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sábado, 14 de janeiro de 2017

MILAGRES HISTÓRICOS DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO



Em 28 de janeiro de 1772, a aldeia de São Pedra de Paterno, situada a cerca de duas milhas
de Nápoles, foi teatro de horrível sacrilégio: 
uns ladrões roubaram do tabernáculo dois 
cibórios contendo uma centena de hóstias consagradas, 
que foram depois encontradas graças
a uma intervenção milagrosa: apareceram luzes nos dois lugares onde haviam sido 
escondidas. 
A primeira vez, na manhã de 26 de fevereiro desse mesmo ano, um Sacerdote de 
Nápoles, cavando a terra ao pé de um álamo que se tornara resplandecente, 
teve a consolação 
de recolher quarenta: apesar de um rigoroso inverno e chuvas torrenciais, estavam brancas,
intactas, em perfeito estado de conservação, 
tendo apenas as bordas levemente salpicadas de 
lama. Além disso, a terra que estivera em contacto com o Corpo de Jesus Cristo, 
e que se
recolhera absolutamente seca em uma toalha muito limpa, começou a destilar uma água 
puríssima. 
Na tarde da quinta feira seguinte as outras hóstias foram encontradas da mesma
maneira milagrosa: 
como as primeiras, estavam perfeitamente conservadas. 
Apraz-nos citar aqui o testemunho do Cura de Paterno, 
Matias d'Anna, e que constitui o 
eco de uma tradição corrente no lugar. Durante o tempo decorrido entre o roubo sacrílego e a 
aparição das luzes, um arrieiro chamado Francisco Jodice, de 27 anos de idade, ao voltar de
Nápoles à tarde, via sempre, 
no lugar onde as hóstias haviam sido enterradas, uma senhora 
que se apoiava numa árvore. Uma tarde, atreveu-se a perguntar-lhe o que fazia 
tão sozinha 
nesse lugar: "Estou aqui, lhe responde Ela, fazendo companhia a meu Filho!" Quando as
hóstias consagradas foram descobertas, 
todos compreenderam que esta senhora devia ser a 
augusta Virgem Maria. 
O Vigário Geral de Nápoles fez o reconhecimento canônico das santas 
Espécies, objeto de
tantas maravilhas, e encerrou-as em dois cilindros de cristal fechados com aros de prata, a fim
de que pudessem elas ser expostas a 
veneração dos fiéis. 

(Os Milagres históricos do

Santíssimo Sacramento, pelo Padre Eugênio Couet).

domingo, 1 de janeiro de 2017

Purificar o interior do nosso coração


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É justo e santo, irmãos, obedecer a Deus em vez de seguir os agitadores orgulhosos. […] Juntemo-nos àqueles que, com piedade, põem em prática a paz, não aos que fingem querer a paz. Com efeito, está dito: «Este povo aproxima-se de Mim só com palavras e honra-me só com os lábios, pois o seu coração está longe de Mim» (Is 29,13; Mc 7,6). E ainda: «Abençoam com a boca, mas amaldiçoam com o coração»  (Sl 61,5). E também: «Mas logo O enganavam com a boca e Lhe mentiam com a língua. Os seus corações não eram leais com Ele, nem fiéis à Sua aliança» (Sl 77,36). […]
Com efeito, Cristo pertence aos que são humildes de coração e não aos que se elevam acima do Seu rebanho. O cetro da majestade de Deus (cf Hb 1,8), o Senhor Jesus Cristo, não veio acompanhado pela vaidade nem pelo orgulho ─ e no entanto poderia fazê-lo ─, mas pela humildade de coração, como o Espírito Santo tinha dito acerca d’Ele: «Quem acreditou no Nosso anúncio? A quem foi revelado o braço do Senhor? O servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz em terra árida, sem figura nem beleza. Vimo-Lo sem aspecto atraente» (Is 53,1-3). […] Vedes assim, bem-amados, o modelo que vos foi dado. Se o Senhor Se humilhou desta maneira, que deveremos fazer nós, a quem Ele permitiu que caminhemos sob o jugo da Sua graça?
São Clemente de Roma, papa de 90 a 100, aproximadamente
Epístola aos Coríntios, 14-16

Que a tua vida não seja uma vida estéril.


Que a tua vida não seja uma vida estéril. - Sê útil. - Deixa rasto. - Ilumina com o resplendor da tua fé e do teu amor.

Apaga, com a tua vida de apóstolo, o rasto viscoso e sujo que deixaram os semeadores impuros do ódio. - E incendeia todos os caminhos da terra com o fogo de Cristo que levas no coração.


Jose Maria Escrivá de Balaguer

POR UM SÁBIO CORAÇÃO


Thomas Merton & Juliana de Norwich (1342-c.1420)

"27 de Dezembro de 1961 - São João
Primeiro choveu, mas agora, de tarde, o dia acabou ficando firme e agradável. Há um ventinho cortante e o sol está de fora, apesar de fraco. A maioria, sentados no mosteiro, escrevendo cartas.
Hoje cedo rezei muito por um mais sábio coração. Acho que o presente deste Natal foi a verdadeira descoberta de Julian of Norwich.
Há muito tempo eu a vinha rodeando e parava-lhe à porta e sabia que ela era uma de minhas melhores amigas, e justamente por estar tão seguro de sua sábia amizade, não me apressava em procurar o que agora encontro.
Vejo-a como uma autêntica teóloga, com maior clareza e organização e profundidade até do que Santa Teresa de Ávila. Quero dizer que ela realmente elabora o conteúdo da revelação como experienciado a fundo. Experienciado primeiro, ele depois é pensado e o pensamento novamente se aprofunda na vida, de modo que em toda sua existência o conteúdo de sua própria visão foi penetrando cada vez mais nela.
Uma das principais convicções é sua orientação escatológica para o ato central, dinâmico e secreto 'pelo qual todos ficarão bem' no último dia, nossa GRANDE FAÇANHA, 'ordenado por Nosso Senhor desde nenhum começo'.
Especialmente o primeiro paradoxo - ela tem de 'crer' e aceitar a doutrina de que existem malditos, porém também a 'palavra' de Cristo será 'salva em todas as coisas' e 'todas as coisas de todas as espécies ficarão bem'. O cerne de sua teologia é essa aparente contradição na qual ela se manterá com firmeza.
Creio que o 'sábio coração' pelo qual rezei reside precisamente nisto - manter-se nessa esperança e nessa contradição, fixado na certeza da 'grande façanha', que é a única a dar ao cristianismo e à vida espiritual sua verdadeira e completa dimensão."

Thomas Merton, em "Merton na Intimidade - Sua Vida em Seus Diários", Fisus 2001, pág. 219-220.

sábado, 31 de dezembro de 2016

As vezes o mal está em nós

Enquanto em oração, comporte-se como se na houvesse mais ninguém no mundo, só você e Deus.
Ao orar, não devemos estar preocupados com nós mesmos, porque neste caso estaremos tão absorvidos com nossas próprias necessidades, que nós mesmos seremos prejudiciais à nossa oração.
Nós interferimos com a nossa própria oração.
Nós somos o nosso próprio obstáculo.
Muitas vezes pensamos que o mal está em algum lugar lá fora, mas se não fosse pelo mal que já existe em nós, o mal "lá fora" não seria capaz de nos tocar.
O mal está em nós.
No entanto, este próprio mal não é o culpado.
Nós somos os culpados por deixá-lo em nossos corações e perturbar assim a nossa paz.
Digamos que alguém está nos ameaçando, ou tentando nos convencer a fazer algo ruim. Deixe-o fazê-lo; esta pessoa tem uma vontade própria. Deixe-o fazer seu trabalho, e nós faremos o nosso, que é preservar a nossa paz interior.

-- Elder Thaddeus de Vitovnica

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Cinco razões pelas quais não se devem pedir sinais sobrenaturais na oração


Santa Teresa D'Avila, Doutora da Igreja, Mestra de Oração

A primeira, porque é falta de humildade querer que se vos dê o que nunca haveis merecido, e assim creio que não terá muita quem o desejar; porque, assim como um pequeno lavrador está longe de desejar ser rei, parecendo-lhe impossível, porque não o merece, assim também o está o humilde de coisas semelhantes; e creio eu que estas coisas nunca se darão, porque, primeiro que faça estas mercês, dá o Senhor um grande conhecimento próprio. Pois, como entenderá, com verdade, que se lhe faz uma muito grande mercê em não estar já no inferno, quem tem tais pensamentos?

A segunda, porque é muito certo ser enganado, ou estar muito em perigo de o ser; porque o demônio não precisa mais do que ver uma pequena porta aberta para fazer mil trapalhices.

A terceira; que é a mesma imaginação, quando há um grande desejo, faz entender à própria pessoa que ela vê e ouve aquilo que deseja, tal como os que andam com vontade de uma coisa durante o dia e pensando muito nela, lhes acontece virem a sonhar com ela de noite.

A quarta, é muito grande atrevimento querer eu escolher caminho, não sabendo qual o melhor, mas sim deixar ao Senhor, que me conhece, que me leve por aquele que me convém, para que em tudo faça a Sua vontade.

A quinta, pensais que são poucos os trabalhos que parecem aqueles a quem o Senhor faz estas mercês? Não, são grandíssimos e de muitas maneiras. E sabeis vós se seríeis pessoas para os sofrer? A sexta, porque talvez por aí mesmo por onde pensais ganhar, perdereis, como Saul, por ser rei.

Enfim, irmãs, além destas há outras; e crede-me que, o mais seguro, é não querer senão o que Deus quer, pois nos conhece e ama mais do que nós mesmos. Ponhamo-nos em Suas mãos, para que seja feita a Sua vontade em nós; e não poderemos errar se, com determinada vontade, nos ficamos sempre nisto.

Sta Teresa D'Avila, Castelo Interior

Subida do Monte Carmelo - 1º Capítulo



O áudio não ficou muito bom, mas dá pra entender o que nele se diz. Abaixo, uma breve retomada do essencial.


"Em uma noite escura,
De amor em vivas ânsias inflamada,
Oh! Ditosa ventura!
Saí sem ser notada,
Já minha casa estando sossegada."

Pontos afirmados pelo santo:

1- Não é possível alcançar a perfeição sem passar ordinariamente por duas noites ou vias purgativas referentes às duas partes do homem - uma inferior e  outra superior.
a) A primeira, é da parte sensitiva - própria dos principiantes.
b) A segunda, é das faculdades espirituais - própria dos já aproveitados.

Dizer que saiu "quando sua casa se achava sossegada" significa que foi preciso ter pacificada a parte sensível, pois não é possível sair das penas e angústias dos apetites sem estes estarem mortificados e adormecidos.

Não era possível entrar nessa noite somente com os próprios esforços, pois é muito difícil alguém acertar desprender-se perfeitamente sozinho.

http://amorepobreza.blogspot.com.br/search/label/M%C3%ADstica%20de%20Trevas

O objetivo da luta espiritual




Ter um coração unificado, um coração puro, sensível e capaz de discernimento, um coração que conserva e engendra pensamentos de amor, eis o objetivo da luta espiritual. Que arte apaixonante! Preparar-se, na vigilância, para a luta, para esta luta que Rimbaud definia como "mais dura que a guerra entre os homens".

Symphonia Virginium



“Ó amante cheio de doçura, de dóceis abraços, ajuda-nos a conservar nossa virgindade. Fomos formadas do pó, ai!, ai!, e no crime de Adão. Bem duro é contradizer o gosto que o fruto tem. Dá-nos coragem, ó Cristo, Salvador. Nós desejamos ardentemente seguir-te. Ó como é gravoso, para nós miseráveis, a ti imaculado e inocente Rei dos Anjos imitar. Confiamos em ti, todavia, pois é teu desejo a pedra preciosa permanecer sem putrefação. Invocamos-te agora, Esposo e consolador, que nos redimiste na cruz. Por teu sangue comprometidas somos para ti esposas repudiando homem para te preferir a ti Filho de Deus. Ó belíssima forma, ó suavíssimo perfume de desejáveis delícias, sempre por ti suspiramos no exílio das lágrimas, na esperança de contemplar-te e contigo permanecer. Nós estamos no mundo e tu em nossa mente, abraçamos-te no profundo coração quase como se foras presente. Tu, fortíssimo leão, rompeste o céu para descer ao útero duma Virgem e destruíste a morte para elevar a vida à cidade de ouro. Concede-nos habitar dentro de seus muros e permanecer contigo, dileto Esposo, pois nos livrastes das fauces do Diabo, que seduziu nossos primeiros pais.”

(SYMPHONIA VIRGINUM, de Santa Hildegard von Bingen, Doutora da Igreja).

domingo, 25 de dezembro de 2016

São João da Cruz: como mortificar as 4 paixões naturais


"Não ao mais, mas ao menos"

São João da Cruz: como mortificar as 4 paixões naturais

O místico e doutor da Igreja São João da Cruz nos legou um tesouro precioso de sabedoria para a alma. Conheça neste outro artigo 21 frases iluminadoras escritas por ele.
São João da Cruz também nos recomenda sublimar as nossas paixões naturais, levando em consideração estes conselhos que reproduzimos abaixo.
__________
Para mortificar as 4 paixões naturais, que são o prazer, a tristeza, o temor e a esperança, é de proveito o seguinte:
· Inclina-te sempre não ao mais fácil, mas ao mais difícil;
· Não ao mais delicioso, mas ao mais insípido;
· Não ao mais gostoso, mas ao que não dá gosto;
· Não ao que é descanso, mas ao mais trabalhoso;
· Não à consolação, mas ao que não consola;
· Não ao mais, mas ao menos;
· Não ao mais alto e precioso, mas ao mais baixo e desprezado;
· Não ao querer algo, mas ao nada querer;
· Não ao procurar das coisas o melhor, mas o pior;
e, por Jesus Cristo, ter para com todas as coisas do mundo despojamento, vazio e pobreza.


http://pt.aleteia.org/2016/12/14/sao-joao-de-deus-como-mortificar-as-4-paixoes-naturais/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Modo de Fazer Oração Mental, por Santo Afonso

  A meditação ou oração mental contém três partes: A Preparação A Meditação A Conclusão I. PREPARAÇÃO Na preparação fazem-se três atos: 1º A...