quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Sobre Beata Elena Guerra

Beata Elena Guerra: “Apóstola do Espírito Santo” Elena Guerra nasceu em Lucca (Itália), no dia 23 de Junho de 1835. Viveu e cresceu em um clima familiar profundamente religioso. Durante uma longa enfermidade, se dedica à meditação da Palavra de Deus e ao estudo dos Padres da Igreja, o que determina seu orientamento da vida interior e de seu apostolado; primeiro na Associação das Amigas Espirituais, idealizada por ela mesma para promover entre as jovens a amizade em seu sentido cristão, e depois nas Filhas de Maria. Em Abril de 1870, Elena participa de uma peregrinação pascal em Roma juntamente com seu pai, Antônio. Entre outros momentos marcantes, a visita às Catacumbas dos Mártires confirmam nela o desejo pela vida consagrada. Em 24 de Abril, assiste na Basílica de São Pedro a terceira sessão conciliar do Vaticano I, na qual vinha aprovada a Constituição “Dei Filius” sobre a Fé. A visita ao Papa Pio IX a comove de tal maneira que depois de algumas semanas, já em Lucca, no dia 23 de Junho, faz a oferta de toda a sua vida pelo Papa. No ano de 1871, depois de uma grande noite escura, seguida de graças místicas particulares, Elena com um grupo de Amigas Espirituais e Filhas de Maria, dá início a uma nova experiência de vida religiosa comunitária, que em 1882 culminará na fundação da Congregação das Irmãs de Santa Zita, dedicada a educação cultural e religiosa da juventude. É neste período que Santa Gemma Galgani se tornará “sua aluna predileta”. Em 1886, Elena sente o primeiro apelo interior a trabalhar de alguma forma para divulgar a Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreve secretamente muitas vezes ao Papa Leão XIII, exortando-o a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito; e o Papa, amavelmente solicitado pela mística Luquese, dirige à toda Igreja alguns documentos, que são como uma introdução a vida segundo o Espírito e que podem ser considerados também como o início do “retorno ao Espírito Santo” dos tempos atuais: A breve “Provida Matris Charitate” de 1895; a Encíclica “Divinum Illud Munus” em 1897 e a carta aos bispos “Ad fovendum in christiano populo”, de 1902. Em Outubro de 1897, Elena é recebida em audiência por Leão XIII, que a encoraja a prosseguir o apostolado pela causa do Espírito Santo e autoriza também a sua Congregação a mudar de nome, para melhor qualificar o carisma próprio na Igreja: Oblatas do Espírito Santo. Para Elena, a exortação do Papa é uma ordem, e se dedica ainda com maior empenho à causa do Espírito Santo, aprofundando assim, para si e para os outros, o verdadeiro sentido do “retorno ao Espírito Santo”: Será este o mandato da sua Congregação ao mundo. Elena, em suas meditações com a Palavra de Deus, é profundamente impressionada e comovida por tudo o que acontece no Cenáculo histórico da Igreja Nascente: Ali, Jesus se oferece como vítima a Deus para a salvação dos homens; ali institui o Sacramento de Amor, a Eucaristia; ali, aparece aos seus discípulos depois da ressurreição e ali, enfim, manda de junto do Pai o Espírito Santo sobre a Igreja Nascente. A Igreja é descricao a realizar os Mistérios do Cenáculo, Mistérios permanentes, e, portanto, o Mistério Pascal: A Igreja é, por isto, prolongamento do Cenáculo, e, analogamente, é ela mesma como um Cenáculo Espiritual Permanente. É neste Cenáculo do Mistério Pascal, no qual o Senhor Ressuscitado reúne a comunidade sacerdotal real e profética, que também nós, e cada fiél em particular, fomos inseridos pelo Espírito mediante o Batismo e a Crisma, e capacitados a participar da Eucaristia, que é uma assembléia de confirmados, e, portanto, semelhante a primeira comunidade do Cenáculo depois da descida do Espírito Santo. É nesta prospectiva que Elena Guerra concebe e inicia o “Cenáculo Universal” como movimento de oração ao Espírito Santo. Elena morreu no dia 11 de Abril de 1914, sábado santo, com o grande desejo no coração de ver “os cristãos modernos” tomando consciência da presença e da ação do Espírito Santo em suas vidas, condição indispensável para um verdadeiro “renovamento da face da terra”. Elevada à honra dos altares em 26 de Abril de 1959, justamente o Papa a definiu “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, assim como Santa Maria Madalena foi a apóstola da Ressurreição e Santa Maria Margarida Alacoque a apóstola do Sagrado Coração. O carisma profético de Elena é ainda atual, visto que a única necessidade da Igreja e do Mundo é a renovação contínua de um perene e “Novo Pentecostes” que por fim “renove a face da terra”. (Elena Guerra) Para conhecer mais sobre a vida e obra de Elena Guerra recomendamos: Escritos de Fogo! O mais novo Livro sobre a vida e a obra da Beata Elena Guerra. Ele contém a correspondência profética entre a Beata Elena Guerra e o Papa Leão XIII. Para adquirir este livro, envie e-mail para comercial@rccbrasil.org.br .

https://grupodivinamisericordia.files.wordpress.com/2011/01/a-vida-da-beata-elena-guerra.pdf

Quem foi Beata Elena Guerra

Beata Elena Guerra: Apóstola do Espírito Santo
e Precursora dos Movimentos Carismáticos do Século XX!
Pe. Eduardo Braga (Dudu)

Toda a história da salvação está marcada pela presença viva e operante do Deus fiel que é Amor (Cf. I Jo 4,16) e pelo Espírito derramado em nossos corações (Cf. Rm 5,5). Também a nossa vida cristã está cheia da presença de Cristo e do Espírito Santo!

Santo Irineu dizia que onde está a Igreja está o Espírito de Deus e todas as graças. E foi justamente nos momentos mais difíceis da história da Igreja que o Espírito Santo utilizou concretamente homens e mulheres para que estes pudessem servir de fermentos de renovação diante dos desafios e crises. É neste contexto profético que podemos falar de Elena Guerra, a “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”.

Elena nasceu em Lucca, na Itália, no dia 23 de Junho de 1835. Viveu e cresceu em um clima familiar profundamente religioso. Durante uma longa enfermidade, se dedicou a meditar a Palavra de Deus e a estudar os escritos Padres da Igreja, o que determinaria seu discernimento na vida espiritual e no seu apostolado, primeiro na “Associação das Amigas Espirituais”, idealizada por ela mesma para promover entre as jovens a amizade cristã, e depois nas “Filhas de Maria”.

Em Abril de 1870, Elena vive um momento determinante em sua vida. Participa de uma Peregrinação pascal em Roma juntamente com seu pai, Antônio. Entre outros momentos marcantes, a visita as Catacumbas dos Mártires confirmou nela o desejo pela vida consagrada. Em 24 de Abril assiste, na Basílica de São Pedro, a terceira sessão do Concílio Vaticano I, na qual vinha aprovada a Constituição “Dei Filius” sobre a Fé. A visita ao Papa Pio IX a comove de tal maneira que depois de algumas semanas, já em Lucca, no dia 23 de Junho, faz a oferta de toda a sua vida pelo Papa.

No ano de 1871, depois de uma grande noite escura seguida de graças místicas particulares, Elena com um grupo de Amigas Espirituais e Filhas de Maria, dá início a uma nova experiência de vida religiosa comunitária, que em 1882 culminará na fundação da “Congregação das Irmãs de Santa Zita”, dedicada a educação cultural e religiosa da juventude. É neste período que Santa Gemma Galgani se tornará “sua aluna dileta”.

Em 1886, Elena sente o primeiro apelo interior a trabalhar de alguma forma para divulgar a Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreve secretamente muitas vezes ao Papa Leão para exortá-lo a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito; e o Papa, amavelmente, endereça a Igreja alguns documentos que são como que uma introdução à vida segundo o Espírito e que podem ser considerados também como o início do “retorno ao Espírito Santo” dos tempos atuais: a breve “Provida Matris Charitate” de 1895, com o qual pedia que fosse celebrada a Novena de Pentecostes em toda Igreja; a “Divinum Illud Munus” em 1897, primeira Encíclica dedicada ao Espírito Santo na história da Igreja, e a carta aos bispos “Ad fovendum in christiano populo” de 1902, pedindo que Bispos e Sacerdotes pregassem sobre o Espírito Santo e recordassem da obrigatoriedade da Novena do Espírito Santo.

Em Outubro de 1897, Elena é recebida em audiência por Leão XIII, que a encoraja a prosseguir o apostolado pela causa do Espírito Santo e autoriza também a sua Congregação a mudar de nome para melhor qualificar o carisma próprio na Igreja: as Oblatas do Espírito Santo!

Para Elena a exortação do Papa é uma ordem e se dedica ainda com maior empenho a causa do Espírito Santo, aprofundando assim, para si e para os outros, o verdadeiro sentido do “retorno ao Espírito Santo”. Será este o mandato da sua Congregação ao mundo!

Elena, em suas meditações com a Palavra de Deus, é profundamente impressionada e comovida por tudo o que acontece no Cenáculo histórico da Igreja Nascente: ali, Jesus se oferece como vítima a Deus para a salvação dos homens; ali, institui o Sacramento de Amor, a Eucaristia; ali, aparece aos seus depois da ressurreição e ali, enfim, manda de junto do Pai o Espírito Santo sobre a Igreja Nascente.

A Beata entende que a Igreja está endereçada a realizar os mistérios do Cenáculo, mistérios permanentes, e, portanto, o Mistério Pascal: a Igreja é por isto, prolongamento do Cenáculo e analogamente, é ela mesma como um Cenáculo Espiritual Permanente.

É neste Cenáculo do Mistério Pascal, no qual o Senhor Ressuscitado reúne a comunidade sacerdotal real e profética, que também nós e cada fiel em particular, fomos inseridos pelo Espírito mediante o Batismo e a Crisma e capacitados a participar da Eucaristia, que é uma assembléia de confirmados, e portanto, semelhantes a primeira comunidade do Cenáculo depois da descida do Espírito Santo.

È nesta prospectiva que Elena Guerra concebe e inicia o “Cenáculo Universal” como movimento de oração ao Espírito Santo, com uma estrutura muito similar aos nossos “Grupos de Oração”.

Elena morreu no dia 11 de Abril de 1914, Sábado Santo, com o grande desejo no coração de ver “os cristãos modernos” tomando consciência da presença e da ação do Espírito Santo em suas vidas, condição indispensável para a verdadeira “renovação da face da terra”.

Faltando poucos dias para a convocação do Concílio Vaticano II, o verdadeiro Pentecostes dos nossos tempos, o Papa João XXIII, eleva Elena Guerra a honra dos altares em 26 de Abril de 1959, fazendo-a a primeira Beata do seu Pontificado, quando a definiu “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”. Naquele dia, em sua homilia, o Papa afirmou: “A mensagem de Elena Guerra é sempre atual. Todos sentimos a necessidade de uma contínua Efusão do Espírito Santo, como a de um Novo Pentecostes, que renove a Terra”.

Nenhum outro santo deu tanto, orou tanto e sofreu tanto pela causa do Espírito Santo como Elena Guerra. Como RCC precisamos conhecê-la mais! Ela nos exorta: “Outrora, Jesus manifestou seu Sagrado Coração, agora quer manifestar o seu Espírito!”. Oremos como ela, para que no nosso tempo, o Espírito Santo seja “mais conhecido, amado e invocado”.

Beata Elena Guerra, Apóstola do Espírito Santo, Roga por nós e para que o Novo Pentecostes renove a Igreja, nossos corações e o mundo! Este artigo foi extraído da Revista Renovação. Ed. 50

http://passosemflor.blogspot.com.br/2010/05/quem-foi-beata-elena-guerra.html

domingo, 25 de janeiro de 2015

Vida da Beata Dina Belanger


Introdução
Após a Encarnação do Filho de Deus, muitas almas generosas buscaram a sublime forma de união com Jesus Cristo que consiste em procurar viver nEle para que Ele viva em nós (cf. Jo 15, 4). São Paulo, o Apóstolo dos Gentios, que convivera durante três anos com Nosso Senhor, levou essa devoção a um grau tão perfeito que pôde afirmar: “Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20).
Já no século XIX, um advogado de Lyon, regressando de Ars, na França, após ter ouvido apenas um sermão de São João Maria Vianney, deu testemunho da união do humilde pároco com Cristo usando expressivas palavras: “Vi Deus num homem!”.
E no início do século passado, uma alma de escol, Maria Margarida Dina Adelaide Bélanger – a primeira canadense da cidade de Quebec a ser proclamada bem-aventurada pela Igreja – procurava descrever sua disposição interior dizendo:“Jesus e eu não somos mais dois. Somos um: somente Jesus. Ele faz uso das minhas faculdades, dos meus sentidos, dos meus membros. É Ele quem pensa, age, reza, olha, fala, anda, escreve, ensina: numa palavra é Ele quem vive…”.
Dina almejou intensamente essa união. Conhecer em profundidade a Beata Dina Bélanger é, pois, descortinar novos aspectos de Cristo Jesus. Nesse íntimo convívio da criatura com o Criador, Dina desaparece e Ele refulge em toda a Sua glória. Ela passa a ser como um abajur que difunde discreta e suavemente a luz de Cristo, ou como um vitral que a tamisa e reveste de cores belamente adaptadas para a sensibilidade humana. “Meu dever agora, e minha ocupação na eternidade, até o fim dos tempos, é e será o de irradiar Jesus para todas as almas, por meio da Santíssima Virgem”.
A tal ponto ela se tornou uma com Cristo, que Ele próprio, a chamou afetuosamente de “Meu pequeno Eu mesmo”.
Jesus quer sua Autobiografia
Dina teria passado despercebida se sua superiora não tivesse discernido os favores de Deus para com ela. “Você deve escrever a sua vida, minha querida irmã”, disse-lhe. É por isso que temos sua Autobiografia, “uma das mais perfeitas joias da literatura espiritual do século XX”, segundo o teólogo carmelita, padre François-Marie Léthel.
Para Dina, escrever sobre si própria constituía um verdadeiro ato de heroísmo:“Falar continuamente de mim mesma, e repetir o pronome ‘eu’, que preferiria ver abolido para sempre… Oh!”. Mas obedeceu, a ponto de encher com sua esmerada caligrafia vários cadernos que a superiora guardava cuidadosamente.
Certa vez, Nosso Senhor lhe confidenciou: “Você fará bem por meio de seus escritos”. E assim foi. Dina falava com Cristo com familiaridade, e ao anotar Suas sagradas palavras não o fazia visando apenas o próprio benefício, mas também o dos sacerdotes, dos religiosos e de toda a humanidade.
A infância de Dina Bélanger
Os primeiros anos de Dina se desenrolaram na atmosfera tranquila de uma família franco-canadense de muita fé. Nasceu no distrito de Saint-Roch, da cidade de Quebec, e foi batizada no próprio dia de seu nascimento, a 30 de abril de 1897, com o nome de Maria Margarida Dina Adelaide.
Seu único irmão morreu aos três meses de idade. A partir desse momento, seus pais concentraram nela todo o seu afeto e cuidados. Sobre esse período de sua vida, Dina escreveu: “O que teria sido de mim se tivesse sido deixada à mercê do meu orgulho, minha obstinação, meus caprichos e minhas traquinagens injustificáveis?”.
Serafina, sua mãe, levava-a sempre à igreja e em suas visitas aos pobres. Ela gostava muito de cantar para a filha, o que levou a menina, naturalmente dotada de senso artístico, a ter paixão pela música.
O pai, Otávio, era contabilista. Talvez tenha sido dele que Dina herdou sua precisão ao expressar-se e a forma metódica de cumprir seus deveres.
Resoluções e metas de vida
Ao longo de sua vida, Dina tomou numerosas resoluções e as cumpriu eximiamente. Quando era estudante, proclamou: “Prefiro a morte a corromper- me”. No postulado, sua meta foi: “Se começar, comece com perfeição“. E na vida religiosa visava “amar e sofrer”. Como fizera Teresa de Lisieux, poucos anos antes, ela tomou a firme resolução de ser “uma santa”. E, para guiarse nesse caminho, adaptou o princípio de Santo Agostinho ama et quod vis fac (ama e faze o que queres), transformando- o no lema que caracterizou toda a sua espiritualidade: “Amar e deixar- se conduzir por Jesus e Maria”.
Com efeito, foi pelas mãos da Virgem Santíssima que aos 13 anos consagrou-se a Jesus Cristo como escrava de amor, segundo o método ensinado por São Luís Maria Grignion de Montfort.
Na oração inicial de sua Autobiografia, ela agradece a Nosso Senhor tudo quanto Ele lhe concedeu por meio de Sua Mãe Santíssima: “Sem exceção alguma, Vós me concedestes vossas graças por meio de Maria, Vossa e minha bondosa Mãe, a quem quero tanto! E é meu desejo constante deixá-La agir livremente em minha vida, para promover Vossa obra em mim”.
Lutas de alma e oferecimento como vítima
Quando chegou o tempo dos estudos, Dina entrou para o Colégio Bellevue, um internato religioso dirigido pelas irmãs de Notre Dame, no qual sua primeira oração a Jesus foi: “Que eu nunca Vos ofenda nem com o menor pecado venial voluntário, durante minha permanência aqui”. Lá começaram as lutas que, devido à sua índole tímida e reservada, teria de travar durante toda sua vida.“Eu procurava sorrir para todo mundo, mas quanto preferiria estar sozinha!” Por ocasião de uma visita da mãe, ela lhe confidenciou essa dificuldade: “Mamãe, não é brincadeira viver com outras pessoas!”.
Dina conta com toda simplicidade que na primeira sexta-feira do mês de outubro de 1911, enquanto as estudantes se dirigiam à capela para fazer uma visita ao Santíssimo Sacramento, ela consagrou sua virgindade a Nosso Senhor. Foi também por essa época que se ofereceu como vítima de amor: “Mal ouvira falar dessa doação de si mesmo, conhecida como o oferecimento heroico, eu já me ofereci; abandonei-me inteiramente à vontade de Jesus, como sua vítima”. Inflamada pelo desejo de entregar a vida, estava certa de que lhe seria dada a graça do martírio do amor.
Ainda naquela época, antes de tornar-se religiosa, adotou uma “regra de vida”, com hora certa para as orações matutina e vespertina, comunhão, rosário, meditação e confissão semanal. E deixou ao Divino Artesão de sua alma a tarefa de guiá-la em segredo.
Assim que soube do início da 1ª Guerra Mundial, em 1914, ofereceu-se uma vez mais a Nosso Senhor, de corpo e alma, em espírito de reparação e de amor:“Fiquei aflita, sobretudo, pelo perigo moral que ameaçava o mundo”.
Estudos em Nova York
Depois de ter terminado os estudos no internato, já com 16 anos, voltou a viver em sua casa. Seus pais decidiram que deveria continuar com o estudo da música, que iniciara em pequena. Esta arte lhe aproximava de Deus e oferecia-Lhe cada uma de suas notas ao piano como um ato de amor, constituindo para ela uma verdadeira oração, pois seu coração pertencia somente a Deus.
Alguns meses mais tarde, pediu ao diretor espiritual para entrar no convento das Irmãs de Notre Dame, de Villa-Maria, mas foi aconselhada a adiar sua decisão pela negativa dos pais. Cumpria as obrigações sociais com dignidade, dava concertos, apesar destes lhe custarem um esforço enorme, e chegou a ser uma pianista de certo renome. Sempre teve um verdadeiro amor ao próximo, sendo muito sensível à cortesia e ao bom trato. Mas no fundo sempre pensava em seu desejo de ser religiosa. Surgiu- lhe, então, uma boa oportunidade de aperfeiçoar, num Conservatório de Nova York, seus estudos de piano, harmonia e composição. A oferta era tentadora:”Gostei do plano, pois apreciava apaixonadamente a arte e a beleza. E sempre almejei a perfeição.”
Seus pais duvidaram, mas aconselhados pelo pároco que insistia nisso consentiram, pensando que seria uma boa experiência para sua formação e, de 1916 a 1918, ela estudou nos Estados Unidos. Sendo do Canadá francês, teve dificuldades para se comunicar em inglês, mas encontrou conforto na música, já que o piano tem o mesmo som em qualquer país… Vivia na residência Nossa Senhora da Paz, dirigida pelas religiosas de Jesus-Maria, e estudava bastante no Conservatório, sentindo forte atração pela harmonia musical, matéria que mais gostava. Ao término dessa experiência em Nova York, seu relacionamento com Nosso Senhor tinha-se aprofundado e sua consciência permanecia sem mancha alguma: “Tive de seguir a moda e seus caprichos no que dizia respeito às cores e tecidos, mas evitei vigorosamente as suas exigências extravagantes e culposas”.
Caminho de perfeição e vida religiosa
Quando Dina retornou de Nova York, contava com 21 anos. Nos quatro anos que transcorreram até sua entrada na vida religiosa, em 1921, os quais passou na casa de seus pais, rezou muito e passou por tremendas aridezes de alma.
Continuou um curso de harmonia por correspondência no Conservatório de Nova York e seguia com os concertos musicais. Gostava muito da música. Mas a vida contemplativa lhe encantava e esse contraste da vida do mundo com suas aspirações lhe provavam a alma. Às vezes podia ouvir a voz de Cristo no fundo do seu coração, mas ficava incerta, com receio de estar sendo vítima de alguma ilusão; depois, porém, se tranquilizava: “Eu notava que Jesus só me falava ao coração quando tudo estava absolutamente calmo”. Em uma ocasião, Nosso Senhor mostrou-lhe um caminho cheio de espinhos pelo qual Ele tinha passado, manifestando o desejo de que ela O seguisse. Para ajudá-la, deu-lhe Sua Mãe Santíssima.
Quando soube que Santa Margarida Maria havia feito um voto de perfeição, Dina imediatamente tomou a resolução de fazer em todas as ocasiões o que era o mais perfeito, embora não tivesse autorização para se obrigar por um voto formal. “Parecia-me que fazer algo menos perfeito seria sinal de um amor tíbio”,escreveu ela.
Diante da dúvida sobre qual comunidade religiosa deveria escolher, o próprio Jesus lhe comunicou: “Quero que você entre na Congregação das Religiosas de Jesus e Maria”. Tinha sido fundada na França, em 1818, por Santa Claudine Thévenet, dedicada à educação das jovens. Ali foi recebida como noviça em 15 de fevereiro de 1922, adotando o nome de Maria Santa Cecília de Roma. Em 15 de agosto de 1923 fez a profissão religiosa, recebendo a incumbência de ensinar a arte musical para as alunas da Congregação.
Grandes experiências místicas
Antes de entrar na plena alegria da união com Cristo, nos albores da sua vocação, ela tinha sentido o tormento da “noite escura da alma”. Entretanto, nesse período de provações fortaleceu-se sua vocação e recebeu diversas graças, entre as quais a de um rompimento tão profundo com seu passado, que ela se sentia como se tivesse morrido e nascido novamente.
Nos primeiros tempos de sua vida de religiosa, Dina recebeu por duas vezes uma singular graça de amor: numa experiência mística, ela “viu” Jesus levar seu coração e deixar o dEle em seu lugar. Depois, já professa, ela “viu” mais uma vez Jesus mostrar-lhe seu coração, que Ele havia levado para Si, queimá-lo todo no altar de Seu amor, bem como ela mesma, e soprar sobre as cinzas, fazendo- as desaparecer, e ficando Ele próprio em seu lugar.
Jesus avisou-lhe ainda que ela morreria em 15 de agosto de 1924, exatamente um ano depois de sua profissão. Quando chegou esse dia, ela não morreu fisicamente, mas Ele deu- lhe a entender que misticamente havia morrido para este mundo e sua união eterna com Ele tinha começado.
Em 3 de outubro desse mesmo ano, foi-lhe permitido fazer o tão almejado voto de perfeição. Numa linda formulação, prometeu a Jesus fazer, em qualquer circunstância, tudo do modo mais perfeito, nos pensamentos, desejos, palavras e ações. Ela se entregou a Deus com confiança e com plena consciência de sua própria fragilidade.
É Cristo que vive e fala em Dina
Depois dessa data, tendo Dina “desaparecido”, é somente a voz de Cristo que domina sua autobiografia. Ele lhe fala com uma ternura tocante e nela encontra a maior receptividade possível.
Certo dia, na festa do Nome de Jesus – que ela considerava a sua festa, uma vez que tinha sido substituída por Cristo – escrevia: “Desde o meio-dia, o meu doce Mestre me tem atraído a Si com uma ternura inefável… Depois do meu exame de consciência, notei que estava gozando da presença sensível de Jesus. E Ele me disse delicadamente: ‘Em honra da minha festa!’ Oh! Quanto eu gostaria poder pôr em palavras a doçura de Jesus!”.
Muitas vezes, antes de entregar- -lhe Seu cálice ou Sua cruz, para que ela sofresse com Ele, pedia o consentimento dela com Sua costumeira gentileza: “Aceita?”. De um modo que a deixava sem palavras de tanto amor: “O sofrimento de meu Coração é o martírio do amor; e é isto, minha pequena esposa, que estou lhe dando”.
Jesus falava-lhe da necessidade de que seus sacerdotes tenham uma perfeita vida interior: “Meus sacerdotes… Oh! Quanto os quero! Eu os chamo a serem outros Cristos, a serem réplicas minhas. […] Ofereça a meu Pai, por meus sacerdotes, o espírito de oração do Meu Coração, o Meu espírito de oração, a perfeita união do meu Coração com Ele. Isto é o que falta à maioria dos meus sacerdotes: espírito de oração e uma intensa vida interior. […] Demasiados religiosos e almas sacerdotais não compreendem que os sacrifícios que lhes peço são chamas de amor que vão se desprendendo de meu Divino Coração para os arrastar e santificar seu humano coração”.
Pela pena de Dina, Jesus se manifestava à humanidade, esquecida de seu amor:“Meu Coração está tão transbordante de amor pelas almas que já não consegue mais segurar as torrentes de graças que Eu gostaria de derramar sobre elas: mas a maioria das almas não quer ter nada a ver com o meu amor…”.
“As almas ficam tristes na medida em que se distanciam de Deus. O grande desejo do meu Pai, e o meu, é de ver todas as almas felizes, ainda nesta terra”.
Um cântico de amor
Dina faleceu no dia 4 de setembro de 1929, apenas sete meses antes de completar a “idade perfeita”, em que Cristo entregou Sua vida por nós na Cruz: 33 anos. Nos sofrimentos da enfermidade que a levou à morte – a tuberculose -, Jesus aceitou seu oferecimento como vítima, colhendo- a em tão jovem idade.
Em seus últimos escritos, de julho de 1929, num “cântico de amor”, Nosso Senhor abraça, por meio dela, a humanidade inteira:
“Nenhuma invocação responde melhor do que esta ao imenso desejo de meu Coração Eucarístico de reinar nas almas: ‘Coração Eucarístico de Jesus, venha o Vosso reino, pelo Imaculado Coração de Maria’. E ao meu infinito desejo de comunicar minhas graças às almas, nenhuma invocação responde melhor do que esta: ‘Coração Eucarístico de Jesus, abrasado de amor por nós, abrasai nossos corações de amor a Vós'”.
A Irmã Maria Santa Cecília de Roma foi beatificada em 20 de março de 1993, por João Paulo II, e seus restos mortais repousam na nova capela da comunidade de Sillery, em Quebec.
1.Todas as citações em itálico, entre aspas, foram extraídas de BÉLANGER, Dina. Autobiography. Edition revised and update. 3a. ed. Atelier Rouge: Quebec, 1997.
(Revista Arautos do Evangelho, Set/2009, n.93, p. 32 à 35)
O Papa João Paulo II beatificou Dina Belanger, uma mulher canadense muito devota do Santíssimo Sacramento. Quando ela ia para a  adoração, Jesus lhe mostrava multidões de almas à beira do inferno. E depois de sua hora santa, ela via essas almas nas mãos de Deus. Jesus lhe fazia entender o valor de uma hora santa é tão grande que leva multidões de almas da beira do inferno às portas do Céu. (tradução do texto original, em espanhol, p.25-26).

Vida de Santa Maria Goretti (1890-1902)


Introdução
Santa Maria Goretti nasceu em 1890, em Coriolano, Itália. Sua breve existência foi iluminada pela amizade com Jesus e por um terno amor a Nossa Senhora.
Após ter sido ferida mortalmente em uma tentativa de violência sexual, teve uma visão profunda do sentido da vida e da eternidade e perdoou seu agressor: “Eu o perdôo, por amor a Jesus, e o quero no Paraíso”. Isso deixa transparecer uma intensa vida de fé, esperança e amor como resposta à obra do Espírito, que fez dela uma obra-prima.
Faleceu em 1902, aos 11 anos, na cidade de Netuno, Itália. Em 1950, foi declarada santa por Pio XII. Por ter conseguido preservar sua virgindade até a morte, ela é considerada um modelo de pureza e doçura entre os adolescentes e jovens de hoje.
Perda do Pai
Ficou órfã de Pai aos nove anos, vítima de injustiças grandes e pequenas. Muitas vezes era incompreendida pela própria mãe, a qual ela amava do fundo de sua alma. Qual a sua reação? Confiança imensa no Pai: “Sobreviveremos, sobreviveremos…Deus vai nos ajudar”. (p.29)
Bons exemplos de Santa Maria Goretti
Estava sempre muito pronta para servir e amar a todos. Testemunha sua mãe: “Fazia as compras e fazia isso muito bem…Também cozinhava, e cozinhava bem”. (p.26)
Ela sempre ela quem ia para a horta, porque não se recusava. Servia-se sempre por último, após ter dado a porção de cada um. Quando sua mãe observava que ela comia pouco (e, naquele tempo, a fome era grande!), dizia: “Mamãe, come a senhora, pois precisa para trabalhar.”… (p.26)
Não escolhia a quem amar: amava a todos aqueles que Deus lhe havia posto no caminho. Sua mãe permanecia longo tempo em conversa com ela: combinavam o que devia fazer no dia seguinte. Mamãe Assunta muitas vezes ficava nervosa e tensa, e era capaz de recriminá-la e de maltratá-la…E Mariazinha acabava levando uma bronca imerecida. Ela, porém, “não ficava amuada comigo”, relembra a mãe. (p.27)
Mariazinha enfeitava, com flores do campo, o quadro de Nossa Senhora. Todas as noites rezava o terço com a família. Nos últimos tempos, o terço havia se tornado indispensável para ela Trazia-o sempre enrolado em torno do braço. Ia com prazer ao santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno, embora tivesse que enfrentar quatro horas de caminhada. E no final de sua vida, já no hospital, faz este pedido afetuoso: “Levem-me para perto do quadro de Nossa Senhora”. (p.31)
Sua mãe confirma: “Todas as noites ela rezava um terço a mais, em sufrágio da alma de seu pai”. (p.32)
Sua mãe conta: “Nos últimos tempos, eu encontrava tudo pronto: ela preparava o almoço, voltava a lavar roupa, sem que ninguém a obrigasse. E fazia mil serviços necessários numa casa com tantas crianças: passava roupa, remendava, esfregava o chão com escovão, arrumava as camas, limpava os quartos, cuidava dos irmãozinhos”. Encontrava sempre mil pequenas ocasiões para servir. (p.50)
A piedosa menina teve a felicidade de receber..cinco vezes, em seu coração, o Deus do amor e da pureza: a primeira, em 6 de junho de 1901; a segunda, um pouco depois, no santuário de Nossa Senhora das Graças, protetora de Nettuno; a terceira, na Páscoa de 1902; a quarta, na igreja de Campomorto, e a quinta, na hora da morte” – como se lê nas Atas do processo informativo, folha 144, relatório de dom Signori, 28 de setembro de 1903. (p.53)
Mariazinha demonstrava uma maturidade humana extraordinária em seus relacionamentos. Foi uma filha respeitosa e confidente. À noite, remendava as velhas roupas da mãe. E esta afirma: “Ela me contava os acontecimentos do dia…Sempre, sempre, Maria me obedeceu. Tinha um caráter aberto, se abria comigo…Era muito afetuosa com o pai e comigo. Era corajosa e procurava inclusive encorajar-me quando me via angustiada”.
Ela também demonstrava ter uma grande capacidade de discernimento. Sabia ler os sinais de Deus na sua história e na de sua família, dispondo-se imediatamente a fazer a vontade de Deus. Assim, soube reagir à morte do pai com estas palavras, que foram as primeiras a serem registradas: “Mamãe, não fique preocupada…eu fico no seu lugar, tomando conta da casa”. De fato, ela “dirigia a casa” e “cuidava dos irmãozinhos”. (p.65)
Sofrimento e morte de Maria Goretti
Um dos seus sofrimentos foi o de não poder comunicar à mãe as tentações de Alexandre: “Querida mamãe, eu tinha vergonha e não sabia como dizer isso. Além disso, Alexandre jurou que me mataria… E acabou me matando do mesmo jeito”. (p.94)
Mamãe Assunta admitiu: “Se minha filha tivesse cedido à tentação e ainda estivesse viva, eu sentiria uma dor muito maior do que tê-la visto morrer a fim de permanecer fiel ao Senhor”. (p.34)
No nome de Jesus, feito obediente até a morte, todo joelho se dobra e todo mal é destruído. “Não faças isso, você vai para o inferno” – gritava para Alexandre. (p.52)
E, nos lábios, a doce invocação: “Jesus, Jesus…Deus, Deus, estou morrendo”. (p.52)
Mamãe Assunta afirma: “Quando vi que minha filha estava já no fim, beijei-a e ela também me beijou. Dei-lhe também para beijar o crucifixo e a medalha de Nossa Senhora, que eu trazia no pescoço”. (p.80)
Prisão e Conversão do agressor
Lá fora, a multidão, …prorrompe uma explosão de incontida indignação…a muito custo a policia consegue impedir o linchamento. Torna-se necessário aguardar a chegada da policia montada…Durante o interrogatório judicial, pergunta o magistrado:
-Alexandre, foi você que matou Maria Goretti?
-Fui eu, sim senhor.
-Por quê?
-Porque ela se recusou a satisfazer meus instintos.
É condenado a trinta anos de prisão. Vai cumprir a pena na cidade de Noto, na Sicília. Nos primeiros anos não muda coisa alguma: sempre o mesmo cinismo, o mesmo desprezo.
Maria Goretti dissera antes de morrer: Quero vê-lo perto de mim no céu. Um dia D. Baldini, bispo do lugar, vai visitá-lo. Alexandre recebe o prelado com ar de menosprezo. O Bispo senta-se ao seu lado:
-Como vai Alexandre?
-Muito mal.
-Sabe, Alexandre, eu vou tratar de tirá-lo daqui. Quero pô-lo em liberdade. O preso desanuvia a fronte:
-Deus o ouça. Sr. Bispo.
-Pois é. Enquanto isso, trago-lhe alguns livros e algumas revistas. Este aqui é a vida de Maria Goretti.
Trêmulo de emoção, abre o livrinho. Quer ver o que diz do assassino. Principia a ler por curiosidade e acaba lendo-o com arrependimento. A virtude daquela menina brilha agora intensamente para o seu coração. Sente quão hediondo fora seu crime. Alexandre chora: miserável que sou. Monstro. Eu sou um monstro!
Uma noite tem um sonho, que ele mesmo descreve: “Parecia-me estar num jardim cheio de lírios. De repente, vi aparecer Marieta; toda vestida de branco, colhia flores. Passava-as para as minhas mãos, dizendo: “Toma”. Eu as recebia e beijava com grande devoção, e elas se transformavam em chamas cintilantes. Pensei: Tenho esperança de salvar-me, pois tenho uma santa no Paraíso que reza por mim.”
Dias depois, Alexandre escreve ao Sr. Bispo: “Detesto e abomino um homicídio tão bárbaro, que hoje amargurado lamento, por saber que tirei a vida a uma pobre inocente, que até o ultimo instante quis conservar a sua honra, preferindo a morrer tão cedo, a render-se aos meus vis desejos, e cuja resistência me levou a dar um passo tão horrível, quão lamentável. Publicamente detesto minha vil ação e peço perdão a Deus, à infeliz e desolada família da vitima, pelo enorme pecado que cometi; e espero que também possa obter o perdão, a paz, e até as bênçãos da nobre extinta…”
Decorrem trinta e cinco anos do crime. Vésperas de natal de 1937. Dia de rigoroso inverno. Em Corinaldo, as famílias dos lavradores encontram-se nos estábulos, aquecendo-os ao calor dos animais.   Lá fora, um homem de 55 anos vai se arrastando vagarosamente. Malvestido. Meio curvo. Chega a casa de D.Assunta. Bate.
-Quem é?
-Alexandre Serenelli.
A velhinha de 70 anos, o cabelo branco, o rosto enrugado aparece.
-D.Assunta, perdoe. Pode perdoar-me?
-Como não perdoar? Perdoou o Senhor. Perdoou-lhe minha filha. Como não hei de perdoar eu?
No dia seguinte, D. Assunta e Alexandre Serenelli, lado a lado, recebem Nosso Senhor na mesa eucarística.
Alexandre recolhe-se ao convento dos Padres Capuchinhos de Ascoli Piceno. É religioso da Ordem Terceira de São Francisco. (Santa Mariga Goretti, Edições Loyola, p.67-69)
VISITA PASTORAL AO SANTUÁRIO
DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
E SANTA MARIA GORETTI
HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II
Nettuno (Itália), 1 de Setembro de 1979
Caríssimos Irmãos e Irmãs
Num período ainda de relativo repouso e férias, encontramo-nos aqui esta tarde à volta do altar do Senhor, para celebrar a Eucaristia, meditando sobre o fenómeno, hoje tão importante, do Turismo, na nossa vida humana e cristã.
Com a melhor das vontades aceitei o convite de vir ao meio de vós, para ver-vos, ouvir-vos, trazer-vos a minha saudação cordial, manifestar-vos o meu afecto e Para orar convosco e reflectir sobre as verdades supremas, que devem ser sempre luz e ideal da nossa vida.Nesta praça de Nettuno, diante da igreja em que  repousam os restos mortais da jovem mártir santa Maria Goretti, à vista do mar, símbolo das mutáveis e às vezes tumultuosas alternativas humanas, oiçamos o que nos ensina a “palavra de Deus” que nos apresentam as leituras da Liturgia.
1. A “palavra de Deus” primeiro que tudo expõe a identidade e o comportamento do cristão.Quem é o cristão? Como deve comportar-se o cristão? Quais são os seus ideais e as suas preocupações?São perguntas de sempre, mas tornam-se muito mais actuais na nossa sociedade consumística e permissiva, em que sobretudo o cristão pode ser tentado a ceder à mentalidade comum; pondo em segundo lugar a sua requintada e heróica vocação de mensageiro e testemunha da Boa Nova.
— O apóstolo São Tiago, na sua carta, especifica claramente a identidade do cristão: Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação. Por sua livre vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, para que sejamos como que as primícias das suas criaturas (Tg 1, 17-18).
O cristão é portanto uma criatura de Deus totalmente especial, porque mediante a graça, participa mesmo da vida trinitária; o cristão é um dom do Altíssimo ao mundo: desce do alto, do Pai da luz.Não podia ser melhor descrita a admirável dignidade do cristão e também a sua responsabilidade.
— O cristão deve, por conseguinte, empenhar a fundo a sua vontade e viver com coerência a sua vocação. Diz ainda São Tiago: Recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas, almas. Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, enganando-vos a vós próprios (Tg 1, 21-22).
São afirmações muito sérias e severas: o cristão não deve atraiçoar, não deve iludir-se com palavras vãs, não deve enganar. A sua missão é extremamente delicada, porque deve ser o fermento na sociedade, a luz no mundo e o sal da terra.
— O cristão convence-se, cada dia mais, da dificuldade enorme da sua obrigação: deve ir contra a corrente, deve testemunhar verdades absolutas mas não visíveis, deve perder a sua vida terrena para ganhar a eternidade e deve tornar-se responsável também pelo próximo, para o iluminar, edificar e salvar. Mas sabe que não está só. O que Moisés dizia do povo hebraico, é imensamente mais verdadeiro do povo cristão: Não há nenhum povo tão grande que tenha a divindade tão perto de si, como o Senhor, nosso Deus, sempre pronto a atender-nos quando o invocamos (Dt 4, 7). O cristão sabe que Jesus Cristo, o Verbo de Deus, não só encarnou para revelar a verdade salvífica e remir a humanidade, mas ficou connosco na terra, renovando misticamente o Sacrifício da Cruz mediante a Eucaristia, e tornando-se alimento espiritual da alma e companheiro na estrada da vida.
Nisto se encontra o que vem a ser o cristão: uma primícia das criaturas de Deus, que deve manter pura e sem mancha a sua fé e a sua vida.
2. A “palavra de Deus”, por conseguinte, ilumina também o fenómeno doturismo.De facto, todas as realidades humanas são iluminadas e interpretadas pela revelação de Cristo, que veio salvar todo o homem e todos os homens. Também a realidade do turismo deve ser vista à luz de Cristo.
— Sem dúvida, o turismo é agora fenómeno da época e de massa: tornou-se mentalidade e costume, porque é fenómeno “cultural”, causado pelo acréscimo do conhecimento, do tempo livre e da possibilidade de movimento; e fenómeno “psicológico”, facilmente compreensível, dadas as estruturas da sociedade moderna: industrialização, urbanização e despersonalização, devido às quais sente cada indivíduo a necessidade de distensão, de distracção, de mudança, especialmente no contacto com a natureza; e é também fenómeno “económico”, fonte de bem-estar.
— Todavia, também o turismo, como todas as realidades humanas, é fenómeno ambíguo, quer dizer, útil e positivo, se dirigido e se dominado pela razão e por algum ideal; negativo, caso se transforme em simples fenómeno de consumismo, em frenesi, em atitudes alienantes e amorais, com dolorosas consequências para o indivíduo e para a sociedade.
— É por isso necessária também uma educação, individual e colectiva, para o turismo, a fim de que ele se mantenha sempre ao nível dum valor positivo de formação da pessoa humana, isto é, de justa e merecida distensão, de elevação do espírito, de comunhão com o próximo e com Deus. E pois necessária uma profunda e convicta educação humanística para o acolhimento, para o respeito do próximo, para a gentileza, para a compreensão recíproca e para a bondade; é necessária também uma educação ecológica, para o respeito do ambiente e da natureza. para o gozo são e sóbrio das belezas naturais, tão repousantes e elevantes para a alma sedenta de harmonia e serenidade; e é sobretudo necessária uma educação religiosa, para que o turismo não perturbe nunca as consciências e não abaixe nunca o espírito, antes, pelo contrário, o eleve, o purifique e o arraste até ao diálogo com o Absoluto e à contemplacão do mistério imenso que nos rodeia e atrai.Esta a concepção do turismo à luz de Cristo, fenómeno irreversível e instrumento de concórdia e amizade.
3. Por fim, neste local singular, somos convidados todos a olhar para a figura de Santa Maria Goretti. Não longe daqui, a 6 de Julho de 1902, deu-se a tragédia do seu assassínio, e ao mesmo tempo também a glória da sua subida à santidade mediante o martírio na defesa da sua pureza. Encontramo-nos junto da igreja a ela dedicada, onde repousam os seus restos mortais, e devemos parar um momento em silenciosa meditação. Maria Goretti, adolescente de apenas doze anos, manteve-se pura deste mundo, como escreve São Tiago, a custo mesmo da própria vida; preferiu morrer, antes que ofender a Deus.
“Não — disse ao seu violento assassino — É pecado! Deus não quer! Tu vais para o inferno”.
Infelizmente a sua fé não conseguiu deter o tentador, que depois, graças ao seu perdão e à sua intercessão, se arrependeu e converteu. Ela, caiu mártir da sua pureza. “Fortaleza da virgem — disse Pio XII —, fortaleza da mártir, que a juventude coloca numa luz mais viva e radiosa. Fortaleza que é ao mesmo tempo defesa e fruto da virgindade” (Pio XII, Discorsi e Radiomessaggi, IX, p. 46).
Maria Goretti, luminosa na sua beleza espiritual e na sua já conseguida eterna felicidade, convida-nos precisamente a termos fé firme e segura na “palavra de Deus”, única fonte de verdade, e a sermos fortes contra as insinuantes e envolventes tentações do mundo. Uma cultura voluntariamente antimetafísica produz logicamente uma sociedade agnóstica e neopagã, apesar dos esforços louváveis de pessoas honestas e preocupadas com o destino da humanidade. O cristão está hoje sujeito a uma luta contínua, torna-se, ele também, “sinal de contradição”, pelas opções que tem de realizar. Exorto-vos especialmente a vós, meninas: olhai para Maria Goretti. Não vos deixeis seduzir pela aliciante atmosfera criada pela sociedade permissiva, que afirma tudo ser lícito. Segui Maria Goretti. Amai, vivei e defendei com alegria e coragem a vossa pureza. Não temais transportar a vossa limpidez ao meio da sociedade moderna, como facho de luz e ideal.
Com Pio XII dir-vos-ei: “Corações ao alto! Acima dos pântanos infectos e do lodo do mundo, estende-se um céu imenso de beleza. É o céu que fascinou a pequena Maria; o céu a que ela quis subir pelo caminho único que lá conduz: a religião, o amor a Cristo e a heróica observância dos seus mandamentos. Salve, ó suave e amável Santa! Mártir da terra e anjo do céu, lá da tua glória volve o olhar para este povo que te ama, que te venera, que te glorifica e te exalta!” (Pio XII, Discorsi e Radiomessaggi, XII, p. 122-123).
HOMILIA DO CARDEAL ANGELO SODANO
NAS CELEBRAÇÕES DO PRIMEIRO CENTENÁRIO
DO MARTÍRIO DE SANTA MARIA GORETTI
Sexta-feira, 25 de Abril de 2003
O Símbolo dos Apóstolos resume em doze artigos a realidade  da  nossa  Fé.  Ele  é  o  catecismo  mais antigo que nós conhecemos e que nos leva a confessar a nossa fé em Deus Pai, Criador do céu e da terra, no seu Filho Unigénito Jesus, no Espírito Santo e na Santa Igreja Católica. A este propósito ele faz-nos repetir com fé:  “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”.Hoje nós, reunidos no glorioso Santuário de Santa Maria  Goretti,  desejamos  em  primeiro  lugar  renovar este acto de fé na Santa Igreja de Cristo, contemplando um seu aspecto característico, que é o da santidade.Do nosso coração eleva-se depois um hino de reconhecimento ao  Senhor  que  sabe  suscitar  na  sua Igreja figuras sempre novas de heroísmo cristão, em todas as categorias sociais e em todas as épocas da história.
  1. Um hino de gratidão
Um grande Padre da Igreja escreveu que “Deus, ao coroar os nossos méritos, coroa os seus dons” (Santo Agostinho). E, na realidade, a fé ensina-nos que tudo é dom de Deus, que com o seu Santo Espírito santifica a sua Igreja, criando em todos os tempos figuras maravilhosas de santidade, diante das quais os homens permanecem extasiados e cantam as glórias da omnipotênciadivina.Assim também nós queremos fazer hoje, concluindo as celebrações centenárias do martírio da nossa Santa, glória da comunidade de Albano e da Igreja católica de todo o mundo.O clima da alegria pascal, que nos acompanha neste tempo litúrgico, torna fácil elevar a Deus este cântico de reconhecimento. Por isso, no Salmo responsorial também nós exclamámos como o Rei David:  “O Senhor actuou neste dia, cantemos e alegremo-nos n’Ele” (Sl 117, 24).
2. O céu sobre o pântano
Com estes sentimentos de alegria interior e com esta visão de esperança para o futuro, queremos esta tarde concluir as celebrações do primeiro Centenário do martírio da nossa Santa. Na realidade, quanto mais perscrutamos a sua vida tanto mais vemos que ela foi um verdadeiro raio do céu sobre a realidade do pântano humano.
Sem dúvida,  o  mal  existe  no  mundo,  mas  os santos monstram-nos que a graça de Deus é mais forte  do  que  o  mal.  O  Evangelho  de  São  João  refere-nos a triste constatação de Jesus:  “A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz” (Jo 3, 19).O nosso grande poeta Giacomo Leopardi começou com estas palavras de Cristo o seu bonito cântico à giesta. Durante uma viagem ao Vesúvio, permaneceu admirado diante do manto de cinza e de lava que no passado ali semeou desolação e morte e deteve-se depois ao lado de uma perfumada giesta que procurava sobreviver naquela durarealidade.Também nós muitas vezes podemos contemplar flores perfumadas de santidade que brilham entre as misérias humanas:  são os santos, são, sobretudo, os mártires de todos os tempos.
3. Menina extraordinária
Maria Goretti é uma destas figuras heróicas da santa Igreja de Deus:  12 anos de vida, mas uma vida cheia de tantos ideais nobres, de uma grandeza de alma que ainda hoje nos admira. O mérito é da família cristã da qual provinha. É o fruto da sua resposta à graça de Deus. O nosso estimado Pe. Alberti escreveu na biografia de Marietta (assim a chamava a família) que ela não é a santa “dos cinco minutos” (G. Alberti, Maria Goretti, Roma 2000, pág. 243), porque a santidade não se improvisa, mas é o fruto de um esforço contínuo, de um acolhimento quotidiano dos estímulos do Espírito, que habita no coração dos crentes.
Quando se lê a vida desta jovem maravilhosa, ficamos surpreendidos com a profundidade da sua vida interior. Tem tanta fé na Providência Divina, que pode dizer à mãe Assunta no momento do sofrimento:  “Mãe, não te preocupes, Deus não nos abandona”. Tem amor à família, que a leva a dizer depois da morte do pai:  “Agora penso eu em governar a casa”. Sente o desejo urgente de receber o Senhor:  “Mãe exclamou ela quando poderei receber a Primeira Comunhão?”.
Tem uma visão profunda do sentido da vida e da eternidade, quando diz a Alexandre Serenelli:  “Que fazes, Alexandre. Deus não está contente, vais para o inferno”. Por fim, tem o sentido verdadeiro do amor cristão que também sabe perdoar, quando exclama antes de morrer, falando de quem a tinha agredido:  “Por amor de Jesus perdoo-lhe do coração” (Ibid., pág. 247-248).
Eis a obra-prima da graça, que Deus realizou nesta terra abençoada. Esta é a Santa que Nettuno apresenta à juventude de hoje, recordando-lhe que o ideal cristão é possível e que com a graça de Deus o podemos viver intensamente.
4. Uma epopéia gloriosa: Assim aconteceu na antiga Roma pagã com Inês e Cecília, com Tarcísio e Pancrácio. Assim acontece hoje com Maria Goretti e muitas figuras heróicas da actualidade. Entre elas desejaria recordar uma jovem da minha terra piemontesa, massacrada em 28 de Agosto de 1944, durante a última guerra mundial, por um soldado alemão que queria apoderar-se dela:  falo de Teresa Bracco, mártir da pureza como Maria Goretti, beatificada pelo Papa João Paulo II, durante a sua última viagem apostólica a Turim, em 24 de Maio de 1998.
Também neste caso, ao ler a vida de Teresa interrompida na flor dos seus vinte anos, observa-se que o seu heroísmo foi a consequência lógica de uma profunda formação cristã, no âmbito de uma família cheia de fé e de uma comunidade cristã fervorosa, como era a de Santa Júlia, espalhada entre colinas cobertas de bosques do Alto Monferrato (cf. G. Galliano, Teresa Bracco. Uma flor e uma luz nos horrores da guerra, Asti 1998).É a mesma epopeia de santidade que continua na Igreja de Cristo, por obra do Espírito Santo “que é o Senhor e dá a vida”.
Ao celebrar esta Santa Missa de acção de graças numa igreja dos Padres Passionistas não posso deixar de recordar também o centenário da morte de outra Santa, Santa Gemma Galgani, que também em 1903, com 25 anos, terminou a sua breve existência terrena. Ao ler a sua vida, permanecemos extasiados diante dos dons com que Deus a cumulou. Em Lucca chamavam-na “a menina da Graça”. Pobre, humilde e simples, chegou a ser uma das maiores místicas dos tempos modernos:  são as maravilhas que Deus realiza naqueles que se abrem à Sua graça.Depois, nos mártires, o poder de Deus manifesta-se de modo ainda mais evidente. Com razão cada um deles poderia repetir as palavras do Apóstolo Paulo aos Filipenses:  “Tudo posso n’Aquele que me dá a força” (Fl 4, 13).
5. O triunfo do amor
No caso de Maria Goretti o poder da graça divina manifestou-se não só na sua força de alma, mas também no maravilhoso gesto do perdão concedido ao jovem Alexandre Serenelli. A jovem das “Ferriere” tinha aprendido da sua santa mãe que não se podia separar o amor a Deus do amor ao próximo. Até nos sofrimentos atrozes da agonia, soube rezar pelo seu perseguidor. É a obra-prima daquela ternura cristã, que é a flor mais bonita do amor. É a beleza da nossa pequena grande Santa. Um conhecido escritor russo escreveu que a beleza salvará o mundo (Dostoièwskyi). Talvez se pudesse completar a frase dizendo que é a beleza do amor que salvará o mundo. Sim, porque é o amor que nos salva verdadeiramente!
6. Uma oração à Santa
Irmãos e Irmãs no Senhor, com sentimentos de gratidão a Deus pelas maravilhas que Ele realizou em Santa Maria Goretti, nós hoje concluimos as celebrações do primeiro Centenário do seu martírio. A partir de 24 de Junho de 1950 nós venerámo-la nos nossos altares, isto é, desde que o Papa Pio XII a proclamou santa, numa memorável cerimónia realizada na Praça de São Pedro, diante de uma grande multidão de fiéis.Naquela tarde luminosa, o saudoso Sumo Pontífice inscreveu-a no álbum dos Santos e confiou depois à sua intercessão a juventude de hoje, com palavras que ainda nos comovem, apesar de serem redigidas no estilo próprio do século passado (cf. L’Osservatore Romano, 26 de Junho de 1950).
Por meu lado, gostaria de concluir estas palavras, repetindo aquela premente oração de Pio XII:
“Salvé, ó suave e amável Santa!
Mártir na terra e Anjo no céu,
da tua glória dirige o olhar
sobre este povo que te ama,
que te venera, que te glorifica,
que te exalta.
Na tua fronte tens claro
e resplandecente
o nome vitorioso de Cristo
(Apoc 3, 12);
no teu rosto virginal
está a força do amor,
a constância da fidelidade
ao Esposo Divino;
tu és Esposa de sangue,
para reproduzir em ti a Sua imagem.
A ti,
poderosa junto do Anjo de Deus,
confiamos estes nossos filhos
e filhas aqui presentes
e todos os que estão
espiritualmente unidos a nós.
Eles admiram o teu heroísmo,
mas, muito mais, querem imitar-te
no fervor da fé e na incorruptível
pureza dos costumes.
Pais e mães recorrem a ti
para que os assistas
na sua missão educativa.
Em ti, pelas Nossas mãos,
encontram refúgio
todos os adolescentes e a juventude,
para serem protegidos
de qualquer impureza,
e poderem prosseguir
pelo caminho da vida na serenidade
e na alegria dos puros de coração.
Assim seja!”
Assim seja também para todos nós! Amen.
Fonte:
1.Dino de Carolis. Santa Maria Goretti. Uma santidade no dia-a-dia. Ed.Paulinas.2005.
2.Fidelis dalcin barbosa. Santa Maria Goretti.Edições Loyola.

A virtude da temperança