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sábado, 21 de maio de 2016

Como ser constante na oração?


MUITOS CATÓLICOS vivem em um dualismo que faz com que se perguntem: “devo separar um tempo especial para a oração dentro do meu dia, ou, devo apenas trabalhar e agir sem cessar?” A resposta é: devemos unir os dois! No Evangelho segundo S. Mateus, Jesus diz: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” (26, 41), e na Primeira Carta aos Tessalonicenses, S. Paulo afirma que devemos “orar sem cessar” (5, 17).

Visto que não devemos cessar de rezar, como então é possível cumprir com o trabalho que deve ser realizado? Como conciliar a vida de oração com os compromissos e tarefas do dia a dia? É simples, basta transformar o trabalho e as tarefas em oração!

Os católicos devem ser “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5, 13-14), esse chamado é evidenciado pela Constituição Dogmática Lumen Gentium1, que deixa claro que os leigos também têm o seu papel na obra de salvação do mundo realizada por Cristo através da Igreja Católica, e, por isso precisam assumir suas responsabilidades com mais fervor e não deixar tudo apenas para Padres, Religiosos e Consagrados. Para melhor compreender esse chamado, vejamos alguns de seus pontos:

31. Por leigos entendem-se aqui todos os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estado religioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo. (...) Por vocação própria, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em toda e qualquer ocupação e atividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência. São chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade. Portanto, a eles compete especialmente, iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais, a que estão estreitamente ligados, que elas sejam sempre feitas segundo Cristo e progridam e glorifiquem o Criador e Redentor.

(...)

33. Unidos no Povo de Deus, e constituídos no corpo único de Cristo sob uma só cabeça, os leigos, sejam quais forem, todos são chamados a concorrer como membros vivos, com todas as forças que receberam da bondade do Criador e por graça do Redentor, para o crescimento da Igreja e sua contínua santificação. O apostolado dos leigos é participação na própria missão salvadora da Igreja, e para ele todos são destinados pelo Senhor, por meio do Batismo e da Confirmação. E os sacramentos, sobretudo a sagrada Eucaristia, comunicam e alimentam aquele amor para com Deus e para com os homens, que é a alma de todo o apostolado.
Mas os leigos são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra (112). Deste modo, todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, «segundo a medida concedida por Cristo» (Ef. 4,7).
Os leigos também são chamados a trabalhar e rezar pela santificação do mundo e podem se espelhar especialmente no lema dos Monges Beneditinos, que diz: “Ora et labora!”, traduzido para o português como: “Reza e trabalha!”.

Para poder transformar o trabalho em oração, é necessário que os católicos não vejam o trabalho como castigo divino imputado ao ser humano devido ao Pecado Original. Não!O trabalho não é castigo, é antes ferramenta de santificação para o católico, desde que não se torne um "ídolo" e não seja indigno da pessoa humana, e que aquele que trabalha mantenha sempre em mente que o trabalho é um meio e não um fim em si mesmo. (Para aprofundar no assunto, leia-se a enc. Rerum Novarum2 e a Doutrina Social da Igreja3, ambos disponíveis gratuitamente na internet).

Nessa tarefa de transformar o trabalho em oração, São Josemaria Escrivá nos auxilia muito com diversos ensinamentos, eis alguns deles:

Põe-me louco de contente essa certeza de que eu, manejando o torno e cantando, cantando muito – por dentro e por fora –, posso fazer-me santo... Que bondade a do nosso Deus!"
(Sulco, 517)

"Tens de permanecer vigilante, para que os teus êxitos profissionais ou os teus fracassos - que hão-de vir! - não te façam esquecer, ainda que seja só momentaneamente, qual o verdadeiro fim do teu trabalho: a glória de Deus!"
(Forja, 704)

"Trabalhemos, e trabalhemos muito e bem, sem esquecer que a nossa melhor arma é a oração. Por isso, não me canso de repetir que havemos de ser almas contemplativas no meio do mundo que procuram converter o seu trabalho em oração."
(Sulco, 497)

"Interessa que lutes, que arrimes o ombro... De qualquer modo, coloca os afazeres profissionais no seu lugar: constituem apenas meios para chegar ao fim; nunca podem tomar-se, de modo nenhum, como o fundamental. Quantas "profissionalites" impedem a união com Deus!"
(Sulco, 502)

(...) Bem podem alcançar os êxitos mais espetaculares no terreno profissional, na atuação pública, nos afazeres profissionais, mas se se descuidarem interiormente e se afastarem de Nosso Senhor, o fim será um fracasso rotundo.
(Amigos de Deus, 12)

É preciso se espelhar em Nosso Senhor Jesus Cristo que nunca perdeu intimidade com O Pai e o Espírito Santo (as 3 Pessoas da Santíssima Trindade, Um só Deus), mesmo durante os 30 anos de vida oculta que foram vividos, em grande parte, dentro de uma oficina em Nazaré exercendo o ofício da carpintaria, em que os menores atos foram feitos com amor sublime para com Deus. Devemos encontrar um equilíbrio na vida que permita transformar o trabalho em um caminho de santificação para maior glória do Senhor, sem jamais deixar de lado os momentos particulares de intimidade com Deus e prática da oração mental!

Deve-se valorizar o pouco e pequeno, como diz São Josemaria: "Persevera no cumprimento exato das obrigações de agora. Esse trabalho – humilde, monótono, pequeno –, é oração plasmada em obras que te preparam para receber a graça do outro trabalho – grande, vasto e profundo –, com que sonhas (Caminho 825).

Além de ter um carinho todo especial para com os deveres de cada dia, o católico nunca pode se esquecer que o relacionamento que nutre com Deus é pessoal, porque adoramos um Deus Pessoal. Em muitos filmes e estórias, Deus é mostrado como uma "energia" ou uma "força" impessoal que age no mundo. Essa não é a verdade da Fé cristã. O Criador não nos fez e abandonou a nossa própria sorte. Antes, nos criou e ainda nos sustenta, a cada instante!

Quando interagimos com Deus, devemos nos lembrar que estamos interagindo com Alguém que ama e que, mesmo sem precisar de nosso amor, deseja ser amado por nós. Nosso amor para com o Senhor é sempre uma resposta ao Amor que Ele nos dá em primeiro lugar. Assim como muitos casais se organizam durante dias e horas, agendando e planejando encontros, o católico deve também planejar momentos especiais de intimidade com Deus.

Quanto mais há diálogo e encontro em um relacionamento, mais ele se fortalece, e quanto mais faltam esses fatores, mais o relacionamento se definha. Isso também é válido para o católico que quer ter uma vida de Intimidade real com Deus, sem farisaísmos. Além de evitar a soberba e o exibicionismo, Jesus Cristo também quis ensinar que devemos ter familiaridade com Deus e que há uma forma correta de nos relacionarmos com Ele, principalmente no Evangelho segundo S. Mateus 6, 6: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará”.

Para que esses momentos existam, é necessário planejamento. Sim, planejamento! Ora, tanto se planeja para a realização de viagens e outros projetos, por que não deve haver planejamento para o assunto mais importante de todos – o centro da vida do católico –, isto é, Deus? É preciso organizar, durante o dia, quais momentos serão separados especialmente para o encontro com o Senhor: durante a manhã, antes de ir para o estudo ou trabalho; na parte da noite, antes de dormir. Desligam-se as televisões e celulares e então aplica-se tempo para uma real conversa com O Grande Amigo.

Enfim, dentro de sua agenda, o fiel deve se organizar e lutar para ter encontros com Deus. Encontros reais que podem ser concretizados através das seguintes práticas:

1) Oração mental: abrir-se diante de Deus, mentalmente, em um diálogo sincero e sem reservas e medos;
2) Oração do Santo Terço e/ou do Santo Rosário;

3) Leitura dos Santos Evangelhos;
4) Leitura das biografias dos Santos;
5) Leitura de escritos de Santos;
6) Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Não se pode esquecer também que, como grande Auxiliadora junto ao Cristo, devemos contar sempre com Nossa Mãe, Maria Santíssima, e recorrer a ela para que possamos, através do seu exemplo, fazer sempre a Vontade de Deus. Eis o que São Luís Maria Grignion de Montfort ensina, na página 115 de sua obra, práticas de devoção à Nossa Senhora que nos auxiliam na intimidade com Deus:

Rezar o Ofício da Santíssima Virgem, tão universalmente aceito e recitado na Igreja. Ou o pequeno Saltério de Nossa Senhora, composto por São Boaventura em sua honra e que é tão terno e devoto que não se pode rezar sem comoção. Ou quatorze Pai-Nossos e Ave-Marias em honra das suas catorze alegrias. Enfim, podem rezar-se quaisquer outras orações, hinos e cânticos da Igreja, tais como: o 'Salve Rainha', o 'Alma Redemptoris Mater', o 'Ave Regina Coelorum', ou o 'Regina Caeli', segundo os diferentes tempos, o 'Ave Maris Stella', o 'O Gloriosa Domina', o 'Magnificat' ou outras fórmulas de devoção das quais os livros estão cheios(...)”4

Lembrando sempre que convém antes ter poucas devoções, e ser fiel nelas, do que ter várias devoções e não as praticar. Como ensina Nosso Senhor Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito” (MT 25, 21).

Devemos tomar muito cuidado também com a armadilha do ativismo. É necessário entender que a oração precede a ação e Deus não quer ativistas, mas sim, filhos e filhas que sejam discípulos. Como ensina o papa emérito Bento XVI: “Sem a oração cotidiana vivida com fidelidade, o nosso fazer se esvazia, perde o sentido profundo, se reduz a um simples ativismo que, no final, nos deixa insatisfeitos. (...) Cada passo da nossa vida, toda ação, também na Igreja, deve ser feita diante de Deus, à luz da sua Palavra”5. Isto é visível também na obra intitulada "A alma de todo apostolado", de Dom J. B. Chautard, que ensina que “a vida interior é condição para a fecundidade das obras”6.

Contemos com o auxílio da Theotokos, que de tão intima de Deus se tornou a Mãe do Salvador, sabendo que, como S. Luís Montfort ensina: “Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dEla que deve reinar no mundo”4.

Acolhendo de tal modo a Palavra de Deus (Jesus), que possamos "gerar" o Cristo em nosso íntimo e clamar como filhos: "Abba! Pai!". Sendo sempre perseverantes no pouco, pois “começar é de todos; perseverar, de santos. Que a tua perseverança não seja consequência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma perseverança refletida”7.

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Notas e referências:
1. Constituição Apostólica Lumen Gentium, disponível em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html
2. Carta Encíclica Rerum Novarum do papa Leão XIII, disponível em: http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051891_rerum-novarum.html
3. Doutrina Social da Igreja, disponível em: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html
4. Montfort, São Luís Maria Grignion de. Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem. 44 ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2014
5. Bento XVI: Sem oração a vida se converte em ativismo que sufoca e não satisfaz, disponível em: http://www.acidigital.com/noticias/bento-xvi-sem-oracao-a-vida-se-converte-em-ativismo-que-sufoca-e-nao-satisfaz-43392/
6. Disponível para compra pelo site da Cultor de Livros, link: http://www.cultordelivros.com.br/produto.php?id=628672
7. São Josemaria Escrivá. Caminho 983.

À procura de Cristo na oração, programa de oração – dicas preciosas para rezar sempre e bem – parte 1


O presente artigo é uma adaptação do terceiro capítulo da obra clássica "Amor Sublime" ('This Tremendous Lover'), de Dom Eugene Boylan, OCR (1904 - 1964), intitulada "A procura de Cristo na oração". Boylan foi um monge trapista de origem irlandesa e destacado autor dos temas espirituais. Iniciou sua obra na década de 1940, quando publicou este "Amor Sublime" e "Dificuldades na Oração Mental", que foram traduzidos em diversas línguas. Em 1962 ele foi eleito o quarto Abade do Monte St. Joseph Abbey em Roscrea, Irlanda. Dois anos depois, veio a falecer num acidente de automóvel. 

A direção espiritual que Eugene Boylan nos transmite, em uma obra escrita há mais de seis décadas, é, por suas palavras e maneiras, impressionantemente atual e maravilhosamente útil a todo cristão católico honestamente empenhado em progredir na vida espiritual. Rezamos a Deus que por aqui também sejam úteis na edificação e salvação das almas. Por ser longo, publicaremos o capítulo em duas partes; segue a primeira:


O NOSSO EXAME da vida sobrenatural, que é conferida a todas as almas no Batismo, chegou ao ponto de termos que considerar mais minuciosamente o programa que deve ser seguido por quem deseja viver essa vida. Já vimos que no Batismo se estabelece uma união íntima entre Deus e a alma da pessoa batizada. Deus concede ao neófito – ao recém-convertido, recém-batizado ou o batizado que andou afastado da Igreja e agora procura retomar uma vida mais espiritual e santificada –, uma participação na sua própria Natureza; derrama na sua alma as virtudes infusas da fé, esperança e caridade, e torna-o membro do Corpo Místico de Cristo. O dever fundamental de todo o cristão é amar a Deus com todo o seu coração, e ao seu próximo por amor de Deus. O plano geral do programa que esse cristão deve seguir é tomar uma atitude de humildade e seguir a prática da conformidade com a Vontade de Deus na fé, na esperança e na caridade.

De fato, esta última sentença resume quase tudo, mas deve ser bem compreendida em si mesma, e também é preciso compreender bem as suas implicações. Se é preciso entender como é que se pode cumprir esse programa de oração, surgem de imediato as perguntas: a quem se destina? A quem se aplicam os seus princípios? A resposta é que se aplica a toda alma batizada, e nossa intenção ao formular estes princípios é aplicá-los a todos, sejam leigos (cujo estado já foi definido quer pelas circunstâncias, quer pela sua própria escolha, tenham ou não contraído o Matrimônio) ou sacerdotes, seculares ou religiosos. Não excluímos nenhum batizado disposto a procurar evitar o pecado mortal. Pouco importa a idade ou o sexo, nem suas condições gerais, sua educação e/ou sua história. Não importa quais pecados tenha cometido no passado ou quais oportunidades de progredir na vida espiritual não tenha aproveitado, nem quais graças tenha recusado; desde que se trate de pessoa batizada, que esteja disposta a procurar evitar os pecados mortais, toda a doutrina que explicaremos a partir deste ponto pode ser aplicada ao seu caso.

A razão dessa certeza vamos encontrá-la no Nome dado ao Filho de Deus, em sua Encarnação: “o Nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados”(Mt 1,21). Lembremo-nos que a maior censura que os falsos fariseus se lembraram de lançar contra Nosso Senhor foi exatamente a de apelar para uma sua característica já bem conhecida: “Ele recebe os pecadores” (Lc 15,2).

Sendo a vida espiritual uma muito especial sociedade com Jesus, e também uma tendência de todo o se do cristão para Jesus, ninguém deve ter receio de ser repelido por Ele, pois não há ninguém a quem Ele não receba. Portanto, quer o leitor seja um daqueles que buscaram sempre a Presença divina, desde a juventude, e queira viver melhor, ou seja um dos que reconhecem que a sua vida tem sido de mediocridade e tibieza, ou ainda um daqueles que mal se ergueram do atoleiro do pecado mortal, nada disso importa; estas orientações são também para eles e para eles estão abertas todas as possibilidades aqui tratadas. 

Apenas pedimos ao leitor que não se glorie de qualquer bem que já praticou (ou dos seus êxitos em evitar o mal), que se arrependa do mal que praticou e do bem que deixou de fazer e que se prepare para fazer melhor no futuro, confiando no Auxílio e Sociedade de Jesus, seu Salvador.

O programa a seguir, desde o princípio, é entrar em contato, o mais depressa possível e o mais íntimo possível, com Nosso Senhor. O Cristo é, Ele mesmo, a própria Revelação de Deus; é o modelo de Deus para os homens; é o Mestre vindo de Deus para os homens; é o Sócio e o Salvador dos homens; é, de fato, o Caminho, a Verdade e a Vida.

No entanto – e entender isto é muito importante –, o seu apelo a cada um dos homens não é o mesmo; depende do temperamento e de certas características particulares e das capacidades (físicas, mentais e espirituais) dadas de cada um. Por exemplo, aqueles que são dotados de natureza afetiva comovem-se mais com a Bondade e o Amor do Cristo, Deus feito homem por amor a cada um de nós; já os mais austeros tendem mais para ver nEle um Mestre, um Guia e um Rei. Mas o apelo divino é geral, é para todos os homens e mulheres, jovens e velhos, ricos e pobres, solteiros e casados, sacerdotes, religiosos e leitos, consagrados ou não, e não há coração ao qual Ele não possa satisfazer.

São quatro os meios de entrar em com Ele:

A oração, os Sacramentos, a leitura espiritual e a conformidade com a Vontade de Deus. Este último inclui os outros todos, mas, num primeiro momento, apenas queremos nos referir às obrigações impostas pelos Mandamentos e deveres do próprio estado de cada um.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

17 graus da perfeição, segundo São João da Cruz


Dicas permanentes de um santo para sermos santos

Cristo de S Joao da Cruz

1. Por nada deste mundo cometer pecado, nem mesmo venial com plena advertência, nem imperfeição conhecida.
2. Procurar andar sempre na presença de Deus, segundo as obras que se está fazendo.
3. Nada fazer nem dizer coisa de importância que Cristo não pudesse fazer ou dizer se estivesse no estado em que me encontro e tivesse a idade e a saúde que eu tenho.
4. Procure em todas as coisas a maior honra e glória de Deus.
5. Por nenhuma ocupação deixar a oração mental que é o sustento da alma.
6. Não omitir o exame de consciência, sob pretexto de ocupações, e, por cada falta cometida, fazer alguma penitência.
7. Ter grande arrependimento por qualquer tempo não aproveitado ou que tenha escapado sem amar a Deus.
8. Em todas as coisas, altas e baixas, ter a Deus por fim, pois de outro modo não se crescerá em perfeição e mérito.
9. Nunca faltar à oração e, quando experimentar aridez e dificuldade, por isso mesmo perseverar nela, porque Deus quer muitas vezes ver o que há na alma e isso não se prova na facilidade e no gosto.
10. Do céu e da terra sempre o mais baixo e o lugar e o ofício mais ínfimo.
11. Nunca se intrometer naquilo de que não se foi encarregado, nem discutir sobre alguma coisa ainda que se esteja com a razão. E, no que tiver sido ordenado, não imaginar que se tem obrigação de fazer aquilo a que, bem examinado, nada obriga.
12. Não ocupar-se das coisas alheias, sejam elas boas ou más, porque, além do perigo que há de pecar, essa ocupação é causa de distrações e amesquinha o espírito.
13. Procurar sempre confessar-se com profundo conhecimento da própria miséria e com sinceridade cristalina.
14. Ainda que as coisas de obrigação e ofício se tornem dificultosas e enfadonhas, nem por isso desanimar-se, porque não há de ser sempre assim, e Deus, que experimenta a alma simulando trabalho no preceito (Cf. Sl 93,20), em breve a fará sentir o bem e o ganho.
15. Lembrar-se sempre de que tudo quanto se passa, seja próspero ou adverso, vem de Deus, para que assim nem se caia em soberba por um lado, nem no desânimo por outro.
16. Recordar-se sempre de que não se veio senão para ser santo, e, assim, não consentir que reine na alma o que não leve à santidade.
17. Ser sempre mais amigo de dar alegria aos outros do que a si mesmo, e, assim, com relação ao próximo, não ter inveja nem predomínio. Entenda-se, porém, que isto se refere ao que está de acordo com a perfeição, porque Deus muito se aborrece com os que não antepõem o que lhe agrada ao beneplácito dos homens.
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São João da Cruz, em Pequenos Tratados Espirituais

11 conselhos de Santa Teresa para uma vida de oração

Dicas simples e eficazes para quem deseja crescer em intimidade com Deus

Santa Teresa de Avila

1. Dirige a Deus cada um dos teus atos; oferece-os e pede-lhe que seja para Sua honra e glória.
2. Oferece-te a Deus cinquenta vezes por dia, e que seja com grande fervor e desejo de Deus.
3. Em todas as coisas, observa a providência de Deus e Sua sabedoria, em tudo, envia-Lhe o teu louvor.
4. Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandone nem as obras de oração, nem a penitência a que está habituado. Antes, intensifica-as, e verá com que prontidão o Senhor te sustentará.
5. Nunca fale mal de quem quer que seja, nem jamais escute. A não ser que se trate de ti mesmo. E terá progredido muito, no dia em que se alegrar por isso.
6. Não diga nunca, de você mesmo, algo que mereça admiração, quer se trate do conhecimento, da virtude, do nascimento, a não ser para prestar serviço. Mas então, que isso seja feito com humildade, e considerando que esses dons vêm pelas mãos de Deus.

7. Não veja em você senão o servo de todos, e em todos contempla Cristo Nosso Senhor; assim O respeitará e O venerará.
8. A respeito de coisas que não lhe diz respeito, não se mostre curioso, nem de perto, nem de longe, nem com comentários, nem com perguntas.
9. Mostrai sua devoção interior só em caso de necessidade urgente. Lembra do que diziam São Francisco e São Bernardo: “Meu segredo pertence a mim”.
10. Cumpra todas as coisas como se Sua Majestade estivesse realmente visível; agindo assim, muito ganhará a sua alma.
11. Que seu desejo seja ver Deus. Seu temor, perdê-Lo. A dor, não comprazer na Sua presença, a satisfação, o que pode conduzi-lo a Ele. E viverá numa grande paz.
(Santa teresa D´Ávila)

Retirado do livro: “Orações de todos os tempos da Igreja”.Prof.Felipe Aquino (org). Ed. Cléofas.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dies irae: uma meditação sobre o fim dos tempos



AS HORAS SÃO SÉCULOS


São. Paulo da Cruz, estando uma noite para meter-se na cama, ouviu de repente um grande ruído perto de seu quarto. Crendo ser uma visita do demônio, que vinha, como de costume, perturbar o seu sono, aliás brevíssimo, deu-lhe ordem para retirar-se... Mas, repetindo-se por três vezes o estranho ruído, perguntou que era e o que queria.
- Sou, disse ao apresentar-se, a alma do sacerdote que faleceu esta tarde às seis e meia e venho comunicar-lhe que estou no Purgatório por não me haver emendado dos defeitos de que o sr. me repreendeu muitas vezes. Oh! quanto sofro! Parece-me ter passado já mil anos neste oceano de fogo.
Comovido até às lágrimas, levanta-se o Santo, olha o relógio que marcava seis e três quartos, e diz ao sacerdote:
- Como? Faz um quarto de hora que falecestes e parece-vos que são mil anos?!
- Oh! respondeu o outro, como é longo o tempo no Purgatório!
E pedindo com instância que o aliviasse, não se afastou enquanto o Santo não lho prometeu.
Tomando sua disciplina de ferro, S. Paulo da Cruz açoita-se até o sangue, ora e chora pedindo a Deus que livre aquela alma de tão grandes tormentos.
Não recebendo nenhum aviso do céu, como soía acontecer, toma de novo seus rudes instrumentos de penitência, querendo fazer violência à divina Misericórdia. Como a resposta não viesse, disse num transporte de confiança filial: - "Senhor, meu Deus, rogo-vos que livreis esta alma pelo amor que tendes à minha".
Vencido por seus rogos, prometeu-lhe o Senhor que, no dia seguinte, antes do meio-dia, a alma do sacerdote sairia do Purgatório.
Apenas amanheceu subiu S. Paulo ao altar e celebrou com mais fervor que nunca o Santo Sacrifício, oferecendo a Deus por aquela alma o precioso sangue de Jesus Cristo.
Ó maravilha! No momento da comunhão, viu o Santo passar diante de si, alegre e resplandecente de luz, a alma daquele sacerdote que subia ao céu.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

Chegada a hora de passar deste mundo para o Pai, Jesus rezou deste modo.

O Senhor proferiu esta oração na véspera da sua Paixão. Mas não é despropositado aplicá-la ao dia da Ascensão, ao momento em que Ele Se preparava para deixar para sempre os seus «filhinhos» (Jo 13,33), que confiou ao Pai. Ele, que no Céu dirige a multidão dos anjos que criou, ligou-Se na Terra a um «pequeno rebanho» (Lc 12,32) de discípulos, a fim de os instruir enquanto estava presente na carne, até ao momento em que, tendo-se-lhes alargado o coração, eles pudessem ser conduzidos pelo Espírito. Ele amava estes pequeninos com um amor digno da sua grandeza. Depois de os ter levado a distanciar-se dos amores deste mundo, viu-os renunciar a qualquer esperança humana e depender apenas dele. Mas, enquanto vivia com eles no seu corpo, não lhes prodigou demasiadas provas do seu afecto, mostrando-Se mais firme do que terno, como convém a um mestre e pai. 

Quando, porém, chegou o momento de os abandonar, pareceu ser vencido pela terna afeição que lhes tinha e deixou de conseguir simular a imensidão da sua bondade. [...] Donde as palavras: «Tendo amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim» (Jo 13,1). Pois nessa altura deixou que toda a força do seu amor se derramasse sobre os seus amigos, antes de Ele próprio Se derramar como água sobre os seus inimigos (Sl 21,15). Assim, entregou-lhes o sacramento do seu corpo e do seu sangue, ordenando-lhes que o celebrassem. Não sei o que é mais admirável: se o seu poder ou a sua caridade, ao inventar esta nova maneira de permanecer com eles, a fim de os consolar pela sua partida.


http://evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=commentary&localdate=20160510

Beato José Allamano



De nacionalidade italiana, nasceu em Castelnuovo, a 21 de Janeiro de 1851.
Desde jovem seminarista, distinguiu-se por ter uma visão ampla dos problemas do mundo e da Evangelização. Ordenado sacerdote, inteirou-se ainda mais dos desafios da sociedade e da Igreja do seu tempo e imediatamente pôs mãos à obra com coragem e até ousadia para aquela época...
Em 1887, em Roma, encontrou-se com o velho missionário, o cardeal Massaia, expulso definitivamente da Etiópia (África). Já naquela ocasião o Pe. Allamano manifestava seu ardente desejo de ser missionário. Infelizmente, sua saúde era muito frágil e isto não lhe permitiu chegar, em termos geográficos, onde seus anseios e ideais o teriam levado.
No segredo do seu coração e para alguns mais íntimos, o Pe. Allamano tinha um grande sonho: dar início a um Instituto que agregasse padres e irmãos, dispostos a darem a vida pela Evangelização, da África inicialmente, e depois também dos outros continentes.
Superadas uma a uma as muitas dificuldades a respeito desse projecto, especialmente a mentalidade da época, chegou a hora da concretização do grande sonho. Dia 29 de Janeiro de 1901, era oficializado, o Instituto Missionário da Consolata, para padres e irmãos. Apenas dois anos mais tarde, ele já estava enviando os primeiros quatro missionários (2 padres e 2 irmãos) para as missões do Quénia, país do Sudeste da África.
O trabalho de Evangelização expandia-se e as forças não eram suficientes. Bem cedo os missionários sentiram a necessidade da presença missionária feminina e pediram ao Fundador que enviasse religiosas para um trabalho complementar. Não era tão simples atender a este pedido, tendo em vista também, que as congregações femininas de então, não haviam despertado ainda para o carisma missionário além-fronteiras. Diante do impasse, o Pe. Allamano, indo para Roma, expôs a dificuldade ao Papa Pio X. Este logo lhe perguntou:
"Por que não funda você mesmo um instituto missionário feminino?"
"Eu não tenho vocação para isto, Santidade".
"Não a tem? Pois bem, eu lha dou. Vá e comece a pensar nisto".
Para o Pe. Allamano aquela ordem manifestava a vontade de Deus e imediatamente começou a tomar as devidas providências. O novo projecto custou-lhe vários anos de trabalho árduo, muita reflexão, dificuldades e sacrifícios. Mas, os santos são assim. Diante do que sentem ser vontade de Deus, nada os detém.
A 16 de Fevereiro de 1926, o Pe. Allamano foi chamado à Casa do Pai; mas sua obra, que tinha sólidos alicerces, foi continuando. Muitos outros caminhos se foram abrindo e o Instituto foi alargando suas fronteiras.

http://evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&id=10298&fd=0

sábado, 30 de abril de 2016

Três dias de trevas

Há dezenas de profecias vindas de profetas e culturas diferentes sobre um período onde a luz solar não alcançaria o solo terrestre. Alguns precisam a duração como sendo de três dias ou ainda de setenta e duas horas. Neste evento, uma grande parte da humanidade morreria. A razão e a data não estão claras. Isto poderia ocorrer durante a terceira guerra mundial ou pouco antes do fim do mundo e do julgamento final predito por Jesus Cristo. Poderia ser pela explosão de uma bomba química ou uma bomba de outro tipo. Poderia ser ainda devido a uma explosão solar , um choque com um astro, pela saída da Terra de sua órbita ou ainda um fenômeno inexplicável pela ciência. Enfim, qualquer fenômeno que impedisse a penetração da luz solar. Por alguma razão, as companhias fornecedoras de luz elétrica não funcionariam também. Seriam cerca de 70 horas de trevas contínuas. Muitas destas profecias dizem que isto será um castigo de Deus e que somente aqueles que ficarem dentro de casa, com uma vela benta acesa e rezando, sobreviverão. Falam que a água estará contaminada etc. Aqui serão apresentadas algumas profecias sobre este tema misterioso que ocorrerá no futuro de nosso planeta. 

Na visão do profeta alemão Alois Irlmaier (1894-1959), com várias profecias confirmadas, estes dias de trevas ocorreriam durante a terceira guerra mundial: 

"Haverá escuridão um dia, durante a guerra. Então, cairá granizo com raios e trovões e um terremoto sacudirá a terra. Então, não saiam de casa! Não haverá mais luz, a não ser de vela, a energia elétrica será interrompida. Quem respirar com força a poeira ficará com caimbras e morrerá. Não abram a janela, pendurem nela papel preto. Toda água exposta ficará envenenada e todo alimento exposto que não for enlatado. Também todo o alimento em vidros ou em copos serão afetados porque o vidro não os protegerá. Lá fora haverá a morte pelo pó, muitas pessoas morrerão. Após 72 horas tudo passará, mas digo mais uma vez: não saiam e nem olhem pela janela. Deixem acesas as velas consagradas ou as de cera. E rezem. Pois nessa noite, morrerão mais pessoas do que nas duas guerras mundiais." 

A Sibila de Praga foi uma vidente que por volta de 1650, aos noventa anos, ditou mensagens ao seu jardineiro. Várias de suas profecias foram confirmadas, como sobre "arames finos disseminados por toda terra", "corre uma carruagem sem cavalos, impelida por um líquido estranho", "o cogumelo que alcança as nuves e traz a morte" (bomba atômica), "pássaros prateados voam pelos ares". 

"Nuvens imensas escurecem a Terra, envolvendo-a em gelo e escuridão. No dia de Santa Verônica (4 de fevereiro), a humanidade lança um grito de espanto e terror". 

O camponês alemão Franz Kuzelberg em 1922 teve a seguinte visão sobre os três dias de trevas: 

"Trevas por três dias e três noites. Começa com um terrível estrondo de trovão e um terremoto. Não se pode comer nem dormir, somente rezar. Ardem somente velas bentas. Relâmpagos penetram nas casas; ouvem-se terríveis imprecações do demônio. Terremotos, trovões, som do mar. Quem olhar, por curiosidade, pela janela, não escapará da morte. Adora-se o Preciosíssimo Sangue de Jesus e invoca-se a Virgem Maria. Os demônios agarram os ímpios ainda vivos no corpo e estes inutilmente suplicam para serem deixados ainda em vida. Reina a peste: notam-se manchas pretas sobre os braços. Vapores sulfúreos em toda parte, como se o Inferno todo se tivesse desencadeado. (...) Uma cruz aparece no céu, sinal do fim das trevas. A terra é como um imenso cemitério, como um deserto. Os homens estão apavorados ao saírem de casa. Os cadáveres são recolhidos sobre carros e sepultados em valas comuns. Não viajam nem trens, nem navios, nem automóveis num primeiro tempo. As fábricas silenciam, porque não há ninguém para colocar as máquinas em funcionamento." 

O Irmão franciscano David Lopez recebeu uma mensagem em 1987. Sua mensagem pode ser encontrada em inglês na íntegra na Internet. Ela fala sobre os três dias de trevas. Aqui reproduzo parte: 

"Não temas pelos três dias de trevas que virão sobre a terra; os que procuram viver minhas mensagens e levam vida de oração serão alertados por uma voz interior, entre três e uma semana antes." 

São Gaspar de Búfalo (1786-1836) predisse: 

"A morte dos impenitentes da Igreja ocorrerá durante os três dias de trevas. Quem sobreviver acreditará encontrar-se sozinho na terra, pois o mundo estará coberto de cadáveres". 

A religiosa francesa Marie Julie de la Fraudais (1850-1941) fez inúmeras profecias, incluindo profecias confirmadas sobre a primeira e segunda guerra mundial. Sobre estes dias, ela disse: 

"Virão três dias de completa escuridão. Só as velas bentas darão um pouco de luz nessa treva horrorosa. Mas não arderão na casa dos ímpios. Uma só vela será suficiente para os três dias. Os relâmpagos penetrarão nas casas dos servos de Deus e não apagarão as velas. Nem vento, nem tempestades nem terremotos o conseguirão. Nuvens vermelhas como sangue cruzarão o céu e o estrondo dos trovões fará estremecer a terra até o seu centro. Os oceanos lançarão suas espumantes ondas sobre a terra que se converterá num enorme cemitério. Os cadávees dos maus e dos bons cobrirão a face da terra. O castigo será mundial." 

Para a vidente Patrícia Talbot do Equador, a aparição de Maria falou em 1988: 

"A terra sairá de sua órbita durante três dias. (...) Nesses dias, as famílias deverão se manter em oração contínua. (...) Durante esses três dias de trevas, não devemos abrir a porta da casa a ninguém, mas simplesmente seguir rezando. A Virgem disse também que será melhor não olharmos pelas janelas, para não vermos a justiça de Deus caindo sobre o povo". 

Aparição de Bayside a Veronica Lueken, Nova Iorque, EUA: 

"Oh, oh! Vejo uma coisa enorme, parece uma bola. É toda vermelha e lança fogo em várias direções. Já sinto seu calor. Agora se aproxima, chocou-se! Chocou-se! Posso ver como tudo desaba. Os edifícios desabam. Ouço pessoas gritando. E tudo se torna muito escuro. As pessoas correm. Na escuridão. Não sabem que direção tomar. Vejo grandes pedaços de rochas caindo sobre os que passam na rua. Por todo lado há sangue e pessoas implorando misericórdia. Vejo um homem segurando uma cruz. E uma forte voz gritando: 'Três dias... três dias'" (1972) 

"Havia cidades em chamas, gente correndo e caindo. A esfera girava rapidamente, desprendendo uma nuvem de faíscas. As ondas do mar subiam, subiam, recaindo sobre a terra firme., sobre Nova Iorque. (...) A bola aproxima-se (...) À medida que se aproxima, produz muito calor. (...) As águas sobem muito alto, 14 a 15 vezes mais que as ondas normais, provocando inundações nas terras baixas da costa (...) os edifícios caem (...) Vejo três quartas partes do mundo ficarem escuras (...) A esfera não foi retirada de seu curso. Um imenso holocausto atmosférico se realizará no mundo. Os mares entrarão em grande agitação." (1973)


Na aparição de San Damiano, Itália, a Rosa Quattrini: 

"O sol desaparecerá, dando lugar às trevas, que durarão três dias e três noites. Então, o fogo da purificação realizará a sua obra devastadora." 

Irmã italiana Elena Aiello (1954): 

"Nuvens com raios e uma tempestade de fogo passarão sobre o mundo e o açoite será o mais terrível que conheceu a história humana. Durará 70 horas. Então se fará sentir o poder da luz sobre as trevas." 

Santa Ana Maria Taigi (1830): 

"Trevas extremamente espessas se espalharão pelo mundo inteiro e envolverão a terra por três dias e três noites. Durante essas trevas, será absolutamente impossível distinguir qualquer coisa. O ar ficará empesteado de demônios, que aparecerão de todas as formas; essa pestilência atingirá não exclusivamente, mas principalmente os inimigos da religião, ocultos ou desconhecidos, com exceção de alguns poucos que Deus converterá pouco depois. Aquele que, por curiosidade, olhar para fora ou sair pela porta, cairá morto." 

Revelações de Jesus Cristo ao estigmatizado Frei Pio de Peitralcina (Foggia - Itália) 1949-1950: 

"Das nuvens, espalhar-se-ão sobre toda a terra, furacões e fogo em movimento, ventanias e tempestades, trovões e terremotos irão se suceder ininterruptamente. Continuamente uma chuva de fogo descerá sobre a terra, cobrindo-a durante dois dias. Isto vai provar que Deus está acima de tudo. 

Reze e faça penitência. Avise aos outros para fazer o mesmo porque o tempo está próximo. Persevere na oração, para que seu adversário não tenha domínio sobre ti. Diga ao meu povo para que esteja preparado, porque Meu julgamento deve vir repentinamente e ninguém escapará das Minhas mãos. Protegerei os justos. Observe o sol, a lua e as estrelas do céu e quando elas parecerem estar desordenadas sem razão, saiba que o dia não está longe. Fique unido em oração e espere até que o anjo da destruição tenha passado por sua porta. Ore que estes dias sejam curtos. 

Aqueles que confiam em Mim e Crêem em Minha Palavra nada têm que temer, porque Eu não os abandonarei. Também não se perderão os que espalharem a Minha Revelação. Nada pode acontecer a quem estiver em estado de Graça e procurar a Proteção de Minha Mãe. 

Mantenha as suas janelas bem cobertas. Não olhe para fora. Acenda uma vela abençoada, que será suficiente por muitos dias. Reze o rosário. Leia livros espirituais. Faça atos de Comunhão Espiritual, também atos de amor, que Nos agradam tanto. Reze com os braços esticados, e prostrado no chão, a fim de que muitas almas sejam salvas. Não saia de casa. Proporcione-se alimentos suficientes. Tenha coragem e estarei no meio entre você. 

A hora está perto! Mas não terei piedade. Será uma punição aterrorizante. Meus anjos, que são os executores deste trabalho, estão prontos com suas espadas afiadas! Eles terão um cuidado especial em aniquilar todos aqueles que zombaram de Mim e que não acreditaram em Minhas revelações. 

Para que possais vos preparar para estes acontecimentos Eu vos dou esses sinais: 

A noite será muito fria; o vento bramirá. Depois de algum tempo o trovão reboará. Então fechem bem todas as janelas e as portas; não falem a ninguém de fora da casa. Ajoelhem-se diante do Crucifixo, arrependam-se dos seus pecados e peçam a proteção de Minha Mãe. Enquanto a terra tremer não olhem para fora, pois a ira de Deus é santa. Eu não quero que olhem a ira de Deus, pois ela deve ser considerada com temor e tremor. Quem não seguir este conselho instantaneamente se perderá. O vento levará consigo veneno e o espalhará por toda a terra. Aquele que sofrer e morrer de forma inocente será considerado mártir e estará Comigo no Meu Reino. O demônio triunfará (nestes dias). Mas na terceira noite cessarão os terremotos e o fogo, e no dia seguinte o Sol aparecerá. Anjos descerão do Céu e derramarão sobre a terra o espírito da paz. Dos que se salvarem subirá ao um profundíssimo sentimento de gratidão. O tribunal criminal que será erigido não pode ser comparado a nenhum outro, desde a criação do mundo. Uma terça parte da humanidade perecerá." 

Josef Stockert (1947): 

“O grande desastre começará naturalmente e terminará sobrenaturalmente. Lembrem-se do que isto significa; naturalmente e sobrenaturalmente! Deus intervirá. A terra é lançada fora de seu curso e o sol não dará luz. As trevas estarão sobre todo o globo por setenta e duas horas. Durante estas trevas, nenhuma luz acenderá, exceto a luz das velas sagradas e com fé, que estão preservadas para todos que foram leais à solicitação da Deusa Mãe. Os cristãos verdadeiros fecharão e cobrirão as janelas e as portas durante esta época e se unirão ao redor da cruz e da imagem da santíssima virgem, para rezar. (...) Não olhe para fora da janela e não tenha curiosidade de ver o que está acontecendo do lado de fora, caso contrário você morre!” 

Há alguns profetas bíblicos do Antigo Testamento que falam dos dias que não haverá luz e que o sol não brilhará. Mesmo Jesus Cristo falou isso. Um exemplo é Amós. 

Profecia de Amós (Bíblia) Cap.V- vers. 20: 

“Que será pois, o dia do Senhor senão um dia de trevas, e não de claridade, e que haverá nele senão escuridão, e não luz?” 

E para terminar, uma antiga canção profética... 
Canção da velha limeira (1850) "O inverno vem, três dias de trevas. Raio e trovão e o quebrar da terra, Reze em casa, não saia de casa! E também não olhe pela janela! Uma só vela brilha por todo o tempo, Se ela quiser queimar, você brilha. O ar venenoso penetra pela noite empoeirada, Epidemia negra, a pior batalha humana. As mesmas ameaças para todos os humanos, Mas os bons têm uma morte abençoada. Muitos justos permanecem maravilhados Livres do perigo da praga e da paralisia da respiração." 
http://www.fimdostempos.net/3dias_trevas.html

domingo, 17 de abril de 2016

SANTA LIDUÍNA (LIDVINA)

Liduina nasceu na Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. 
Até aos quinze anos Liduina era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente. Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Ficou quase morta, com muitas lesões graves. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família. Ela ficaria presa na cama!


Os anos se passavam e Liduina não melhorava, nem morria. Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot. Com conversas serenas o sacerdote lhe recordou que Deus poda a árvore para que ela produza mais frutos. E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para Ele e rezasse sempre. 
Liduina entendeu que do seu leito podia colaborar com a Redenção, ofertando seu martírio para a salvação das pessoas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser este o seu caminho. Diz a história que neste momento, Liduina ficou iluminada por uma hóstia consagrada que apareceu em sua fronte.


Liduina nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos, mas que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria.

Liduina só se alimentava da Sagrada Eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida seu sofrimento foi terrível. No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, Liduina morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito. 
Os devotos a consideram padroeira dos doentes incuráveis. Também é padroeira dos patinadores.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


REFLEXÃO
Sofrer é uma experiência humana que nos coloca no limite de nossas forças. O desespero diante da dor costuma ser atitude comum entre nós. Mas existem também aqueles que, diante do sofrimento, deixam-se banhar pelo mistério da vida e entregam suas dores nas mãos do Criador. Estes são os santos! Sabem que a vida é limitada e finita, mas nem por isso deixam de amá-la. E em tudo que fazem, colocam antes a pessoa de Jesus e a experiência da cruz. Assim foi santa Liduina, que presa a uma cama por 39 anos, soube fazer-se missionária pela oração e paciência. Peçamos a Deus que nos conceda serenidade na solidão, nas enfermidades e no sofrimento.

ORAÇÃO 
Deus Pai de Bondade, perdoe-nos pela nossa fraqueza e desespero nos momentos da dor. Concedei-nos, pelas preces de santa Liduina, que soube manter a serenidade durante sua enfermidade, a paciência para enfrentar com coragem e paz as dores e as tristezas. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/14/04

Modo de Fazer Oração Mental, por Santo Afonso

  A meditação ou oração mental contém três partes: A Preparação A Meditação A Conclusão I. PREPARAÇÃO Na preparação fazem-se três atos: 1º A...