domingo, 7 de junho de 2026

Louvores a Deus

 Louvores a Deus

Vós sois o santo,  Senhor Deus único, que fazeis maravilhas.
Vós sois o Forte, Vós sois Grande, Vós sois o Altíssimo, Vós sois o Rei onipotente, vós, ó Pai santo, o Rei do céu e da terra.
Vós sois o Trino e Uno, Senhor  Deus dos deuses, vós sois o Bem, todo o bem, o sumo bem, Senhor Deus vivo e verdadeiro.
Vós sois amor, caridade; vois sois a Sabedoria, vós sois a Humildade; vós sois a Paciência, vós sois beleza, vós sois mansidão, vós sois segurança, vós sois quietude, vós sois regozijo, vós sois esperança e alegria, vós sois justiça, vós sois temperança, vós sois toda nossa riqueza até à saciedade.
Vós sois beleza, vós sois mansidão, vós sois protetor, vós sois guarda e defensor nosso; vós sois fortaleza, vós sois refrigério.
Vós sois nossa esperança, vós sois nossa fé, vós sois nossa caridade, vós sois toda a nossa doçura, vós sois nossa vida eterna: grande e admirável Senhor, Deus onipotente, misericordioso Salvador.

São Francisco de Assis

Saudação às Virtudes

 Saudação às Virtudes

Ave,  rainha sabedoria,
o Senhor te salve com tua Irmã, a santa e pura simplicidade!
Senhora santa pobreza,
o Senhor te salve com tua Irmã, a santa humildade!
Senhora santa caridade,
o Senhor te salve com a tua Irmã, a santa obediência!
Santíssimas virtudes todas,
salve-vos o Senhor de quem vindes e procedeis!

Não há absolutamente em todo o mundo nenhum homem que possa ter uma de vós se antes não morrer.
Aquele que tem uma e não ofende as outras tem todas. E aquele que ofende uma não tem nenhuma e a todas ofende. E cada uma delas confunde os vícios e pecados.

A santa sabedoria confunde a satanás e todas as suas malícias. A pura e santa simplicidade confunde toda a sabedoria deste mundo e a sabedoria da carne. A santa  pobreza confunde a ganância e a avareza e os cuidados deste mundo. A santa humildade confunde a soberba e todos os homens que há no mundo e igualmente todas as coisas que há no mundo.

A santa caridade confunde todas as tentações diabólicas e carnais e todos os temores da carne. A santa obediência confunde todas as vontades próprias, corporais e carnais, e mantém o corpo mortificado para a obediência ao espírito e ao seu irmão e torna o homem súdito e submisso a todos os homens que há no mundo, e não somente aos homens, mas também  a todos os animais e feras, para que possam fazer dele o que quiserem, tanto quanto lhes for permitido do alto pelo Senhor.

São Francisco de Assis

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Por quem pedir


Por quem pedir

Não sei em que momento fechei os olhos, mas quando tornei a abri-los eu estava prostrada no chão, em adoração, diante da magnificência daquela visão que até me havia feito pensar que talvez estivesse morta. Embora logo tenha compreendido que infelizmente isso não tinha acontecido.

Em um instante desapareceu quase tudo: só ficou Jesus, com Sua vestimenta régia de cor dourada. Estava com uma preciosa coroa, segurava um cetro de ouro na mão esquerda e pisava algo assim como uma nuvem de cor verde. _ “Senta-te, filhinha.” Me disse muito docemente. Obedeci e me dei conta de que o homem que estava de joelhos ali, nada havia visto nem ouvido do que estava acontecendo.

O Senhor me disse: _“Quero que peças, em primeiro lugar, pelo sacerdote que tornou possível este encontro entre tu e Eu, por quem consagrou esta Hóstia”. Assim o fiz.

Depois me disse: _“Pede, pelas pessoas que colaboraram para construir este lugar dedicado a estes encontros. Sim, pede por eles, porque há muitas pessoas que ajudam com a maior devoção e elas recebem Minhas primeiras bênçãos neste lugar. Há quem trabalhe e colabore na construção de Minha Casa, mas que não o faz por Mim e sim por si mesmos, não para que Eu brilhe, mas para que brilhem eles.

Há outros tantos que o fazem por amor a Mim, mas não são capazes de vir visitar-Me. São os que Me honram com os lábios, mas não com o coração.

Pede pelas Paróquias e Capelas, nas quais o responsável e a comunidade aceitaram realizar as horas de Adoração Eucarística.

Pede por aqueles que fecham seu coração diante de Meus chamados… Pelos que combatem os que vêm até Mim… Pelos que mancham e ofendem Minha Presença com sua falta de respeito, sua irreverência ou seu pouco recato ao se vestir. Observa…”

 Nesse momento, voltei meu olhar para onde Jesus olhava e pude ver o Altar Mor da Igreja (não o da Capelinha onde agora estava). Estava o Santíssimo Sacramento exposto e havia bastante gente no lugar, muitas pessoas ajoelhadas, em oração, mas havia outras que, por detrás dos bancos, passavam na frente de Seu Trono, conversando entre elas, comendo algo, ou mastigando doces e gomas de mascar, como se não houvesse ninguém.

Alguns faziam um rabisco no lugar do sinal da Cruz, sobre eles mesmos, e outros nem sequer isso. Foi se sucedendo uma série de imagens (compreendo que de ocasiões distintas) de pessoas que eu via sentadas do lado onde eu estava. Umas cochichavam entre si, outras estavam com as pernas cruzadas; homens e mulheres que falavam entre si ou balançavam o pé sem descanso, como se estivessem em uma reunião informal.

Desapareceram de minha vista e em seguida entraram alguns casais que se sentaram muito juntos entre si, mas afastados de outros casais. Fiquei envergonhada de ver como tinham manifestações de afeto entre eles, diante do Santíssimo Sacramento exposto, Aquilo era uma verdadeira vergonha, como se estivessem em algum lugar reservado somente para eles.

Novamente estes sumiram de minha vista e foi pior, porque entraram umas mulheres jovens, e outras não tão jovens, com roupas tão pouco apropriadas, que mais pareciam estar indo à praia, a uma discoteca, ou quem sabe onde, com partes de seu corpo descobertas, como todas essas mocinhas que parecem não ter pais e que andam com roupas que parecem ser dois números menores do que deveriam usar, e que dizem estar na moda. Quanta vergonha e dor senti, diante do Senhor, que olhava para todas estas pessoas com uma tão grande tristeza!

Sim, senti dor, mas ao mesmo tempo tive vontade de tirá-los dali aos empurrões, como me aconteceu outras vezes, quando casualmente assisto a alguma celebração de Matrimônio, Missas de formatura ou de mocinhas que completam quinze anos.

Em muitas dessas ocasiões senti vergonha alheia ao ver o jeito com que entram no Templo algumas convidadas a estes eventos. Como se custasse muito colocar um xale sobre os ombros para cobrir os decotes e nudez dos ombros e braços durante os poucos minutos em que permanecerão na Igreja!

Finalmente, enquanto esperam que comece a celebração, todos se põem a conversar como se estivessem realmente em plena recepção, e o silêncio que deveria haver na Casa do Senhor se perde, e com ele, todo traço de preparação espiritual que requer cada uma destas cerimônias.

Quero aproveitar esta ocasião para pedir aos meus irmãos leigos que não tenho medo de tomar o microfone para pedir aos presentes que façam silêncio, por respeito ao lugar onde estão; para pedir às mulheres que se cubram ao entrar no Templo, por respeito ao Senhor, ao sacerdote, aos assistentes e à sua própria pessoa, pois quem vê uma mulher vestida de maneira insinuante na Casa de Deus, imediatamente pensa que é alguém que não tem respeito por si mesma.

Que bom seria que, quem tiver a coragem de se dirigir ao microfone, convidasse os fiéis a fazer uma oração pelos noivos ou formandos, conforme o caso, ou de intercessão pela adolescente por quem se realizará a celebração. Assim ajudaríamos nossos irmãos, ensinando-lhes o respeito devido à Igreja e, ao mesmo tempo, faríamos o que a Igreja nos pede: rezar uns pelos outros. Ainda mais em ocasiões como estas!

Somos chamados a edificar, e no entanto, nos ocupamos em desperdiçar os bens de Deus, o dinamismo da Graça, a fecundidade do Espírito, porque temos medo de anunciar a um Deus vivo e mais ainda, de pedir o devido respeito à Sua casa.

Voltei os olhos para Jesus e com lágrimas Lhe pedi perdão por essas pessoas que Lhe causavam dor e por nós, os que supostamente somos consciente do lugar onde estamos, mas nos mostramos covardes para educar nossos semelhantes. Senti vergonha por aqueles sentimentos de fúria que também cruzaram minha mente.

Jesus me disse então: _“Filhinha, é tão difícil para o homem de hoje mudar seus cômodos costumes; no entanto, asseguro-te que, por meio destes testemunhos, muita gente simples está aprendendo a Me conhecer, a saber de Mim em palavras também simples. Não  desanimes quando estamos começando.

Olha, Eu trouxe ao mundo uma revolução de ideias que deveria assombrar à frouxa humanidade, tão fácil de se acomodar, de parar nos velhos costumes, para não sair de uma vida que lhe é cômoda, porque não contradiz seu amor próprio, que é seu principal mau conselheiro.

Não te sintas mal, Eu fui categórico e tampouco usei meios termos, justamente para cortar claramente as suscetibilidades e as tergiversações.

O homem é ingrato, Eu provejo a todos e todos vivem em Mim. Concedo-lhes, a uns mais e a outros em menor grau, da capacidade de Me imitar, segundo as disposições que têm. Porém, parece que não lhes dou garantias de estar interessado em seus sofrimentos, decisões, provações, muito mais que um Pai amoroso.”

 

Trecho extraído do Livro: “Em adoração” de Catalina Rivas.



Hino ao sofrimento

 


 

Fere, fere, ó tão caro sofrimento,

Fere, fere, ó querida dor.

Tu que não poupaste o Salvador,

Sê aqui na terra minha doce esperança.

 

Fere, não posso viver sem ti,

Fere, a fim de que Jesus encontre em mim

Uma crucificada à Sua imagem,

Que beba com Ele a amarga bebida.

 

Fere, a fim de que tenha a grande felicidade,

De me assemelhar a Nosso Senhor,

Ao doce Jesus, meu divino modelo,

Jesus! Felicidade da alma fiel.

 

Fere, saboreio tuas delícias,

Na prova e no sacrifício,

Visto que quero consolar o Coração

De Jesus, meu Bem-Amado Salvador.

 

Não foste divinizada

Ó dor, pelo Deus crucificado,

Jesus chorando durante a agonia,

Jesus, que por mim dá a vida?

 

Quero tanto dar a minha,

A este Deus pobre, a este Deus sofredor,

A Jesus humilhado, Jesus moribundo

Mas, oh que Sua graça me sustente! ...

 

Porque nada posso sem Seu socorro,

Mas com Ele que me fortifica

Serei forte, forte sempre,

Para amar, sofrer toda a minha vida.

 

 Elisabete da Trindade

O jardim fechado da alma

 Nem mesmo Santa Teresa D’Ávila tem certeza de onde lhe veio a inspiração de, para explicar como progredir sempre na oração, comparar a alma de cada cristão a um jardim. Alguns exegetas tentam decifrá-la e dizem que tomou o exemplo no “Terceiro Abecedário Espiritual” de Francisco Osuna, livro-chave na vida da santa. Mas se nos atentarmos um pouco, encontraremos essa comparação inúmeras vezes na Palavra de Deus e com veemência no Cântico dos Cânticos, livro tão amado por essa Doutora da Igreja: “És um jardim fechado, minha irmã e esposa, jardim fechado e fonte lacrada” (Ct 4,12).

Fechado, pois Deus nunca o violenta, nunca invade a alma que não o aceita. Muito pelo contrário, carinhosamente permanece à porta e bate, esperando que a abramos (Ap 3, 20). Mas também fonte lacrada, pois somente Ele pode liberar em seu interior a água que vivifica a alma, primeiro purificando-a: “Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações” (Ez 36,25); posteriormente, fazendo com que ela mesma seja fonte inesgotável de água viva (Jo 7, 38).

Até que isso ocorra, “Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anseia como a terra árida e sequiosa, sem água” (Sl 62,2), pois sem Deus “ficarei parecendo um carvalho de copa murcha, um jardim completamente sem água” (Is 1,30).

Nem mesmo Santa Teresa D’Ávila tem certeza de onde lhe veio a inspiração de, para explicar como progredir sempre na oração, comparar a alma de cada cristão a um jardim. Alguns exegetas tentam decifrá-la e dizem que tomou o exemplo no “Terceiro Abecedário Espiritual” de Francisco Osuna, livro-chave na vida da santa. Mas se nos atentarmos um pouco, encontraremos essa comparação inúmeras vezes na Palavra de Deus e com veemência no Cântico dos Cânticos, livro tão amado por essa Doutora da Igreja: “És um jardim fechado, minha irmã e esposa, jardim fechado e fonte lacrada” (Ct 4,12).

Fechado, pois Deus nunca o violenta, nunca invade a alma que não o aceita. Muito pelo contrário, carinhosamente permanece à porta e bate, esperando que a abramos (Ap 3, 20). Mas também fonte lacrada, pois somente Ele pode liberar em seu interior a água que vivifica a alma, primeiro purificando-a: “Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações” (Ez 36,25); posteriormente, fazendo com que ela mesma seja fonte inesgotável de água viva (Jo 7, 38).

Até que isso ocorra, “Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anseia como a terra árida e sequiosa, sem água” (Sl 62,2), pois sem Deus “ficarei parecendo um carvalho de copa murcha, um jardim completamente sem água” (Is 1,30).

O jardim fechado da alma

Foto ilustrativa: ronstik by Getty Images

Jardim de delícias para Deus

Vemos, por meio desses e inúmeros outros exemplos, que Santa Teresa usou a comparação apropriada: a alma habitada pela Graça é um jardim de delícias para Deus onde Ele mesmo habita. Ele a transforma (Is 51,3), “caminha” neste jardim (Gn 3,8), quer que seus aromas se espalhem pelo mundo todo (Ct 4,16), saboreia seus frutos (Ct 5,1), abriga-se às suas sombras (Jo 18,1) e colhe seus lírios (Ct 6,2).

Em suas próprias palavras a Santa de Ávila, Mestra da Oração, relembra que “era para mim grande alegria considerar minha alma como um horto ou jardim e que o Senhor passeava nele. Suplicava-lhe que aumentasse o odor das florzinhas das virtudes que começavam, ao que parecia, querer sair, e que fosse para sua glória e as sustentasse (…) e que cortasse as que quisesse, pois eu já sabia que depois nasceriam maiores.”

Santa Teresinha, usando da mesma metáfora do jardim, compara cada alma que se santifica a uma flor: “O mesmo ocorre no mundo das almas, o jardim de Jesus. Ele quis criar grandes santos, que podem ser comparados aos lírios e às rosas, mas criou também outros menores, e estes devem se conformar em ser margaridas ou violetas destinadas a alegrar os olhos de Deus quando contempla seus pés. A perfeição consiste em fazer sua vontade, em ser aquilo que Ele quer que sejamos”.

Virtudes e boas obras

Deste modo, cada alma é um jardim (Santa Teresa), mas também o conjunto delas se torna um grande jardim (Santa Teresinha) onde o Pai, que é o agricultor (Jo 15,1), conduz todas à perfeição, sob o auxílio atento do irmão e esposo (Ct 4,12) que é Jesus Cristo. Devido à necessidade do nosso trabalho ativo em nossa santificação pessoal, somos também os “vinhateiros” ou os “trabalhadores da vinha” (Mt 21,33) que precisam prestar contas do desenvolvimento da própria vida espiritual a Deus.

Assim, Santa Teresa no seu Livro da Vida, lembra-nos para que “Com a ajuda de Deus procuremos, como bons jardineiros, fazer com que estas plantas cresçam [as virtudes] e ter muito cuidado em regá-las para que não morram, muito pelo contrário, que produzam flores de grande odor [boas obras] para alegria de Nosso Senhor, para que venha muitas vezes deleitar-se neste jardim e descansar entre estas virtudes”.

Podemos refletir como a imagem do jardim ou horto é apropriada para retratar a alma: ele precisa de trabalho constante, de cuidado, de proteção quando o tempo não é propício, de podas regulares, de transplantes e de um olhar cuidadoso para ajustar cada planta ou flor no lugar exato. Afinal, o mesmo sol que é benéfico para umas é terrível para outras, a mesma posição no terreno pode ser adequada ou péssima para o desenvolvimento de cada vegetação específica. A vida espiritual não é uma obra de um único dia ou de uma empreitada definitiva. Um muro de tijolos bem construído dura inúmeros anos, mas a alma é realmente como um jardim onde, se há um muro, ele é muito mais uma cerca viva; precisa ser trabalhado, modelado e remodelado, e nunca, absolutamente nunca, pode ser deixado por si só.

Um jardim deixado ao sabor do tempo morre ou desaparece tomado pelo mato. Inúmeras flores ou plantas ornamentais se não recebem atenção adequada deixam de produzir. Assim é nossa alma. Pode ser um “lugar das delícias” ou um terreno baldio. E, é claro, de todos os cuidados que o jardim necessita, o principal é receber água suficiente. Como vimos nas citações acima, um jardim é um lugar onde a água é abundante: “O Senhor te guiará todos os dias e vai satisfazer teu apetite, até no meio do deserto. Ele dará a teu corpo nova vida, e serás um jardim bem irrigado, mina d’água que nunca para de correr” (Is 58,11).

A oração é a água que irriga nosso jardim

Para Santa Teresa D’Ávila, a água que irriga o jardim de nossa alma tem um nome e se chama oração. Assim, se é fundamental acabar com o pecado mortal para que o verdadeiro agricultor tome posse da alma, para que o próprio Cristo possa entrar em seu jardim fechado, é através da oração que a alma é irrigada para produzir seus doces frutos.

Aquele que não reza permanece seco e árido, e se arrisca a ter as próprias minguadas virtudes arrancadas (Mt 25,29) e ainda enfrentar um juízo terrível, pois o jardim da nossa alma é chamado a produzir os frutos do amor (Lc 13,7). Mas como rezar bem e frutuosamente? Nesta série de artigos ‘Aprenda a rezar com Santa Teresa D’Ávila’, vamos examinar ponto por ponto dos ensinamentos desta Doutora da Igreja sobre a oração. Faremos com ela o caminho do cuidado do jardim fechado de nossa alma, preparando-a para ser um lugar de delícias para Deus, onde Ele mesmo se alegra em permanecer (Pr 8,31).

quinta-feira, 20 de abril de 2023

O Combate Espiritual


 Regnum caelorum vim patitur, et violenti rapiunt illud– Mat. XI, 12

 

Estas palavras revelam o combate espiritual – o combate que todo cristão deve manter a fim de entrar na posse do reino dos Céus. Céu, o belo céu, foi nos conquistado pelo preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor, e para qual todos os homens são chamados a entrar, ainda que nem todos entrem, pois o reino dos céus adquire-se à força, e os violentos – as almas corajosas – arrebatam-no. É um reino a ser conquistado, e deve ser conquistado à preço de coragem e de combate. Porque também o que combate nos jogos públicos não é coroado, senão depois que combateu segundo as regras (2 Tim. II. 5). O que, então, é o combate espiritual? Quais são os inimigos que devemos combater e como devemos suportar até a vitória?

O combate espiritual do qual falamos consiste em triunfar sobre os inimigos de nossa alma, que são em número de três – o mundo, a carne e o demônio.

O Demônio

O demônio, o espírito de trevas e erro, particularmente ataca nossa mente e nossa fé, que é verdadeira luz. Ele procura obscurecer a fé levando-nos a negligenciar as instruções e pias meditações cristãs. Ele vai além: procura corromper nossa fé insinuando erros fatais, de modo que nos possa roubar inteiramente a fé. Para se ater a esse objetivo, ele forja incessantemente inúmeros erros, os quais ele vela debaixo de teorias de todas as formas; e para espalhá-las ele faz uso de duplo instrumento que, infelizmente! Realiza seu objetivo muito bem – uma imprensa injuriosa e impiedosa, além de conversas que são nada mais que seus ecos. Atentai ao primeiro inimigo de nossa alma – o demônio!

O Mundo

O segundo é o mundo, o grande ajudante do demônio. O mundo se aproveita ao máximo das fraquezas do coração humano e se esforça para seduzi-lo e intimidá-lo. Ele seduz com divertimentos, teatros, companhias perigosas, bajulação, aplausos, promessas de fortuna. E estes divertimentos e promessas são muitas armadilhas nas quais caem todos aqueles que não tem a salvação eterna de suas almas acima de todo o resto. Assusta almas tímidas com o fantasma do respeito humano, ameaçando-lhes com sua zombaria e desgraça. Agita almas interesseiras mostrando-lhes os efeitos de sua vingança na perda de posição, em negócios prejudicados, etc. Atentai ao mundo e suas táticas. Para superá-los, precisamos desprezar suas falsas promessas assim como suas ameaças, encarar suas perseguições, até as mais violentas. Elas não podem nos fazer prejuízos reais, pois Nosso Senhor nos diz: E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; mas temei antes aquele que pode lançar no inferno a alma e o corpo (Mat. X. 28).

A Carne

O terceiro inimigo é a carne – isto é, nós mesmos e nossas paixões desordenadas. Nós entendemos como paixões o orgulho, a avareza e os demais pecados capitais, cujos germes carregamos dentro de nós. Eles são répteis peçonhentos que se procriam no íntimo de nossos corações e que devem ser reprimidos enquanto ainda são fracos e relativamente inofensivos. Se nós permitirmos que eles cresçam, irão sufocar a vida de nossas almas. Eles são escravos rebeldes e se nós nos rendermos aos seus caprichos, eles se tornarão tiranos e nos reduzirão a uma escravidão que nos levará à perdição eterna. Nós devemos conquistar nossas paixões, nós precisamos conquistar nós mesmos; devemos conquistar generosamente e devemos o quanto antes nos exercitar neste bom combate.

O Combate

Mas para sermos vitoriosos, como devemos combater estes inimigos? As condições necessárias são a coragem e o uso de armas.

  1. Sem coragem não há vitória
    Aquele que deseja conquistar deve fechar seu coração a toda tristeza, desânimo ou desencorajamento e preenchê-lo com um nobre ardor que é chamado de coragem bélica. Coragem é inflamada no vislumbrar do perigo e na esperança da vitória.O perigo que nos ameaça é supremo; nossos inimigos são poderosos e empenhados em nossa ruína eterna. Mas fracos como somos, nós podemos vencê-los, pois Nosso Senhor nos oferece sua assistência. Ah! Se Deus é por nós, quem será contra nós? Tudo posso, diz o apóstolo, naquele que me conforta. Ao mesmo tempo Deus nos oferece apenas suas assistência. Ele não nos dispensa do combate a nós mesmos; Ele deseja que exerçamos todas as nossas energias, que usemos todas as armas que Ele coloca à nossa disposição.
  2. O uso das armas
    Agora, o que seriam essas armas? Primeiro, a espada da oração que devemos ter sempre em mãos. Então devemos nos cobrir com um escudo sagrado – o escudo dos sacramentos que devemos receber com frequência. Finalmente, devemos vestir a couraça da salvação – isto é, a fé, que devemos fortalecer e nutrir ouvindo a palavra de Nosso Senhor e através de leituras espirituais.Tal é o combate espiritual que devemos sustentar; tais são as táticas que nos assegurarão a vitória. E quanto maior a confiança que tivermos em Nossa Senhora, Rainha do Céu, mais fácil e mais completa será a vitória. Ela é a poderosa Virgem; Ela haverá de destronar nosso inimigo, e seus pés virginais haverão de esmagar sua cabeça.

Pe. F.X. Schouppe, S.J., em Sodality Director’s Manual (1882)
Tradução por um congregado mariano


Fuga das ocasiões de pecado



“Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: Infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!”


I. Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas

Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: Infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!

Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois deve-se distinguir entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e que raramente arrasta o homem ao pecado. Ocasião próxima é a que, por sua natureza, regularmente induz ao pecado. Por exemplo, achar-se-ia em ocasião próxima um jovem que muitas vezes e sem necessidade se entretêm com pessoas levianas de outro sexo. Ocasião próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado. Algumas ocasiões consideradas em si não são próximas, mas tornam-se tais, contudo, para uma determinada pessoa que, achando-se em semelhantes circunstâncias, já caiu muitas vezes em pecado em razão de suas más inclinações e hábitos. Portanto, o perigo não é igual nem o mesmo para todos.

O Espírito Santo diz: ‘Quem ama o perigo nele perecerá’ (Ecli 3, 27). Segundo S. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. São Bernardino de Siena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.

Se fores, pois, tentado, e especialmente se te achares em ocasião próxima, acautela-te para não te deixares seduzir pelo tentador. O demônio deseja que se se entretenha com a tentação, porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te tenta. S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: ‘Vosso adversário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge, procurando a quem devorar’ (I Ped 5, 8). São Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: ‘eis a porta pela qual poderei entrar’, e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impuro. É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as ilustrações divinas e as promessas feitas a Deus.

Quem estiver, porém, enredado em pecado contra a castidade, deverá, para o futuro, evitar não só a ocasião próxima, mas também a remota, enquanto possível, porque em tal se sentirá muito fraco para resistir. Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como dizem os teólogos, e que por isso não estamos obrigados a evitá-la, pois Jesus Cristo disse: ‘Se teu olho direito te escandaliza, arranca-o e lança-o de ti’ (Mt 5, 29). Mesmo que seja teu olho direito deverás arrancá-lo e lançar fora de ti, para que não sejas condenado. Logo, deves fugir daquela ocasião, ainda que remota, já que, em razão de tua fraqueza, tornou-se ela uma ocasião próxima para ti.

Antes de tudo devemos estar convencidos que nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em Sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto.

É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer, pois, como diz o Espírito Santo, quem ama o perigo perecerá nele.

Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por isso nos aconselha S. Paulo (Fil 2, 12): ‘Com temor e tremor operai a vossa salvação’. Quem não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado impuro, dificilmente se salvará.

II. De algumas ocasiões que devemos evitar cuidadosamente

Como queremos salvar nossa alma, é nosso dever fugir da ocasião do pecado. Principalmente devemos abster-nos de contemplar pessoas que nos suscitam maus pensamentos. ‘Pelos olhos entra a seta do amor impuro e fere a alma’, diz S. Bernardo (De modo bene viv., c. 23), e essa seta, ferindo-a, tira-lhe a vida. O Espírito Santo dá-nos o conselho: ‘Desviai vossos olhos de uma mulher adornada’ (Ecli 9, 8).

Para se livrar de tentações impuras, um antigo filósofo arrancou os olhos. Nós, cristãos, não podemos assim proceder, mas devemos cegar-nos espiritualmente, desviando os olhos de objetos que possam ocasionar-nos tentações. São Luís Gonzaga nunca olhava para uma mulher e, mesmo em conversa com sua própria mãe, tinha os olhos postos no chão. É claro que o mesmo perigo existe para mulheres que cravam seus olhares em homens.

Em segundo lugar, deve-se evitar todas as más companhias e as conversas e entretenimentos em que se divertem homens e mulheres. Com os santos te santificarás e com os perversos te perverterás. Anda com os bons e tornar-te-ás bom, anda com os desonestos e tornar-te-ás desonesto.

O homem toma os hábitos daqueles que convivem com ele, diz São Tomás de Aquino. Se estiveres metido numa conversação perigosa, que não possas abandonar, segue o conselho do Espírito Santo: Cerca teus ouvidos de espinhos para que os pensamentos impuros dos outros não achem neles entrada. Quando São Bernardino de Siena, ainda pequeno, ouvia uma palavra desonesta, sentia o rubor subir à sua face, e por isso seus companheiros tomavam cuidado para não pronunciar tais palavras em sua presença. E Santo Estanislau Kostka sentia tal asco ao ouvir tais palavras, que perdia os sentidos.

Quando ouvires alguém conversando sobre coisas impuras, volta-lhe as costas e foge. Assim costumava proceder São Edmundo. Havendo uma vez abandonado seus companheiros por estarem conversando sobre coisas desonestas, encontrou-se com um jovem extraordinariamente belo, que lhe disse: Deus te abençoe, caríssimo. Ao que o Santo perguntou, admirado: Quem és tu? Ele respondeu: Olha para minha fronte e lerás meu nome. Edmundo levantou os olhos e leu: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. Com isso Nosso Senhor desapareceu e o Santo sentiu uma alegria celestial em seu coração.

Achando-te em companhia de rapazes que conversam sobre coisas desonestas e, não podendo retirar-te, não lhes dês atenção, volta-lhes o rosto e dá-lhes a conhecer que tais conversas te desagradam.

Deves também abster-te de considerar quadros menos decentes. São Carlos Borromeu proibiu a todos os pais de família conservarem tais quadros em suas casas. Deves igualmente evitar a leitura de maus livros, revistas e jornais, e não só dos que tratam ostensivamente de coisas imorais, como também dos que tratam de histórias insinuantes, como certos poetas e romancistas.

Vós, pais de famílias, proibi a vossos filhos a leitura de romances: estes causam muitas vezes maiores danos que os livros propriamente imorais, porque deixam nos corações dos jovens certas más impressões que lhes roubam a devoção e os induzem ao pecado. São Boaventura diz (De inst. nov., p. 1 , c. 14): ‘Leituras vãs produzem pensamentos vãos e destroem a devoção’. Dai a vossos filhos livros espirituais, como a história eclesiástica, ou vidas de santos e semelhantes.

Proibi a vossos filhos representar um papel qualquer em comédia inconveniente e mesmo a assistência a representações imorais. ‘Quem foi casto para o teatro, de lá volta manchado’, diz São Cipriano. Se para lá se dirigiu aquele jovem ou aquela donzela, em estado de graça, de lá voltam ambos em estado de pecado. Proibi também a vossos filhos a ida a certas festas, que são festas do demônio, nas quais há danças, namoros, canções impudicas, gracejos e divertimentos perigosos. Onde há danças, celebra-se uma festa do demônio, diz Santo Efrém.

Mas que há de ruim quando se graceja? dirá alguém. Esses tais gracejos não são gracejos, mas crimes, responde São João Crisóstomo, são graves ofensas contra Deus. Um companheiro do padre João Vitellio, contra a vontade deste servo de Deus, se dirigiu uma vez para um tal divertimento em Nórcia. Que lhe aconteceu? Perdeu primeiramente a graça de Deus, entregou-se em seguida a uma vida desregrada e foi finalmente assassinado por seu próprio irmão.

Poderás aqui perguntar-me se é pecado mortal namorar. Responderei a essa pergunta na segunda parte, c. 6, § IV. Aqui só direi que tais namoros tornam-se ocasião próxima do pecado. A experiência ensina que em tais casos só poucos deixam de pecar. Se não pecam já no começo, caem no decorrer do tempo. No princípio se entretêm só por mútua inclinação; esta torna-se, porém, em breve, paixão, e a paixão, uma vez arraigada, cega o espírito e arrasta a muitos pecados de pensamentos, palavras e obras.

III. Fúteis objeções contra as sobreditas verdades

Objetar-me-ás: Mudei duma vez de vida; não tenho nenhuma má intenção, nem mesmo uma tentação quando vou visitar fulana ou sicrana. Respondo: Conta-se que há uma espécie de ursos que caçam macacos: ao avistar o urso, fogem estes para as árvores. Mas que faz o urso? Deita-se debaixo da árvore e faz-se de morto. Descem os macacos com esse engano e então, de um salto, captura-os e devora-os. É o que pratica o demônio: representa a tentação como morta, e assim que desceres, isto é, logo que te expuseres ao perigo, desperta-a de novo, e ela te tragará. Oh! Quantos cristãos, que se davam ao exercício da oração e da comunhão e, mesmo, levavam uma vida santa, não caíram nas garras do demônio, porque se expuseram ao perigo.

A história eclesiástica narra que uma mulher mui piedosa se ocupava em obras de caridade e, em especial, em enterrar os corpos dos Santos Mártires. Encontrando uma vez o corpo de um mártir que ainda dava sinais de vida, levou-o para sua casa, curou-o e o mártir restabeleceu-se. Mas que aconteceu? Por causa da ocasião próxima, esses dois santos – pois esse nome mereciam – primeiramente perderam a graça de Deus e depois a Fé.

Mas a visita àquela casa, a continuação daquela amizade, me traz proveitos, dizes. Sim, porém, se notares que ‘aquela casa é o caminho para o inferno’ (Prov 7, 27), nenhum proveito te trará, e tu a deves deixar se desejas ser feliz. Mesmo que fosse teu olho direito a causa da perdição, deverias arrancá-lo e lançá-lo longe de ti, diz o Senhor. Nota as palavras: lança-o de ti, não deves deixá-lo perto, mas repeli-lo para longe, isto é, deves evitar por completo a ocasião. – Mas daquela pessoa nada tenho a temer, pois ela é tão devota – dizes. A isso responde São Francisco de Assis: O demônio tenta diferentemente os cristãos piedosos que se deram inteiramente a Deus e os que levam uma vida desregrada. Ele não procura prendê-los com uma corda já no princípio; contenta-se com um cabelo, servindo-se então de um fio e, finalmente, de uma corda, arrastando-os ao pecado.

Quem quiser ser preservado deste perigo deve já no começo evitar todos os fios, todas as ocasiões, quer sejam saudações, quer presentes.

Ainda uma observação importante: Um penitente que nunca evitou seriamente as ocasiões perigosas, nas quais tem regularmente caído em pecado mortal, apesar de todas as suas confissões, deverá fazer uma confissão geral, visto terem sido inválidas as confissões feitas em tal estado, em razão da falta de propósito de evitar a ocasião próxima. O mesmo se deve dizer a respeito dos que confessam seus pecados, mas nunca deram sinal de emenda, continuando logo depois da confissão a cometer os mesmos pecados, sem empregar nenhum meio contra a queda. Só uma confissão geral poderá trazer-lhes garantia e tranqüilidade, servindo de base para uma verdadeira emenda; feita a confissão, poderão encetar uma vida nova e perfeita, pois os maiores pecadores, como acima provamos, poderão, com a graça de Deus, alcançar a perfeição.”

(Santo Afonso Maria de Ligório, Escola da Perfeição Cristã, Compilação de textos do Santo Doutor pelo padre Saint-Omer, CSSR, IV Edição, Editora Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 44-48)

Louvores a Deus

  Louvores a Deus Vós sois o santo,  Senhor Deus único, que fazeis maravilhas. Vós sois o Forte, Vós sois Grande, Vós sois o Altíssimo, Vós ...