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sábado, 11 de março de 2017

ORAÇÕES DA SEMANA: PRIMEIRO DIA - Quaresma

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As semanas passam tão depressa, levando com ela as nossas vidas. Quem dera você possa ter sempre tempo de louvar ao Pai da Vida os dias que passam. E pedir, em meio às vertigens de nossas preocupações e afazeres cotidianos, que nossas ações, palavras e pensamentos estejam regidos pela Vontade dos céus. Neste dia tão especial para você, o dia do seu aniversário, meu presente são estas orações para todas as muitas semanas que ainda haverão de passar pela sua vida: 


PRIMEIRO DIA - O CORAÇÃO

Hoje, meu Deus, eu queria Vos consagrar o meu coração. Não este coração apegado às coisas do mundo, cheio de afazeres, aflições e preocupações cotidianas, não este coração do mundo. Eu consagro a Vós, neste dia, o coração que me destes, um coração de terra fértil para receber e fazer germinar as sementes do Vosso Amor. Que, no dia de hoje, o meu firme propósito seja o de transformar o meu coração em uma manjedoura pura e simples, bela e santa, onde o Vosso Infinito Amor possa encontrar abrigo e repouso.


SEGUNDO DIA - OS OUVIDOS

Hoje, meu Deus, eu queria Vos consagrar os meus ouvidos. Eles, sempre alertas para as vozes do mundo, me enchem das palavras, dos sons, dos gritos e do vozerio das vidas lá fora. Eu consagro a Vós, neste dia, meus ouvidos fechados ao mundo e abertos à Vossa Voz; que, no silêncio de alguns minutos ao longo deste dia, eu tenha o firme propósito de ouvir a Vossa Voz no íntimo do meu coração e possa transformar este silêncio de instantes numa oração que, sem tocar meus ouvidos, tenha a força de mil trombetas ressoando nos céus.

TERCEIRO DIA - OS PÉS

Hoje, meu Deus, eu queria Vos consagrar os meus pés. Sou como um andarilho sem rumo, perdido na selva de ruas e praças, dos atalhos e estradas sem fim deste mundo. Eu consagro a Vós, neste dia, meus pés e meus passos firmes e decididos que rumam ao Vosso encontro. Que, no dia de hoje, o meu firme propósito seja o de ser peregrino das coisas do Céu, tornando meus pés ágeis instrumentos de caminhada, a seguir fielmente os Vossos passos e que, assim, eles possam me conduzir pelas sendas do Caminho, da Verdade e da Vida Eterna.

QUARTO DIA - A MENTE

Hoje, meu Deus, eu queria Vos consagrar a minha mente. Meus pensamentos viajam o mundo inteiro e minha imaginação constrói a toda hora castelos de areia e a utopia das glórias humanas. Eu consagro a Vós, neste dia, a minha mente e meus pensamentos em atos de louvor e glória ao meu Senhor e meu Deus. Que, durante várias vezes ao longo do dia de hoje, eu tenha o firme propósito de concentrar completamente os meus pensamentos em Vossa Santa Presença e ligar minha consciência de Filho de Deus à corrente de louvores e graças que se proclamam sem cessar, e por todo o sempre, à Vossa Glória em toda a Terra e nos Céus.

QUINTO DIA - OS OLHOS

Hoje, meu Deus, eu queria Vos consagrar os meus olhos. Não estes olhos acostumados a ver apenas a pintura dourada de coisas sem vida ou hipnotizados pelas imagens foscas e distorcidas de filmes ou da televisão. Eu consagro a Vós, neste dia, meus olhos concebidos para contemplar as maravilhas do Vosso Amor, em cada um dos meus irmãos e em todas as obras de Vossa criação. Que, no dia de hoje, o meu firme propósito seja o de fechar os meus olhos aos prazeres e imagens do mundo e torná-los, verdadeiramente, espelhos de minha alma destinada a ser reflexo cristalino da Luz que emana do Vosso Amantíssimo Coração.


SEXTO DIA - A BOCA

Hoje, meu Deus, eu queria Vos consagrar a minha boca. Eu sei que, muitas vezes, minha boca tem sido instrumento de ofensas, de orgulho e vaidades, do julgamento fácil e de mentiras. Eu consagro a Vós, neste dia, minha boca fechada a toda palavra inútil, a toda voz de intolerância, cumplicidade ou agressão. Que, no dia de hoje, eu tenha o firme propósito de tornar a minha boca em um instrumento de retidão e amor cristão e que todas as palavras proferidas por mim, no dia de hoje, possam chegar sem reservas ao Vosso Imaculado Coração e possam ressoar sem ecos sobre todos os telhados do mundo.

SÉTIMO DIA - AS MÃOS

Hoje, meu Deus, eu queria Vos consagrar as minhas mãos. Não as minhas mãos de punhos fechados, não minhas mãos em gestos agitados, não minhas mãos em atitudes recriminadoras, não minhas mãos em poses camufladas. Eu consagro a Vós, neste dia, as minhas mãos abertas e estendidas, prontas para gestos concretos de perdão e de total doação. Que, no dia de hoje, o meu firme propósito seja o de transformar as minhas mãos em instrumentos de Vossa Misericórdia a todos os homens e que minhas mãos possam refletir, no dia de hoje, que minha alma está profundamente envolvida e amparada no abraço de Infinito Amor das Vossas Mãos.


http://www.sendarium.com/2012/04/primeiro-dia-o-coracao-hojemeu-deus-eu.html

domingo, 6 de novembro de 2016

MEDITAÇÃO CRISTÃ



# Meditar é recolher-se na quietude interior para ficar em total silêncio na presença de Deus.

# Meditar é retirar-se às profundezas de si mesmo para deixar-se marcar pelo Mistério Divino.

# Meditar é abandonar-se com confiança nos braços do Pai em profunda quietude de corpo, mente e coração.

A meditação é antes de tudo um “encontro” conosco mesmo e com Deus que nos aguarda nas profundezas de nosso ser.



COMO MEDITAR

1Num lugar tranqüilo, sente-se confortavelmente, mantendo a coluna reta.
2Feche seus olhos e permaneça em quietude profunda.
3- Em silêncio, interiormente,comece a repetir o Nome mais belo e mais santo que há: JESUS.
4Permaneça repetindo o Nome Santo de Jesus, voltando para ele toda a sua atenção.
5Toda vez que sua atenção se desviar do Santo Nome (distrações), volte a ele com paciência e tranqüilidade.
6Não fique refletindo sobre o sentido do Nome de Jesus. Sua única tarefa consiste em repeti-lo interiormente com toda atenção possível.
7Medite por um período de 20 a 30 minutos, sempre no início e no final de cada dia.



Durante a meditação, permaneça imóvel e relaxado. Porém, consciente e vigilante. Tenha cuidado para não dormir.
Em profundo silêncio, abandone-se nos braços do Pai, que acolhe você incondicionalmente, e escute o Espírito Santo clamar dentro de você o Nome que está acima de todo nome: JESUS.
Persevere, e você experimentará o sabor da Vida Nova.
Em meio aos seus afazeres cotidianos ou em seu descanso, permaneça a se lembrar do Santo Nome de Jesus. Nunca se esqueça daquele que nunca se esquece de você.


O LUGAR DA MEDITAÇÃO


Em sua casa, você deverá escolher um lugar tranqüilo, aconchegante e agradável para ser o seu “cantinho de meditação”. Esse cantinho será o lugar consagrado para o seu encontro com Deus no silêncio contemplativo, sempre no início e no final de cada dia.
Para que você se mantenha numa postura correta e confortável durante toda a meditação, é importante a escolha de uma cadeira adequada à sua altura.




OS FUNDAMENTOS DA MEDITAÇÃO CRISTÃ




O método da meditação cristã encontra seus primeiros fundamentos na vida e nos ensinamentos dos Padres do Deserto. Tais ensinamentos chegaram até nós graças ao esforço de antigos monges, bispos e teólogos que nos transmitiram em suas obras toda a riqueza da oração contemplativa vinda do deserto.



1. SÃO JOÃO CASSIANO:

Nasceu por volta do ano 360 na Cítia Menor, onde hoje encontramos a Romênia. Ainda bem jovem, partiu para a Palestina, tornando-se monge em Belém. Peregrinou pelo deserto do Egito, onde foi instruído nos costumes monásticos por grandes mestres espirituais. Mais tarde, após passar um tempo em Constantinopla, chegou a Roma, e de lá foi se instalar em Marselha (França), onde fundou dois mosteiros: um masculino e outro feminino. Escreveu obras importantes, nas quais foram registrados os melhores ensinamentos que recebera dos seus mestres espirituais. Suas duas obras principais são as Instituições cenobíticas e as Conferências dos Padres. Morreu no ano de 435.

 Para colocar em prática o mandato do apóstolo “orai sem cessar” (1Ts 5,17), João Cassiano, transmitindo os ensinamentos dos antigos Padres do Deserto, aconselha na sua X Conferência o uso da repetição incessante de um versículo:


“Para possuir a lembrança contínua de Deus, ser-vos-á proposta como inseparável esta fórmula de piedade: Ó Deus vinde em meu auxílio; Senhor, apressai-vos a socorrer-me (Sl 69,2).
(...) Resumindo, direi que este versículo é útil e necessário para todos nós, qualquer que seja a situação e cada um.
(...) Portanto, este versículo deve ser rezado incessantemente e continuamente: na adversidade, para dela sermos libertados; na prosperidade, para nela nos conservarmos e não cairmos no orgulho. Sim, que a meditação deste versículo se revolva ininterruptamente no teu coração. Ocupado em qualquer trabalho ou ofício ou em viagem, não cesses de o repetir. (...) Este revolver do coração tornar-se-á para ti uma fórmula de salvação que não só te guardará ileso de qualquer investida dos demônios, mas também, purificando-te de todos os vícios e do contágio terreno, te conduzirá à contemplação das coisas celestes e invisíveis e àquele ardor inefável de oração experimentado por poucos. Que o sono te surpreenda a meditar este versículo, até que, modelado pela sua meditação incessante, te habitues a repeti-lo mesmo durante o sono. Que ele seja o primeiro pensamento a ocorrer-te ao acordares e, uma vez desperto, tenha a primazia sobre todos os outros.
(...) Sim, que a alma retenha incessantemente esta fórmula, até que, fortalecida pela sua repetição constante e meditação contínua, venha a rejeitar e a recusar as riquezas e os abundantes bens de toda a espécie de pensamentos e, assim exercitada pela pobreza deste versículo, chegue, por um declive fácil, àquela bem-aventurança evangélica que detém a primazia entre todas as outras: bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus (Mt 5,3)”.(São João Cassiano, X Conferência, cap.X e XI).



2. A NUVEM DO NÃO-SABER


Em fins do século XIV, na Inglaterra, um autor anônimo, provavelmente um monge, escreveu uma obra chamada “A Nuvem do não-saber”, dedicada especialmente a todos aqueles que desejam trilhar os caminhos da oração contemplativa. Nesta obra, o autor oferece uma maneira de lidar com os diversos pensamentos (distrações), que se fazem presentes na mente do orante, quando este deseja apenas estar na presença de Deus, em completo silêncio contemplativo:


“Levante então seu coração para Deus com um humilde impulso de amor e destine-o ao Deus que criou você e o resgatou, e que na sua graça chamou você para este exercício. (...) Escolha uma palavra que seja curta e que tenha apenas uma sílaba: uma palavra que tenha apenas uma sílaba é melhor do que a que tem duas, pois quanto mais curta a palavra, melhor concorda com o trabalho do espírito. Assim é a palavra ‘Deus’ ou a palavra ‘amor’. Escolha a que você preferir, ou qualquer outra segundo o seu gosto. Selecione, pois, a palavra de uma sílaba de sua preferência. Prenda esta palavra ao seu coração, de modo que, aconteça o que acontecer, ela jamais vá embora. Esta palavra há de ser o seu escudo e a sua espada, quer você esteja cavalgando na paz ou na guerra. (...) Com esta palavra você deverá abater toda espécie de pensamento.” (A Nuvem do não-saber, cap. VII).



3. JOHN MAIN


John Main nasceu em Londres no ano de 1926, no seio de uma família católica irlandesa. Após ter estudado Direito em Dublin, foi trabalhar para o Serviço Colonial do Governo Britânico, no Oriente (Malásia), onde conheceu um “swami” (monge hindu) que o ensinou a meditar através da repetição de um mantra.
Voltando à Europa, John Main foi lecionar Direito em Dublin e depois exercer a advocacia em Londres, onde, mais tarde, aos trinta e três anos, se fez monge beneditino. Para seu dissabor, o mestre de formação recomendou-lhe que abandonasse aquele método de meditação porque não era uma “forma cristã de oração”.
Alguns anos mais tarde, trabalhando como reitor de um colégio beneditino em Washington, ele encontrou, nas “Conferências” de João Cassiano, a tradição cristã do “mantra” (repetição de uma palavra sagrada). Após essa descoberta providencial, ele voltou com novo entusiasmo ao caminho da meditação, agora fundamentada na rica tradição contemplativa cristã.
De volta a Londres, exerceu a função de Prior e Mestre de Noviços em sua abadia de Ealing. Nessa ocasião, fundou um centro de meditação cristã com o intuito de ensinar e partilhar esse antigo e sempre novo caminho de oração.
Em 1977, a pedido da Arquidiocese de Montreal, Canadá, John Main fundou o Priorado Beneditino de Montreal para ser um mosteiro contemplativo em pleno centro urbano, dedicado à prática e ao ensino da meditação. Aí, nesse mosteiro, ele passou os últimos anos de sua vida como um incansável apóstolo da meditação.
John Main faleceu em 30 de dezembro de 1982, no mesmo mosteiro fundado por ele, a partir do qual seus ensinamentos e seus ideais se espalharam pelo mundo afora.


No seu livro “A PALAVRA QUE VEM DO SILÊNCIO” (ed. Paulus), John Main expõe o seu método de meditação:


“...Vou explicar a técnica básica da meditação. Sente-se confortavelmente e relaxe. Certifique-se de que está sentado em posição erecta. Respire calma e regularmente. Feche os olhos e depois, em sua mente, comece a repetir a palavra que você escolheu como sua palavra de meditação. (...) O que é importante lembrar a respeito do seu mantra é escolhê-lo, se possível, consultando seu mestre, e depois faz-se mister conservá-lo com perseverança. Se você começar a trocar e mudar o seu mantra, estará atrasando seu progresso na meditação.”(pág. 27-29).
“Repita a palavra ou frase calmamente, serenamente, e, sobretudo, com absoluta fidelidade ao tempo pleno de sua meditação, que deve ficar entre vinte e trinta minutos.” (pág.32).

“Por meio do mantra, deixamos atrás de nós todas as imagens que passam e aprendemos a repousar na imensidão infinita do próprio Deus.” (pág. 36).
“Lembre-se de que, para meditar bem, você precisa do lugar mais sossegado que possa encontrar. (...) Para meditar, você precisa apenas repetir o seu mantra com fidelidade perseverante. (...) Em sua meditação, você não irá concentrar-se em idéias ou em imagens. Você irá concentrar-se no mantra e no silêncio a que ele o leva.”. (pág. 82-83).


4. A ESCOLA FRANCISCANA DE MEDITAÇÃO

A Escola Franciscana de Meditação (EFRAM) pratica a meditação invocando o Santíssimo Nome de Jesus no início e no final de cada dia. Os meditantes também invocam o Santo Nome durante os afazeres cotidianos com o intuito de cultivar continuamente a “lembrança de Deus” no coração.

Frei Salvio Romero (Eremita Capuchinho).

http://escolafranciscanademeditacao.blogspot.com.br/p/como-meditar.html

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Estado miserável dos que recaem no pecado


Et fiunt novissima hominis illius peiora prioribus — “E o último estado daquele homem virá a ser pior do que o primeiro” (Luc. 11, 26).


Sumário. Meu irmão, já que resolveste dar-te todo a Deus, e já o executaste, não creias que as tentações tenham terminado. Antes, mais do que nunca, prepara-te para travar combate com o demônio, que, como diz Jesus Cristo, buscando repouso e não o achando, redobra os esforços para tornar a entrar na alma donde foi expulso. Desgraçado de quem torna a cair depois de ser levantado! Irá enfraquecendo cada vez mais; Deus retirará a sua mão com as graças; e assim o fim de tal homem será pior do que o princípio.

I. Meu irmão, já que resolveste dar-te todo a Deus, e assim o executaste, não acrediteis que se tenham acabado as tentações. Escuta o que te diz Jesus Cristo no Evangelho de hoje: “Quando o espírito imundo saiu do homem, anda por lugares desertos, buscando repouso; e não a achando, diz: Voltarei para a casa donde saí. E quando chega, acha-a varrida e adornada. Vai então, e toma consigo outro sete espírito piores do que ele, e, entrando na casa, fazem nela habitação. E o último estado daquele homem virá a ser pior do que o primeiro”.

Com isto o Senhor nos quer dizer que, quanto mais uma alma procura unir-se a Deus e servi-Lo, tanto mais contra ele se enfurece o inimigo, e procura entrar na alma donde foi desterrado. Se o consegue, não entra mais sozinho, mas traz companheiros consigo, para melhor se aquartelar, e assim a segunda ruína da mísera alma será pior do que a primeira.

Diz Santo Tomás que todo o pecado, ainda que tenha sido perdoado, deixa sempre a ferida causada pela culpa. Se portanto se junta outra ferida à antiga, fica a alma tão enfraquecida, que para se levantar precisará de uma graça especial. Por outra parte, Deus não concederá facilmente semelhante graça a um ingrato, que, depois de ser chamado com tão grande amor, e admitido à sua amizade, depois de assentar-se à Mesa eucarística para se alimentar com o Corpo sagrado de Jesus, esquecendo-se de todas estas misericórdias divinas, se revolta contra Ele e Lhe prefere o demônio. Ah! O Senhor fica em extremo sensibilizado com tamanha ingratidão, e por isso: Fiunt novissima hominis illius peiora prioribus — “O último estado daquele homem virá a ser pior do que o primeiro”.

II. Ai daquele que, sendo amigo de Deus e tendo recebido muitas graças, torna a cair e se declarar seu inimigo e escravo do demônio! — Irmão meu, a fim de que te não suceda tamanha desgraça, esforça-te de toda a maneira por ficares constante na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a tentação (1). Examina novamente a tua consciência; estuda todas as tuas paixões, especialmente a que no passado tenha sido a tua paixão dominante. Quando sentires que as inclinações más tornam a brotar em tua alma, procura abatê-las depressa pelos meios que o teu confessor te indicar, antes que ganhem força; no caso contrário serão os teus mais formidáveis inimigos.

A arma principal, porém, de que te deves servir, é a oração, porque o espírito imundo é um campeão armado, mais robusto do que tu, e que além de uma longa experiência tem a inteligência e a força de anjo. Numa palavra, lembra-te que quem na tentação ora e se recomenda a Deus, certamente será vencedor; e quem não ora, será vencido e se condenará.

Ó Jesus, meu Redentor, pelos merecimentos de vosso sangue espero que já me haveis perdoado as ofensas que Vos fiz, e que irei agradecer-Vos eternamente no paraíso. Vejo que no passado caí e recaí miseravelmente, porque me descuidei de recorrer a Vós. Agora peço-Vos a santa perseverança e proponho pedi-la sempre, especialmente quando me vir tentado. Mas de que me valerá esta minha resolução, se Vós não me derdes a força para cumpri-la? Rogo-Vos pelos merecimentos de vossa paixão, me concedais a graça de recorrer a Vós em todas as minhas necessidades. — “Dignai-Vos, ó Deus todo-poderoso, atender às minhas humildes súplicas, e estender em minha defesa o braço da vossa majestade” (2). Fazei-o pelo amor de vossa e minha queria Mãe Maria. (*III 431)
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1. Ecclus. 2, 1.
2. Or. Dom. curr.

(Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 337-339.)

http://paramaiorgloriadedeus.blogspot.com.br/2016/02/estado-miseravel-dos-que-recaem-no.html#more

Modo de Fazer Oração Mental, por Santo Afonso

  A meditação ou oração mental contém três partes: A Preparação A Meditação A Conclusão I. PREPARAÇÃO Na preparação fazem-se três atos: 1º A...