sábado, 28 de fevereiro de 2015

Santo Ambrósio de Milão


 
 Teólogo do período pós-nissênico, político, escritor, compositor e bispo da hoje cidade de Milão (374-397), no século da grande patrística (325-430), nascido em Treveris, hoje Trier, na Alemanha, introdutor no Ocidente do canto alternado dos salmos, e cuja obra pastoral, teológica e litúrgica o levou a integrar, juntamente com são Jerônimo e santo Agostinho, o grupo de padres que constituem a idade de ouro da patrística. De uma próspera, senatorial e família cristã da Gália. Estudou em Roma (370) e foi nomeado governador de Ligúria e Emília, com sede em Milão. Com a morte do bispo Auxêncio (374) e em virtude da divisão existente entre os cristãos seguidores do Concílio de Nicéia e os partidários da heresia ariana, ambas as facções decidiram fazer dele bispo. Oito dias após ser batizado consagraram-no bispo de Milão. Considerando-se chamado por Deus, distribuiu seus bens aos pobres, estudou teologia e tornou-se um dos doutores da igreja. Tornou-se histórico por impor uma rigorosa ortodoxia a Igreja Cristã, seguidor do credo de Nicéia, recusou-se a qualquer acordo com os arianos, que postulavam uma natureza criada e finita para Jesus Cristo, não lhes permitindo nenhum lugar de culto em Milão. Enérgico e destemido diante de qualquer autoridade, opôs-se a que Valenciano II restaurasse o altar da deusa Vitória no Senado, e acusou e condenou o poderoso Imperador Teodósio I a uma penitência pública, responsabilizando-o pelo massacre contra os rebeldes da Tessolônica (390). A este bispo é atribuída a invenção do cântico religioso Te-déum (do latim Te Deum) que, por séculos e séculos, tem sido executado e cantado em cerimônias de ação de graças religiosas e leigas, tornando-se a canção-símbolo de agradecimentos em toda a cultura ocidental, bem como a introdução do canto das antífonas dos salmos, o que o fez ser considerado como o pai da liturgia latina nesse aspecto. Bispo e doutor, Padroeiro das abelhas e considerado o Pai da Igreja, morreu em Milão, cidade em cuja catedral repousam seus restos mortais, e é festejado no dia 7 de dezembro.

OBS.: Define-se como santos Doutores da Igreja certas personalidades cristãs que são reverenciadas pela Igreja pelo especial valor dos seus escritos, pregações e o seus comportamentos de santidade em vida. Cada um deles deu uma contribuição especial e muito valiosa a fé, ao entendimento dos evangelhos, da doutrina e de Jesus. Diferente dos místicos da história da Igreja, pois embora estes últimos tenham construído de maneira definitiva a vida da Igreja pelos seus escritos, pela descrição de suas visões e do recebimento dos estigmas de Jesus, não são necessariamente santos.


Figura copiada do site da FRENTE UNIVERSITÁRIA LEPANTO:
http://www.lepanto.org.br/

Santo Ambrósio, Ilustre Padre da Igreja

Todos os autores da época em que viveu, e os posteriores, foram seus admiradores ou panegiristas. Suas obras são obrigatórias em qualquer estudo sério da história da Igreja.
Plinio Maria Solimeo
Santo Ambrósio
Oriundo de antiga família de Roma que tinha dado à Igreja mártires, e ao Estado altos oficiais, Ambrósio era o terceiro filho do virtuoso prefeito das Gálias, cujo nome era o mesmo do santo. Essa era uma das quatro grandes prefeituras do Império, e o mais alto posto a que podia chegar um simples vassalo. Compreendia os atuais territórios da França, Inglaterra, Espanha e Tingitana, na África. Tréveris, Arles e Lyon, suas três principais cidades, disputam a honra de ser o berço de Santo Ambrósio, que nasceu no ano 340. Fora precedido uns dez anos antes por uma irmã, Marcelina, virgem consagrada que será também elevada à honra dos altares, e por Sátiro, seu irmão, que é também venerado como santo.
Por volta do ano 354, em que faleceu seu pai, a família voltou para Roma. A mãe, discernindo no filho caçula uma inteligência aguda e extraordinária aptidão para o estudo, deu-lhe os melhores professores da Cidade Eterna. Ambrósio cursou também com brilho as escolas superiores, unindo ao estudo os exercícios de piedade. Conservou-se sempre casto em meio à corrupção reinante.
Graduado em Direito, logo se distinguiu na Corte de Justiça pela eloqüência e habilidade. O prefeito pretoriano da Itália, Anicius Probus, chamou-o para seu conselho. Encantado com suas qualidades morais e intelectuais, obteve para ele, do imperador Valentiniano, o cargo de governador consular da Ligúria e Emília — que compreendiam então as províncias da arquidiocese de Milão, Turim, Gênova, Ravena e Bolonha — com residência em Milão. Ao despedir-se de Ambrósio, esse pagão foi profeta ao dizer-lhe: “Vá e aja não como juiz, mas como bispo”.
Providencialmente elevado ao episcopado
Igreja de Santo Ambrósio em Milão
Quando Ambrósio chegou a Milão, em 372, a cidade encontrava-se em situação religiosa deplorável, devido à influência da heresia ariana. Havia quase 20 anos que um herege e usurpador, Auxêncio, amparado pelo imperador Constâncio, apossara-se da sé de São Barnabé, obtendo o exílio do verdadeiro bispo, São Dionísio, que morreu no desterro. Apesar de condenado pelo Papa São Dâmaso, o intruso permaneceu em seu posto até sua morte, ocorrida em 374. Com seu falecimento, os verdadeiros católicos queriam escolher um bispo fiel, e os arianos um que continuasse a favorecer a heresia. Clero e povo reuniram-se na catedral para escolher o novo prelado, mas o conflito entre os partidos era tal, que ameaçava tornar-se verdadeira batalha. Ambrósio, por sua bondade, afabilidade, retidão e gentileza, conquistara os corações de todos. Julgou seu dever, como governador, acalmar os ânimos. Sua presença fez cessar o tumulto. Ele aconselhou calma e submissão à decisão dos bispos. Quando terminou de falar, ouviu-se uma voz infantil exclamar: “Ambrósio, bispo!”. Esse brado caiu como um raio sobre a assembléia, que começou a repeti-lo acaloradamente.
Ambrósio não era clérigo. Além disso, segundo costume pouco recomendável do tempo, nem tinha sido batizado, era ainda catecúmeno. E o Concílio de Nicéia havia proibido que simples neófitos fossem promovidos ao episcopado. O perplexo Ambrósio alegou essa razão para fugir à tremenda responsabilidade. Nada, porém, abalou o povo, que era inspirado por Deus.
O caso foi levado ao Papa e ao imperador, que ratificaram a escolha. Depois de muita resistência, Ambrósio curvou a cabeça, temendo contrariar a vontade divina. Foi batizado e recebeu as ordens menores e maiores. Uma semana depois, foi sagrado bispo. Tinha então 35 anos, e governaria a igreja de Milão por mais 23, plenos de atividades e realizações.
Ao tomarem conhecimento de sua sagração episcopal, seus irmãos acorreram a seu lado: Santa Marcelina, para ajudá-lo nas coisas práticas e na parte religiosa; e São Sátiro, para auxiliá-lo no aspecto temporal do cargo. Este devotado irmão, que renunciou a uma prefeitura para realizar essa missão, era muito unido a Santo Ambrósio. Por ocasião da sua morte prematura, poucos anos depois, Santo Ambrósio pronunciou dois comoventes elogios fúnebres, exaltando suas virtudes.
Formando-se para formar outros
Graduado apenas nas artes liberais, Santo Ambrósio entregou-se ao estudo das ciências divinas para completar sua formação sacerdotal. “Seus estudos eram de uma natureza eminentemente prática; ele aprendia o que devia ensinar. No exórdio de seu tratado De Officiis,lamenta que, devido à rapidez de sua transferência do tribunal para o púlpito, era obrigado a estudar e a ensinar simultaneamente. Sua piedade, seu profundo julgamento e genuíno instinto católico preservaram-no do erro, e sua fama de eloqüente expositor da doutrina da Igreja chegou logo aos confins da Terra”.(1)
O fato é que Ambrósio aprofundou-se tanto nas ciências sagradas, que mereceu ser incluído entre os quatro principais Padres da Igreja Latina, recebendo também o título de Doutor da Igreja. Ele é considerado a principal testemunha dos ensinamentos da Igreja em seu tempo e nas épocas precedentes. Com isso, seus escritos adquiriram força e atualidade difíceis de se encontrar, mesmo em outros Padres da Igreja.(2)
Santo Ambrósio e Santo Agostinho
Ambrósio estava sempre pronto para receber seus fiéis, a qualquer hora do dia ou da noite, fossem eles aristocratas ou mendigos. Com isso, estava sempre atarefado, como escreve Santo Agostinho em suas famosas Confissões: “Eu não via meio de conversar com ele, como teria desejado, porque um exército de necessitados me impedia de chegar à sua presença”, diz ele referindo-se à época anterior à sua conversão. Quando o encontrava só, tinha medo de o interromper: “Eu me sentava, e depois de ter passado longo tempo contemplando-o em silêncio — quem teria se atrevido a perturbar uma atenção tão profunda? — retirava-me pensando que seria cruel molestá-lo no pouco tempo que reservava para reconcentrar seu espírito no meio do tumulto dos negócios”.(3) Por incrível que pareça, esse aparente pouco caso de Santo Ambrósio era mais útil espiritualmente a Santo Agostinho do que todo tempo que o santo porventura lhe dedicasse. Prova dessa afirmação constitui a própria conversão do grande Doutor de Hipona.
Apostolado por meio de seus escritos
Santo Ambrósio escreveu vários trabalhos sobre a virgindade, que o mais das vezes consistiam em sermões. O mais importante deles é o tratado Sobre as Virgens, dedicado à sua irmã Marcelina. São Jerônimo diz que ele foi o mais eloqüente e exaustivo de todos os expositores da virgindade, o que também é opinião da Igreja.
Seus escritos dogmáticos tinham por fim combater os hereges e os pagãos, e versam em geral sobre a divindade de Jesus Cristo, do Espírito Santo, e tratam também dos Sacramentos. Ele escreveu sobre esses temas contra os arianos; e seu trabalho sobre a confissão é uma refutação dos novacianos, hereges da época, cujos erros assemelham-se aos dos protestantes. O ilustre arcebispo escreveu também sobre o sacerdócio. “Se Santo Ambrósio se dedicava com tanta solicitude a bem regular os leigos, aplicava-se com mais cuidado à boa disciplina de seus eclesiásticos. Sabia que um bom padre é um tesouro que não se pode estimar suficientemente, e que os grandes males da Igreja vêm da corrupção daqueles que a governam, como os maiores bens nascem de sua sábia conduta e bons exemplos. E que, para reformar o povo, é necessário começar pela reforma dos ministros do santo altar”.(4)
Luta tenaz contra os hereges arianos
Os arianos, que negavam a divindade de Cristo, conseguiram o favorecimento da imperatriz-mãe, Justina, que aderira à heresia. Ela exercia a regência em lugar de seu filho menor, Valentiniano II. Ora, o usurpador Máximo, governador da Grã-Bretanha, preparava seu exército para invadir Milão. Justina recorreu então a Santo Ambrósio para conseguir que o tirano mudasse de opinião. Isso realmente ocorreu. Entretanto Justina, em vez de mostrar gratidão ao santo, exigiu-lhe a entrega de uma de suas basílicas para uso dos hereges arianos. Começou então uma longa batalha entre altar e trono. Santo Ambrósio afirmava: “Meus bens são da pátria, mas o que é de Deus, não tenho o direito de entregar”. Os arianos armaram ciladas, tentando até mesmo assassinar o bispo, mas este não cedeu. O povo era-lhe favorável. Na Semana Santa, os soldados de Justina cercaram a catedral repleta de povo. Durante os oito dias em que permaneceu no templo com os fiéis, Ambrósio, para entretê-los, compôs seus famosos hinos, segundo o uso no Oriente, que a Igreja assumiu como seus. Durante esses dias foram encontrados os corpos dos mártires São Gervásio e São Protásio. Os milagres que operaram à vista de todos, mais de um século após sua morte, consolidaram a vitória do arcebispo contra os arianos.
O valor do arrependimento e da penitência
Santo Ambrósio converte o imperador Teodósio – Pierre Subleyras, 1745. Galeria Nacional, Peruggia (Itália).
O bom entendimento de Santo Ambrósio com o imperador Teodósio, que se estabeleceu temporariamente em Milão, foi rompido. Em Tessalônica, o governador da cidade fora morto pela população enraivecida, porque havia posto a ferros um comediante muito querido da multidão. Num primeiro assomo de ira, Teodósio decretou que todos, sem exceção, fossem passados a fio de espada, num total de sete mil pessoas. Quando o imperador arrependeu-se desse ato, já era tarde.
Santo Ambrósio admoestou-o, proibindo-o de entrar na catedral enquanto não fizesse penitência pública pelo pecado cometido. Na oração fúnebre que fez desse imperador, Santo Ambrósio narra o que seguiu: “Despojando-se de todo emblema da realeza, ele deplorou publicamente na igreja o seu pecado. Essa penitência pública, da qual os particulares fogem, um imperador não se envergonhou de fazer; nem houve depois um dia em que ele não se afligisse por seu erro”.(5) Nessa ocasião, Eugênio, que desejava restaurar o paganismo, usurpou o trono imperial. O invicto Teodósio foi ao seu encalço e o derrotou. Dividiu então o Império entre seus filhos Arcádio e Honório, e morreu pouco depois, tendo a seu lado Santo Ambrósio, que lhe administrou os últimos sacramentos.
O grande arcebispo seguiu o imperador dois anos depois, falecendo na noite do Sábado Santo, 4 de abril de 397. Sua festa foi fixada para o dia 7 de dezembro, aniversário de sua sagração episcopal.
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Notas:
1. James F. Loughlin, St. Ambrose, The Catholic Encyclopedia, online edition, www.newadvent.org.
2. Chamam-se Padres da Igreja certos escritores eclesiásticos antigos, que se distinguiram pela pureza de doutrina e santidade de vida, sendo reconhecidos pela Igreja como testemunhas da Tradição divina.
3. Apud Fr. Justo Perez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madri, 1945, tomo IV, p. 492.
4. Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, tomo XIV, p. 101.

5. James F. Loughlin, op. cit.

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=36F5559D-3048-313C-2E573A02A261B432&mes=Dezembro2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Aridez Espiritual





A única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele

Muitas vezes, podemos passar por algum período de aridez espiritual, isto é, não temos vontade de rezar, torna-se difícil assistir a Santa Missa, a reza do Terço fica pesada, etc. Até mesmo a sagrada Comunhão se torna um sacrifício diante das dúvidas que podem atingir a nossa alma. Parece que o céu sumiu.
Como vencer esse estado de espírito no qual parece que Deus está longe e que nos falta a fé?
Primeiro é preciso verificar se esta situação não é tibieza, isto é, causada por nossa culpa em não perseverar no cuidado da vida espiritual, e, sobretudo, verificar se não há pecados graves em nossa alma, que possam estar afugentando dela a graça de Deus.
Se não houver pecados na alma, então, é preciso antes de tudo, calma, paciência e perseverança nos exercícios espirituais: oração, vida sacramental, caridade, penitência, etc. Mesmo sem vontade ou sem gosto, continuar, sem jamais parar, os exercícios espirituais.
Deus, às vezes, permite essas provações para que aprendamos a “buscar mais o Deus das consolações do que as consolações de Deus”, como disse um santo. São João da Cruz, místico que tanto experimentou o que chamou de “noite escura da fé”, afirmou que “o progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.”
Muitas vezes, nos deleitamos nas orações gostosas, cheias de fervor sensível, como crianças quando comem doces. Mas quando vem a luta, deixamos a oração.


Veja o que nos diz a Palavra de Deus:
“Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?… Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos… Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida? Os primeiros nos educaram para pouco tempo, segundo a sua própria conveniência, ao passo que este o faz para nosso bem, para nos comunicar sua santidade” (Hb 12,5-10).
Deus nos quer santos, e é também algumas vezes pela provação e pela aridez espiritual que Ele arranca as ervas daninhas do jardim de nossas almas. Coragem, alma querida de Deus! Jesus disse que Ele é a videira verdadeira, e Seu Pai o bom agricultor, que podará todo ramo bom que der fruto, para que produza mais fruto (cf. Jo 15,1-2).
Não podemos querer apenas o açúcar do pão e renegar o pão do sacrifício. Às vezes a meditação é difícil, a oração é penosa, distraída, surgem as noites e as trevas… Nessas horas é preciso silêncio, abandono, paciência. O Esposo há de voltar logo… Em breve vai raiar a aurora e os fantasmas vão sumir.
Quanto mais a noite fica escura, mais perto nos aproximamos da aurora. Deus sabe o que estamos passando, louvado seja o Seu santo Nome! É hora de abandono em Suas mãos paternas.
Em meio às trevas alguns sentem o coração como se fosse de gelo, não sentem mais amor a Jesus, perdem a piedade, se sentem condenados. Que desoladora confusão espiritual!
Nestas horas a única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele na fé; confiança e abandono, irmão! Só o Senhor sabe o caminho para sairmos deste matagal fechado e escuro.
Deus nos prepara para a contemplação pelas provas passivas, ensinam os santos. Ele as produz e a alma apenas tem que aceitar. É o duro caminho dos que querem a perfeição. Ele está purificando a alma; o Cirurgião Celeste está nos operando a alma.



São João da Cruz fala da famosa “noite dos sentidos” cheia de aridez e de provação, um verdadeiro martírio para a alma. Segundo o santo doutor, é Jesus que chama a alma a caminhar com Ele no deserto, mesmo queimando os pés e sendo queimado pelo sol, para se santificar.
Calma, alma querida de Deus, Ele faz isso porque o ama muito! O fogo bom não é aquele “fogo de palha”, alto e bonito, mas rápido, que logo se apaga; mas é o fogo baixo que pega na lenha grossa e permanece por muito tempo. O fogo de palha é só para começar…
É isso que está acontecendo; não se assuste; não se preocupe porque o gosto de rezar sumiu e se tornou um agora um sacrifício penoso… Fé não é sentimento e muito menos sentimentalismo; fé é adesão, com a mente, a Deus, às Suas verdades e às Suas determinações. Não se preocupe de estar ou não “sentindo” fé ou devoção; apenas viva-a; vá à Missa, ao grupo de oração, ao Terço, com ou sem vontade, com ou sem gosto, com ou sem sentimento. Assim, temos mais méritos ainda diante de Deus.
Nesta situação talvez você precise de um diretor espiritual, especialmente na Confissão, para uma boa orientação.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino

Santa Tereza e as distrações na oração





(Frei Patrício Sciadini, ocd – Revista Shalom Maná)

Não sei quantos cursos de oração tenho ministrado ao longo da minha vida. Nem por isso me considero capaz de rezar nem de ensinar a rezar. A melhor pedagogia da oração nos é oferecida pelo próprio Jesus, quando um dia, estando em oração, os discípulos se aproximam dele e dizem: “Mestre, ensina-nos a orar como João Batista ensinou aos seus discípulos”. Jesus simplesmente diz: “Portanto, é assim que haveis de rezar: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino, seja feita a tua vontade assim na terra, como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, perdoa-nos nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam, e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.” (Mt 6,9-13).

A oração do Pai-nosso continua a ser o melhor método para aprender a rezar em todos os momentos. Antes de tudo, precisamos nos retirar no silêncio, na solidão, afastar-nos de tudo o que pode nos atrapalhar, desligar-nos do “mundo” para que ele não invada a nossa casa interior. É o momento de fechar todas as portas. Esta atitude não é sinônimo de fuga ou de falta de inserção, mas é o caminho pedagógico para entrar pela porta da oração que nos introduz no castelo interior da alma e nos leva aos segredos mais profundos, onde estamos a sós com Aquele que é.

Ninguém pode permanecer atento ao que acontece dentro de si se está totalmente distraído com aquilo que acontece ao seu redor. Concentrar-se na oração quer dizer dirigir os sentidos externos e internos ao único objeto da nossa oração. Contemplar a Deus no seu mistério trinitário e na presença viva e atuante das três pessoas da Santíssima Trindade, é dirigir o olhar para o Outro que sabemos que nos ama. Quando os olhos de Deus e da criatura se encontram, aí acontece a verdadeira intimidade que não pode ser traduzida com palavras, mas somente com o autêntico e verdadeiro silêncio de adoração.

Reconverter os nossos sentidos

Somos demasiadamente acostumados a não orientar os sentidos externos: a visão, a audição, o tato, o olfato, o paladar… Procuramos sempre o que mais nos agrada e isto lentamente nos afasta de uma “ascese” sadia e cristã que exige que saibamos ser senhores de nós mesmos. Lentamente percebemos que tantas coisas devem ser deixadas de ser vistas se queremos “ver” além das aparências e das coisas. Se nos acostumamos à solidão, ao silêncio com amor e se sabemos dizer “não” ao que pode nos prejudicar, vamos percebendo a necessidade cada vez maior de “disciplinar-nos” para que o homem velho possa morrer e o homem novo possa nascer e ser espiritual.

Não é tão fácil dominar e disciplinar os sentidos interiores: vontade, inteligência, imaginação. Aliás, Santa Teresa mesmo, com seu fino humorismo, chama esta – a imaginação – de “louca da casa” que, como tal, tem a força de levar-nos longe do que é essencial para estar a sós com o Senhor.



“O último remédio que encontrei, depois de sofrer longos anos, … é o de não ouvir mais a fantasia do que se ouve um louco; deixá-la com sua teimosia, que só Deus pode tirar – afinal, ela já está dominada… porque ela não pode, por mais que faça, atrair para si as outras faculdades.” (V 17,7).

“Há pouco mais de quatro anos vim a entender, por experiência, que o pensamento – ou imaginação, para que melhor se compreender –, não é a mesma coisa que o intelecto… A imaginação voa tão depressa que só Deus a pode deter, fixando-a a tal ponto que a alma parece, de certo modo, estar desligada do corpo. Eu via – segundo o meu parecer – as faculdades da alma fixadas em Deus e recolhidas Nele, e, por outro lado, a imaginação alvoroçada…

Ó Senhor, tende em conta o muito que sofremos neste caminho por falta de instrução!… Experimentamos terríveis sofrimentos por não nos entendermos. E chegamos a pensar que é grande culpa o que, longe de ser mau, é bom. Daqui provêm aflições de muitas pessoas voltadas para a oração, ao menos das que são pouco esclarecidas. Elas se queixam de sofrimentos interiores, tornam-se melancólicas, perdem a saúde e até abandonam a oração por completo, desconhecendo que há um mundo interior em nós. E assim como não podemos deter o movimento do céu, que anda a toda velocidade, tampouco podemos deter a nossa imaginação… Muitas vezes a alma está muito unida a Deus nas moradas mais elevadas, ao passo que a imaginação se encontra nos arrabaldes do castelo, padecendo com mil animais ferozes e peçonhentos e merecendo com esse padecer. Assim, nem a imaginação deve nos perturbar nem devemos deixar a oração, que é o que deseja o demônio.” (4M 1,8-9).

Reconverter os sentidos é o caminho para poder nos concentrar na oração ou em tudo o que fazemos. As distrações fazem parte da vida. Nem sempre somos capazes de dominá-las e “reuni-las” para que nos levem longe do objetivo do nosso agir, do nosso pensar e amar.

O auxílio de um bom livro

É sempre bom assumir uma atitude de discipulado e perguntar à Madre Teresa, mestra e doutora da oração, o que devemos fazer para nos concentrar com maior facilidade na oração, deixando de ser dispersivos e de ir de flor em flor sem sugar, como as abelhas, o saboroso néctar para depois transformá-lo em mel substancioso.

Um livro para se alimentar e se recolher. Ao longo dos seus anos de aridez e dificuldades na oração, Teresa encontrou ajuda no uso do livro como amigo e apoio nos seus momentos de solidão e sofrimento interior onde o seu coração estava árido e nenhum bom pensamento nascia ali. “Eu não teria conseguido perseverar na oração nos dezoito anos em que acometeram tamanhos sofrimentos e aridez, visto não poder fazer oração discursiva, sem as leituras. Por todo esse tempo, eu não me atrevia a começar a orar sem livro, exceto quando acabava de comungar; minha alma temia tanto orar sem livro que era como se tivesse de enfrentar um exército.” (V 4,9).

Esta experiência teresiana nos aconselha: “É muito útil usar um bom livro, mesmo para recolher o pensamento e vir a rezar bem vocalmente; assim, vai-se acostumando pouco a pouco a alma, com carinhos e artifícios, para não amedrontá-la.” (C 26,10).

Quais livros Teresa preferia para sua oração? Já havia superado o desejo de ler livros de “cavalaria” e buscava livros que lhe falassem e introduzissem no conhecimento de Jesus Cristo. Sabemos que ela leu e releu a Vida de Cristo do cartuxo Ludolfo de Saxônia, mas entre tantos livros, o Evangelho permaneceu o seu livro por excelência; no Evangelho ela buscou descobrir o rosto de Cristo e se concentrar na contemplação do Filho de Deus, que amava e contemplava na sacratíssima humanidade: “Sempre tive afeição pelas palavras dos Evangelhos, que me levavam a maior recolhimento do que livros muito bem redigidos – especialmente se o autor não era muito aprovado, eu não tinha vontade de lê-los. Recorro, portanto, a esse Mestre da sabedoria e talvez aprenda Dele alguma consideração que vos contente.”(Caminho 21,4).

Este conselho é válido também hoje, pois a Palavra de Deus, a Bíblia, é o livro fundamental do nosso encontro com Deus, a fonte da nossa oração.




Fonte: Portal Shalom – http://pjshalommossoro.blogspot.com

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Oração Pastoral de Aelred de Rielvaux (1110-1167)

Aelred de Rielvaux ( 1110-1167), monge cisterciense inglês
Oração Pastoral (in Revue bénédictine 1925, p. 283 ; trad. alt. Tournay)


«Minha ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço e elas me seguem»

Oh Jésus, oh Bom Pastor, pastor realmente bom, pastor cheio de clemência e de ternura, a ti grita um miserável e pobre pastor -- sim, bem fraco, bem incapaz, bem inútil, e, no entanto, com tudo isso, na realidade pastor de ovelhas.

A ti, oh Bom Pastor, grita este pobre pastor que está longe de ser bom; a ti ele grita, preocupado com ele próprio, preocupado com suas ovelhas... Senhor, tu conheces meu coração: tu sabes tudo o que deste a teu servidor, e ele não tem senão que um desejo, que é de entregá-lo totalmente às tuas ovelhas, de dedicar-me totalmente a elas. Muito mais, eu quereria entregar-me a mim mesmo a elas. Que assim seja, meu Senhor, sim, que assim seja!...

Ensina-me somente, eu te rogo, pelo teu Espírito Santo, ensina teu servidor como ele deve se dedicar a elas. Lembra-me Senhor pela tua graça inefável, de suportar com paciência suas enfermidades, de compadecer-me delas com ternura, de curá-las judiciosamente. Que eu apreenda, inspirado pelo Espírito Santo, a consolar os aflitos, a dar coragem aos que não a tem, a reerguer aqueles que caem, a me sentir fraco com os fracos,... a fazer tudo a todos para todos salvar. Coloque sempre nos meus lábios a palavra verdadeira, a palavra certa, a palavra justa, para que todos cresçam na fé, esperança e amor, em castidade e em humildade, em paciência e obediência, em fervor de espírito e pureza de coração.

Como tu lhe deste este guia cego, este mestre ignorante, este chefe incapaz, concedei, Senhor, a este mestre, ciência, luz e competência.


http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=oracoes&subsecao=diversas&artigo=rielvaux&lang=bra

Oração dos Cristeros de Jalisco

Homenagem da Associação Cultural Montfort ao mártir mexicano Anacleto González Flores, agora sendo canonizado. Ele foi assassinado em defesa da Igreja, em 1º de abril de 1927 pelo governo anticatólico do México.
Abaixo a oração que os cristeros de Jalisco faziam ao final do Rosário.

"¡Jesús misericordioso! Mis pecados son más que las gotas de sangre que derramaste por mí. No merezco pertenecer al ejército que defiende los derechos de tu Iglesia y que lucha por ti. Quisiera nunca haber pecado para que mi vida fuera una ofrenda agradable a tus ojos. Lávame de mis iniquidades y límpiame de mis pecados. Por tu santa Cruz, por mi Madre Santísima de Guadalupe, perdóname, no he sabido hacer penitencia de mis pecados; por eso quiero recibir la muerte como un castigo merecido por ellos. No quiero pelear, ni vivir ni morir, sino por ti y por tu Iglesia. ¡Madre Santa de Guadalupe!, acompaña en su agonía a este pobre pecador. Concédeme que mi último grito en la tierra y mi primer cántico en el cielo sea ¡Viva Cristo Rey!".

Al final del Rosario, los cristeros de Jalisco añadían esta oración compuesta por Anacleto González Flores.

http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=oracoes&subsecao=diversas&artigo=cristeros&lang=bra

Orações para antes e depois da meditação, com exame dela

 
Se começa desta maneira.
 
De joelhos se diz:
Per signun X crucis , deX inimicis nostris libera-nos Deus X noster. In nonime Patris X et Fílio X et Spitiui Sancto X. Amen[1][1].
 
Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos X inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
 
Veni, Creator Spíritus,
mentes tuórum visita,
imple supérna grátia,
quae tu creásti péctora.
 
Qui díceris Paráclitus,
altíssimi donum Dei,
fons vivus, ignis, cáritas,
et spiritális únctio.
 
Tu septifórmis múnere,
dígitus paternae déxterae,
tu rite promíssum Patris,
sermóne ditans gúttura.
 
Accénde lumen sénsibus;
infunde amórem córdibus,
infírma nostri córporis
virtúte firmans pérpeti.
 
Hostem repéllas lóngius,
pacémque dones prótinus;
ductóre sic te praevio
vitemus omne noxium.
 
Per te sciámus da Patrem,
noscamus atque Filium;
teque utriúsque Spíritum
credamus omni témpore.
 
Deo Patri sit glória,
et Fillio, qui a mórtuis
surréxit, ac Paráclito,
in saeculórum saecula. Amem.
 
V/ Emítte Spíritum tuum, et creabúntur.
R/ Et renovábis fáciem terrae.
 
Deus qui corda fidélium Sancti Spíritus illustratióne docuísti: da nobis in eódem Spíritu recta sápere; et de ejus semper consolatióne gaudére. Per Christum dominum nostrum. Amém.
 
Vinde, Espírito Criador,
visitai as almas dos Vossos,
enchei de graça celestial,
os corações que criastes.
 
Sois o Divino Consolador,
o dom do Deus Altíssimo,
fonte viva, o fogo, a caridade,
a unção dos espirituais.
 
Com os Vossos sete dons,
sois o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai,
Inspirando nossas palavras.
 
Acendei a luz nos sentidos;
insuflai o amor nos corações,
amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.
 
Afastai para longe o inimigo,
Trazei-nos prontamente a paz;
Assim guiados por Vós
Evitaremos todo o mal.
 
Por Vós explicar-se-á o Pai,
E conheceremos o Filho;
Dai-nos crer sempre em Vós
Espírito do Pai e do Filho.
 
Glória ao Pai, Senhor,
Ao Filho que ressuscitou
Assim como ao Consolador.
Por todos os séculos. Amém.
 
V/ Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado.
R/ E renovareis a face da terra.
 
Ó Deus, que ilustrastes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos, pelo mesmo Espírito, saber o que é reto, e nos alegrarmos sempre com a sua consolação. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.[2][2]
 
Depois se rezam três Ave-Marias à Virgem Santíssima.
 
Sub tuum praesidium confugimus, sancta Dei Genetrix; nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus nostris, sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta.
 
R. Amen.
 
À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.
R. Amen.[3][3]                           
 
Em seguida um Pai-Nosso e uma Ave-Maria aos santos Anjos, outro a S. Inácio, e a algum outro Santo de tua devoção, como patronos dos santos exercícios.
 
Nota. Assim se fará cada dia no primeiro ato. Nos demais atos se dirá:
 
Veni, Sancte Spiritus, reple turoum corda fidelium, et tui amoris in eis ignem accende.
 
V/ Emítte Spíritum tuum, et creabúntur.
R/ Et renovábis fáciem terrae.
 
Oremus
 
Deus qui corda fidélium Sancti Spíritus illustratióne docuísti: da nobis in eódem Spíritu recta sápere; et de ejus semper consolatióne gaudére. Per Christum dominum nostrum. Amém.
 
Três Ave-Marias à pureza de Maria santíssima.
 
 
Deus e Senhor meu, eu creio firmíssimamente que estais aqui presente.
 
Adoro-vos, Deus meu, com toda a atenção e afeto de meu coração e vos peço humildemente o perdão de todos os meus pecados.
 
Ofereço-vos, meu Senhor e meu Pai, esta meditação, e espero que me concedereis as graças de que necessito para fazê-la bem.
 
Com esse fim, recorro a Vós, Virgem Santíssima, minha Mãe, anjos e santos, para que intercedais por mim e me alcanceis aquilo que necessito para fazer com fruto esta meditação.
 
Amém.
 
Nota. Aqui se faz o primeiro preâmbulo, que é a composição de lugar conforme a meditação.
 
Em seguida o segundo preâmbulo, que consiste em pedir a graça, não em geral, mas especial, conforme a matéria da meditação.
 
Depois se começará com muita pausa a leitura da meditação, tendo-a como vinda de Deus, e aplicando seu conteúdo ao estado presente da alma, mediante o qual cada um verá em que se deve emendar, reformar ou melhorar. Fará propósitos práticos, e depois súplicas e colóquios, quer à Virgem, quer ao Filho de Deus, quer ao Pai eterno, a fim de obter a graça conveniente para executar o que propõe e para o que deseja.
 
Chegada a hora de concluir se dirá o Pai-Nosso.
 
 
Ação de graças
 
Eu vos agradeço, meu Deus, pelos bons pensamentos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação.
 
 
Eu vos ofereço os propósitos que nela formei, e vos peço graça muito eficaz para pô-los em prática, e para esse fim suplico a vós, Maria, minha Mãe, anjos e santos, que intercedais por mim e me alcanceis esta graça.
 
Amém.
 
 
1) Antes de começar a meditação pensei sobre o ato que ia fazer, e com que finalidade?
 
2) Comecei a meditação com desejo eficaz de fazê-la bem e dela tirar proveito?
 
3) Preveni os propósitos que devia fazer, e as graças que devia pedir?
 
4) Avivei a fé na presença de Deus, crendo que falaria com o próprio Deus/
 
5) Ofereci-lhe a meditação, e pedi-lhe a graça para fazê-la com fruto?
 
6) Descuidei da composição de lugar?
 
7) Li com detenção os pontos, pensando que Deus meditação falava, e apliquei o que lia ao estado presente de minha alma?
 
8) Formei propósitos práticos?
 
9) Guardei a conveniente compostura do corpo?
 
10) Deixei-me vencer pelo sono ou preguiça?
 
11) Dei lugar a pensamentos inúteis?
 
12) Envaideci-me pelo fervor sensível?
 
13) Inquietei-me pelas securas ou por desolações?
 
14) Omiti os colóquios e súplicas?
 
15) Detive-me demasiadamente em discorrer, ou em outra operação do entendimento?
 
16) Detive-me pouco na moção dos afetos?
 
17) Abreviei a meditação devido a aridez, tentação ou outro pretexto?
 
18) Que propósitos formulei? Penso pô-los em prática hoje mesmo?
 
19) Pedi para esse fim a graça e tudo mais que necessito?
 
20) Deixei de rogar por aqueles a quem estou obrigado, o por toda Igreja?
 
Se houve falta, se pedirá perdão e se proporá emenda. Se não houve falta alguma, se darão graças a Deus por isso.
Por fim, aquilo que mais houver movido se recolherá como uma flor para tê-lo no coração durante todo o dia. Se houver facilidade se escreverá a fim de não esquecer, tal como adverte Santo Inácio.
 
Examinar-se depois da meditação é utilíssimo, tanto para o fruto da mesma, como para aprender o modo prático de fazê-la. Por isso, sempre que seja possível se deve fazê-lo, não só em tempo de exercícios, mas também todos os dias do ano.


[1][1] Fórmula latina conforme apresentada no missal de Dom Gaspar Lefbre. Nota do tradutor.
[2][2] No original consta apenas a versão em latim, a tradução para o vernáculo é nossa.
[3][3] A tradução para o vernáculo é nossa.
Método para rezar com fruto o santo rosário, segundo São Luis Maria Grignion de Montfort
O Rosário é formado por 150 Ave-Marias, o Terço por 50 Ave-Marias.

 
1. Fazer o Sinal da Cruz
Em nome do Pai, (+) do Filho e do Espírito Santo. Amém.
2. Fazer o Oferecimento do Terço
Uno-me a todos os santos que estão no Céu, a todos os justos que estão sobre a Terra, a todas as almas fiéis que estão neste lugar. Uno-me a Vós, meu Jesus, para louvar dignamente Vossa Santa Mãe, e louvar-Vos a Vós, nela e por Ela. Renuncio a todas as distrações que me vierem durante este Rosário, que quero recitar com modéstia, atenção e devoção, como se fosse o último da minha vida.
Nós Vos oferecemos, Trindade Santíssima, este Credo, para honrar os mistérios todos de nossa Fé; este Pater (Pai Nosso) e estas três Ave-Marias, para honrar a unidade de vossa essência e a trindade de vossas pessoas. Pedimo-Vos uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente. Assim seja.
 
Pausa para meditar
 
3. Rezar o Credo, segurando a cruz do terço
Creio em Deus Pai Todo-Poderoso,
criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho Nosso Senhor,
o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu de Maria Virgem,
padeceu sob Pôncio Pilatus,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu aos infernos,
ao terceiro dia ressurgiu dos mortos,
subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e mortos.
Creio no Espírito Santo.
Na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.
Amém.
4. Rezar 1 Pai Nosso, segurando a conta grande logo após a cruz
Dizer: Louvemos a Maria, Filha bem amada do Pai Eterno.
Em seguida rezar 1 Ave Maria, segurando a conta pequena que se segue.
Dizer: Louvemos a Maria, Mãe admirável de Deus Filho.
Em seguida rezar 1 Ave Maria, segurando a conta pequena que se segue.
Dizer: Esposa fidelíssima de Deus Espírito Santo.
Em seguida rezar 1 Ave Maria, segurando a conta pequena que se segue.
5. Rezar 1 Glória ao Pai.
Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos, Amém.
6. Em seguida, Ó Meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, principalmente as que mais precisarem.
 


 
Mistérios Gozosos – Rezar às segundas e quintas-feiras
 
Primeiro Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta primeira dezena, em honra a vossa Encarnação no seio de Maria; e vos pedimos, por esse mistério, e por sua intercessão uma profunda humildade. Assim seja.
Pausa para meditar.
Rezar 1 Pai Nosso, segurando a conta maior que se segue.
Rezar 10 Ave Mariassegurando as 10 contas menores que se seguem.
Rezar 1 Glória ao Pai.
Em seguida, Ó Meu Jesus** Proceder da mesma forma nos mistérios seguintes.
Graças ao mistério da Encarnação, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Segundo Mistério
Nos vos oferecemos, Senhor Jesus, esta segunda dezena, em honra da visitação de vossa santa Mãe à sua prima santa Isabel e da santificação de São João Batista; e vos pedimos, por esse mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a caridade para com o nosso próximo. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da visitação, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Terceiro Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta terceira dezena, em honra ao vosso nascimento no estábulo de Belém; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, o desapego dos bens terrenos e ao amor a pobreza. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério do nascimento de Jesus, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Quarto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta quarta dezena, em honra a vossa apresentação ao templo, e da purificação de Maria; e vos pedimos, por este mistério e por sua intercessão, uma grande pureza de corpo de alma. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da purificação descei, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Quinto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta quinta dezena, em honra ao vosso reencontro por Maria; e vos pedimos, por este mistério; e por sua intercessão, a verdadeira sabedoria.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério do reencontro de Jesus, descei em nossas almas. Assim seja.
 

 
Mistérios Dolorosos – Rezar às terças e sextas-feiras
 
Sexto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta sexta dezena, em honra a vossa agonia mortal no Jardim das Oliveiras; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a contrição de nossos pecados. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da agonia de Jesus, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Sétimo Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta sétima dezena, em honra a vossa sangrenta flagelação; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe santíssima, a mortificação de nossos sentidos. Assim seja.
Pausa para meditar
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da flagelação de Jesus, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Oitavo Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta oitava dezena, em honra de vossa coroação de espinhos; e vos pedimos por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, o desprezo do mundo. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da coroação de espinhos, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Nono Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta nona dezena, em honra do carregamento da Cruz; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a paciência em todas as nossas cruzes. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério do carregamento da cruz, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Décimo Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta décima dezena, em honra a vossa crucificação e morte ignominiosa sobre o calvário; e vos pedimos por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a conversão dos pecadores, a perseverança dos justos e o alívio das almas do purgatório. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da crucificação de Jesus descei em nossas almas. Assim seja.
 

 
Mistérios Gloriosos – Rezar às quartas-feiras, sábados e domingos.
 
Décimo Primeiro Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta undécima dezena, em honra a vossa ressurreição gloriosa; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, o amor a Deus e o fervor ao vosso serviço. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da ressurreição, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Décimo Segundo Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta duodécima dezena, em honra a vossa triunfante ascensão; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, um ardente desejo do céu, nossa cara pátria. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da ascensão descei, em nossas almas. Assim seja.
 
Décimo Terceiro Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta décima terceira dezena, em honra do mistério de Pentecostes; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a descida do Espírito Santo em nossas almas. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério de Pentecostes, descei em nossas almas. Assim seja.
 
Décimo Quarto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta décima quarta dezena, em honra da ressurreição e triunfal assunção de vossa Mãe ao céu; e vos pedimos, por este mistério e por sua intercessão, uma terna devoção a tão boa mãe. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da assunção descei em nossas almas. Assim seja.
 
Décimo Quinto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus esta décima quinta dezena, em honra da coroação gloriosa de vossa Mãe Santíssima no céu; e vos pedimos, por este mistério e por sua intercessão, a perseverança na graça e a coroa da glória. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças aos mistérios da coroação gloriosa de Maria, descei em nossas almas. Assim seja.
 

 
Fazer o Agradecimento ao final do terço ou do santo rosário.
 
Rezar 1 Salve Rainha.
Salve Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura e esperança nossa, Salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre.
Ó clemente ! ó piedosa ! ó doce sempre Virgem Maria!

 
V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo
 
Rezar a Ladainha de Nossa Senhora.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem clemente,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insígne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha elevada ao céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da paz,

 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós.

 
V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

 
Oremos.
Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria.
Por Cristo Nosso Senhor.
Amém.
(no mês de outubro)
V. Rogai por nós, Rainha do Sacratíssimo Rosário,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
 
Fazer a Saudação Final
Eu vos saúdo, Maria, Filha bem-amada do eterno Pai, Mãe admirável do Filho, Esposa mui fiel do Espírito Santo, templo augusto da santíssima trindade; eu vos saúdo soberana Princesa, a quem tudo está submisso no céu e na terra; eu vos saúdo, seguro refúgio dos pecadores, nossa Senhora da Misericórdia, que jamais repeliste pessoa alguma. Pecador que sou, me prostro aos vossos pés, e vos peço de me obter de Jesus, vosso amado filho, a contrição e o perdão de todos os meus pecados, e a divina sabedoria. Eu me consagro todo a vós, com tudo o que possuo. Eu vos tomo, hoje, por minha Mãe e Senhora. Tratai-me, pois, como o ultimo de vossos filhos e o mais obediente de vossos escravos. Atendei, minha Princesa, atendei aos suspiros de um coração que seja amar-vos e servi-vos fielmente. Que ninguém diga que, entre todos que a vós recorreram, seja eu o primeiro desamparado. Ó minha esperança, Ó minha vida, Ó minha fiel e imaculada Virgem Maria defendei-me, nutri-me, escutai-me, instruí-me, salvai-me. Assim seja. Em Nome do Pai, (+) do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Indulgências do Rosário 

a) Os fiéis quando recitarem a terça parte do Rosário com devoção podem lucrar:
         Uma indulgência de 5 anos (Bula "Ea quae ex fidelium", Sixto IV, 12 de maio 1479 ; S. C. Ind., 29 de agosto 1899 ; S. P. Ap., 18 de março 1932).
         Uma indulgência plenária  nas condições usuaisse eles rezarem [o terço] durante o mês inteiro(Pio XII ,22 de janeiro1952.) .
b) Se rezarem a terça parte do Rosário em companhia de outros         Uma indulgência de 10 anos, uma vez ao dia;
         Uma indulgência plenária no ultimo Domingo de cada mêsjuntamente com confissão, Comunhão e visita a uma igreja ou oratório público, se realizarem tal recitação ao mês três vezes em alguma das semanas precedentes. 
, seja em público ou privado, podem lucrar:
 

Se, de qualquer forma, rezarem juntos em família, além da indulgência parcial de 10 anos, lhes é concedido:
  • Uma indulgência plenária duas vezes ao mês, se realizarem a recitação diariamente durante um mês, forem à confissão, receberem a Santa Comunhão e visitarem alguma igreja ou oratório. (S. C. Ind., 12 de maio de 1851 e 29 agosto de 1899; S. P. Ap., 18 de março de 1932 e 26 de julho de 1946).
  • Os fiéis que diariamente recitam a terça parte do Rosário com devoção em um grupo familiar além das indulgências concedidas em b) também lhes é concedida uma Indulgência Plenária sob condição de Confissão, Comunhão a cada Sábado, em dois outros dias da semana  e em cada uma das Festas da Beatíssima Virgem Maria no Calendário Universal, nomeadamente – A Imaculada Conceição, a Purificação, a Aparição da Beata Senhora em Lourdes, a Anunciação, as Sete Dores (sexta-feira da semana da paixão), a Visitação, Nossa Senhora do Carmo; Nossa Senhora das Neves, a Assunção, o Imaculado Coração de Maria, a Natividade da Santíssima Virgem, as Sete Dores (15 de setembro), Nossa Senhora do Sacratíssimo Rosário, a Maternidade da Beata Virgem Maria, a Apresentação da Beata Virgem Maria (S.P. Ap. 11 de outubro d e 1959)

c) Aqueles que piamente recitarem a terça parte do Rosário na presença do Santíssimo Sacramento         Uma indulgência plenária, sob condição de confissão e Comunhão (B. Apostólico, 4 de setembro de 1927) ,publicamente exposto ou mesmo reservado no tabernáculo, nas vezes que o fizerem, poderão lucrar:
 

Notas:
1.     As dezenas podem ser separadas se o terço todo for completado no mesmo dia (S. C. Iml.., 8 de julho de 1908.)
2.     Se, como é o costume durante a recitação do Rosário, os fiéis fizeram uso do terço, eles podem lucrar outras indulgências em adição àquelas enumeradas acima, se o terço for abençoado por um religioso da Ordem dos Pregadores ou outro padre tendo faculdades especiais. (S. C. Ind., 13 de abril de 1726. 22 de Janeiro de 1858 e 29 de Agosto de 1899). Raccolta 395


 
Exercícios de Devoção 

Os fiéis que a qualquer tempo do ano devotamente oferecerem suas orações em honra a Nossa Senhora do Rosário, com a intenção de continuar as mesmas por nove dias consecutivos, podem lucrar:  
  • Uma indulgência de 5 anos uma vez a qualquer dia da novena;  
  • Uma indulgência plenária sob as condições usuais no encerramento da novena.  (Pio IX, Audiência de  3 de Janeiro de 1849; S. C. dos Bispos e Religiosos, 28 de Janeiro de 1850; S. C. Ind., 26 de novembro de 1876; S. P. Ap., 29 de junho de 1932) V Raccolta 396
 
Os fiéis que resolverem realizar um exercício de devoção em honra a Nossa Senhora do Rosário por quinze ininterruptos Sábados (ou sendo impedidos, por quantos respectivos Domingos imediatamente seguintes), se devotamente recitarem no mínimo a terça parte do Rosário ou meditarem seus mistérios em alguma outra maneira, podem lucrar:  
  • Uma indulgência plenária sob as condições usuais, em qualquer destes quinze Sábados ou Domingos correspondentes (S. C. Ind., 21 de setembro de 1889 e 17 de setembro de 1892; S. P. Ap.. 3 de agosto de 1936). Raccolta 397
Os fiéis que durante o mês de Outubro recitarem no mínimo a terça parte do Rosário, publica ou privadamente, podem lucrar:  
  • Uma indulgência de 7 anos por dia;
  • Uma indulgência plenária, se realizarem este devoto exercício na Festa do Rosário e em sua Oitava, e além disso, forem à confissão, receberem a Santa Comunhão e visitarem uma igreja ou oratório público;  
  • Uma indulgência plenária, juntamente com confissão, Santa Comunhão e visita a uma igreja ou oratório público, se realizarem a mesma recitação do Santo Rosário por no mínimo dez dias depois da Oitava da supracitada Festa ((S. C. Ind.,  23 de Julho de 1898 e 29 de Agosto de 1899; S. P. Ap., 18 de Março de 1932). Raccolta 398
  • Uma indulgência de 500 dias pode ser lucrada uma vez ao dia pelos fiéis que, beijando o Santo Rosário que carregam consigo, ao mesmo tempo recitarem a primeira parte da Ave Maria até “Jesus”, inclusive. (Sagrada Congregação da Penitenciária Apostólica. 30 de março de 1953)


 
Palavras de São Luís Maria Grignion de Montfort sobre o Santo Rosário

"Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e quão magnânimo é ao recompensar os que trabalham para pregá-lo, estabelecê-lo e cultivá-lo. Recitado enquanto são meditados os mistérios sagrados, o Rosário é manancial de maravilhosos frutos e depósito de toda espécie de bens. Através dele, os pecadores obtêm o perdão; as almas sedentas se saciam; os que choram acham alegria; os que são tentados, a tranqüilidade; os pobres são socorridos; os religiosos, reformados; os ignorantes, instruídos; os vivos triunfam da vaidade, e as almas do purgatório (por meio de sufrágios) encontram alívio. Perseverai, portanto, nessa santa devoção, e tereis a coroa admirável preparada no Céu para a vossa fidelidade”.
 
MONTFORT, São Luís Maria Grignion de, Tratado Da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Rio De Janeiro: Vozes, 28º edição.

A virtude da temperança