizade, irreconciliável, que deve durar e aumentar nos séculos, é a entre os filhos, servos, discípulos, raça da mulher, (Santíssima Virgem) e os seguidores de lúcifer. O que lúcifer perdeu por orgulho, Maria salvou pela obediência. Eva obedeceu à serpente houve a perdição dos seus filhos. Maria Santíssima obediente e fiel a Deus salvou todos os seus filhos.
Deus nos fez perfeitos, equilibrados, o pecado original destruiu isso. O corpo quer dominar o espírito, o corpo reclama satisfações egoístas, impurezas,concupiscência, sensualidade, aos olhos e ouvidos, contra a razão e a fé.
Rm 7,23: “Sinto em meus membros uma lei contraria que se revolta contra a lei do espírito e me prende as leis do pecado”.
Tomás Kempis
Imitação de Cristo
L1,c XIII,4,55 – “Namoro,Casamento,Trabalho”.
“Quem evita ocasiões exteriores não Arranca o mal pela raiz,pouco aproveitará,voltarão mais depressa e mais fortes calma, ajudando Deus pouco a pouco, com paciência, constância e ânimo conseguiremos, confiança em Deus”.
O fogo prova o ferro, a tentação o justo!
Eis os modos que a tentação surge:
Primeiro oferece-se um simples pensamento, depois a importuna imaginação. Logo o deleite, e dai o consentimento, depois da importuna imaginação, só consentimento. Quanto mais preguiçoso for o homem em resisti-lhe, o inimigo ficará mais poderoso. Alguns sofrem grandes tentações no principio da conversão, outros no fim, outros por toda a vida. Outros são tentados brandamente, outros mais intensamente. Não nos inquietemos quando tentados, mas antes clamemos a Deus com maior fervor por ajuda.
Cor 10,13: “Nos dará o auxilio junto com a tentação para que lhe possamos repartir”.
Pd 5,6: “Humilhemos nossas Almas debaixo da mão de Deus,em toda tribulação e tentação por que ele há de salvar e engrandecer os humildes de espírito”.
"O manto de Deus é o manto da sua Mãe santíssima."
São Luís Maria Grignion de Montfort
O Amor da Sabedoria eterna - cap. XVI art.196-200:
A fim de possuir a sabedoria: dicas, Sugestões.
1º Deixar realmente os bens do mundo, com os apóstolos, discípulos, primeiros cristãos, comunidade de vida ou pelo menos o desapego os bens, possuí-los como se não os tivesse, sem solicitude para consegui-los, sem inquietação para conservá-los, sem queixas ou impaciência ao perdê-los;
2º Não se conformar, igualar aos mandamos no modo de vestir (moda), de decorar suas casas, refeições, festas ou outras atividades ;
3° Não acreditar nem obedecer às máximas do mundo, não falar gírias, fazer sinais, pensar e agir como eles, eles tem doutrina adversa à sabedoria encarnada (aborto, casamento, sexo, tatuagens, anticonceptivos, piercings, namoro, preservem seus corpos). Eles pensam e falam mal de grandes verdades não "mentem" abertamente, disfarçam a mentira é a aparência de verdade;
I Jo 5,19 “todo o mundo e penetrado de malicia”. Crêem não mentir,mas mentem,ensinam o pecado mas o chamam de virtudes,honra,decência ou qualquer coisa,mentirosos!;
4° Fugir da companhia dos homens, não só dos mundanos perigosos, mas de pessoas de voltas quando para sua conversão são inúteis e o faz perde tempo.
Fugi quanto possível dos homens, escondei-vos, calai-vos, Cl 3 “esteja vossa vida escondida em cristo em Deus”.
Eclo 20,5: “Um homem silencioso é um homem sábio”.
O Amor da Sabedoria eterna - cap. III art. 70:
Mandamentos do mundo:
1- Conhecer o mundo, estar o par das finezas, amaneiradas dos séculos e demonstrar este conhecimento. (artistas, internet, etiquetas, notícias, novelas);
2- Viver aparentando honestidade, não rouba não mato, não traio... E traem Jesus todos os dias;
3-Ter o dinheiro como fim ultimo do negócio, sem deixar transparecer;
4- Conserva o que e seu, ignorar a caridade, pelo pretexto de direto de propriedade, interesses da família, etc..;
5- Adiantar na vida, ambição, ousadia, conseguir dinheiro fácil, sem mérito pessoal (trabalhar), propina, percentil, jogos;
6- Fazer amigos para obter fins, interesseiro;
7- Freqüentar altas rodas, andar atrás de pessoas eminentes ou em evidencia a fim de brilhar pelos outros;
8- Viver confortavelmente, pretexto de manter a saúde ou o nível social, padrão, não piso no chão, ir mato, chuveiro elétrico, não comer alguns alimentos, só saborear coisas caras e boas para glorificar o Senhor;
9- Não ser desmanchar prazer, cultivar o bom humor diante de situações culpáveis, negligenciarem o próprio estado, se casado, consagrado, etc;
10- Evitar singularidade, piedade, obras de caridade religião, exagero das pessoas devotas.
Rm 8,7: “A sabedoria da carne é inimiga de Deus”.
Mandamentos contrários a sabedorias: "Questão de honra”, o que vão dizer, não fica bem, todos fazem assim, é preciso aproveitar a vida, bons negócios são acontecem uma vez, é preciso aparecer, que mico, careta, não quer ser ridículo. Seja sábio, seja autêntico e verdadeiro.
Virtudes mundanas: Bravuras, destemor, habilidades, política, elegância, sociabilidade, arte de fazer amigos.
Ecl 1,2: “Vaidades das vaidades tudo é vaidade, exceto amar a deus e só a ele servir”.
Tomás Kempis
Imitação de Cristo l1, c1, 305
Vaidade e busca riqueza merecedora e por nelas a esperança (Idolatrar pessoas, cargos, carros, modas), desejar honras e desvanecer-se com elas, seguir os apetites da carne, gula, prazer.
- Desejar vida fácil, larga, cuida pouco para ser boa, olhar somente a vida presente, buscar o que depressa passa, devemos procurar desapegar o coração das coisas visíveis e afeiçoá-lo as invisíveis, são alto.
São Luís Maria Grignion de Montfort
O Amor da Sabedoria eterna - cap.VII, art. 80,82:
O sábio do mundo reveste-se das aparências de cristão e honesto, sem se preocupar em agradar a deus, conhece bem seus negócios e sabe tirar proveito, sem dar a perceber, conhecer a arte de enganar sem que os outros suspeitem, enganar os pais, os professores, os padres, sabe vender, atender, consultar.
1. A sabedoria do mundo é terrestre, apegam-se ao que possuem e empenham-se a tornarem-se ricos, intentam processos para obter lucro ou conservar dinheiro, tudo para ter ganhado, não se empenham na oração, confissão, adoração.
2. A sabedoria do mundo é carnal, amor do prazer, do corpo, só pensam em comer, beber, divertirem-se, rir, passar tempo festa agradáveis jogos que divirtam, companhias mundanas irão atrás de um padre o menos escrupuloso que encontrarem para conseguirem por pouco preço o perdão dos pecados, a paz e indulgencias.
3. Sabedoria é diabólica: Amor as estimas e as, espiram secretamente grandezas, honras, cargos elevados, se esforçam para serem elogiados, visas, estimados e louvados, aplaudidos pelos homens, para que sejam tipo como honestos, sábios, grandes lideres, sábios consultores, pessoas de infinitos mérito e consideração, a verdadeira sabedoria busca o interesse comum e não pessoal.
Mt 5,1-11: “Busquemos ser bem aventurados e não bem sucedidos”.
“Bem aventurados os pobres de espírito”: Não procurar bens deste mundo, senão na medida do necessário ao cumprimento dos meus deveres. Se tiver em abundância ai não prenderes meu coração ao contrario se me privar, agradecerei por não tê-los em comunhão com meus irmãos falo em particular da minha riqueza e de minha pobreza.
Na consagração entregamos os bens espirituais e materiais a Virgem Maria e fico pobre de espírito.
“Bem aventurados os mansos”: Contra o egoísmo favor dos mundanos, o espírito de Jesus é de caridades terem paciência, benignidade, não ter inveja. Não irar, não alimentar ambição. Procurar o bem dos outros, tudo suportar, condescender em tudo, menos no pecado, consagrado vive a caridade ardente.
“Bem aventurados os que choram e desejam justiça”: Chorar primeiro os próprios pecados, em sincera conversão, fome e sede de justiça e santidade chorem junto com os nossos irmãos perseguidos e sofredor, feliz as lagrima que lavam os pecados.
“Bem aventurado os puros de coração”: Aos de olhos do mundo a pureza é impossível, os mundanos a rejeitam em nome da natureza, ciência, arte, aceitando e tornando o ambiente uma perpetua ocasião de pecado nas casas, ruas, TVs, cinema, roupas e outros menos de comunicação.
Não pode haver continência, se Deus a não der, a promessa é que verão a Deus!
“Bem aventurados os misericordiosos e os pacíficos”: Para o mundo a misericórdia é imoral, são indignos os que não sabem viver em guerra, o instinto do egoísmo e de fechar nosso coração ante as misérias do irmão, recusar dar e pedir perdão, pugnar pelos nossos direitos, fechar os olhos ante as injustiças sociais, pobreza, doença, marginalização e opressões.
Acolher sempre, perdoar, compadecer-se da pobreza, enfermidade, miséria moral, rezar pelos abandonados, ampará-los, defendê-los, sufragar as almas do purgatório, na consagração entregamos o valos satisfatório e impetratórios das nossas boas obras a santíssima Virgem para ela usar para quem e como quiser.
“Bem aventurado os que sofrem perseguição”: Para assegurar tranquilidade, fama e poder os do mundo recorrer a todas as armas, mesmo as ilícitas, como a fraude, calunia, venalidade, opressão.
Jo 15,20: Jesus foi perseguido, seus discípulos também, a fidelidade e obediência a lei de Deus e da Igreja, tudo é causa de perseguição. Como consagrados a Virgem Maria,ela entrega a todos os seus filhos pedaços da cruz, que é a arvore da vida.
Tomás Kempis
Imitação de Cristo L1,C XII:
Proveito nas adversidades: Bom é que de tempos em tempos nos ocorra coisas adversas pensem mal de nós, mesmo que falamos o bem, para que reconheçamos a nós mesmos, o homem que está no nosso coração e para não por esperanças no mundo, nas pessoas.
Essas coisas nos ajudam a ser humildes e nos defender da vangloria do orgulho, quando o homem de boa vida é atribulado ou tentado, ou combatido por maus pensamentos, tem maior necessidade de Deus, então se entristecer e geme, e pede ao senhor que o livre do mal que parece, no mundo não tem segurança completa.
Livro I, cap. XII:
Toda vez que o homem deseja desordenadamente algo, perde o sossego, o soberbo e o avarento nunca estão sossegados o pobre e o humilde vive em paz. Não há paz no coração do homem carnal nem do que se ocupa das coisas exteriores, mas há paz no que é fervoroso e espiritual.
Como sofrem, que aflição, que angústia para os que não querem se separar do mundo, por que nele colocam toda a sua felicidade, festa e amigos. Para o escravo da virgem Maria a certeza da morte é a certeza do paraíso, do fim das dores, do pecado, das trevas, certeza de vida.
O mundano na incerteza do mundo:
Na juventude pensam em aproveitar a mocidade, sexo e drogas, na maturidade a sabedoria de reunir riqueza e segurança e na velhice só formas de lhe prolongar a existência.
O escravo de amor todos os dias renova seu exame de consciência, seus atos e rogam a Maria Santíssima que interceda agora e na hora de nossa morte.
Vivem em castidade, choram como se não chorassem, riem como se não tivesse alegria, usam deste mundo como se não usassem. Para os do mundo: seguro contra incêndio, contra acidentes, contra (saúde)-morte, para evitar resultados funestos. A consagração a Virgem Maria é o maior seguro contra a morte. No julgamento final o escravo do mundo ficará a pensar Deus nada ignora, pensamentos, ações, pecados não confessados, tudo será visto num instante, de luz, todos os erros, todas as omissões, tudo o que causamos, escândalos, desamor, temem ao juízo dos homens e ao juízo de Deus.
Verá a insensatez com que ridicularizava os servos de Jesus e Maria. Já o escravo de amor que desprezou o espírito do mundo, agora, senta misericórdia de Deus, no exame de minuciosas e pequeninas vitórias, nas prenuncias, mortificações que Nossa Senhora em embeleza e aumenta com seus méritos e virtudes. Ele também vislumbra a alegria da sua boa escolha de dedicar-se a Jesus, a Maria, e aos irmãos. O escravo amor é apresentado ao juiz pela Virgem Maria,ornado de seus pequenos méritos e Virtudes,quem Nossa Senhora embelezou com suas mãos imaculadas,de Mãe de Deus.
Tomás Kempis
Imitação de Cristo VL1 C XXIV 3,4,6 – “Meditações sobre o Inferno”:
O que faz consumir aquele fogo, os teus, os meus pecados, quanto, mas te perdoas e segues os apetites da carne, tanto mais sofrerás e serás atormentado,no que o homem mais peca,será castigado. Gulosos terão fome e sede, calor, violentados, abusados, chicoteados, luxuriosos serão abrasados com fétido enxofre, os invejosos viverão como cães raivosos,implorando,mendigando, não há vicio que não tenha seu especial tormento, os soberbos estarão cheios de confusão, os avarentos passarão necessidades, desprezo e ali não tens sossego nem consolação.
Aprenda agora a padecer e sofrer um pouco agora para ser livre de muito, prova neste mundo o que poderás sofrer no outro, se agora não podes! Imagine depois... Se agora uma pequena moléstia te faz tão impaciente, o que farás então no inferno?
Na verdade não podes ter dois gozos, deleitar-se neste mundo e reinar depois em Cristo no céu. Quem ama a Deus de todo o coração não teme a morte e o juízo.
Meditações sobre o paraíso:
A felicidade é a soma de todos os bens, com a remoção de todos os males!
1Cor 2,9: “Nenhum olho jamais viu,nenhum ouvido jamais ouviu,nenhuma inteligências pode escutar,o que Deus prepara para os que o amam”. Jesus descreve o céu como uma sociedade, onde há muitas moradas, uma cidade, inúmeros convidados. A alegria de encontrarmos os nossos familiares, nosso amigos, nosso anjos da guarda, nosso santo de devoção.
E o nosso esperado encontro com a Virgem Maria, nossa Mãe,como escravos de amor seus,que nos orgulhamos de ser,que êxtase,saudades,emoção,vê-la,receber seus dengos, beijos, abraços, colo materno... Ela vai nos conduzir pessoalmente ao seu filho Jesus.
Referências:
MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Anápolis: Serviço de Animação Eucarística Mariana, 2002.
KEMPIS, Tomas de. Imitação de Cristo. São Paulo: Paulus, 1979.
MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. O amor da Sabedoria Eterna. João Molenvade: Missionários Monfortinos, 1998.
Para citar esse artigo:
César Mariano - "Desapego do Mundo".
Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus
http://consagracaomontfortina.blogspot.com/2011/07/desapego-do-mundo.html
Online, 26/07/2011
Carta de Santo Efrém da Síria a um monge
(306-373 d.C. aprox.), Padre da Igreja, expõe nesta epístola a um monge uma série de questões espirituais referentes à vida monástica, entre elas a humildade, a vivência da caridade e a exortação para que o cristão seja sempre fiel à fé que recebeu da Igreja Católica.
Meu bem-amado no Senhor,
Quando desejardes dar alguma resposta, deves por em tua boca, antes de mais nada, a humildade uma vez que sabes muito bem que, por ela, todo o poder do inimigo se reduz a nada. Tu conheces a bondade do teu Mestre, que foi blasfemado, e como Ele se fez humilde e obediente inclusive até a morte. Filho meu, trabalha por ti mesmo para firmar a humildade em tua boca, em teu coração e em teu colo, pois há um mandamento que a exige. Lembra-te de Davi, que vangloriava-se por sua humildade e disse: “Porque me humilho, o Senhor me libertou e me abençoou” (Sal 29 [30], 8-12). Filho meu, apega-te à humildade e farás com que as virtudes de Deus te acompanhem. E se permanecerdes no estado de humildade, nenhuma paixão, qualquer que seja, poderá dominar-te. Não existe medida para a beleza do homem que é humilde. Não há paixão, qualquer que seja, capaz de dominar o homem humilde; e não há medida para a sua beleza. O homem humilde é um sacrifício a Deus. O coração de Deus e de seus anjos descansam naquele que é humilde. Mais ainda: quando os anjos o glorificam, é porque houve uma razão para ele obter todas as virtudes; porém, aquele que se revestiu da humildade não necessita de nenhuma razão além de se Ter feito humilde.
Filho meu, estas são as virtudes da humildade. Filho meu, conserva a paz, pois está escrito: “Aquele que é sábio, nesse momento conservará a paz” (Am 5, 13). Mantém a paz até que te questionem. E quando te questionarem, fale usando palavras humildes; comporta-te também de maneira humilde. Não lamentes. Se a pergunta exigir extensa resposta, senta-te. Nunca fales enquanto os outros estiverem usando palavras de desprezo; mas, alegremente, não esqueças que teus pensamentos devem ser estes: “não escutei [as palavras de desprezo]”. Prestai tua máxima atenção, porém, à toda palavra valiosa, pois está escrito: “Se tu deixas passar a palavra e não a escuta, te enganas a ti mesmo, filho meu no Senhor”. Te dei mandamentos desde o princípio; guarda-os desde a juventude. Examina o que diz Paulo; disse: “Desde o tempo em que eras um menino, conhecias a Santa Escritura, que tem o poder para te salvar” (2Tim 3,15). Aprende toda regra dos preceitos do monge, e faz-te querido em todos os teus trabalhos. Se tu, que sois jovem, vais para o deserto e te estabeleces em um local muito grande para ti e vês que Deus ali está, não deixes esse lugar para ir para outro, porque estais descontente. Deixa que o deserto em que te estabeleceste te seja suficiente, não deixeis que Ele se ofenda, pois está escrito: “Não é uma pequena coisa contrária que provocará a ira nos homens”.
No deserto em que te estabeleceste mantém esta maneira de agir e não fujas de um lugar para outro. Não te dirija à morada de ninguém para lamentar no que crês, muito menos por causa dos desejos do teu estômago. Não estejas em companhia do homem agitado e problemático, mas assegura-te em continuar com tua vida silenciosa; não estejas também na boca dos teus irmãos. Te suplico, meu amado no Senhor, que deixeis que tua meta principal seja aprender; escutar com atenção (ou obedecer) te dará a paz, pois está escrito: “O proveito da instrução não é a prata”. Cuida-te para jamais deixar de escutar (ou desobedecer). Que a palavra de Saul não se realize em ti, nem em tua geração, pois Deus é mais facilmente persuadido pela obediência do que pelo sacrifício (cf. 1 Sam 15, 22).
Estas são, então, as regras do ofício do monge: deves comer com os irmãos; não levantes a cabeça enquanto não tiver terminado de comer; come com a roupa que te deixas ver em público; se acontecer de serdes o último a ser servido, não digas: “Traga-me logo, pois aqui está sentado alguém maior que tu”; quando desejares beber da garrafa de água, não deixes que tua garganta cause confusão como um homem comum; quando estiverdes sentado no meio dos irmãos e desejares cuspir, não o faça no meio deles, mas afasta-te a certa distância e então cospe.
Quando estiverdes dormindo em algum lugar com os irmãos, não permitas que pessoa alguma se aproxime a menos de um cotovelo de distância. Se o trabalho for tranqüilo, não durmas sobre a esteira, mas dobra-a pois sois um homem jovem. Não durmas estendido, nem tampouco de costas, para que teus sonhos não te molestem.
Quando estiverdes caminhando com os irmãos, mantém-te sempre a alguma distância deles, pois quando caminhas com um irmão fazes com que teu coração esteja ocioso. Se estiverdes usando sandálias nos pés e o que caminha contigo não as têm, desata-as e caminha como ele, pois está escrito: “Sofrereis”.
Faz o trabalho do pregador. Faça-o cuidadosamente enquanto estiverdes em tua habitação. Não comas enquanto o sol estiver brilhando. Não acendas a fogueira para ti apenas, ou te transformarás num homem exibido. Quando for necessário aquecer-se, chama algum homem pobre e miserável que está contigo no deserto, e serás elogiado, ao dizer: “Não posso comer sozinho o meu pão”.
Se estiverdes numa montanha ou em um lugar onde há algum irmão doente, visita-o duas vezes ao dia: de manhã, antes de começardes a trabalhar com tuas mãos, e à tarde; pois está escrito, meu amado no Senhor: “Estive doente e tu me visitaste” (Mt 25, 36. 43). Quando um irmão morre na montanha onde estás, não te sentes na cela onde consegues ouvir a notícia, mas vai sentar-te com ele e chora sobre ele; pois está escrito: “Chora pelo homem falecido e caminha com ele até que seja enterrado”, pois esta é a última coisa que se pode fazer por seu irmão. Saúda seu corpo com compaixão, dizendo: “Lembra-te de mim diante do Senhor”.
Filho meu, faz tudo o possível para observar as coisas que escrevi para ti, pois elas são as regras do ofício do monge. Deixa que a morte se aproxime de ti de dia e de noite, pois tu sabes que conheces ela e te dirá: “Eu nunca a pus em meu coração. Meus pés estão no umbral e viverei até cruzar o umbral da porta”. Filho meu, põe sempre toda a tua mente diante de Deus e não deixes que todos estes pensamentos instáveis te desviem do caminho. Tem sempre em vista os castigos que vêm. Enquanto estiverdes em tua habitação, faz-te semelhante a Deus.
Se um irmão vem até ti, regozija-te com ele. Saúda-o. Prepara água para seus pés. Não esqueça isto. Que ele reze. Ficai sentado. Saúda suas mãos e seus pés. Não o incomodes com perguntas como: “De onde vens?”; pois está escrito: “Desta maneira, alguns, sem saber, têm recebido anjos em sua morada” (Heb 12, 2). Crê naquele que veio a ti da mesma forma como crerias em Deus. Se ele for um homem mais virtuoso que tu, diga-lhe humildemente: “Que teu favor esteja sobre mim”, o que equivale a dizer: “Tu és meu mestre”. Guarda tua comida e come com ele. E se tiverdes algum compromisso, desmarca-o; pois está escrito: “Filho meu, sempre me traz prazer acompanhar o homem que quer caminhar”. Deves regozijar-te com ele e estar feliz. Fazei o máximo que puder para que te bendiga três vezes, para que a bênção do anjo que entrou com ele venha sobre ti.
E como exige a mesma fé da Igreja Católica, não te desvies dela, nem te ponhas fora dela. Cremos em só Deus, Pai todo-poderoso, e em seu Filho único, Jesus Cristo, nosso Senhor, por quem foi feito o universo, e no Espírito Santo, ou seja, [cremos] na Santíssima Trindade, a divindade plena. Ele [Jesus] é Deus, Ele estava com Deus, Ele é a Luz que vem da Luz, Ele é o Senhor que vem do Senhor. Ele foi gerado, não criado. Foi gerado como homem. Ele não é uma criatura, é Deus. Foi gerado pela Santíssima Virgem Maria, a mulher que levou Deus em seu seio. Ele tomou a carne do homem para o nosso bem, [veio] à terra e dela ascendeu. Escolheu pregadores, os Santos Apóstolos, cujas vozes, conforme o que está escrito, têm sido ouvidas em toda a terra (Sal 18 [19],4). Fui crucificado e traspassado com uma lança. Daí veio a nossa salvação, Água e Sangue, isto é, o Batismo e o glorioso Sangue; quem não recebeu o Sangue, não foi batizado.
Faz isto, filho meu. Mantém esta fé e o Deus da paz estará contigo, e te salvará, e te libertará, e estarás em paz pelo resto dos teus dias. A salvação está no Senhor, filho querido, no Senhor. Lembra-te de mim, amado no Senhor, por Jesus, o Cristo, nosso Senhor, a quem pertencem a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.
Fonte: No Coração da Igreja – Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.
http://tarcisiosilva680.wordpress.com/
Meu bem-amado no Senhor,
Quando desejardes dar alguma resposta, deves por em tua boca, antes de mais nada, a humildade uma vez que sabes muito bem que, por ela, todo o poder do inimigo se reduz a nada. Tu conheces a bondade do teu Mestre, que foi blasfemado, e como Ele se fez humilde e obediente inclusive até a morte. Filho meu, trabalha por ti mesmo para firmar a humildade em tua boca, em teu coração e em teu colo, pois há um mandamento que a exige. Lembra-te de Davi, que vangloriava-se por sua humildade e disse: “Porque me humilho, o Senhor me libertou e me abençoou” (Sal 29 [30], 8-12). Filho meu, apega-te à humildade e farás com que as virtudes de Deus te acompanhem. E se permanecerdes no estado de humildade, nenhuma paixão, qualquer que seja, poderá dominar-te. Não existe medida para a beleza do homem que é humilde. Não há paixão, qualquer que seja, capaz de dominar o homem humilde; e não há medida para a sua beleza. O homem humilde é um sacrifício a Deus. O coração de Deus e de seus anjos descansam naquele que é humilde. Mais ainda: quando os anjos o glorificam, é porque houve uma razão para ele obter todas as virtudes; porém, aquele que se revestiu da humildade não necessita de nenhuma razão além de se Ter feito humilde.
Filho meu, estas são as virtudes da humildade. Filho meu, conserva a paz, pois está escrito: “Aquele que é sábio, nesse momento conservará a paz” (Am 5, 13). Mantém a paz até que te questionem. E quando te questionarem, fale usando palavras humildes; comporta-te também de maneira humilde. Não lamentes. Se a pergunta exigir extensa resposta, senta-te. Nunca fales enquanto os outros estiverem usando palavras de desprezo; mas, alegremente, não esqueças que teus pensamentos devem ser estes: “não escutei [as palavras de desprezo]”. Prestai tua máxima atenção, porém, à toda palavra valiosa, pois está escrito: “Se tu deixas passar a palavra e não a escuta, te enganas a ti mesmo, filho meu no Senhor”. Te dei mandamentos desde o princípio; guarda-os desde a juventude. Examina o que diz Paulo; disse: “Desde o tempo em que eras um menino, conhecias a Santa Escritura, que tem o poder para te salvar” (2Tim 3,15). Aprende toda regra dos preceitos do monge, e faz-te querido em todos os teus trabalhos. Se tu, que sois jovem, vais para o deserto e te estabeleces em um local muito grande para ti e vês que Deus ali está, não deixes esse lugar para ir para outro, porque estais descontente. Deixa que o deserto em que te estabeleceste te seja suficiente, não deixeis que Ele se ofenda, pois está escrito: “Não é uma pequena coisa contrária que provocará a ira nos homens”.
No deserto em que te estabeleceste mantém esta maneira de agir e não fujas de um lugar para outro. Não te dirija à morada de ninguém para lamentar no que crês, muito menos por causa dos desejos do teu estômago. Não estejas em companhia do homem agitado e problemático, mas assegura-te em continuar com tua vida silenciosa; não estejas também na boca dos teus irmãos. Te suplico, meu amado no Senhor, que deixeis que tua meta principal seja aprender; escutar com atenção (ou obedecer) te dará a paz, pois está escrito: “O proveito da instrução não é a prata”. Cuida-te para jamais deixar de escutar (ou desobedecer). Que a palavra de Saul não se realize em ti, nem em tua geração, pois Deus é mais facilmente persuadido pela obediência do que pelo sacrifício (cf. 1 Sam 15, 22).
Estas são, então, as regras do ofício do monge: deves comer com os irmãos; não levantes a cabeça enquanto não tiver terminado de comer; come com a roupa que te deixas ver em público; se acontecer de serdes o último a ser servido, não digas: “Traga-me logo, pois aqui está sentado alguém maior que tu”; quando desejares beber da garrafa de água, não deixes que tua garganta cause confusão como um homem comum; quando estiverdes sentado no meio dos irmãos e desejares cuspir, não o faça no meio deles, mas afasta-te a certa distância e então cospe.
Quando estiverdes dormindo em algum lugar com os irmãos, não permitas que pessoa alguma se aproxime a menos de um cotovelo de distância. Se o trabalho for tranqüilo, não durmas sobre a esteira, mas dobra-a pois sois um homem jovem. Não durmas estendido, nem tampouco de costas, para que teus sonhos não te molestem.
Quando estiverdes caminhando com os irmãos, mantém-te sempre a alguma distância deles, pois quando caminhas com um irmão fazes com que teu coração esteja ocioso. Se estiverdes usando sandálias nos pés e o que caminha contigo não as têm, desata-as e caminha como ele, pois está escrito: “Sofrereis”.
Faz o trabalho do pregador. Faça-o cuidadosamente enquanto estiverdes em tua habitação. Não comas enquanto o sol estiver brilhando. Não acendas a fogueira para ti apenas, ou te transformarás num homem exibido. Quando for necessário aquecer-se, chama algum homem pobre e miserável que está contigo no deserto, e serás elogiado, ao dizer: “Não posso comer sozinho o meu pão”.
Se estiverdes numa montanha ou em um lugar onde há algum irmão doente, visita-o duas vezes ao dia: de manhã, antes de começardes a trabalhar com tuas mãos, e à tarde; pois está escrito, meu amado no Senhor: “Estive doente e tu me visitaste” (Mt 25, 36. 43). Quando um irmão morre na montanha onde estás, não te sentes na cela onde consegues ouvir a notícia, mas vai sentar-te com ele e chora sobre ele; pois está escrito: “Chora pelo homem falecido e caminha com ele até que seja enterrado”, pois esta é a última coisa que se pode fazer por seu irmão. Saúda seu corpo com compaixão, dizendo: “Lembra-te de mim diante do Senhor”.
Filho meu, faz tudo o possível para observar as coisas que escrevi para ti, pois elas são as regras do ofício do monge. Deixa que a morte se aproxime de ti de dia e de noite, pois tu sabes que conheces ela e te dirá: “Eu nunca a pus em meu coração. Meus pés estão no umbral e viverei até cruzar o umbral da porta”. Filho meu, põe sempre toda a tua mente diante de Deus e não deixes que todos estes pensamentos instáveis te desviem do caminho. Tem sempre em vista os castigos que vêm. Enquanto estiverdes em tua habitação, faz-te semelhante a Deus.
Se um irmão vem até ti, regozija-te com ele. Saúda-o. Prepara água para seus pés. Não esqueça isto. Que ele reze. Ficai sentado. Saúda suas mãos e seus pés. Não o incomodes com perguntas como: “De onde vens?”; pois está escrito: “Desta maneira, alguns, sem saber, têm recebido anjos em sua morada” (Heb 12, 2). Crê naquele que veio a ti da mesma forma como crerias em Deus. Se ele for um homem mais virtuoso que tu, diga-lhe humildemente: “Que teu favor esteja sobre mim”, o que equivale a dizer: “Tu és meu mestre”. Guarda tua comida e come com ele. E se tiverdes algum compromisso, desmarca-o; pois está escrito: “Filho meu, sempre me traz prazer acompanhar o homem que quer caminhar”. Deves regozijar-te com ele e estar feliz. Fazei o máximo que puder para que te bendiga três vezes, para que a bênção do anjo que entrou com ele venha sobre ti.
E como exige a mesma fé da Igreja Católica, não te desvies dela, nem te ponhas fora dela. Cremos em só Deus, Pai todo-poderoso, e em seu Filho único, Jesus Cristo, nosso Senhor, por quem foi feito o universo, e no Espírito Santo, ou seja, [cremos] na Santíssima Trindade, a divindade plena. Ele [Jesus] é Deus, Ele estava com Deus, Ele é a Luz que vem da Luz, Ele é o Senhor que vem do Senhor. Ele foi gerado, não criado. Foi gerado como homem. Ele não é uma criatura, é Deus. Foi gerado pela Santíssima Virgem Maria, a mulher que levou Deus em seu seio. Ele tomou a carne do homem para o nosso bem, [veio] à terra e dela ascendeu. Escolheu pregadores, os Santos Apóstolos, cujas vozes, conforme o que está escrito, têm sido ouvidas em toda a terra (Sal 18 [19],4). Fui crucificado e traspassado com uma lança. Daí veio a nossa salvação, Água e Sangue, isto é, o Batismo e o glorioso Sangue; quem não recebeu o Sangue, não foi batizado.
Faz isto, filho meu. Mantém esta fé e o Deus da paz estará contigo, e te salvará, e te libertará, e estarás em paz pelo resto dos teus dias. A salvação está no Senhor, filho querido, no Senhor. Lembra-te de mim, amado no Senhor, por Jesus, o Cristo, nosso Senhor, a quem pertencem a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.
Fonte: No Coração da Igreja – Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
SÃO JOÃO DA CRUZ DUBLADO
João da Cruz nasceu na Espanha, em 1542, de família pobre, ficando órfão ainda criança. Revelou-se um jovem criativo e inteligente. Por sua capacidade, foi admitido no Colégio dos Jesuítas para completar sua formação. Aos 21 anos, ingressou na Ordem dos Frades Carmelitas. Depois de ordenado sacerdote, encontrou-se com Madre Teresa de Ávila que o introduziu no projeto de reforma dos Frades Carmelitas. Este plano e o ideal de perfeição causaram-lhe grande e intenso sofrimento. Expulso da Ordem e condenado a 8 meses de prisão. Durante este período escreveu os mais belos poemas místicos de sua vida, descobriu a riqueza do mistério da cruz e o caminho da mais alta perfeição. Morreu em 1591, canonizado em 1726 pelo Papa Bento XIII e declarado doutor da Igreja em 1926, pelo Papa Pio XI.
domingo, 26 de outubro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
"A Nuvem do Não-Saber"
"Nós fomos feitos para amar e todo o resto foi criado para tornar o amor possível"
"Aquele que a mente não pode compreender, o coração pode abraçar."
(Autor anônimo, em "A Nuvem do Não-Saber")
(Autor anônimo, em "A Nuvem do Não-Saber")
A Oração Centrante é um pouco baseada nos escritos de Santa Teresa de Ávila, especialmente na 'Oração de Quietude', em São João da Cruz mas principalmente no livrinho "A Nuvem do Não-Saber" (Ed. Paulinas, coleção "A Oração dos Pobres"), de autor desconhecido da Idade Média, provavelmente um monge do século XIV que por sua vez se baseou nos Santos Padres do Deserto. Os monges trapistas Pe. Thomas Keating, OCSO, Dom Basil Pennington, OCSO, e padre William Meninger, OCSO, retiraram o método desse livro, que é um pouco difícil de se entender, pois a literatura da época é um tanto cheia de meandros, os autores dão muitas voltas para dizer o que querem. O próprio autor nos aconselha a lê-lo várias vezes. Quando li Santa Teresa de Ávila tive a mesma dificuldade que ao ler a "Nuvem" e outros livros da mesma época. Mas, vale a pena ler!
Para aqueles que tiverem a curiosidade e o tempo, estou colocando aqui alguns trechinhos desse livro que irão assegurar a todos que a Oração Centrante, embora tendo um "nome novo", não é nenhuma "novidade" na Igreja. Apenas ficou esquecida, no meio de tantos tesouros. O nome foi inspirado nos escritos do também trapista, grande escritor católico, Thomas Merton, OCSO.
Cap. III:
"Eleve seu coração para Deus com um humilde impulso de amor; e tome Ele mesmo como seu objetivo e não como qualquer um de seus bens. Tenha cuidado: evite pensar em outra coisa que não seja nele mesmo, de maneira que não haja coisa alguma em que a sua razão ou a sua vontade trabalhe, exceto Ele mesmo. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para esquecer todas as criaturas que Deus já criou, para que, nem o seu pensamento, nem o seu desejo, em geral ou em particular, sejam dirigidos ou estendidos a qualquer uma delas. Deixe-as em paz e não preste atenção nelas. Esta é a obra que mais agrada a Deus. Todos os santos e anjos sentem alegria com este exercício (o "trabalho do amor", como o autor a chama e nós chamamos de Oração Centrante), e estão desejosos em ajudar com todo o seu poder para que prossiga. Quando você se encarrega deste exercício, todos os demônios ficam furiosos e se propõem, na medida do possível a destruí-lo. Nós não podemos nem imaginar o quanto é maravilhoso o modo como todas as pessoas que habitam a terra são ajudadas por este exercício. Sim, e as almas do purgatório são aliviadas do peso de suas penas, e também você é purificado e se torna virtuoso e isto tudo muito mais por esta obra do que por outra qualquer. Entretanto, este é o exercício mais fácil de todos e se realiza com maior presteza quando uma alma, ajudada pela graça, tem consciência deste desejo; caso contrário, seria extraordinariamente difícil para você fazer este exercício. Não se retraia então, mas trabalhe nele até você sentir o desejo. Pois quando você começa a executá-lo pela primeira vez, tudo quanto você encontra é escuridão, uma espécie de nuvem do "não-saber"; você não pode dizer o que é, exceto que você sente, através de sua vontade, um simples desejo de alcançar Deus. Esta escuridão com a nuvem está sempre entre você e o seu Deus, não importa o que você faça, e é esta que o impede de ver Deus claramente através da luz do entendimento de sua razão, ou ainda que o impede de conhecer Deus na doçura do amor em sua própria afeição. Portanto, comece a descansar nesta escuridão enquanto você puder, gritando sempre por Ele, a quem você ama. Porque, se você vai conhecê-lo ou vê-lo de qualquer maneira, na medida em que isto seja possível aqui, terá que ser sempre nesta nuvem e nesta escuridão. Portanto, se você trabalhar neste exercício com toda a sua atenção como eu mandei, tenho plena confiança que, pela misericórdia de Deus, você atingirá este objetivo."
Cap. IV:
...
"Portanto, organize bem o seu tempo e a forma como o utiliza. Nada é mais precioso que o tempo. Uma pequena partícula de tempo, por menor que seja, é preciosa, pois devido a ela o céu pode ser ganho ou perdido."
...
"Ligue-se a Ele pelo amor e pela fé."...
...
"Portanto, preste cuidadosa atenção a este exercício e ao modo maravilhoso como ele age dentro de sua alma. Pois quando é bem compreendido, ele nada mais é do que um súbito impulso, algo que chega sem avisar, elevando-se, voando rapidamente até chegar a Deus, como a faísca voa para cima partindo do carvão ardente. (Sta. Teresa de Ávila fala de modo bem semelhante em relação à oração). Maravilhoso também é a quantidade desses impulsos que podem ocorrer dentre uma hora, numa alma que esteja adequadamente preparada para este exercício. Todavia, sobressaindo-se numa atividade dentre todas estas, um homem pode perfeitamente, de repente, ter esquecido toda coisa criada. E, como a mesma rapidez, após cada impulso, e por causa da corrupção da carne, a alma cai novamente até chegar a atingir algum pensamento ou alguma ação já executada ou inacabada. Mas que importa? Pois prontamente ela se eleva novamente, tão de repente como aconteceu da vez anterior."
(A cada vez que se conscientizar de algo, (pensamento, emoção, sentimento, etc, simplesmente retorne à sua Palavra Sagrada - Thomas Keating)
"Assim, portanto, pode-se entender logo o método deste trabalho e perceber claramente que ele se encontra muito afastado de qualquer fantasia ou falsa imaginação ou opinião sutil: uma vez que todas estas não são ocasionadas por aquele simples, devoto e humilde impulso do amor, mas por um raciocínio orgulhoso, especulativo e excessivamente imaginativo...."
"Quem quer que leia ou ouça este exercício, poderá pensar que pode ou que deveria realizá-lo por meio de um trabalho intelectual. Assim, ele pára e fica quebrando a cabeça procurando um modo de realizá-lo e, com tais engenhosos raciocínios, ele violenta a sua imaginação, talvez até além da sua habilidade natural, de modo a planejar um meio falso de agir que não se adapta nem ao corpo nem à alma. Realmente tal homem, seja ele quem for, está perigosamente iludido; e é assim, a não ser que Deus, na sua grande bondade, lhe mostre a sua maravilhosa misericórdia e, rapidamente, o conduza para longe de suas imaginações, a fim de colocá-lo humildemente sob a direção daqueles experientes neste exercício... Portanto, pelo amor de Deus, tome cuidado neste exercício e de nenhum modo trabalhe com seus sentidos ou com a sua imaginação. Pois, eu lhe digo sinceramente, este exercício não pode ser alcançado através do trabalho deles; assim, pois, deixe-os e não trabalhe com eles."
Cap. V:
"Tenho algo a lhe dizer: tudo quanto você pensar está acima de você durante este espaço de tempo, e está entre você e o seu Deus. Na medida em que houver alguma coisa em sua mente exceto Deus só, nesse mesmo instante você estará longe de Deus."
".... neste exercício é de pouca ou nenhuma valia pensar na bondade ou na dignidade de Deus, ou de Nossa Senhora ou dos anjos e santos do céu, ou até nas alegrias celestes; quer dizer, através de uma concentração especial, como se você quisesse, por essa concentração, alimentar e aumentar seu propósito. Acredito que isso, de maneira alguma aconteceria neste caso e neste exercício porque, embora seja bom pensar na bondade de Deus e amá-lo e louvá-lo por esta mesma bondade, contudo, é muito melhor pensar em seu simples Ser e amá-lo e louvá-lo por Ele mesmo."
Cap. VI:
"Agora, porém, você me faz uma pergunta dizendo: "Como eu poderia pensar nele mesmo e o que Ele é?" A isto eu só posso responder nestes termos: "Não tenho a menor ideia". Pois, com esta pergunta, você me introduziu nessa mesma escuridão, nessa mesma nuvem do não-saber onde eu gostaria qu você mesmo estivesse. Porque um homem pode, pela graça, possuir a plenitude do conhecimento de todas as criaturas e das suas obras como também das obras do próprio Deus, e ele é bem capaz de refletir sobre elas. Mas homem nenhum pode pensar em Deus como Ele mesmo. Por isso, é meu desejo abandonar tudo sobre o que eu possa pensar e escolher para o meu amor a coisa na qual eu não possa pensar. Porque Ele pode certamente, ser amado, mas não pensado. Ele pode ser arrebatado e retido por amor, mas não pelo pensamento. Portanto, embora o pensamento seja uma luz e uma parte da contemplação, mesmo assim neste exercício, ele deve ser rejeitado e coberto com uma nuvem do esquecimento. Você deve pisar por cima dela corajosamente mas com amor, e munido de um amor devoto, agradável e impulsivo esforçar-se para atravessar essa escuridão acima de você. Você tem que bater nessa nuvem do não-saber com um dardo afiado de amor ardente. Não deixe esse trabalho por nada que possa acontecer."
Cap. VII:
"Se surgir algum pensamento que continue a pressionar, acima de você e entre você e essa escuridão, e lhe perguntar: "O que você procura e o que gostaria de ter?", você deve dizer que é a Deus que gostaria de ter: "É Ele que eu almejo, Ele a quem eu procuro, e nada além dele". E caso o seu pensamento indagar quem é esse Deus, você deve responder que é o Deus que criou você e o resgatou, e que, com a sua graça o chamou para seu amor. E diga: "Você não tem nenhum papel para representar". Portanto, diga ao pensamento: "Vá para baixo novamente". Esmague-o rapidamente com um impulso de amor, mesmo que este pareça ser muito santo; ainda assim, parece que ele poderia ajudar você a procurar Deus. Talvez o pensamento traga à sua mente uma variedade de excelentes e maravilhosos exemplos de sua benevolência; dirá que Deus é muito doce e muito amorosos, benevolente, misericordioso. O pensamento não desejará nada além de que você o escute; pois no fim aumentará cada vez mais a sua loquacidade até que o leve mais para baixo, até a reminiscência de sua paixão. É aí que lhe será permitido ver a maravilhosa benevolência de Deus; e talvez, enquanto você o vê e pensa sobre isto, o pensamento trará à sua mente algum lugar onde você costumava viver. E assim, no final, antes mesmo que você percebesse a sua concentração se evaporou, espalhando-se por onde você nem faz idéia. A causa desta dispersão é que, no início, você deliberadamente deu ouvidos ao pensamento, respondeu-lhe, tomou-o para si e deixou-o continuar despercebido."
.....
"Portanto, quando você iniciar este exercício, e souber por experiência, através da graça, que você está sendo chamado por Deus para isso, levante então seu coração para Deus com um humilde impulso de amor e destine-o ao Deus que criou você e o resgatou, e que na sua graça chamou você para este exercício. Não tenho outro pensamento sobre Deus; nem mesmo qualquer um destes pensamentos, a menos que seja de seu agrado. Pois uma simples aproximação em linha reta a Deus é suficiente, sem nenhuma outra causa exceto Ele próprio. Se você quiser, pode ter esta extensão envolvida e cingida em uma só palavra. Por isso, a fim de obter melhor compreensão disto, tome só uma palavrinha, de uma sílaba, preferivelmente, ou de duas; pois quanto mais curta, melhor, de acordo com este exercício do espírito. Assim é a palavra "DEUS' ou a palavra "amor". Escolha a que você preferir, ou qualquer outra segundo o seu gosto a palavra de uma sílaba de sua preferência. Prenda esta palavra ao seu coração, de modo que, aconteça o que acontecer, ela jamais vá embora. Esta palavra há de ser o seu escudo e a sua espada, quer você esteja cavalgando na paz ou na guerra. Com esta palavra você açoitará esta nuvem e essa escuridão acima de você. Com esta palavra você deverá abater toda sorte de pensamento sob a nuvem do esquecimento; isto para o caso de algum pensamento exercer pressão sobre você, perguntando-lhe o que você gostaria de ter, responda só com esta palavra e nada mais. Se o pensamento lhe propuser, de acordo com seu grande saber, analisar essa palavra e dizer-lhe o que significa, diga ao pensamento que você quer guardá-la como um todo e não em fragmentos ou solta. Se você quiser manter-se firme neste propósito, pode ter certeza de que o pensamento não permanecerá por muito tempo."
Cap. LXX:
"O silenciar dos nossos sentidos físicos conduz muito mais facilmente à experiência das coisas espirituais; da mesma maneira, o silenciar de nossas faculdades espirituais conduz a um conhecimento experimental de Deus, tanto quanto este seja possível, através da graça, na vida presente."
"Trabalhe com afinco neste "nada" e neste em "parte alguma", e abandone seus sentidos físicos externos como também os objetivos de sua atividade. Pois eu lhe digo sinceramente que este exercício não pode ser compreendido por eles.
Através dos seus sentidos físicos de percepção você nada pode compreender a não ser quanto ao comprimento e largura, à pequenez e grandeza, ao que é redondo e o que é quadrado, à sua distância e sua proximidade e também à sua cor; através de seus ouvidos, nada além do ruído ou alguma espécie de som; através do seu nariz, nada além do mau cheiro ou aroma; atravéz do gosto, nada além do azedo ou doce, o salgado ou fresco, o amargo ou agradável; e através do tato, nada além do quente ou frio, duro ou mole, macio ou áspero. E, na verdade, nem Deus nem as coisas espirituais possuem nenhuma destas qualidades e quantidades. Portanto, abandone seus sentidos externos e não trabalhe com eles, nem externa, nem internamente. Porque todos aqueles que se dispõem a serem trabalhadores espirituais interiormente, e ainda julgam que deveria ouvir, cheirar, ver, provar ou tocar coisas espirituais, seja dentro ou fora deles mesmos, certamente estão enganados e trabalham de modo errado, contra a natureza. Pois está determinado pela natureza que através dos sentidos físicos os homens tenham conhecimento de todas as coisas físicas, e não que através destas tomem conhecimento de coisas espirituais.
Estou falando a respeito de sua atividade positiva. Pois podemos chegar ao conhecimento das coisas espirituais através de sua falta de atividade. Quando, por exemplo, lemos ou ouvimos falar de determinadas coisas, e percebemos que nossos sentidos físicos não nos podem informar sobre o que são estas coisas através de suas qualidades, então podemos, sem nenhuma dúvida, estar seguros de que estas coisas são espirituais e não materiais.
Espiritualmente o mesmo é verdade acerca de nossas faculdades espirituais, quando estivermos trabalhando em relação ao conhecimento do próprio Deus. Pois não importa o volume de compreensão espiritual que um homem possa ter quanto ao conhecimento de todas as coisas espirituais criadas, ele jamais poderá chegar, pelo esforço de sua compreensão, ao conhecimento de uma coisa não criada, que nada é a não ser Deus. Mas, pela falha desta compreensão ele pode chegar a esse conhecimento. Pois onde a sua compreensão falha nada mais há além de Deus só; e foi por este motivo que São Dionísio disse: "O saber verdadeiramente divino de Deus é aquele que é conhecido pelo não-saber". ...
Cap. LXXIV:
"Mas se você julgar que este modo de trabalhar não está de acordo com a sua disposição física ou espiritual, pode deixá-lo e escolher outro em segurança e sem repreensão, desde que seja de bom conselho espiritual. E nesse caso, rogo-lhe que me considere perdoado. Pois, realmente, o meu objetivo ao escrever este livro foi o de ajudar você a fazer progressos de acordo com meu modesto conhecimento. Foi esse o meu propósito. Portanto, leia-o novamente duas ou três vezes; e quanto mais vezes você o ler, melhor o entenderá; assim talvez, se alguma frase foi muito difícil pra você entender na primeira ou segunda leitura, depois lhe parecerá bastante fácil. (Realmente, o próprio autor reconhece que o livro é de difícil leitura.)
Sim, de fato. Segundo meu critério, parece impossível que qualquer alma que esteja preparada para este exercício leia o livro, para si ou em voz alta, sem sentir durante esse tempo uma real afinidade com o resultado deste livro. Portanto, se você achar que lhe faz bem, agradeça a Deus sinceramente, e pelo amor de Deus reze por mim."
Cap. LXXV:
"Sobre os sinais decisivos pelos quais o homem pode comprovar se é chamado ou não por Deus e empreender este exercício."
"Todos aqueles que leem a matéria deste livro, ou o ouvem quando é lido ou quando se fala a respeito dele, e durante a sua leitura ou quando ouvem falar acerca dele julgam que este livro seja bom e apropriado para eles, nem por isto são eles chamados por Deus a empreender este exercício, simplesmente por causa desta sensação, própria da natureza, que eles têm durante a sua leitura. Pode acontecer que esta sensação provenha mais de uma curiosidade intelectual natural do que qualquer chamado da graça.
Se, entretanto, eles desejarem descobrir de onde provém esta sensação, e se quiserem de fato, podem averiguá-lo da seguinte maneira: Antes de mais nada, verifiquem primeiro se fizeram tudo quando deles depende para se prepararem para este exercício: - pela purificação de suas consciências, de acordo com o julgamento da Santa Igreja e ainda com a aprovação do seu diretor espiritual. Até aqui, tudo bem. Mas, se desejarem saber mais, verifiquem se este impulso está sempre fazendo pressão em suas mentes, com maior regularidade do que acontece com qualquer outro exercício espiritual. E e lhes parecer que nada do que eles fazem, física ou espiritualmente, tem qualquer valor, segundo o testemunho de suas consciências, a não ser este pequeno amor secreto orientado de um modo espiritual como sendo o principal de todos os seus exercícios: se esse for o sentimento deles, então é um sinal e que são chamados por Deus para este exercício; do contrário, não.
(Em suma, se sentirem um apelo interior, forte, para praticarem a Oração Centrante, façam-no. Se não, busquem outro método. Comigo foi "amor à primeira vista"!)
Para aqueles que são chamados a executar este exercício, não falo que este impulso de amor existirá para sempre e habitará continuamente suas mentes. Não, não é assim. Porque, frequentemente, a experiência atual deste impulso é por vários motivos retirada do jovem aprendiz espiritual deste exercício: às vezes, a fim de que ele não se torne muito familiarizado com ele e assim presuma que, na maioria dos casos, depende dele ter esta experiência quando queira e como queira. Uma convicção como esta seria orgulho. Todas as vezes que o conhecimento desta graça for revogado, a causa disto será o orgulho. Quer dizer, não o verdadeiro orgulho mas o orgulho que lá estaria se este conhecimento da graça não fosse revogado. E frequentemente os jovens, em sua insensatez, pensam que Deus é o seu inimigo quando Ele é o seu melhor amigo.
(Nem sempre vamos ter a "consolação espiritual", quer façamos este exercício ou outro qualquer. Não podemos achar que fazemos progressos porque somos "eficientes", etc.... Deus muitas vezes nos deixa na total aridez espiritual para provar nossa fé, nosso amor, nossa fidelidade. Devemos perseverar, continuar nossa prática espiritual, sempre!) "Ao vencedor darei a coroa da vida", nos diz o Senhor no Apocalipse.)
"Às vezes são privados desta experiência por causa de sua negligência; quando isto acontece, eles sentem imediatamente uma dor aguda que os atormenta bastante. De vez em quando Nosso Senhor propositadamente atrasa a experiência, porque é de sua vontade ampliar a experiência por meio desta demora e fazer com que haja mais interesse por esta quando for reencontrada e posta à prova novamente, após ter sido perdida durante muito tempo. Este é um dos sinais mais evidentes e simples que uma alma pode ter para saber se é chamada a realizar este exercício ou não; se ela sentir após certa demora e um longo afastamento desta experiência, ao chegar de repente, como chega, realizada sem nenhum intermediário, que ela tem um fervor do desejo e um anseio de continuar com este exercício, maiores do que jamais tivera antes; tanto assim que muitas vezes, eu imagino que todo o pesar que a alma sentiu pela perda dessa graça não é nada, comparado com a alegria de redescobri-la. Se assim for, então é realmente um autêntico indício de que ele é chamado por Deus para realizar este exercício, qualquer que seja ou tenha sido o seu estado.
Porque Deus não olha com seus olhos misericordiosos para o que você é ou para o que você foi, mas sim para o que você deseja ser. Podemos dizer que São Gregório é testemunha de que: "todos os desejos santos aumentam com a demora; mas se diminuem com a demora então jamais foram desejos santos". E aquele que sente cada vez menos alegria nas novas experiências e nas repentinas exposições dos seus próprios desejos, embora todos devam ser chamados desejos naturais para o bem, estes no entanto jamais foram desejos santos. É deste desejo santo que fala Santo Agostinho, quando diz que: "a vida inteira de homens bons cristãos nada mais é do que desejos santos".
Adeus, amigo espiritual, na bênção de Deus e na minha. E eu suplico a Deus Todo-Poderoso que a verdadeira paz, o saudável conselho e o conforto espiritual em Deus com abundância da graça sempre estejam com você e como aqueles que, na terra, amam a Deus."
Amém."
****
http://www.oracaocentrante.org/nuvem.htm
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Aprendendo a viver
(Autor desconhecido)
Você receberá um corpo físico.
Você pode amá-lo ou detestá-lo, mas ele será seu ao longo de toda a sua existência.
Você receberá lições.
Você estará matriculado na escola da vida em período integral.
Você terá oportunidades para aprender a cada dia que passa.
Você poderá usar estas oportunidades ou deixá-las passar simplesmente.
Não há erros, apenas lições.
O crescimento é resultado de um processo de tentativa e erro: Uma experimentação.
Os experimentos fracassados são tão parte do processo, quanto os experimentos que funcionam.
Uma lição se repetirá até que tenha sido aprendida.
Esta lição será apresentada a você sob várias formas até que você a tenha aprendido.
Quando conseguir isso, poderá então passar para a próxima lição.
Aprender lições é um processo interminável.
Não há nenhum evento na vida que não contenha uma lição.
Se você está vivo, sempre haverá uma lição para aprender.
Lá não é melhor que aqui.
Quando o seu lá se transformar em aqui, você apenas estará obtendo outro lá que, mais uma vez, parecerá melhor que aqui.
Os outros são apenas espelhos da sua própria imagem.
Você não pode amar ou detestar alguma coisa em outra pessoa, sem que isso reflita alguma coisa que você ama, ou detesta em si mesmo.
É você quem escolhe o que quer fazer da sua vida.
Você tem todas as ferramentas e recursos de que precisa.
O que faz com eles, é problema seu.
A escolha é sua.
As respostas estão dentro de você.
As respostas às questões da vida estão dentro de você.
Tudo que você tem a fazer é:
PRESTAR ATENÇÃO, OUVIR E CONFIAR.
http://cmopssvp.blogspot.com.br/p/leituras-espirituais-para-conferencias.html
O verdadeiro amor
Um homem foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava mais a sua esposa e que pensava em separar-se.
O sábio escutou-o, olhou nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra:
-"Ame-a!" E logo se calou.
- Mas, já não sinto nada por ela!
- " Ame-a", disse-lhe novamente o sábio.
E diante do desconcerto do senhor, depois de um breve silêncio, o sábio explicou:
- Amar é uma decisão, não um sentimento; amar é uma dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim... Ame seu par, ou seja; aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê-lhe afeto e ternura, admire e compreenda-o... Isso é tudo: ame!
E concluiu: Veja o que é a vida sem amor:
- A inteligência sem amor, te faz perverso.
- A justiça sem amor, te faz implacável.
- A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
- O êxito sem amor, te faz arrogante.
- A riqueza sem amor, te faz avaro.
- A docilidade sem amor te faz servil.
- A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
- A beleza sem amor, te faz ridículo.
- A autoridade sem amor, te faz tirano.
- O trabalho sem amor, te faz escravo.
- A simplicidade sem amor, te deprecia.
- A oração sem amor, te faz introvertido.
- A lei sem amor, te escraviza.
- A política sem amor, te deixa egoísta.
- A fé sem amor te deixa fanático.
- A cruz sem amor se converte em tortura,
e a vida sem amor... não tem sentido.
http://cmopssvp.blogspot.com.br/p/leituras-espirituais-para-conferencias.html
O sábio escutou-o, olhou nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra:
-"Ame-a!" E logo se calou.
- Mas, já não sinto nada por ela!
- " Ame-a", disse-lhe novamente o sábio.
E diante do desconcerto do senhor, depois de um breve silêncio, o sábio explicou:
- Amar é uma decisão, não um sentimento; amar é uma dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim... Ame seu par, ou seja; aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê-lhe afeto e ternura, admire e compreenda-o... Isso é tudo: ame!
E concluiu: Veja o que é a vida sem amor:
- A inteligência sem amor, te faz perverso.
- A justiça sem amor, te faz implacável.
- A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
- O êxito sem amor, te faz arrogante.
- A riqueza sem amor, te faz avaro.
- A docilidade sem amor te faz servil.
- A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
- A beleza sem amor, te faz ridículo.
- A autoridade sem amor, te faz tirano.
- O trabalho sem amor, te faz escravo.
- A simplicidade sem amor, te deprecia.
- A oração sem amor, te faz introvertido.
- A lei sem amor, te escraviza.
- A política sem amor, te deixa egoísta.
- A fé sem amor te deixa fanático.
- A cruz sem amor se converte em tortura,
e a vida sem amor... não tem sentido.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Elizabeth Canori Mora
Os princípios básicos:
Nascida 21 de novembro de 1774, em Roma
Morreu 05 de fevereiro de 1825, em Roma
Casada 10 de janeiro de 1796
Mãe de duas filhas
Beatificada em 24 de abril de 1994, pelo Papa João Paulo II
Em Santíssimo Elizabeth Canori Mora, temos um exemplo impressionante de amor conjugal que permanece "até a morte", mesmo no meio de profundo sofrimento. Nascida em uma rica família romana em 1774, Elizabeth passou a maior parte de sua infância sob os cuidados de freiras agostinianas na zona rural de Cássia. Em seus anos felizes lá, seu amor por Jesus floresceu, e muitos pensavam que ela poderia ter uma vocação religiosa.
No entanto, em sua adolescência, Elizabeth desenvolvera tuberculose e voltou para a casa dos pais para se recuperar. Longe do convento, seu desejo de profissão religiosa desapareceu, assim como o seu interesse em um determinado estudante de direito jovem, Cristoforo Mora, cresceu. Discernir que Deus a chamava para o estado de casado, Elizabeth trocaram votos de casamento com Cristofero em 1796.
Os primeiros meses de sua vida de casados eram doce e alegre. Cristoforo encantado em mostrar sua noiva jovem, bonita. No entanto, suas afeições começou a ficar ofuscado por ciúmes, e ele começou a restringir as correspondências de Elizabeth, querendo ter sua esposa "só para ele." Jealously eventualmente degenerou em desinteresse e desinteresse em rejeição, e por isso ainda dentro de poucos anos, Cristoforo esfriou com a esposa , e deu início ao que seria uma longa cadeia de infidelidades.
Uma jovem mãe agora com duas filhas, Elizabeth deu à luz a crueldade e a rejeição de seu marido bravamente, oferecendo todos os seus sofrimentos para o seu arrependimento e conversão. Como Cristoforo passou seu tempo mulherengo e desperdiçar os seus recursos, Elizabeth pacientemente lutava para sobreviver e garantir que suas filhas, Marianna e Lucina, foram devidamente cuidadas e educadas. Mesmo como amigos e conselheiros pediu Elizabeth deixar o marido infiel, ela agarrou-se aos votos que ela tinha feito e da graça de Deus que ela confiava para sustentá-la.
Puxando-a força da oração, massa e sua devoção à Santíssima Trindade, Elizabeth nunca deixou amar Cristoforo e orando por ele. Ela incentivou suas filhas a fazerem o mesmo, rancor ou raiva nunca permitindo que será dirigido pelo seu marido e seu pai. Fiel até o último, Elizabeth ofereceu-lhe as últimas palavras para a conversão de seu marido. E, finalmente, depois de testemunhar a morte de sua esposa, Cristoforo experimentou profunda remorso para a angústia que tinha causado a sua família. Arrependendo-se de seus pecados, ele alterou a sua vida, e de uma sucessão de eventos que se deveu em grande medida à intercessão de sua esposa, Cristoforo viveu os últimos anos de sua vida como um sacerdote franciscano.
Na beatificação de Elizabeth 24 de abril de 1994 (durante o Ano da Família), João Paulo II disse o seguinte sobre a santa esposa e mãe:
"Por sua vez Elizabeth Canori Mora, em meio a muitas dificuldades conjugais, mostrou total fidelidade ao compromisso que tinha feito no sacramento do matrimônio, e à responsabilidade decorrente disso. Constante na oração e na sua dedicação heróica de sua família, ela foi capaz de criar os filhos como cristãos e conseguiu converter seu marido "(fonte original , em italiano).
E, durante a recitação do Regina Caeli no dia beatificação de Isabel, o Santo Padre destacou a Elizabeth como um lembrete a todos que " o amor é forte como a morte "(Cântico dos Cânticos 8, 6) (fonte original disponível em italiano ou espanhol ).
A oração: Bendita Elizabeth Canori Mora, confiamos a você todos os casamentos que lutam, e especialmente os cônjuges que foram abandonados. Que eles saibam que o seu testemunho de fidelidade conjugal é um tesouro para o mundo e um sinal de amor nunca falha de Deus para seus filhos amados. Traga os cônjuges infiéis de volta para suas famílias, e curar todas as feridas do pecado e traição.
Nascida 21 de novembro de 1774, em Roma
Morreu 05 de fevereiro de 1825, em Roma
Casada 10 de janeiro de 1796
Mãe de duas filhas
Beatificada em 24 de abril de 1994, pelo Papa João Paulo II
Em Santíssimo Elizabeth Canori Mora, temos um exemplo impressionante de amor conjugal que permanece "até a morte", mesmo no meio de profundo sofrimento. Nascida em uma rica família romana em 1774, Elizabeth passou a maior parte de sua infância sob os cuidados de freiras agostinianas na zona rural de Cássia. Em seus anos felizes lá, seu amor por Jesus floresceu, e muitos pensavam que ela poderia ter uma vocação religiosa.
No entanto, em sua adolescência, Elizabeth desenvolvera tuberculose e voltou para a casa dos pais para se recuperar. Longe do convento, seu desejo de profissão religiosa desapareceu, assim como o seu interesse em um determinado estudante de direito jovem, Cristoforo Mora, cresceu. Discernir que Deus a chamava para o estado de casado, Elizabeth trocaram votos de casamento com Cristofero em 1796.
Os primeiros meses de sua vida de casados eram doce e alegre. Cristoforo encantado em mostrar sua noiva jovem, bonita. No entanto, suas afeições começou a ficar ofuscado por ciúmes, e ele começou a restringir as correspondências de Elizabeth, querendo ter sua esposa "só para ele." Jealously eventualmente degenerou em desinteresse e desinteresse em rejeição, e por isso ainda dentro de poucos anos, Cristoforo esfriou com a esposa , e deu início ao que seria uma longa cadeia de infidelidades.
Uma jovem mãe agora com duas filhas, Elizabeth deu à luz a crueldade e a rejeição de seu marido bravamente, oferecendo todos os seus sofrimentos para o seu arrependimento e conversão. Como Cristoforo passou seu tempo mulherengo e desperdiçar os seus recursos, Elizabeth pacientemente lutava para sobreviver e garantir que suas filhas, Marianna e Lucina, foram devidamente cuidadas e educadas. Mesmo como amigos e conselheiros pediu Elizabeth deixar o marido infiel, ela agarrou-se aos votos que ela tinha feito e da graça de Deus que ela confiava para sustentá-la.
Puxando-a força da oração, massa e sua devoção à Santíssima Trindade, Elizabeth nunca deixou amar Cristoforo e orando por ele. Ela incentivou suas filhas a fazerem o mesmo, rancor ou raiva nunca permitindo que será dirigido pelo seu marido e seu pai. Fiel até o último, Elizabeth ofereceu-lhe as últimas palavras para a conversão de seu marido. E, finalmente, depois de testemunhar a morte de sua esposa, Cristoforo experimentou profunda remorso para a angústia que tinha causado a sua família. Arrependendo-se de seus pecados, ele alterou a sua vida, e de uma sucessão de eventos que se deveu em grande medida à intercessão de sua esposa, Cristoforo viveu os últimos anos de sua vida como um sacerdote franciscano.
Na beatificação de Elizabeth 24 de abril de 1994 (durante o Ano da Família), João Paulo II disse o seguinte sobre a santa esposa e mãe:
"Por sua vez Elizabeth Canori Mora, em meio a muitas dificuldades conjugais, mostrou total fidelidade ao compromisso que tinha feito no sacramento do matrimônio, e à responsabilidade decorrente disso. Constante na oração e na sua dedicação heróica de sua família, ela foi capaz de criar os filhos como cristãos e conseguiu converter seu marido "(fonte original , em italiano).
E, durante a recitação do Regina Caeli no dia beatificação de Isabel, o Santo Padre destacou a Elizabeth como um lembrete a todos que " o amor é forte como a morte "(Cântico dos Cânticos 8, 6) (fonte original disponível em italiano ou espanhol ).
A oração: Bendita Elizabeth Canori Mora, confiamos a você todos os casamentos que lutam, e especialmente os cônjuges que foram abandonados. Que eles saibam que o seu testemunho de fidelidade conjugal é um tesouro para o mundo e um sinal de amor nunca falha de Deus para seus filhos amados. Traga os cônjuges infiéis de volta para suas famílias, e curar todas as feridas do pecado e traição.
http://www.marriageuniqueforareason.org/2012/02/09/national-marriage-week-an-example-of-faithful-love-enduring-unto-death-bl-elizabeth-canori-mora/
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