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quarta-feira, 1 de maio de 2019

8 aspectos edificantes sobre a figura de São José Operário


O Dia Mundial de Trabalho é comemorado em 1º de maio, mesmo dia da festa de São José Operário, padroeiro dos trabalhadores e pai adotivo de nosso Senhor Jesus Cristo.

A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo Trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!” O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.
O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá luz e faz crescer obras produzidas pelo homem:
“Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres”
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados:
“Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24)
A seguir, é apresentada uma lista com 8 dados que pouca gente sabe a respeito de São José:
1. Não há palavras suas nas Sagradas Escrituras
Ele protegeu a Imaculada Mãe de Deus e ajudou a cuidar do Senhor do Universo! Entretanto, não há nenhuma palavra dele nos Evangelhos. Muito pelo contrário, foi um silencioso e humilde servo de Deus que desempenhou seu papel cabalmente.
2. Foi muito pouco mencionado no Novo Testamento
São José é mencionado no Evangelho de São Mateus, de São Lucas, uma vez em São João (alguém diz que Jesus é “o filho de José”) e apenas isso. Ele não é mencionado em Marcos ou no restante do Novo Testamento.
3. Sua saída da história dos Evangelhos não é explicada na Bíblia
É uma figura importante nos relatos do Nascimento do Senhor em São Mateus e São Lucas e mencionado nas passagens que relatam o momento em que Jesus se perdeu aos 12 anos e foi encontrado no templo. Mas este é o último momento que falam dele.
Maria aparece várias vezes durante o ministério de Jesus, mas José desapareceu, sem deixar rastro. Então, o que aconteceu? Várias tradições explicam esta diferença dizendo que José morreu aproximadamente quando Jesus tinha 20 anos.
4. Viúvo e idoso?
A Escritura não diz a idade de São José quando se casou com Maria ou sobre seu passado. Entretanto, por muito tempo foi representado como um homem de idade avançada, aparentemente baseado em um texto do chamado protoevangelho de São Tiago, um evangelho apócrifo que menciona que São José havia casado anteriormente, teve filhos desse casamento e ficou viúvo.
Segundo essa tradição, São José sabia que Maria tinha feito voto de virgindade e foi eleito para se casar com ela para protegê-la, de certo modo porque ele era idoso e não estaria interessado em formar uma nova família. Esta ideia foi contraposta ao longo da história por grandes santos, como Santo Agostinho.
5. É venerado aproximadamente desde o século IX
Um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi “nutritor Domini”, que significa “guardião do Senhor”.
6. Tem duas celebrações
A solenidade de São José é no dia 19 de março e a festa de São José Operário (Dia Internacional do Trabalho) no dia 1º de maio. Também é celebrado na Festa da Sagrada Família (30 de dezembro) e sem dúvida faz parte da história do Natal.
7. É padroeiro de várias coisas
É o padroeiro da Igreja Universal, da boa morte, das famílias, dos pais, das mulheres grávidas, dos viajantes, dos imigrantes, dos artesãos, dos engenheiros e trabalhadores. E também é padroeiro das Américas, Canadá, China, Croácia, México, Coreia, Áustria, Bélgica, Peru, Filipinas e Vietnã.
8. A ‘Josefologia’
Entre as subdisciplinas da teologia, são conhecidas a cristologia e mariologia. Mas, sabia que também existe a Josefologia?
São José foi uma figura de interesse teológico durante séculos. Entretanto, a partir do século XX algumas pessoas começaram a recolher opiniões da Igreja a respeito dele e o converteram em uma subdisciplina.
Na década de 1950, abriram três centros dedicados ao estudo de São José: na Espanha, na Itália e no Canadá.
São José Operário, rogai por nós!

Como organizar o tempo para rezar?

Seja paciente, persistente e coloque-se como um aprendiz de si mesmo. Acima de tudo, saiba que é um “costume” conduzido pela Graça e não somente pelo seu esforço humano.
Todos nós precisamos do nosso tempo com Deus. É uma necessidade vital, indispensável e inadiável. Quando rezamos o Pai-Nosso, não dizemos “o pão nosso da semana me dai hoje”, porque a oração deve ser o alimento de cada dia, ela é o “pão nosso de cada dia”. Portanto, deve ser vivida diariamente.  
Então, precisamos de um tempo diário, certo? (imagino você respondendo: certo, beleza!) Mas como definir esse tempo? Em qual momento do dia devo parar e viver a oração pessoal e meu estudo da Palavra?
Primeira coisa é parar de dizer mentalmente ou verbalmente: “estou sem tempo”. Se Deus inventou um dia com 24 horas, é porque dá sim para fazermos tudo, inclusive estar com Ele nas 24 horas, dedicando momentos desse dia para encontros profundos e pessoais. VOCÊ TEM TEMPO! E Ele está ali escondido onde você mais realiza coisas supérfluas ou desnecessárias para seu hoje.
Organizando o tempo
Coloque num papel tudo o que você faz durante 24 horas (incluindo o tempão no celular). Saia riscando o que não é preciso tomar seu tempo hoje, e você verá que há muito mais espaço para Deus do que você imagina.
Definir o horário da sua oração diária é uma decisão importante e que vai dar formato a sua rotina – tendo visto os espaços disponíveis do seu dia, defina seu horário de oração. Alguns dedicam os momentos – oração e estudo – de formas separadas, se essa for sua realidade fique atento.
Quando você definir seu horário, seu cérebro levará um tempo para aceitar o tempo escolhido, como parte definitiva do seu dia a dia. No começo, será difícil rezar todos os dias no mesmo horário. Haverá semanas em que você irá parar, mas a falta de “costume” pode gerar “bloqueios” e nesses instantes devemos suplicar doses dobradas da Graça de Deus e da presença do Espírito, para que não sejamos vencidos pelo desconforto rítmico do nosso cérebro.
Seu cérebro vai precisar da sua constância, OK?
Ah, não mude o horário nas primeiras semanas em que não der certo. Espere. Tente. Passe um tempo naquele instante e analise seu comportamento. O horário ideal é aquele em que dou tudo para Deus, observe sua entrega. Escolha pelo momento do dia em que você esteja cheio de gás. As primícias da manhã é nosso ideal, acordamos dispostos, recarregados. Existem casos e casos em que rezar pela manhã não é possível, mas, se você tem condições, troque o colchão pela cadeira; o celular na cama pela Bíblia na mesa e (ação) oração!
Também é importante analisar o que antecede seu momento de oração – se você tiver alguma atividade antes do seu horário, analise se é algo que lhe roube a paciência e a concentração. Não adianta chegar à oração “uma pilha de nervos”, porque acabamos descontando tudo em Deus, entende? 
Hal Erold, no seu livro Milagre da Manhã, diz que seu primeiro pensamento antes de dormir, motivará sua primeira ação ao acordar. Então, se você for tentar rezar de manhã, tente dormir já #MOTIVADERRÍMO para na manhã seguinte viver seu momento de oração.
Seja paciente, persistente e coloque-se como um aprendiz de si mesmo. Acima de tudo, saiba que é um “costume” conduzido pela Graça e não somente pelo seu esforço humano. A vida de oração se constrói na vida, não em um dia ou uma semana. Teremos a vida para exercer esse caminho de aproximação que nos formará e nos preparará para contemplar a Face de Cristo.


https://www.comshalom.org/como-organizar-o-tempo-para-rezar-para-oracao-pessoal-para-estudo-biblico-para-lectio-divina/

Três lições de Santa Catarina de Sena


Catarina de Sena soube equilibrar o seu autoconhecimento a ponto de vivenciar tão grande humildade que, por muitas, vezes saiu o demônio vergonhosamente humilhado diante de sua vida virtuosa
Nascida no ano de 1347, na Itália, Catarina foi criada em uma família numerosa, com seus 25 irmãos, em meio a uma educação católica. A graça e eleição de Deus sob esta Santa já começariam cedo. Aos 7 anos de idade, ela consagrou sua virgindade a Cristo. Aos 16 anos, entrou na Ordem Terceira Dominicana. Apesar da sua grande simplicidade e recolhimento na sua vida de oração, ela foi sempre aberta ao serviço caritativo por conta da realidade da sua época. Em uma Europa marcada por guerras e disputas entre reinos, no século XIV, surge Santa Catarina. O Papa Bento XVI, em catequese sobre esta Santa, nos diz:
“Quando a fama de sua santidade espalhou-se, foi protagonista de uma intensa atividade de aconselhamento espiritual na relação com todas as categorias de pessoas: nobres e políticos, artistas e gente do povo, pessoas consagradas, eclesiásticos, incluindo o Papa Gregório XI que, naquele período, residia em Avignon e ao qual Catarina exortou enérgica e eficazmente que retornasse para Roma. Viajou muito para solicitar a reforma interior da Igreja e promover a paz entre os Estados: também por esse motivo, o Venerável João Paulo II desejou declará-la copadroeira da Europa: o Velho Continente nunca poderá esquecer as raízes cristãs que formam a base de seu caminho e continua a desenhar, a partir do Evangelho, os valores fundamentais que asseguram a justiça e a harmonia.”[1]
Dentro da espiritualidade de Santa Catarina podemos destacar três pontos: intimidade com Deus, piedade e arrependimento e a Divina Providência. Em cada um deles, Catarina deixa-nos uma lição.
A intimidade com Deus
Na sua obra “O Diálogo”, Santa Catarina preocupa-se com a busca do conhecimento da Verdade e do sumo Bem, que é Deus. É importante lembrar que esta obra de Santa Catarina, na verdade, foi organizada pelo Beato Raimundo de Cápua, e ditada por ela, a alguns ajudantes, que registravam as experiências místicas que a Santa tinha com Deus, ora reveladas por Deus Pai, ora por Deus Filho. Em uma das locuções, Jesus nos ensina que o passo inicial e fundamental para a busca da Verdade é o autoconhecimento: “O Caminho para atingir o conhecimento verdadeiro e a experiência do meu ser – Vida eterna que eu sou – é este: nunca abandones o autoconhecimento! Ao desceres para o vale da humildade, reconhecer-me-ás em ti, e de tal conhecimento receberás tudo aquilo de que necessitas.”[2] Diante de tal conhecimento, o homem depara-se com o nada que é, e reconhece que o seu egoísmo é a fonte de todo o seu pecado. Por isso, há uma importância em reparar os nossos pecados.
Para chegarmos à perfeição, existe o que a Santa chama de “degraus do amor”, que são três: amor servil, amor interesseiro e, por último, amor amizade. O amor amizade reflete o mais sublime estado que o nosso relacionamento com Deus pode chegar. O Senhor revela a Santa Catarina o que significa este amor amizade: “A amizade íntima consiste nisto: que são dois corpos, mas uma só alma no amor, pois o amor transforma (o amante) na coisa amada. E quando (os amigos) se tornam uma só alma, entre eles já não haverá segredo. Por isso dizia meu Filho: ‘Viverei e moraremos juntos. [3]’”
Portanto, no amor amizade, aquele que alcança esse estado de graça, tem uma grande semelhança com os sentimentos de Cristo. Deseja estar constantemente em comunhão e escuta com o Pai: “Filha querida, convence-te de que na oração contínua, fiel e perseverante que todas as virtudes são adquiridas.”[4] Ou ainda, fazendo um paralelo entre a vida de oração e o autoconhecimento: “Como é agradável ao orante e a mim a prece feita na cela do autoconhecimento.”[5]
Ademais, o Papa Bento XVI faz-nos lembrar do místico e profundo relacionamento que Santa Catarina tinha com Jesus: “Em uma visão que jamais se apagou do coração e da mente de Catarina, Nosso Senhor apresentou-a a Jesus, que lhe deu um esplêndido anel de ouro, dizendo: ‘Eu, teu Criador e Salvador, esposo-te na fé, que conservarás sempre pura, até quando vieres celebrar comigo no céu as tuas núpcias eternas’ (Raimundo de Cápua, S. Caterina da Siena, Legenda maior, n. 115, Siena, 1998). Aquele anel foi visível somente para ela.”[6]
Vale fazer a ressalva que, para Santa Catarina, a graça de deparar-se de forma humilde com os nossos pecados só é eficaz se estivermos com o olhar na paixão de Cristo, pois o erro ocorreria se formos falseados por nossos sentimentos de autocondenação: “Se não forem acompanhados pelo pensamento da paixão, o autoconhecimento e a reflexão sobre os próprios pecados, confundem a alma.” [7] Esta Santa também soube equilibrar o seu autoconhecimento a ponto de vivenciar tão grande humildade que, por muitas, vezes saiu o demônio vergonhosamente humilhado diante da vida virtuosa de Santa Catarina. “Maldita sejas tu, pois de nenhum modo consigo vencer-te! Se te rebaixo ao desespero, tu te elevas à misericórdia; se te engrandeço de vaidade, tu te rebaixas até o inferno pela humildade e aí me persegues. Não voltarei mais; tu combates com a lança da caridade” [8], disse a ela o demônio.
Dom das Lágrimas
Percebemos o quanto estava aflorado no íntimo de Santa Catarina a busca constante e intensa do autoconhecimento, e isto era fruto da sua contínua e profunda vida de oração, já que quando nos aproximamos de Deus, conhecemos a Ele e a nós mesmos. Ora, o amor sincero leva-nos a uma reta postura diante de Deus e também dos homens. Ao deparar-nos com a nossa fraqueza e miséria, numa graça particular de arrependimento de coração, chegamos ao choro. As lágrimas, então, são os frutos externos de algo que acontece de forma intensa e verdadeira no nosso interior, que é o desejo de mudança de vida.
Existem cinco tipos de lágrimas que se diferenciam pelo estado em que a pessoa se encontra. No primeiro, ocorrem as lágrimas por estarmos em estado mortal. No segundo, compreendemos os males dos nossos pecados e há uma busca de conversão. No terceiro tipo,  há uma superação do temor servil e, em seguida, atingimos o amor e a esperança. O quarto tipo de lágrimas refere-se à prática das virtudes. Já no quinto, o Senhor fala a Santa Catarina das lágrimas de fogo do Espírito Santo: “Existe alguma lágrima que não saia dos olhos? Sim, existe um pranto de fogo, procedente do desejo santo e que faz consumar-se no amor por mim. (…) Ao que parece, foi quanto pretendia afirmar o glorioso apóstolo Paulo, ao dizer que o Espírito Santo chora em mim ‘com gemidos inenarráveis’ (Rm 8, 26), a vosso favor.”[9]
Por isso, não se pode queixar-se quem, por conta de seu tempo de caminhada com Deus, não tem o dom das lágrimas simplesmente porque não derrama as lágrimas que deseja. A Deus não interessa se nós derramamos lágrimas externas ou lágrimas do espírito: “Em todo estado de vida e ocasião, tais pessoas podem agradar-me. A menos que seu espírito se afaste de mim por falta de fé e de amor.”[10]
Providência Divina
Para Santa Catarina, o amor a Deus e o desejo de conversão e santidade não ficavam parados apenas em um olhar em si mesma, mas ela tinha um olhar voltado para a humanidade, para o padecimento do homem diante da vida de pecado e engano. Santa Catarina olha para Deus, criador e redentor, e o vê à frente da história do homem. Não que Ele seja causador ou indiferente aos males do homem, mas ela vê Deus que intervém na história. A isto chamamos de Providência Divina.
Pela Providência Divina, foi criado o homem. Este, no mau uso de sua liberdade, desobedece a Deus e peca, e todos os homens herdam, a partir do pecado original, a concupiscência e a culpa. O que restaria à humanidade? A separação eterna do homem de Deus. Mas Deus intervém, providenciando a Encarnação, vida, paixão e morte de Cruz do seu Filho, para que, em sua obediência, Ele salve e repare o pecado de toda a humanidade.
Santa Catarina relaciona a Providência Divina como a verdadeira esperança do homem, como ensina Deus Pai: “Também dei à humanidade o conforto de uma esperança. Ao dar valor ao preço do sangue com que foi remido, o homem sente uma firme esperança e grande certeza de salvação. Se é verdade que sempre me ofende com todos os sentidos, também foi com o corpo inteiro que meu Filho tolerou grandíssimos tormentos. Por sua obediência, ele cancelou vossa desobediência. Ainda mais: de sua obediência recebestes a graça, da mesma forma como da desobediência de Adão havíeis herdado a culpa.”[11]
Por último, é importante ressaltar a relação entre a experiência pessoal e o amor e a providência de Deus. “A esperança humana é mais ou menos perfeita conforme o amor da pessoa; será igualmente nessa medida que cada um terá a experiência da minha providência. Aqueles que me servem e só em mim confiam, experimentá-la-ão mais profundamente do que as almas cuja esperança se fundamenta em interesses e compensações.”[12]
Peçamos a Deus, por intercessão de Santa Catarina de Sena, a graça de termos Cristo como o Esposo de nossa fé, e, apaixonados e servos da Igreja, sejamos atentos ao que o Espírito Santo deseja de nós como discípulos e missionários de Cristo, servindo à Igreja e à humanidade.
[1] BENTO XVI. Catequese de Bento XVI sobre Santa Catarina de Sena: 24 de Novembro de 2010. Disponível em: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=279012.
[2] SANTA CATARINA DE SENA. O Diálogo. Paulus. 1984. p. 33.
[3] Idem.  p. 132.
[4] Idem. p. 139.
[5] Ibidem.
[6] BENTO XVI. Catequese de Bento XVI sobre Santa Catarina de Sena: 24 de Novembro de 2010. Disponível em: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=279012.
[7] SANTA CATARINA DE SENA. O Diálogo. Paulus. 1984. p. 141.
[8] Idem. p. 142.
[9] Idem. p. 187.
[10] Ibidem.
[11] Idem. p. 305.
[12] Ibidem.
Márcio André Barradas
missionário da Comunidade Católica Shalom
(Artigo originalmente publicado na Revista Shalom Maná)

Você sabia que Catarina de Sena não era freira?


Eles podem ter parecido religiosos, mas alguns de nossos santos dominicanos mais amados eram leigos

Ela parecia uma freira. Imagens de Catarina de Sena mostram-na usando o hábito de uma irmã religiosa, da Ordem dos Pregadores. Na verdade, ela era leiga – a única pessoa leiga atualmente reconhecida como Doutora da Igreja.
Então, por que ela aparece assim?
Catarina Benincasa cresceu em Siena, na Itália, a 23ª filha de Lapa Piagenti e Giacomo di Benincasa (metade de seus filhos morreram cedo). Aos 13 anos de idade, Catarina era uma adolescente mal-humorada, sem intenção de se casar.
Quando jovem, ela teve uma visão de Cristo sentado em glória com São Pedro, Paulo e João ao seu lado, e isso a inspirou a fazer um voto particular, dedicando sua vida a Deus. Ninguém sabia deste voto, então quando ela chegou à idade de casar, seus pais procuraram um marido digno.
Catarina recusou a ideia, cortou o cabelo e vestiu roupas esfarrapadas para se tornar pouco atraente até que seus pais enfurecidos perceberam que novas tentativas de persuadi-la seriam inúteis. Eles reconheceram a piedade de sua jovem filha e fizeram uma cela particular para ela em sua casa.
Catarina estava interessada na ordem dominicana, mas não sentiu nenhum apelo ao claustro. Ela descobriu em Siena as Irmãs da Penitência da Terceira Ordem de São Domingos, que serviam aos paroquianos locais. Buscando admissão, Catarina foi inicialmente recusada porque o grupo era geralmente composto de viúvas e solteironas.
Depois, ela finalmente conseguiu o que queria. Tornou-se terciária dominicana, ou membro da “Terceira Ordem” e – como era comum na época – teve permissão para usar o hábito. Depois de um retiro de três anos em sua “cela”, Catarina emergiu e se juntou ao trabalho de catequizar os jovens, dando orientação espiritual, cuidando dos doentes e servindo os pobres, o que ela fez incansavelmente pelo resto de sua vida.
Enquanto a maior parte de sua energia foi gasta em Siena, Catarina também foi convocada a viajar em várias ocasiões para dar seus conselhos altamente procurados. Ela era correspondente reis, rainhas e eventualmente do próprio Papa. Vale a pena ler a biografia desta santa.
Mas Catarina não é a única santa dominicana leiga professa da Ordem como terciária. A maioria das pessoas fica surpresa ao saber que alguns dos mais proeminentes e amados santos da igreja eram dominicanos que também eram leigos, incluindo Santa Rosa de Lima, São Martinho de Porres, Beato Pier Giorgio Frassati, a Beata Margarida de Castello e o Beato Bartolo Longo.
Qualquer católico de boa reputação pode ser admitido em uma Ordem Terceira, incluindo pessoas casadas e padres diocesanos. Ordens Terceiras (ou Oblações ou Associações) são outro meio pelo qual os fiéis leigos podem buscar a santidade e se aproximar de Deus em oração e caridade.
Enquanto as Ordens Terceiras ainda existem, o hábito religioso não é mais usado pelos membros, exceto na morte. Os dominicanos da Terceira Ordem recebem um escapulário branco, os carmelitas da Terceira Ordem têm um escapulário semelhante, enquanto os Franciscanos Seculares usam uma cruz Tau, e os Oblatos Beneditinos usam uma medalha jubilar de São Bento.
Ordens terceiras (ou “seculares”) dão aos leigos uma chance de infundir suas vidas com orações e boas obras de acordo com uma espiritualidade específica, para que possam se esforçar para ser “fermento no mundo”. Como vemos no exemplo de S. Catarina e muitas de suas irmãs e irmãos da Terceira Ordem, é algo especial e grandioso.

https://pt.aleteia.org/2019/04/29/voce-sabia-que-catarina-de-siena-nao-era-freira/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

A FÉ NÃO É SUBSTITUÍDA PELO SENTIMENTO

Arthur_Timotheo_da_Costa,_Rezando,_1905,_54,5_x_46,5_Photo_Gedley_Belchior_Braga
Atacada por todos os lados, hoje a Fé tornou-se rara nas almas. À medida que os tempos avançam, caminhamos para a realização das palavras de Nosso Senhor: «Quando o Filho do homem voltar, crês que Ele encontrará Fé sobre a Terra?». (Lc. 18,8).
Repare que as almas que vemos já não ter Fé, tiveram-na ao menos no batismo. Estas almas estão em um estado bem diferente dos infiéis que nunca tiveram Fé. A Fé é um bem tão grande que uma vez entrando numa alma fica sempre alguma coisa.
São Francisco de Sales disse, a respeito da caridade: «A caridade tendo sida separada da alma pelo pecado deixa, muitas vezes, alguma coisa que parece com a caridade, que pode iludir e nos entreter em vão».
Esta aparência de Fé, porque ela é apenas aparência, não passa de um fingimento de Fé; uma Fé fingida ou, se quiser, imaginada, é o que se chama sentimento religioso.
Os sentimentos religiosos! Uma espécie de presente que os homens querem dar a Deus, pelo qual Deus deve se sentir muito agradecido; um fundo de benevolência que o homem sente por Deus; uma sorte de polidez, de bom tom, de bom gosto do homem em relação a Deus; sim, tudo que quiser neste gênero, que a pouco obrigue, que não atrapalhe, que se acomode, que se preste a tudo, e não se comprometa com coisa alguma: aí está o que geralmente se entende por sentimentos religiosos, mas isto não é a Fé. Assim como a aparência de Caridade pode nos iludir e nos entreter em vão, a aparência de Fé pode nos iludir e nos ilude muitas vezes e pode nos entreter e nos entretém amiúdo, em vão.
E como isto acontece? perguntará a senhora. A resposta é fácil. Um cristão, para agradar a Deus, deve fazer atos de Fé a toda hora. Na oração, na prática da vida cristã, na recepção dos sacramentos, o cristão deve ter como obrigação severa praticar a Fé, fazendo atos interiores para acompanhar muitos atos exteriores da vida cristã. Este é o dever.
Ora, o perigo, a decepção consiste em fazer atos da vida cristã não com Fé mas com aparência de Fé ou sentimentos religiosos.
A Fé é então substituída pelo sentimento, a realidade pela imaginação. Neste estado podem-se fazer muitas orações sem rezar, confessar-se sem querer se emendar, receber a Eucaristia sem se unir a Jesus Cristo.
Segundo o que ouvi dizer, tanto por um Bispo como por um missionário que percorreu toda a França e estudou atentamente o estado das almas, parece que hoje, sob muitos pontos de vista, fazemos apenas com a máscara da Fé o que deve ser feito com a Fé.
Isto ajudará a senhora a compreender e a poupará do sofrimento quando chegar o dia em que reconhecer que um bom número de cristãos, que se dizem devotos e praticantes, têm exatamente os mesmos vícios dos mundanos não praticantes. Eles praticam, ai de nós! mas a Fé não é o princípio de seus atos religiosos, eles são cristãos em imaginação, e na realidade viciosos como tantos outros.
O sentimento religioso é certamente um dom de Deus. É um bem, um bem de ordem natural. O sentimento religioso é a conseqüência natural de nossa qualidade de criaturas, como o respeito aos pais é natural nos filhos.
Digamos juntos: Credo.
Cartas sobre a Fé – Pe. Emmanuel-André

RELIGIÃO E CARÁTER

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Caráter varonil! A joia mais bela e mais preciosa do mundo! Um homem que descortina claramente seu fim, que sabe vencer as tentações, que não se desvia do caminho nem para a direita nem para a esquerda, que conserva puro seu coração, que é amável e delicado para com seu próximo, mas que permanece firme e fiel às suas convicções — eis um caráter varonil! Coisa rara, hoje em dia…
Mas não o queres ser?
Sabes que é a verdadeira e profunda religiosidade que, sobretudo, te ajudará a consegui-lo?
O jovem religioso preza o seu valor. Saber que somos filhos de Deus é fonte de justificada ufania no conceito próprio. Prezo minha alma conservo-a isenta de culpa, adorno-a com boas obras, porque sei que ela é um bem mais precioso do que a natureza inteira. Cuido porém, igualmente do meu corpo, não permito que se rebaixe ao serviço die hábitos pecaminosos, porque sei que é templo do Espírito Santo, ao qual devo preservar da profanação.
Elevado conceito de si mesmo, só o pode ter o homem religioso. Somente aquele que sabe inclinar-se diante de Deus, pode andar de cabeça erguida. A religiosidade e a boa consciência não nos tornam orgulhosos e impertinentes, mas dão-nos firmeza inquebrantável, em face da moral inconsistente de hoje. Olha em derredor: os que se manifestam estouvadamente contra Deus e a religião, dobram-se, geralmente, submissos ante interesses materiais e fins egoísticos. A religiosidade nos dá confiança em nós mesmos, não permite que consideremos timidamente a opinião dos outros, para regular segundo ela as nossas ações. O moço religioso sabe dominar com mão firme o fluxo da vida exterior, tão bem como sabe ser o senhor absoluto de sua vida interior, de seus desejos, inclinações e aspirações.
O jovem religioso não é oportunista. Nunca há de renegar covardemente seus princípios e convicções, embora esteja entre pessoas de parecer diferente. Não compartilha os conceitos dos libertinos, não adota o modo de ver dos motejadores, não duvida com os incrédulos, só “para que não sorriam compadecidos de mim”. Ademais, não é escravo de caprichos: ora todo bondade, ora como se tivesse “pulado da: cama com o pé esquerdo”: não, ele obra e fala sempre dignamente, como homem, refletida e sensatamente.
O moco religioso não é materialista. Não corre sempre atrás de lucro material somente. Além do bem estar terreno, material, ele conhece e ama também valores espirituais, sobrenaturais. Se puder enriquecer unicamente por meios ilícitos, prefere ficar pobre: tudo pode sacrificar, menos a honra. Cada dia, reza (naturalmente também trabalha) por uma existência feliz; seu coração no entanto, que Deus criou para Si, não se apega a bens terrenos.
O jovem religioso não é egoísta. Ele sabe cuidar de suas inclinações e desejos e dominá-los. Sabe que além dele há outros homens no mundo, que não é em redor dele que tudo gira, mas, que em suas ações e omissões deve tomar em consideração os demais. Sempre que encontra ocasião, faz bem ao próximo. Seu maior prazer é causar alegria aos outros. Em seu julgar não é severo nem teimoso. Trabalha, estuda com todas as forças, busca progredir, mas somente com meios honestos. Nada de adulações e lisonjas para alcançar fins egoísticos. Não procura obter a simpatia das pessoas contra sua convicção; ao contrário, quando for preciso, ele sabe “obedecer antes a Deus do que aos homens”.
O jovem religioso não é casmurro, mal humorado, susceptível. Quem traz sua alma em paz com Deus, tem o pleno direito de ser alegre e bem disposto. Se precisa, por qualquer motivo, censurar um amigo, fá-lo francamente e a questão está liquidada. Não conserva em seu coração ressentimento ou ira dissimulada. Em casa, para com os pais, irmãos, amigos, é atencioso e serviçal.
Um negociante necessitava dum auxiliar. Uns cinquenta se apresentaram e ele escolheu rapidamente. Um amigo lhe perguntou: “Por que escolheu justamente este, que nem trazia recomendação?” “Você está enganado, foi a resposta; ele tinha muitas recomendações. Limpou os sapatos antes de entrar e fechou a porta; concluí daí que amava a ordem. Sem refletir ofereceu sua cadeira a um ancião; notei que tinha educação e bom coração. Levantou um livro que eu, propositalmente tinha posto no chão, enquanto todos os demais tropeçaram nele e o empurraram para o lado; é atencioso e cuidadoso. Esperou pacientemente sua vez, não empurrou para a frente: é discreto. Enquanto falava com ele, notei que a roupa estava bem escovada, o cabelo em ordem; os dentes limpos. Quando assinou seu nome, vi que a mão estava asseiada, não suja como a daquele outro moço elegante”. Um jovem que se comporta assim é a melhor recomendação da verdadeira religiosidade.
O moço religioso não é pessimista. Nos anos de adolescência é frequente que abatimentos e sofrimentos morais ataquem a alma dos jovens; a verdadeira religiosidade leva-te a vencê-los todos. É verdade que também o jovem religioso nota como vai crescendo o terrível poder do mal, a falta de caráter, a imoralidade entre os homens; entretanto, essa entristecedora experiência não o faz desgostoso da vida, não o torna inimigo dos homens. É justamente sua religiosidade que não permite se quebre sua resistência e ele mesmo se enfileire entre os maus, dizendo: “Não adianta remar contra a correnteza”. Não se torna pessimista, pois ao lado dos defeitos dos homens, ele vê também indiscutíveis boas qualidades; olha o que é nobre e grande e se alegra, apesar da imoralidade e falta de caráter. Um escritor diz: “O homem religioso é como o pássaro, que canta mesmo quando o galo em que pousa se quebra, pois sabe que tem asas”. A religião é o par de asas que nos eleva acima de nós mesmos, acima da mísera existência, muito além dos limites terrenos.
O jovem religioso também não é idealista unilateral. Ele vai em busca de ideais nobres, mas não se desalenta por ver que muitas vezes nós devemos contentar com um bem atingível em vez do melhor cobiçado. A falta de êxito e a preterição sofrida não lhe tiram o amor ao trabalho, não o desanimam e exasperam.
Numa palavra: o jovem religioso é um moço de caráter que abraça a vida com ambas as mãos, firme sobre seus pés.
Religião e Juventude – Mons. TihamerToth
http://catolicosribeiraopreto.com/religiao-e-carater/

RELIGIOSIDADE EXTERIOR E INTERIOR

Sou religioso, sinceramente religioso; todavia, o que se passa entre Deus e mim, não o revelo aos outros. Isso não é da conta de ninguém! A vida religiosa é manifestação tão delicada da alma humana, que não se deve pô-la à mostra; cada um resolva o assunto consigo mesmo, em segredo, no seu íntimo. O principal é ser interiormente religioso; tudo o mais, exterioridades, formas, cerimônias, é de somenos importância…”
Assim falam muitos jovens, mesmo aqueles cuja religiosidade sincera e firme está acima de qualquer dúvida, mas que, todavia, não compreendem quão errôneo seja esse modo de pensar. E sabes porque tão dificilmente percebem o engano? Porque há muitas coisas verdadeiras em suas palavras.
“A religião é manifestação em extremo delicada de nossa alma”, dizem eles, e nisso têm toda a razão. “O essencial é a religiosidade interior!” Também está certo. Eu mesmo teria dificuldade em achar uma reprovação assaz forte para um homem que, por qualquer motivo, finge piedade exterior, imita práticas piedosas, enquanto sua alma está cheia de impureza, sem um pensamento religioso sério.
Tudo isso é indiscutivelmente exato. Sim, a religiosidade pode tornar-se mera exterioridade, cerimônia inanimada, se lhe faltar a vitalidade interior sincera. Religioso não é quem exalta com os lábios as glórias de Deus enquanto sua alma está bem longe. Religioso outrossim não é quem reza muito, vai à igreja, mas vive em pecado e tem o coração indiferente, duro para com o próximo. Tal religiosidade exterior é apenas uma caricatura, um escárnio da verdadeira idéia de religião, coisa muito própria a propagar um conceito errado de religião.
Portanto, fique bem claro: o que é decisivo é a convicção e a vida religiosa interior. Mas é errado que devamos esconder timidamente nossa convicção religiosa. Não digo que nos devamos referir a ela a todo instante, com ou sem motivo, Deus sabe nossa virtude; minha vida religiosa se realize de fato, em silêncio, entre Deus e minha alma. Contudo, se eu estiver numa roda em que se fale de religião, de convicções, de princípios imorais, seria covardia, falta de princípios, deserção, se eu me envergonhasse de minha religião, se corasse e não dissesse nada.
Se andares pela rua com um camarada de outra crença não debatas com ele questões religiosas. Mas, se passares diante de uma igreja, e por causa do companheiro não tirares o chapéu (“a religião é assunto interior”), estarás dissimulando covardemente tua fé. Quando rezas confiantemente em casa, em teu gabinete ·de trabalho, longe de vistas estranhas, fazes bem, mas se te envergonhasses, entre centenas de pessoas, de dobrar o joelho diante de Jesus sacramentado — “já que o exterior não é importante” —, então serias novamente covarde. Bem sei que possuis alma pura, não inicias jamais conversa inconveniente. Muito bem; mas, quando outros as iniciam e te ris de suas obscenidades — “não devo ofendê-los, não rindo também” — então dás exemplo de covarde traição a teus princípios.
Vê! O essencial é a religiosidade interior, mas devemos provar, também externamente, as nossas convicções. Essa aparente “exterioridade” não é, muitas vezes, senão um aprofundamento elo “interior”. Pois, não é de todo natural que o corpo caia de joelhos, quando a alma fala com Deus?
Com que franqueza confessa o grande húngaro, conde Estêvão Széchényi, em seu diário: “Passei minha juventude em ócio e ignorância. Eu não era ruim e pervertido, mas não reconhecia os múltiplos defeitos que tinha. Na grande luta da existência e observando a vida humana, recobrei a calma e aprendi a reconhecer que não basta à alma seguir a voz interior, mas que é preciso observar também as formas exteriores da religião”.
Segue, pois, as formalidades exteriores de tua religião, embora se afirme: O essencial é a religiosidade interior, sem a qual toda a exterioridade é fingimento. Suponhamos, entretanto, que urge confessar a Fé, e nosso modo de pensar? Não hesitemos então um só instante! É fato curioso que nesse particular, mesmo católicos bem formados, se vejam tão fracos. Adeptos de outros credos mostram-se muito mais orgulhosos de sua crença. Entre nós, a vergonha e o respeito humano tornaram-se verdadeira “doença católica”.
Se refletires um pouco sobre a incomensurável bênção, que durante 2.000 anos, o cristianismo derramou sobre a humanidade, reconhecerás que tens toda a razão para te orgulhares da Fé.
Deixemos, por agora, de lado os valores puramente espirituais do cristianismo; consideremos apenas a questão: que valor teve ela para a civilização humana? Imagina que não houvesse cristianismo: quanto mais pobre em valores estaria o mundo! Visita os museus e suprime os quadros e estátuas que sejam obras primas cristãs: quão pouco ficaria das coleções! As suntuosas catedrais deveriam ser derrubadas, pois nasceram do espírito cristão. O gênio musical de um Handel, Palestrina, Beethoven, Mozart, Rossini, acendeu-se na religião. Os primeiros hospitais, orfanatos, asilos e educandários brotavam da caridade cristã. Os princípios das escolas e universidades remontam até o cristianismo. Vês? Que vácuo haveria na vida da humanidade, se devêssemos eliminar seu centro, a cruz de Jesus Cristo.
Não! minha fé não tem realmente nada, de que deva envergonhar-me. Tanto mais razão tenho para orgulhar-me dela!
Religião e Juventude – Mons. Tihamer Toth
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domingo, 30 de dezembro de 2018

Ser bom


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É por isso que o cristão se encontra numa situação diferente da de outras pessoas que tentam ser boas.

Estas esperam, por ser boas, agradar a Deus, quando nele acreditam; ou, caso não acreditem, esperam pelo menos receber a aprovação dos homens bons.

Já o cristão pensa que todo bem que faz advém da vida de Cristo que o anima interiormente.

Não pensa que Deus nos amará mais por sermos bons, mas que Deus nos fará bons porque nos amou primeiro, do mesmo modo que o teto de uma estufa não atrai o sol por ser brilhante, mas brilha porque o sol irradia sobre ele.

C.S. Lewis

- Sufocar os Ruídos interiores -


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Deus criou tua alma silenciosa no Batismo , em um silêncio inviolado. Preencheu-a de Si mesmo ao descer a ela toda a Trindade Santa, nada mais que para Ele. Foi mais tarde, pouco a pouco , que o mundo irrompeu. O ruído a invadiu, cobrindo a doce Voz de Deus e o barulho se amplificou.

Volta ao silêncio batismal, irmão!

O ruído tem três geradores :
1- As recordações
2- A curiosidade
3- As inquietações

Paralisar suas ações!

a. Faz calar os ruídos das recordações ! Não recordes , não reavives nenhuma má lembrança ...! O mal arrependido está perdoado ; a generosidade do Amor presente repara o passado . Esquece as ações concretas. Basta te manteres diante de Deus como pecador beneficiário de Sua infinita Misericórdia. O mal é nada! Para que recordá-lo ? Pensa somente na Graça de Jesus Cristo que te salvou , no esquecimento eterno de tuas faltas , as quais Deus destruiu.

Ele não coleciona pequenez ..! Guarda para Ele um coração filialmente contrito , receptivo e terno . Isso é compunção “

As Portas do Silêncio.

(Por um Monge Cartuxo)

Modo de Fazer Oração Mental, por Santo Afonso

  A meditação ou oração mental contém três partes: A Preparação A Meditação A Conclusão I. PREPARAÇÃO Na preparação fazem-se três atos: 1º A...