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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Não ostente

Não viva de ostentações. é tornar-se escravo de si mesmo endividar-se por bens e coisas para mostrar aos outros. Isso é cobrir-se com o véu da fantasia material. Todos veem seu cabedal e você vê suas dívidas e angústias para pegá-las. Não se iluda que pode tornar-se maior ou melhor mostrando possuir belas roupas, joias, carros... Você ouvirá elogios, mas no íntimo das pessoas será um desvairado, Não crie necessidade de objetos caros, dos quais jamais vai usá-los, ou que são voltáveis e supérfluos. Você irá sobrecarregar-se de trabalho para honrá-los, e ao final vai perceber que o tempo voou e você passou a melhor parte da sua vida pagando contas... Tenha posses para viver confortável, mas na exatidão do que a vida lhe permitir. Nesse contexto você será verdadeiro com o mundo e viverá em paz consigo mesmo. 

Inácio Dantas

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Que é um oblato secular?

MAN LOOKING OFF

Dentre as oblações de Nosso Senhor destaca-se a oração

A palavra oblato, em quaisquer modalidades que apareça no decorrer da história monástica, vem do latim oblatus e significa “oferecido” ou “ofertado”. É secular, se vive no mundo, ou regular, se mora no mosteiro.
Escreve a propósito, Dom Filipe da Silva, OSB, Abade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro (RJ), que “o vocábulo oblação aparece 63 vezes na Sagrada Escritura. Expressões sinônimas, como oferenda (19), oferta (98), entrega (13), sacrifício (247), totalizam 440 vezes. Esta grande incidência revela que a mesma teve uma presença viva na história sagrada, atingindo seu ponto alto na [oferta] realizada por Jesus” (Oblação: oferta a Deus e aos irmãos in Oblação: oferta a Deus e aos irmãos, 2012, p. 92).
A explicação oferecida por Dom Filipe sobre o assunto é importante e merece ser aqui resumida, pois, a nosso ver, expressa bem o sentido bíblico-teológico da oblação. Com efeito, começa demonstrando que, já no Antigo Testamento, eram oferecidos ao Senhor animais, frutos ou bens da terra com a intenção de louvá-Lo, agradecer-Lhe ou pedir-Lhe perdão pelos pecados cometidos.
Nesses sacrifícios, destaca-se o uso do sangue de animais derramados em locais apropriados, especialmente nos casos de pedidos de perdão ou de expiação pelos pecados do homem que, não podendo derramar seu próprio sangue – Deus a ninguém permite tirar a própria vida ou a de outrem –, fazia sua oblação pelo sangue de um bicho a fim de demonstrar arrependimento e, desse modo, unir-se, novamente, ao Senhor. No entanto, tais sacrifícios eram precários, imperfeitos e, por isso mesmo, incapazes de tirar o ser humano do pecado (cf. Am 5,21-27). Afinal, como poderia o sangue de animais irracionais, inferiores ao ser humano e inconscientes do pecado, obter a pureza da consciência humana?
É por essa razão que Deus, na “plenitude dos tempos” (Gl 4,4), enviou seu Filho para que oferecesse o seu próprio corpo e sangue em nome de toda a humanidade a fim de redimi-la do pecado e abrir-lhe as portas do céu. Nesse sacrifício já não são mais seres irracionais as ofertas, mas o próprio Cordeiro sem defeitos que se oferece, ou seja, o Filho mesmo de Deus, Jesus Cristo (cf. 1Pd 1,18-19).
Pode-se dizer, todavia, que o sacrifício de Cristo na Cruz foi o coroamento de suas oblações anteriores em uma vida toda ofertada ao Pai pela salvação do mundo (o nascimento em Belém, a fuga para o Egito, o trabalho em Nazaré, a pregação, os milagres etc.) a fim de reparar pela obediência a desobediência de Adão (ver: Estêvão Bettencourt, OSB, Curso de Iniciação Teológica. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2013, p. 152-158).
Mais: dentre as oblações de Nosso Senhor destaca-se a oração, pois é nesses momentos que aparece o homem unido ao Pai a fim de nutrir-se das forças d’Ele e, assim, oferecer-se aos irmãos. Os Evangelhos nos atestam o quanto Jesus rezava (cf. 6,12; 9,28; 22,41-44), mesmo de madrugada (cf. Mc 1,35; 6,46; Lc 5,16), assim como ensinou os próprios discípulos a rezarem (cf. Lc 11,1) e recomendou o ideal da oração contínua (cf. Lc 18,1) e também recolhida em nossa profundidade interior, onde se dá o verdadeiro encontro com Deus em favor dos irmãos (cf. Mt 6,6), conforme Ele mesmo nos oferece o exemplo.
Portanto, o (a) oblato(a) imita a Cristo que se doou ao Pai por nós. É ele o modelo primeiro de oferta a Deus e aos irmãos e deve, na oblação, imitá-Lo, não deixando que nada, absolutamente nada, se anteponha ao amor de Cristo (cf. Regra de S. Bento 58,7; 4,21) para com o próximo.
O (a) oblato(a) – que a grande maioria dos mosteiros aceita – é, portanto, chamado a ser essa testemunha viva de Cristo no contexto em que está inserido(a), pela oração, pelo exemplo e pela palavra.

https://pt.aleteia.org/2018/05/15/que-e-um-oblato-secular/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 13 de maio de 2018

Servir a Deus

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"Se você quer servir a Deus, faça poucas coisas, mas as faça bem.Pedra por pedra, com esperança de ver Jesus.Dia após dia, com alegria sempre buscando além."

São Francisco de Assis

O coração humano

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Sumário. O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, acha logo a felicidade, porque o Senhor lhe satisfará todos os desejos e o fará contente mesmo no meio das maiores tribulações. Felizes de nós, se conhecemos o grande tesouro do amor divino e procuramos obtê-lo a todo custo, desapegando-nos das coisas criadas!


I. O amor é o tesouro de que fala o Evangelho, o qual nos cumpre adquirir a custo de tudo mais. A razão é porque ele é realmente aquele bem infinito que nos faz participante da amizade de Deus. Aquele que acha Deus, acha tudo que pode desejar: Delectare in Domino, et dabit tibi petitiones cordis tui – “Deleita-te no Senhor, e Ele te concederá as petições do teu coração”. 

O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, Deus lhe satisfará todos os desejos. Quais são com efeito os homens mais felizes da terra, senão os santos? E porque? Porque só querem e buscam a Deus.

Estando um príncipe a caçar, vi um solitário percorrendo a floresta, e perguntou-lhe o que fazia nesse deserto. Mas vós, Senhor, retorquiu logo o anacoreta, que vindes buscar aqui? – Eu, acudiu o príncipe, ando em busca de caças – E eu, tornou o solitário, busco a Deus.

O tirano que martirizou São Clemente de Ancira, ofereceu-lhe ouro e pedras preciosas para conseguir que ele renegasse a Jesus Cristo; mas o santo, dando um profundo suspiro, exclamou: Pois que! Um Deus posto em paralelo com um pouco de lama! – Feliz de quem conhece o tesouro do divino amor e procura obtê-lo! Quem o conseguir, despojar-se-á por si mesmo de tudo, para não possuir senão a Deus. “Quando o fogo pega na casa”, dizia São Francisco de Sales, “lançam-se todos os utensílios pela janela”. E o Padre Segneri, o moço, grande servo de Deus, tinha costume de dizer: “O amor divino é um roubador que nos tira todos os afetos terrenos ao ponto de exclamarmos então: Senhor, que desejo senão a vós?” Deus cordis mei, et pars mea Deus in aeternum – “Deus de meu coração, e a minha porção, Deus, para sempre”.

II. Ó mundanos insensatos, exclama Santo Agostinho, ó homens, aonde ides para contentar o vosso coração? Bonum quod quaeritis, ab ipso est. Aproximai-vos de Deus, recuperai a sua graça, buscai o seu amor, porque só Ele pode dar-vos a felicidade que andais procurando – Nós ao menos não sejamos tão insensatos, e como nos exorta o mesmo santo Doutor, de hoje em diante, busquemos unicamente o amor de Deus, busquemos o único bem, no qual estão encerrados todos os outros: Quaere unum bonum, in quo sunt omnia bona. Mas não podemos achar este bem, sem renunciar a todo o afeto pelas coisas da terra, como o ensina Santa Teresa: Desapega o teu coração das criaturas e acharás a Deus.

Meu Deus, no passado não foi a Vós que busquei, mas busquei a mim mesmo e às minhas satisfações; e por elas me apartei de Vós, que sois o Bem supremo. Mas Jeremias me consola, assegurando-me que sois só bondade para os que Vos buscam – Bonus est Dominus animae quaerenti illum. Amadíssimo Senhor meu, compreendo o mal que fiz deixando-Vos, e arrependo-me de todo o coração. Vejo que sois um tesouro de valor infinito; não querendo deixar inútil esta luz, renuncio a tudo, e escolho-Vos para único bem dos meus afetos.

Ó meu Deus, meu amor, meu tudo, por vós suspiro. Vinde, ó Espírito Divino, e com o santo fogo do vosso amor, consumi em mim todo o afeto de que não sois o objeto. Fazei-me todo vosso, e que tudo vença para Vos agradar. Ó Maria, minha advogada e Mãe, ajudai-me com as vossas orações

#SantoAfonsoMariaDeLigório

O sinal do Sagrado

"Sempre que sobre a minha carne de pecado traço o Sinal Sagrado o bem se agita dentro de mim, e refaz em divino o ânimo apagado até brotar a coragem alta e veraz que padece e que faz"

BeatoJohnHenryNewman

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sábado, 12 de maio de 2018

Centelhas Eucarísticas - O Crucifixo


PONHO nele muitas vezes os meus olhos; beijo-o, de manhã, apenas desperto; beijo-o à noite antes de adormecer, e durante o dia... quantas vezes... mas Jesus não está todo aqui. Aqui está a figura, um pouco mais longe a realidade; aqui Jesus sem palavra, além com as suas palavras de vida eterna; aqui vejo-O morto, acolá encontro-O vivo; aqui o Calvário, além o Cenáculo.

Olho para o meu crucifixo, mas parece-me que Jesus do Tabernáculo o olha mais do que eu; parece-me que me está convidando para eu fixar toda a minha atenção, para eu aprender a recordar sempre que o Jesus da Hóstia é o mesmo que um dia foi o Jesus da Cruz.
Mas, és realmente tu, ó meu sacramentado Senhor, que um dia morreste sobre esta cruz, e duma maneira tão bárbara? Estes cravos atravessaram realmente as tuas mãos? Estes espinhos estiveram realmente em volta da tua fronte? E o teu Coração, aquele coração tão doce, tão belo... Foi realmente alanceado desta maneira? E foi sobre estas carnes que realmente se desencadeou uma furiosa saraivada de flagelos? E, por único conforto, deram-te o fel, a mirra e uma tempestade de blasfêmias? És, pois, tu, mesmo tu, este Jesus que eu vejo aqui cinzelado... O Jesus morto sobre o Calvário? E quem foi esse bárbaro assassino?... Meu Deus! Que pergunta! Eu próprio fui o carnífice, e Jesus, o próprio Jesus foi a vítima... o delito foi perpetrado lá... a vítima está aqui, no Tabernáculo... E qual é a vingança?... A vingança? Ei-la aqui: a Santa Comunhão!
Depois de tantos maus tratos, Tu me vens ainda a visitar, a estar comigo, a dares-te a mim? Mas onde aprendeste um tal modo de punir os teus crucifixores? Eu coroei-te de espinhos, e tu dás-me o direito de cingir o diadema e de reinar contigo? Eu esbofeteei-te, e tu fazes-me certas carícias à minha alma, que me sabem a paraíso? Eu vesti-te de louco, e tu vestes-me com a tua graça? Eu flagelei horrivelmente as tuas carnes, e tu, depois de as tomares imortais e gloriosas, dás-mas em mantimento? Eu derramei todo o teu sangue, e tu ofereces-mo em bebida? Eu alanceei o teu Coração, a parte mais nobre da tua humanidade, e tu ofereces-mo como o teu dom mais precioso?... Mas se eu te tivesse amado como um serafim, poderias tu ser mais liberal para comigo?... Ó Santa Eucaristia, tu és realmente um mistério! E o que mais me confunde a razão, é que Jesus tenha amado tanto uma criatura tão má como eu sou.
Este Crucifixo, esta imagem fria e muda do meu Jesus, deve, sem dúvida, fazer ouvir uma linguagem misteriosa e potente... Os santos olhavam-no, choravam, eram arrebatados em êxtases... Ficavam horas inteiras, dias inteiros a contemplá-lo, liam nele coisas sempre novas... E não é senão uma figura. Eu estou diante da Hóstia e, momentos após, sinto-me cansada! Rezo um pouco, e já não posso dizer mais nada! Recebo-a, e uma hora depois já estou esquecida de tê-la recebido... E não é uma figura, mas a realidade, a grande realidade de Jesus! Que distância entre mim e os santos!
Mas, ou santa ou pecadora, hei de querer sempre bem ao meu Crucifixo, e a Hóstia hei de considerá-la sempre como coisa minha. Estudarei o Crucifixo para conhecer sempre melhor a Hóstia, e estudarei a Hóstia para conhecer sempre melhor o Crucifixo. O Crucifixo me recordará sobretudo que eu tenho sido a pior das almas, e a Hóstia me recordará que Jesus me tem amado como se eu tivesse sido sempre uma santa. O Crucifixo me fará arrepender dos pecados, a Hóstia me fará amar a Jesus.
Amar a Jesus, que bela coisa! Mas eu amarei a Jesus também crucificado; somente que, crucificado, o amarei com as lágrimas nos olhos, e na Hóstia o amarei com o sorriso nos lábios; crucificado o amarei gemendo, na Hóstia o amarei cantando... E continuarei a amá-lo sempre, enquanto tiver um fio de vida. E depois?...
Depois... O Crucifixo sobre o peito, a Hóstia no coração... Que me restará senão morrer e voar para o Céu?

Retirado do blog: http://almasdevotas.blogspot.com.br/

Centelhas Eucarísticas - Ao Anoitecer


MUITAS vezes eu procuro alguma coisa que possa oferecer a Jesus e lhe dê consolação, mas apesar da minha boa vontade quase nada encontro; é por isso que, chegando à noitinha, me dirijo a Ele para obsequiá-lo com algum presentinho, mas vejo-me com as mãos cheias de... Pobreza.
Ofereço-lhe as orações feitas, mas se as examino um pouco, vejo que elas foram mais um amontoado de palavras distraídas que uma coroa de afetos ardentes. E se as comparo com aquelas que Ele faz sem cessar no Tabernáculo? Se as confronto mesmo com aquelas tantas inspirações que Ele me segreda ao coração durante o dia? Verdadeiramente é preciso ter coragem para se lhe oferecer de presente uma série de palavras sem correção... E, contudo, sei que Jesus não se descontenta mesmo com este pouco... É tão bom o meu Jesus!
Quando, porém, sofri alguma coisa por Ele, ao anoitecer vou encontrá-lo de melhor vontade, porque sei que o sofrimento lhe é mais caro do que toda a oração; e falo-lhe das penas do meu coração, das angústias da minha mente, das violências suportadas pelo amor próprio, dos incômodos que aqui e acolá sofreu o meu corpo, dos desprazeres que procurei com a extravagância do meu caráter e dos que me foram presenteados pelo capricho e temperamento dos outros, e digo-lho... Digo-lhe uma infinidade de coisas na ingênua persuasão de merecer-lhe um louvor e uma bênção. Mas Jesus bem depressa abate a minha presunção e a minha soberbazinha... Basta recordar-me a sua Paixão e Morte; e então, adeus complacência! Compreendo, então, que os meus sofrimentos, em confronto com os seus, não passam dum brinquedo de criança! Mas, se não tenho coisa melhor, não lhe hei de oferecer nada?
Como Jesus é bom! Ele toma os meus sofrimentos minúsculos, avizinha-os dos seus, e ei-los tornados grandes. Toma as minhas penas de espírito c lança-as no abismo das suas; toma os meus sofrimentos físicos e põe-nos em contato com os seus espinhos, com os seus cravos, com as suas feridas, com a sua cruz; orvalha-os com um pouco do seu sangue; e estes aproximamentos e contatos operam o prodígio de transformá-los em sofrimentos seus, e deles alcançam o mesmo mérito... Oh, como nos tornamos bem depressa ricos unindo-nos a Jesus!
O mal está em que, certas vezes, não me recordo de fazer a Jesus os meus presentinhos. Àquele pouco que fiz ou sofri, inutilizei-o todo com as complacências do amor próprio, quer nutrindo despeitos por certas críticas imerecidas, quer saboreando a doçura de certos elogios... E então, depois de ter inutilizado tudo, se venho a recordar-me de Jesus, parece-me vê-lo sério, muito sério em atitude de perguntar-me: então são estes os presentinhos que me fazes?
Sou sempre uma pobre criatura! Digo sempre que hei de corrigir-me e não me corrijo nunca! Durante dois ou três dias vou menos mal, mas depois volto ao princípio... Porém, consola-me um pensamento: e é que a boa vontade não me falta; serei um pouco fraca de cabeça, mas o coração,esse, graças a Deus não o tenho mau: e quando se tem boa vontade, apresentando-se a gente a Jesus, como faziam os leprosos, fazendo-se-lhe a exposição de toda a sorte de misérias e pedindo-se-lhe a cura, Ele, agora como então, deixa-se comover e faz a graça.
Se não fora este pensamento, quem ousaria ainda apresentar-se a Ele?

Retirado do blog: http://almasdevotas.blogspot.com.br/

O culto Eucarístico


Pedro Julião Eymard

O fim da Sociedade é ainda render a Jesus no Santíssimo Sacramento o culto de honra maior, mais santo e mais litúrgico possível.

Culto maior, pelo serviço solene de Exposição onde Jesus é honrado como o Rei imortal dos séculos, a quem toda honra e glória são devidas.

Ante esse sol de amor tudo se eclipsa. Ante o Rei, o ministro não recebe distinções. Ante o Mestre insigne, o servo desaparece.

Tudo quanto há de precioso, de belo, de nobre, deve honrar o Trono divino de Jesus, Senhor único de tudo. E, viesse a Sociedade a possuir todos os diamantes, todo o ouro, todas as coroas do mundo, só deveria ver nisto tudo o privilégio de poder tudo consagrar à glória do Mestre, já que tudo Lhe pertence.


Culto mais santo

O corpo também deve adorar o Deus da Eucaristia e Lhe render suas homenagens exteriores.

Homenagens de respeito, tendo-se modesta e convenientemente em Sua divina Presença, evitando tudo aquilo que não se permitiria em presença dum personagem ilustre, dum soberano.

Homenagens de piedade, cumprindo com grande espírito de fé e de amor as cerimônias externas, genuflexões, prostrações, reverências prescritas, porque constituem os atos exteriores de adoração do coração e a profissão pública de Fé.

Homenagens públicas de virtudes. Honrando por toda a parte o Mestre, quer em público, quer em particular, quer nas ruas, quer nos templos; adorando-O, prostrado, quando Ele passa levado em Viático, ou quando reina no Trono. E por toda a parte o Rei e Deus do nosso coração, da nossa vida.

Culto mais litúrgico

A Igreja, sempre inspirada pelo Espírito Santo, regrou o culto devido ao Seu divino Esposo, Jesus Cristo, no Santíssimo Sacramento, e que por si, constitui o culto de verdade e de santidade agradável a Deus.

A Igreja, ciosa da honra e da glória do seu Rei, regulou os mínimos pormenores do Seu culto, porque tudo é grande, tudo é divino em se tratando do Seu serviço.

O dever maior, quer da Sociedade, quer da totalidade dos seus membros, é, portanto, estudar as rubricas, os cerimoniais da Igreja e, seguindo-os com exata fidelidade, fazer com que os fiéis, por sua vez, os observem e amem. Honrando desta forma a divina Eucaristia, honro-O a em união com a Santa Igreja, em união com os Seus santos. Rendo-Lhe, então, com a Igreja, uma só e mesma homenagem, presto-Lhe um só e mesmo culto enquanto os Seus méritos suprem minha indignidade, e a Ssua perfeição, minha fraqueza. Meu culto então torna-se verdadeiramente católico.

Servirá ainda para expiar as irreverências e culpas sem número que cometi nos santos lugares. Servirá para reparar as profanações, os sacrilégios incessantemente cometidos contra este Sacramento por tantos ímpios e maus cristãos.

Será um protesto contra a incredulidade, uma profissão pública de nossa Fé e vocação pela maior glória de Jesus. Hóstia de amor e de louvor.

(A Divina Eucaristia, volume III)

Beata Imelda Lambertini: A menina que morreu de felicidade

Terminou a Missa, passou-se longo tempo, mas a pequena religiosa não fazia o menor movimento, e ninguém se atrevia a perturbar aquela paz beatífica, aquele êxtase em que ela se encontrava, convertida num tabernáculo vivo de Deus.

Em sua gloriosa trajetória, a Igreja, Esposa Mística de Cristo, tem suscitado incontáveis falanges de santos, e assim continuará até a consumação dos séculos.
Percorrendo o magnífico firmamento constituído pelos heróis e heroínas que gravaram na História a indelével marca de sua santidade, nos encantamos ao ver um São Tomás de Aquino, cujos ensinamentos iluminaram seu tempo e os séculos posteriores; Santa Zita, humilde empregada doméstica durante quase meio século; Santa Teresa de Ávila que, inflamada de amor, deu novo vigor à vida monástica; já em nossos dias, São Pio de Pietrelcina, o grande apóstolo do confessionário. E, maravilhados, nos perguntamos: será a santidade privilégio de algumas grandes almas como essas?
Claro que não! Todos nós, sem exceção, a ela somos chamados. Os santos canonizados nos servem de exemplo, como quem diz: “Se eu pude, com a graça de Deus, alcançar a perfeição, por que não poderá também você?”
A tocante história da Beata Imelda nos mostra de modo especial como a santidade é um dom gratuito de Deus, e este a ela nos chama em qualquer idade.
Consagrada a Nossa Senhora no próprio dia do nascimento
Essa angelical menina nasceu no ano de 1322 em Bolonha (Itália). Seu pai, Egano Lambertini, pertencia à alta nobreza e desempenhou cargos importantes como o de governador de Bréscia e o de embaixador na República de Veneza. A par de grande habilidade, prudência e valor militar, distinguiu-se também por sua profunda fé e amor aos pobres. Sua mãe, Castora, da nobre família Galuzzi, rogava com ardorosa fé a Nossa Senhora a graça de ter ao menos um filho. Após rezar inúmeras vezes o Rosário nessa intenção, obteve por fim o favor pelo qual tanto ansiava: o nascimento de uma bela menina!
Assim que os olhos de sua filha abriram-se para este mundo, Castora tomou-a nos braços e ofereceu-a à Santíssima Virgem: “Ó Senhora, uma filha mais bela Vós não podíeis terme dado! Eu Vo-la ofereço, tomai-a por inteiro”. A Virgem Maria aceitou com agrado esse oferecimento. A pequena Imelda cresceu em idade e virtude sob os cuidados de sua piedosa mãe que lhe dispensou uma esmerada formação religiosa.
As recreações próprias à infância não a atraíam. Do que ela gostava mesmo era conversar sobre Deus e as coisas sobrenaturais. Passava longas horas ajoelhada diante de um pequeno altar que ela mesma adornava e floria.
A voz de Deus não tardou a inspirar- lhe no fundo da alma o desejo de abandonar o mundo e consagrar-se totalmente ao seu serviço.
Monja exemplar, com apenas dez anos!
Naquela época era comum a admissão de crianças em conventos, seja por vontade própria, seja por iniciativa da família. Assim, aos oito anos de idade, Imelda Lambertini foi admitida como oblata no mosteiro dominicano de Santa Maria Madalena di Val di Pietra, onde se preparava para ingressar no noviciado.
Dois anos depois, numa singela cerimônia íntima, teve a felicidade de receber o hábito de São Domingos. Bem sabia a santa menina que esse inapreciável dom lhe pedia, em contrapartida, um redobramento de fervor. Tomando aquele ato com profunda seriedade, Imelda tornou-se modelo para todas as irmãs. Só pelo fato de vê-la passar com alegria, modéstia e humildade, as religiosas sentiam-se confirmadas em sua vocação.
O que ela mais amava era Jesus Sacramentado. Sua alma inocente exultava de gozo ao considerar que no sacrário estava presente aquele mesmo Jesus nascido da Virgem Maria, que em Belém fora colocado numa manjedoura, e por amor a nós fora crucificado e morto, mas triunfante ressuscitara ao terceiro dia!
A monja-menina passava horas junto ao sacrário. Apenas surgia uma oportunidade, lá estava ela imóvel, com os olhos fixos no tabernáculo, a fisionomia iluminada por uma in
BEATA IMELDA LAMBERTINI.JPG
O Corpo da Beata Imelda Lambertini 
permanece incor-rupto ca Capela
de São Sigismundo, em Bolonha
tensa claridade. As religiosas se admiravam do fervor e piedade de sua infantil companheira e, maravilhadas, concluíram que sobre aquela alma pairava um especial desígnio da Providência.
E eu, quando poderei comungar?
Sempre que a comunidade reunia-se na capela para a Missa conventual, Imelda contemplava, extasiada, todas aquelas que se aproximavam da mesa eucarística para a Comunhão. Surgia-lhe interiormente esta interrogação: “Como se pode continuar vivendo nesta terra após ter recebido o próprio Deus? Meu Jesus, quando poderei também eu ter a alegria de Vos receber?”
Naquele tempo, não era permitido às crianças comungar, mas nem por isso era menos ardoroso seu desejo de receber a Eucaristia. Encontrando- se com o confessor ou com a Madre Superiora, repetia sempre a mesma pergunta:
– Quando poderei comungar?
Mostrava-se obediente e resignada ante a resposta invariável de que era preciso “esperar ainda um ano”, mas suspirava cada vez mais pelo raiar do dia que seria para ela, sem qualquer dúvida, o dia mais feliz de sua vida, o da Primeira Comunhão.
Morreu de felicidade…
Na madrugada de 12 de maio de 1333, véspera da festa da Ascensão do Senhor, os sinos tocaram alegremente, chamando as religiosas para o cântico do Ofício Divino. Acabada a salmódia, o sacerdote iniciou a celebração da Santa Missa. Na hora da Comunhão, de joelhos no fundo da igreja, Imelda acompanhava com ardorosos desejos a movimentação das monjas que recebiam a sagrada Hóstia e retornavam recolhidas a seus lugares.
De seu coração brotou a mais ardente súplica:

– Meu Jesus, dizem-me que, pelo fato de ser criança, não posso ainda comungar… Mas Vós mesmo dissestes: “Deixai vir a Mim os pequeninos”. Eis que Vos peço, Senhor: vinde a mim!
Jesus, em seu terno amor aos inocentes e humildes de coração, não resistiu a esse apelo: uma Hóstia destacou- se do cibório, elevou-se no ar e, traçando um rastro luminoso por onde passava, foi pousar sobre a cabeça de Imelda! O ministro de Deus, vendo nesse prodigioso fato uma clara manifestação da vontade divina, tomou a Hóstia e deu-lhe a Comunhão.
Ela fechou os olhos, inclinou suavemente a cabeça e permaneceu absorta num profundo recolhimento. Terminou a Missa, passou-se longo tempo, mas a pequena religiosa não fazia o menor movimento, e ninguém se atrevia a perturbar aquela paz beatífica, aquele êxtase em que ela se encontrava, convertida num tabernáculo vivo de Deus. Por fim, a Madre Superiora tomou a decisão de chamá-la, e qual não foi a surpresa de todos ao verificar que a menina não respondia… Imelda estava morta, seu coração não resistira a tanta felicidade!
Em 1826 o Papa Leão XII confirmou e estendeu para toda a Igreja o culto que havia séculos se prestava a ela em Bolonha. E São Pio X a proclamou, em 1908, padroeira das crianças que vão fazer a Primeira Comunhão. Seu corpo virginal permanece incorrupto e pode ser venerado na capela de São Sigismundo, em Bolonha. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 12 de maio.
Beati mortui qui in Domino moriuntur (Bem-aventurados os que morrem no Senhor). Ó Beata Imelda, morrestes no Senhor! Concedei a nós, peregrinos nesta terra, que vosso luminoso exemplo de amor faça nascer em nossos corações uma fome eucarística inextinguível e que, saciados com o Pão dos Anjos, possamos um dia cantar eternamente convosco a glória de Jesus que morreu por nós na Cruz e Se fez nosso alimento espiritual até a consumação dos séculos .
(Revista Arautos do Evangelho, Maio/2006, n. 53, p. 24-25)

Beata Imelda Lambertini


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Hoje celebremos a festa da Beata Imelda Lambertini. Você já ouviu falar dela? Com apenas 8 anos de idade, entrou para o convento. Aos 10, recebeu o hábito de monja dominicana. Embora tivesse tão pouca idade, era uma freirinha em tudo exemplar nas atividades da vida religiosa. Entretanto, algo a intrigava: o fato de as pessoas receberem a Sagrada Comunhão e continuarem a viver. 
Como Imelda não tinha idade para comungar, costumava perguntar às religiosas: "Irmã, a senhora comungou Jesus e não morreu?". As freiras respondiam assustadas: "Que é isso, menina? Por que morrer?". A pequenina religiosa respondia: "Como pode a senhora receber Jesus, em Comunhão, e não morrer de amor e de tanta felicidade?". 
Pois aconteceu que na madrugada do dia 12 de maio de 1333, véspera do Domingo da Ascensão do Senhor, Imelda estava na Santa Missa e já não aguentava mais de tanta vontade de comungar. Perguntava-se ela: "Se Jesus mandou ir a Ele as criancinhas, porque não posso comungar?". O padre já tinha acabado de dar a Sagrada Comunhão às religiosas quando todos viram: uma hóstia saiu do cibório e voou pela capela. Parou em cima da cabeça de Imelda. O padre, então, entendeu que era hora dela comungar. 
Ao receber a Santíssima Eucaristia, Imelda se colocou em profunda adoração. Após horas de oração, a Madre Superiora foi até a freirinha e lhe disse: "Está bem, Irmã Imelda. Já adorou bastante a Jesus. Podemos seguir... Vamos para as outras atividades do convento". Imelda, entretanto, permanecia imóvel. Após a insistência da Superiora, nada acontecia. Foi, então, que a Madre pegou amorosamente Imelda pelos bracinhos e ela caiu em seus braços. É... Imelda havia morrido na sua Primeira Comunhão. Cumpriu-se a indagação da pequena grande Imelda: "Como pode alguém receber Jesus, na Sagrada Comunhão, e não morrer de felicidade?". Aos 11 anos, Imelda morreu de amor e de felicidade por ter recebido Jesus!              
O corpo de Imelda Lambertini encontra-se incorrupto na Capela de São Sigismundo, na Bolonha, Itália. O Papa São Pio X a proclamou padroeira das crianças que vão fazer a Primeira Comunhão. 
Que a Beata Imelda rogue pelas crianças que vão fazer a Primeira Comunhão, pelos seus catequistas e familiares, e por todos nós, para que tenhamos a coragem de morrer para nós mesmos e para o mundo ao fazermos cada Comunhão em cada Santa Missa. Amém.     

Fonte: Telegram

Modo de Fazer Oração Mental, por Santo Afonso

  A meditação ou oração mental contém três partes: A Preparação A Meditação A Conclusão I. PREPARAÇÃO Na preparação fazem-se três atos: 1º A...