Louvores a Deus
São Francisco de Assis
"Falamos aqui de um mistério no qual as palavras são inadequadas"
Louvores a Deus
São Francisco de Assis
Saudação às Virtudes
A santa sabedoria confunde a satanás e todas as suas malícias. A pura e santa simplicidade confunde toda a sabedoria deste mundo e a sabedoria da carne. A santa pobreza confunde a ganância e a avareza e os cuidados deste mundo. A santa humildade confunde a soberba e todos os homens que há no mundo e igualmente todas as coisas que há no mundo.
A santa caridade confunde todas as tentações diabólicas e carnais e todos os temores da carne. A santa obediência confunde todas as vontades próprias, corporais e carnais, e mantém o corpo mortificado para a obediência ao espírito e ao seu irmão e torna o homem súdito e submisso a todos os homens que há no mundo, e não somente aos homens, mas também a todos os animais e feras, para que possam fazer dele o que quiserem, tanto quanto lhes for permitido do alto pelo Senhor.
São Francisco de Assis
Por quem pedir Não sei em que momento fechei os olhos, mas quando tornei a abri-los eu estava prostrada no chão, em adoração, diante da magnificência daquela visão que até me havia feito pensar que talvez estivesse morta. Embora logo tenha compreendido que infelizmente isso não tinha acontecido. Em um instante desapareceu quase tudo: só ficou Jesus, com Sua vestimenta régia de cor dourada. Estava com uma preciosa coroa, segurava um cetro de ouro na mão esquerda e pisava algo assim como uma nuvem de cor verde. _ “Senta-te, filhinha.” Me disse muito docemente. Obedeci e me dei conta de que o homem que estava de joelhos ali, nada havia visto nem ouvido do que estava acontecendo. O Senhor me disse: _“Quero que peças, em primeiro lugar, pelo sacerdote que tornou possível este encontro entre tu e Eu, por quem consagrou esta Hóstia”. Assim o fiz. Depois me disse: _“Pede, pelas pessoas que colaboraram para construir este lugar dedicado a estes encontros. Sim, pede por eles, porque há muitas pessoas que ajudam com a maior devoção e elas recebem Minhas primeiras bênçãos neste lugar. Há quem trabalhe e colabore na construção de Minha Casa, mas que não o faz por Mim e sim por si mesmos, não para que Eu brilhe, mas para que brilhem eles. Há outros tantos que o fazem por amor a Mim, mas não são capazes de vir visitar-Me. São os que Me honram com os lábios, mas não com o coração. Pede pelas Paróquias e Capelas, nas quais o responsável e a comunidade aceitaram realizar as horas de Adoração Eucarística. Pede por aqueles que fecham seu coração diante de Meus chamados… Pelos que combatem os que vêm até Mim… Pelos que mancham e ofendem Minha Presença com sua falta de respeito, sua irreverência ou seu pouco recato ao se vestir. Observa…” Nesse momento, voltei meu olhar para onde Jesus olhava e pude ver o Altar Mor da Igreja (não o da Capelinha onde agora estava). Estava o Santíssimo Sacramento exposto e havia bastante gente no lugar, muitas pessoas ajoelhadas, em oração, mas havia outras que, por detrás dos bancos, passavam na frente de Seu Trono, conversando entre elas, comendo algo, ou mastigando doces e gomas de mascar, como se não houvesse ninguém. Alguns faziam um rabisco no lugar do sinal da Cruz, sobre eles mesmos, e outros nem sequer isso. Foi se sucedendo uma série de imagens (compreendo que de ocasiões distintas) de pessoas que eu via sentadas do lado onde eu estava. Umas cochichavam entre si, outras estavam com as pernas cruzadas; homens e mulheres que falavam entre si ou balançavam o pé sem descanso, como se estivessem em uma reunião informal. Desapareceram de minha vista e em seguida entraram alguns casais que se sentaram muito juntos entre si, mas afastados de outros casais. Fiquei envergonhada de ver como tinham manifestações de afeto entre eles, diante do Santíssimo Sacramento exposto, Aquilo era uma verdadeira vergonha, como se estivessem em algum lugar reservado somente para eles. Novamente estes sumiram de minha vista e foi pior, porque entraram umas mulheres jovens, e outras não tão jovens, com roupas tão pouco apropriadas, que mais pareciam estar indo à praia, a uma discoteca, ou quem sabe onde, com partes de seu corpo descobertas, como todas essas mocinhas que parecem não ter pais e que andam com roupas que parecem ser dois números menores do que deveriam usar, e que dizem estar na moda. Quanta vergonha e dor senti, diante do Senhor, que olhava para todas estas pessoas com uma tão grande tristeza! Sim, senti dor, mas ao mesmo tempo tive vontade de tirá-los dali aos empurrões, como me aconteceu outras vezes, quando casualmente assisto a alguma celebração de Matrimônio, Missas de formatura ou de mocinhas que completam quinze anos. Em muitas dessas ocasiões senti vergonha alheia ao ver o jeito com que entram no Templo algumas convidadas a estes eventos. Como se custasse muito colocar um xale sobre os ombros para cobrir os decotes e nudez dos ombros e braços durante os poucos minutos em que permanecerão na Igreja! Finalmente, enquanto esperam que comece a celebração, todos se põem a conversar como se estivessem realmente em plena recepção, e o silêncio que deveria haver na Casa do Senhor se perde, e com ele, todo traço de preparação espiritual que requer cada uma destas cerimônias. Quero aproveitar esta ocasião para pedir aos meus irmãos leigos que não tenho medo de tomar o microfone para pedir aos presentes que façam silêncio, por respeito ao lugar onde estão; para pedir às mulheres que se cubram ao entrar no Templo, por respeito ao Senhor, ao sacerdote, aos assistentes e à sua própria pessoa, pois quem vê uma mulher vestida de maneira insinuante na Casa de Deus, imediatamente pensa que é alguém que não tem respeito por si mesma. Que bom seria que, quem tiver a coragem de se dirigir ao microfone, convidasse os fiéis a fazer uma oração pelos noivos ou formandos, conforme o caso, ou de intercessão pela adolescente por quem se realizará a celebração. Assim ajudaríamos nossos irmãos, ensinando-lhes o respeito devido à Igreja e, ao mesmo tempo, faríamos o que a Igreja nos pede: rezar uns pelos outros. Ainda mais em ocasiões como estas! Somos chamados a edificar, e no entanto, nos ocupamos em desperdiçar os bens de Deus, o dinamismo da Graça, a fecundidade do Espírito, porque temos medo de anunciar a um Deus vivo e mais ainda, de pedir o devido respeito à Sua casa. Voltei os olhos para Jesus e com lágrimas Lhe pedi perdão por essas pessoas que Lhe causavam dor e por nós, os que supostamente somos consciente do lugar onde estamos, mas nos mostramos covardes para educar nossos semelhantes. Senti vergonha por aqueles sentimentos de fúria que também cruzaram minha mente. Jesus me disse então: _“Filhinha, é tão difícil para o homem de hoje mudar seus cômodos costumes; no entanto, asseguro-te que, por meio destes testemunhos, muita gente simples está aprendendo a Me conhecer, a saber de Mim em palavras também simples. Não desanimes quando estamos começando. Olha, Eu trouxe ao mundo uma revolução de ideias que deveria assombrar à frouxa humanidade, tão fácil de se acomodar, de parar nos velhos costumes, para não sair de uma vida que lhe é cômoda, porque não contradiz seu amor próprio, que é seu principal mau conselheiro. Não te sintas mal, Eu fui categórico e tampouco usei meios termos, justamente para cortar claramente as suscetibilidades e as tergiversações. O homem é ingrato, Eu provejo a todos e todos vivem em Mim. Concedo-lhes, a uns mais e a outros em menor grau, da capacidade de Me imitar, segundo as disposições que têm. Porém, parece que não lhes dou garantias de estar interessado em seus sofrimentos, decisões, provações, muito mais que um Pai amoroso.”
Trecho extraído do Livro: “Em adoração” de Catalina Rivas. |
Fere, fere, ó tão caro sofrimento,
Fere, fere, ó querida dor.
Tu que não poupaste o Salvador,
Sê aqui na terra minha doce esperança.
Fere, não posso viver sem ti,
Fere, a fim de que Jesus encontre em mim
Uma crucificada à Sua imagem,
Que beba com Ele a amarga bebida.
Fere, a fim de que tenha a grande felicidade,
De me assemelhar a Nosso Senhor,
Ao doce Jesus, meu divino modelo,
Jesus! Felicidade da alma fiel.
Fere, saboreio tuas delícias,
Na prova e no sacrifício,
Visto que quero consolar o Coração
De Jesus, meu Bem-Amado Salvador.
Não foste divinizada
Ó dor, pelo Deus crucificado,
Jesus chorando durante a agonia,
Jesus, que por mim dá a vida?
Quero tanto dar a minha,
A este Deus pobre, a este Deus sofredor,
A Jesus humilhado, Jesus moribundo
Mas, oh que Sua graça me sustente! ...
Porque nada posso sem Seu socorro,
Mas com Ele que me fortifica
Serei forte, forte sempre,
Para amar, sofrer toda a minha vida.
Elisabete da Trindade
Nem mesmo Santa Teresa D’Ávila tem certeza de onde lhe veio a inspiração de, para explicar como progredir sempre na oração, comparar a alma de cada cristão a um jardim. Alguns exegetas tentam decifrá-la e dizem que tomou o exemplo no “Terceiro Abecedário Espiritual” de Francisco Osuna, livro-chave na vida da santa. Mas se nos atentarmos um pouco, encontraremos essa comparação inúmeras vezes na Palavra de Deus e com veemência no Cântico dos Cânticos, livro tão amado por essa Doutora da Igreja: “És um jardim fechado, minha irmã e esposa, jardim fechado e fonte lacrada” (Ct 4,12).
Fechado, pois Deus nunca o violenta, nunca invade a alma que não o aceita. Muito pelo contrário, carinhosamente permanece à porta e bate, esperando que a abramos (Ap 3, 20). Mas também fonte lacrada, pois somente Ele pode liberar em seu interior a água que vivifica a alma, primeiro purificando-a: “Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações” (Ez 36,25); posteriormente, fazendo com que ela mesma seja fonte inesgotável de água viva (Jo 7, 38).
Até que isso ocorra, “Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anseia como a terra árida e sequiosa, sem água” (Sl 62,2), pois sem Deus “ficarei parecendo um carvalho de copa murcha, um jardim completamente sem água” (Is 1,30).
Nem mesmo Santa Teresa D’Ávila tem certeza de onde lhe veio a inspiração de, para explicar como progredir sempre na oração, comparar a alma de cada cristão a um jardim. Alguns exegetas tentam decifrá-la e dizem que tomou o exemplo no “Terceiro Abecedário Espiritual” de Francisco Osuna, livro-chave na vida da santa. Mas se nos atentarmos um pouco, encontraremos essa comparação inúmeras vezes na Palavra de Deus e com veemência no Cântico dos Cânticos, livro tão amado por essa Doutora da Igreja: “És um jardim fechado, minha irmã e esposa, jardim fechado e fonte lacrada” (Ct 4,12).
Fechado, pois Deus nunca o violenta, nunca invade a alma que não o aceita. Muito pelo contrário, carinhosamente permanece à porta e bate, esperando que a abramos (Ap 3, 20). Mas também fonte lacrada, pois somente Ele pode liberar em seu interior a água que vivifica a alma, primeiro purificando-a: “Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações” (Ez 36,25); posteriormente, fazendo com que ela mesma seja fonte inesgotável de água viva (Jo 7, 38).
Até que isso ocorra, “Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anseia como a terra árida e sequiosa, sem água” (Sl 62,2), pois sem Deus “ficarei parecendo um carvalho de copa murcha, um jardim completamente sem água” (Is 1,30).

Foto ilustrativa: ronstik by Getty Images
Vemos, por meio desses e inúmeros outros exemplos, que Santa Teresa usou a comparação apropriada: a alma habitada pela Graça é um jardim de delícias para Deus onde Ele mesmo habita. Ele a transforma (Is 51,3), “caminha” neste jardim (Gn 3,8), quer que seus aromas se espalhem pelo mundo todo (Ct 4,16), saboreia seus frutos (Ct 5,1), abriga-se às suas sombras (Jo 18,1) e colhe seus lírios (Ct 6,2).
Em suas próprias palavras a Santa de Ávila, Mestra da Oração, relembra que “era para mim grande alegria considerar minha alma como um horto ou jardim e que o Senhor passeava nele. Suplicava-lhe que aumentasse o odor das florzinhas das virtudes que começavam, ao que parecia, querer sair, e que fosse para sua glória e as sustentasse (…) e que cortasse as que quisesse, pois eu já sabia que depois nasceriam maiores.”
Santa Teresinha, usando da mesma metáfora do jardim, compara cada alma que se santifica a uma flor: “O mesmo ocorre no mundo das almas, o jardim de Jesus. Ele quis criar grandes santos, que podem ser comparados aos lírios e às rosas, mas criou também outros menores, e estes devem se conformar em ser margaridas ou violetas destinadas a alegrar os olhos de Deus quando contempla seus pés. A perfeição consiste em fazer sua vontade, em ser aquilo que Ele quer que sejamos”.
Deste modo, cada alma é um jardim (Santa Teresa), mas também o conjunto delas se torna um grande jardim (Santa Teresinha) onde o Pai, que é o agricultor (Jo 15,1), conduz todas à perfeição, sob o auxílio atento do irmão e esposo (Ct 4,12) que é Jesus Cristo. Devido à necessidade do nosso trabalho ativo em nossa santificação pessoal, somos também os “vinhateiros” ou os “trabalhadores da vinha” (Mt 21,33) que precisam prestar contas do desenvolvimento da própria vida espiritual a Deus.
Podemos refletir como a imagem do jardim ou horto é apropriada para retratar a alma: ele precisa de trabalho constante, de cuidado, de proteção quando o tempo não é propício, de podas regulares, de transplantes e de um olhar cuidadoso para ajustar cada planta ou flor no lugar exato. Afinal, o mesmo sol que é benéfico para umas é terrível para outras, a mesma posição no terreno pode ser adequada ou péssima para o desenvolvimento de cada vegetação específica. A vida espiritual não é uma obra de um único dia ou de uma empreitada definitiva. Um muro de tijolos bem construído dura inúmeros anos, mas a alma é realmente como um jardim onde, se há um muro, ele é muito mais uma cerca viva; precisa ser trabalhado, modelado e remodelado, e nunca, absolutamente nunca, pode ser deixado por si só.
Um jardim deixado ao sabor do tempo morre ou desaparece tomado pelo mato. Inúmeras flores ou plantas ornamentais se não recebem atenção adequada deixam de produzir. Assim é nossa alma. Pode ser um “lugar das delícias” ou um terreno baldio. E, é claro, de todos os cuidados que o jardim necessita, o principal é receber água suficiente. Como vimos nas citações acima, um jardim é um lugar onde a água é abundante: “O Senhor te guiará todos os dias e vai satisfazer teu apetite, até no meio do deserto. Ele dará a teu corpo nova vida, e serás um jardim bem irrigado, mina d’água que nunca para de correr” (Is 58,11).
Para Santa Teresa D’Ávila, a água que irriga o jardim de nossa alma tem um nome e se chama oração. Assim, se é fundamental acabar com o pecado mortal para que o verdadeiro agricultor tome posse da alma, para que o próprio Cristo possa entrar em seu jardim fechado, é através da oração que a alma é irrigada para produzir seus doces frutos.
Estas palavras revelam o combate espiritual – o combate que todo cristão deve manter a fim de entrar na posse do reino dos Céus. Céu, o belo céu, foi nos conquistado pelo preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor, e para qual todos os homens são chamados a entrar, ainda que nem todos entrem, pois o reino dos céus adquire-se à força, e os violentos – as almas corajosas – arrebatam-no. É um reino a ser conquistado, e deve ser conquistado à preço de coragem e de combate. Porque também o que combate nos jogos públicos não é coroado, senão depois que combateu segundo as regras (2 Tim. II. 5). O que, então, é o combate espiritual? Quais são os inimigos que devemos combater e como devemos suportar até a vitória?
O combate espiritual do qual falamos consiste em triunfar sobre os inimigos de nossa alma, que são em número de três – o mundo, a carne e o demônio.
O demônio, o espírito de trevas e erro, particularmente ataca nossa mente e nossa fé, que é verdadeira luz. Ele procura obscurecer a fé levando-nos a negligenciar as instruções e pias meditações cristãs. Ele vai além: procura corromper nossa fé insinuando erros fatais, de modo que nos possa roubar inteiramente a fé. Para se ater a esse objetivo, ele forja incessantemente inúmeros erros, os quais ele vela debaixo de teorias de todas as formas; e para espalhá-las ele faz uso de duplo instrumento que, infelizmente! Realiza seu objetivo muito bem – uma imprensa injuriosa e impiedosa, além de conversas que são nada mais que seus ecos. Atentai ao primeiro inimigo de nossa alma – o demônio!
O segundo é o mundo, o grande ajudante do demônio. O mundo se aproveita ao máximo das fraquezas do coração humano e se esforça para seduzi-lo e intimidá-lo. Ele seduz com divertimentos, teatros, companhias perigosas, bajulação, aplausos, promessas de fortuna. E estes divertimentos e promessas são muitas armadilhas nas quais caem todos aqueles que não tem a salvação eterna de suas almas acima de todo o resto. Assusta almas tímidas com o fantasma do respeito humano, ameaçando-lhes com sua zombaria e desgraça. Agita almas interesseiras mostrando-lhes os efeitos de sua vingança na perda de posição, em negócios prejudicados, etc. Atentai ao mundo e suas táticas. Para superá-los, precisamos desprezar suas falsas promessas assim como suas ameaças, encarar suas perseguições, até as mais violentas. Elas não podem nos fazer prejuízos reais, pois Nosso Senhor nos diz: E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; mas temei antes aquele que pode lançar no inferno a alma e o corpo (Mat. X. 28).
O terceiro inimigo é a carne – isto é, nós mesmos e nossas paixões desordenadas. Nós entendemos como paixões o orgulho, a avareza e os demais pecados capitais, cujos germes carregamos dentro de nós. Eles são répteis peçonhentos que se procriam no íntimo de nossos corações e que devem ser reprimidos enquanto ainda são fracos e relativamente inofensivos. Se nós permitirmos que eles cresçam, irão sufocar a vida de nossas almas. Eles são escravos rebeldes e se nós nos rendermos aos seus caprichos, eles se tornarão tiranos e nos reduzirão a uma escravidão que nos levará à perdição eterna. Nós devemos conquistar nossas paixões, nós precisamos conquistar nós mesmos; devemos conquistar generosamente e devemos o quanto antes nos exercitar neste bom combate.
Mas para sermos vitoriosos, como devemos combater estes inimigos? As condições necessárias são a coragem e o uso de armas.
Louvores a Deus Vós sois o santo, Senhor Deus único, que fazeis maravilhas. Vós sois o Forte, Vós sois Grande, Vós sois o Altíssimo, Vós ...