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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Resumo do livro Diálogo sobre a Divina Providência de Santa Catarina de Siena



“O Diálogo sobre a Divina Providência” é um livro muito querido ao coração da Catarina. Recomenda-o, vivamente, aos seus discípulos.

Podemos considerá-lo o seu testamento e a sua mais bela síntese teológica do amor de Deus com a humanidade.

Segundo a “Legenda Maior”, “O Diálogo sobre a Divina Providência” foi composto entre o mês de julho de 1377 e maio de 1378, portanto em menos de um ano. Alguns autores dizem que Catarina teria escrito este livro em cinco dias, mas isso não é comprovado. Boa parte de “Diálogo” foi ditado durante os êxtases de Catarina. Ela mesma havia dito a seus secretários que, logo que entrasse em êxtase, se preparassem para escrever o que ela o que ela iria dizendo.

Chama-se o “Diálogo sobre a Divina Providência” porque não é senão um longo e apaixonado diálogo entre Catarina e Deus. Ela própria relata o que ia acontecendo no seu íntimo durante os êxtases. “O Diálogo” foi traduzido para o latim, que era naquele tempo, a língua dos doutos. Foi o livro de maior sucesso. Já em 1472, encontramo-lo impresso e traduzido em varias línguas.

“O Dialogo sobre a Divina Providência”, é o caminho que a alma deve percorrer para chegar à intimidade com Deus-Trindade. Catarina fala com o profundo amor da encarnação, do sangue redentor do Cristo, da conversão da humanidade e do clero. E o livro mais importante para o conhecimento da mística e da espiritualidade de Santa Catarina. É o fruto da sua intimidade com Deus, na oração. Ela nos oferece, de maneira pedagógica, a sua experiência espiritual e sobrenatural da intimidade com Deus.

“O Diálogo sobre a Divina Providência” é considerado um clássico da espiritualidade.


Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. 

Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. 

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a Divina Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada "doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.

http://www.espacojames.com.br/?cat=180&id=11349

sábado, 10 de fevereiro de 2018

A luz veio a este mundo

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É evidente que, dado que a luz veio a este mundo [Jo 1,9] para iluminar os que estavam nas trevas, porque nos visitou a «luz do alto» [Lc 1,78], esse mistério é o nosso mistério. [...] Corramos, pois, todos juntos, vamos todos ao encontro de Deus.
[...] Deixemo-nos iluminar por Ele, meus irmãos, tornemo-nos resplandecentes. Que nenhum de nós permaneça afastado desta luz, como se fosse um estrangeiro; que nenhum se obstine em permanecer mergulhado na noite.
Pelo contrário, avancemos para a claridade; caminhemos, iluminados, ao seu encontro, e recebamos, com o velho Simeão, esta luz gloriosa e eterna.
Com ele exultemos de todo o coração e cantemos um hino de ação de graças a Deus, Pai da luz [Tg 1,17], que nos enviou a claridade verdadeira, para nos tirar das trevas e nos tornar resplandecentes.

São Sofrônio de Jerusalém

"Um companheiro inseparável."





O sofrimento acompanha-nos, passo a passo, no caminho da vida. É um companheiro assíduo e inseparável: sofrimento físico, sofrimento moral, doença, decepção, frustração, perda... O sofrimento pode ser um grande amigo ou um terrível inimigo, pois tem o poder de edificar ou destruir, de enriquecer ou despojar. Tudo depende de como o encaramos, do “sentido” que somos capazes de lhe dar.

A sombra da cruz – do sofrimento e do sacrifício – faz-nos estremecer. Custa-nos entendê-la e, ainda mais, custa-nos aceitá-la. Por que o sofrimento? Por que o sacrifício? Todos nós já fizemos provavelmente essas perguntas, uma ou muitas vezes na vida. E todos sabemos que, quer perguntemos quer não, quer aceitemos a cruz ou nos revoltemos contra ela, continuará a fazer parte deste mundo e da vida de cada um de nós. 

Em nada pode ajudar-nos fazer meras especulações sobre o sofrimento baseadas em hipóteses irreais: “Se não existisse o sofrimento...”, “Deus não deveria permitir o sofrimento...”, “Se Deus é Pai, por que nos deixa sofrer?”... A realidade é que o sofrimento existe e que Deus o permite. Por isso, só poderemos encontrar um “sentido”, uma ajuda, se fizermos as perguntas sobre a dor dentro do quadro da vida real: “O sofrimento existe, sempre existiu e continuará a existir. Eu tenho-o na minha vida. Que sentido tem? Que faço com ele? Que devo fazer com ele?”

Podemos fazer muitas coisas. Há pessoas que, perante as cruzes da vida, se asfixiam na revolta e no desespero. Queixam-se, amarguram-se, arrasam-se. Às vezes, autodestroem-se.

Há outras pessoas que, com os mesmos ou maiores sofrimentos, amadurecem, ganham sabedoria e virtude, aprendem a ver e a amar as coisas e as pessoas de uma maneira nova. E, no meio da dor, têm uma vida cheia de paz, de grandeza e de fecundidade.
Há, pois, um mau modo e um bom modo de encarar o sofrimento. Este último é o que, em linguagem cristã, chamamos a sabedoria da cruz [cfr. 1 Cor 1, 25]. 

Pe. Francisco Faus

"A raiz de todos os vícios."

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Ó peste de orgulho, que fazes tu aí? Por que persuadir o riacho a se separar de sua fonte? Por que persuadir o raio de luz a romper sua ligação com o Sol? Por que, senão para que o riacho, cessando de ser alimentado pela fonte, seque, e que o raio de luz, cortada sua união com o Sol, se converta em treva? Por que, senão para que assim ambos, no mesmo instante em que cessam de receber o que ainda não têm, percam imediatamente aquilo mesmo que já têm?'
[...]E assim é que o homem soberbo, arvorando-se como causa do bem que Deus lhe deu graciosamente, atribui-se uma honra que só cabe a seu Criador. Ele rouba a glória de Deus, e fazendo isso desencadeia sobre si todos os males. A Soberba, portanto, nos despoja do próprio Deus.

Hugo de São Vitor

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Por que os monges usam cortes de cabelo estranhos?

 

Certamente eles não estão seguindo nenhuma tendência de moda

À medida que as comunidades monásticas católicas evoluíam, desenvolveram-se vários jeitos de cortar o cabelo de um monge recém-iniciado.
Pode parecer uma discussão fútil, mas o cabelo é muitas vezes visto como o bem mais precioso de uma pessoa. Por exemplo, o cabelo era (e ainda é) usado como um indicador do status de uma pessoa, revelando o quão alto ela estava na hierarquia social. As perucas foram desenvolvidas pelos romanos para que penteados particulares pudessem ser facilmente feitos pelos ricos.
Em muitas culturas, a calvície era vista como algum tipo de defeito. Geralmente, os escravos eram raspados para distingui-los do resto da sociedade.
Nesse contexto, os monges queriam mostrar externamente o sacrifício que eles faziam ao abraçar a vida religiosa. Depois que um novo monge era autorizado a se juntar à comunidade, um dos primeiros rituais de iniciação era raspar o cabelo. Isso simbolizava sua renúncia ao mundo e deixava clara sua dedicação à vida religiosa.
Além disso, uma vez que a cabeça raspada era frequentemente associada a escravos, o monge careca tornava-se, da mesma forma, um “escravo” de Cristo.
Durante os primeiros séculos do monaquismo surgiu uma discussão sobre o tipo de corte (“tonsura”) que deveria ser feito. De acordo com a Enciclopédia Católica existiam três tipos diferentes, cada um ligado a um apóstolo específico:
 (1) o romano, ou o de São Pedro, quando a parte de cima da cabeça é raspada deixando apenas um círculo de cabelo em baixo e na frente;
 (2) o grego, ou de São Paulo, quando toda a cabeça é raspada;
 (3) o celta, ou de São João, quando apenas uma parte de cabelo é raspada na frente da cabeça.
O estilo celta de tonsura gerou controvérsias e foi banido no Sínodo de Whitby em 664. A tonsura romana prevaleceu e foi definida como padrão para as comunidades monásticas.
Isso pode ter acontecido por causa do simbolismo da tonsura romana, que representava a coroa de espinhos colocada na cabeça de Jesus. Além disso, alguns dos adversários da tonsura celta a associavam a Simão, o mago encontrado nos Atos dos Apóstolos.
Os estilos romano e grego ainda existem nos dias atuais e são adotados por várias comunidades religiosas da Igreja Católica.

https://pt.aleteia.org/2017/07/25/por-que-os-monges-usam-cortes-de-cabelo-estranhos/

São Bruno, o fundador da fascinante ordem religiosa mais austera e silenciosa do mundo

 

Ele deu início à comunidade que, há quase 1.000 anos, sustenta a vida ativa da Igreja com a contemplação, a abnegação e um silêncio repleto de eloquência

Numa passagem do seu livro “A Estrela dos Reis Magos”, o educador brasileiro Julio Cesar de Mello e Souza, mais conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan, comenta que há na cidade espanhola de Burgos um pequeno mosteiro cartuxo em cuja igreja expõe-se uma imagem do fundador, São Bruno, aclamada como obra de rara perfeição. Quem observa a imagem tem a impressão de estar frente a frente com uma figura viva.
Conta-se que, certa vez, um viajante visitou a igreja e, ao dar de rosto com aquela admirável imagem de São Bruno, foi incapaz de conter a admiração:
– É perfeita! Só falta falar!
Respeitoso, o monge que o guiava respondeu:
– Engana-se o senhor. Esta imagem é perfeita precisamente porque não fala.
Esta anedota singela e inspirada evoca um dos traços mais marcantes e fascinantes do monge cartuxo: o silêncio profundo, luminoso, esclarecedor, repleto de eloquência espiritual!

A Cartuxa

A Ordem dos Cartuxos, também conhecida como Ordem de São Bruno em homenagem ao santo fundador, foi criada em 15 de agosto de 1084, solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu. É uma ordem religiosa católica semi-eremítica de clausura monástica e orientação puramente contemplativa: daí o silêncio absoluto como característica dessa vocação particularmente austera. O nome “cartuxos” vem da região onde os primeiros monges da ordem se instalaram: uma montanha ao norte de Grenoble Chartreuse, na comuna francesa de Saint-Pierre-de-Chartreuse, em Isère. O nome francês “Chartreuse” era traduzido ao latim medieval como “Cartusia”, e daí derivam, em português, as palavras “Cartuxa”, para indicar tanto a ordem quanto cada um dos seus mosteiros, e “cartuxos”, o termo que se refere aos monges. A “Grande Cartuxa” (“Grande Chartreuse”, na foto abaixo) é a casa-mãe da ordem, situada na mesma região francesa da fundação.

São Bruno

Nascido de família nobre no ano de 1032 em Colônia, na Alemanha, Bruno deu aulas, inteligente e piedoso que era, na escola da catedral francesa de Reims. Já cinquentenário e cônego, ele sentiu com força a inspiração divina a servir a Deus em uma ordem religiosa.
Após um período de discernimento em um mosteiro beneditino, Bruno se retirou para a região de Grenoble Chartreuse com a aprovação e bênção de São Hugo, bispo local. São Hugo tinha tido um sonho em que lhe apareciam sete estrelas caindo aos seus pés para, em seguida, se levantarem e sumirem nas montanhas. Foi depois deste sonho que o bispo recebeu a visita de Bruno, acompanhado de seis companheiros monges. Ao ver os sete homens, São Hugo reconheceu neles as sete estrelas do sonho e lhe concedeu as terras onde São Bruno iniciaria a ordem da cartuxa.
Abrasados de amor por Deus, os monges observavam absoluto silêncio a fim de se aprofundarem na oração e na meditação das coisas divinas, nos ofícios litúrgicos comunitários, na obediência aos superiores, no trabalho do campo e na transcrição de manuscritos e livros piedosos.
Quando um discípulo de São Bruno foi eleito para o pontificado e se tornou o Papa Urbano II, o fundador teve de lhe obedecer e aceitar a nomeação como seu assessor, mas, após pedir com insistência ao Santo Padre, conseguiu sua permissão para retornar à clausura da vida religiosa. Foi quando São Bruno fundou, no sul da Itália, o Mosteiro de Santa Maria da Torre, onde passou o resto da vida terrena. São Bruno partiu deste mundo no dia 6 de outubro de 1101, pronunciando como últimas palavras:
“Eu creio nos santos sacramentos da Igreja Católica; em particular, creio que o pão e o vinho consagrados na Santa Missa são o Corpo e Sangue verdadeiros de Jesus Cristo”.

A vida na Cartuxa, mil anos depois

Um cartuxo da nossa época compartilha no seguinte texto um testemunho do que é essa vocação extraordinária e que o mundo não consegue compreender:
Charterhouse of the Transfiguration - Vermont, EUA

sábado, 27 de janeiro de 2018

Silêncio sobre São José

SÃO LEONARDO DE PORTO MAURICIO

"Que os Evangelistas guardem silêncio sobre São José, pouco importa. Que eles se abstenham de exaltar, como poderiam fazer, essas virtudes e prerrogativas excelentes que ressaltam sua dignidade; basta-me que eles o representem como o esposo de Maria, virum Mariae de qua natus este Jesus, quer dizer, como aquele de todos os mortais que se assemelha mais à obra mais perfeita entre as puras criaturas que tenham saído das mãos de Deus. Porque, diz São Bernardo, 'José foi feito à semelhança da Virgem, sua esposa', quer dizer, aquele que se aproximou mais dessa criatura sublime, a qual se elevou até o mais alto dos céus, e encanta de algum modo no seio do Pai Eterno seu Filho único. Esposo de Maria, quer dizer um mesmo coração e uma mesma alma com esse coração e essa alma que portou o coração e a alma do Filho de Deus"

Dar a vida

"Sei agora o seguinte. Todo homem dá sua vida pelo que ele acredita. Toda mulher dá sua vida pelo que ela acredita. Há pessoas que acreditam em pouco ou em nada e, ainda assim, dão suas vidas por esse pouco ou por esse nada. Tudo o que temos é a nossa vida, e a vivemos como acreditamos que devamos vivê-la, e então ela se vai. Mas renunciar ao que se é e viver sem acreditar em nada é mais terrível do que morrer - mais terrível até do que morrer jovem."

SANTA JOANA DARC - Guerreira do Altissimo

PROFECIAS E MENSAGENS DE ELENA LEONARDI AIELLO


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Ele teve as visões de Jesus, Maria, e diversos santos como Frei Pio, que foi seu grande conselheiro e amigo. O simples fato de ela ter este santo homem – sem dúvida um dos maiores do Céu – já é prova de que o carisma dela é verdadeiro e devemos tomar atenção para o que ela diz. Como as suas mensagens cessam em 1980, acredito que ela já deve ter falecido. Era uma “alma vítima” que sofria pelos outros.
Ela fundou – a pedido do Céu – uma Casa de Oração, em Roma, que funciona com oração e adoração perpétua, expiando pelos pecados da humanidade. As mensagens dela trazem um apelo urgente de conversão e indicam as formas que o homem tem de evitar todas as catástrofes por ela previstas. A descrição de suas visões e as mensagens são de fato estarrecedoras e são como um último apelo a humanidade. Tratam em especial da crise interna da Igreja, dos lobos que atacam o Papa, da chaga do aborto, da perdição da juventudes especialmente as moças.

Elena Leonardi, uma simples costureira, nasceu em 04/11/1910 em Avezano, Itália. Ela via a Virgem Maria praticamente todos os dias e conversava com Ela. Aqui seguem escritas algumas comunicações Celestes que ela teve ordem de publicar. Em síntese: A Virgem Maria anuncia Seu Triunfo, mas Ela se faz instrumento de Deus para advertir o mundo que deve decididamente converter-se se não quiser sofrer antecipadamente uma purificação universal mais terrível que o dilúvio.
Segundo o testemunho de Dom Paolo Cocchiono, Elena Leonardi era filha espiritual do Padre Pio, e com entusiasmo nunca duvidoso, ela fez ardente exortação ao consagrar-se ao Apostolado da Oração. De fato, ela formou um grupo de Oração, ao qual pertencem um importante número de pessoas e que não tem outra finalidade senão a de rezar. Este segue em toda linha os ensinamentos da Igreja e professa obediência incondicional a ela. A senhora Leonardi apoia-se na decisão da autoridade Eclesiástica para todas as iniciativas de caráter religioso.
Durante várias décadas, ela foi dirigida pelo Padre Pio, de San Giovani Rotondo, o que favorece a autenticidade das visões de que tem beneficiado, das mensagens que ela deve transmitir ao mundo inteiro e à obra que está realizando com a ajuda dos filhos espirituais de o Padre Pio. Ela foi conhecida por todos os papas, desde Pio XII até o atual Santo Padre, S. S. João Paulo II, que a recebeu várias vezes.
Ora, Deus nunca intervém sem prevenir. Ele envia profetas. Elena Leonardi faz parte destes. Conscientes do grave conteúdo de suas mensagens, acrescentamos que Elena Leonardi desfrutava de grande estima junto as altas personalidades vaticanas. Bem entendido, os castigos anunciados por ela são sempre condicionais. Se o nosso mundo contemporâneo retornar a Deus e se submeter à Sua santa Lei como os ninivitas, que consideraram as ameaças de Jonas, nós seremos dignos de clemência Divina.
Mas se persistirmos no mau caminho, então, cairá sobre a Terra uma purificação que deve necessariamente preceder o Triunfo de Maria e o Novo Reino de Jesus. Como a Santíssima Virgem lhe pediu: “Quero que as mensagens sejam traduzidas em todas as línguas e todos devem crer nelas. É a última batalha para afugentar Satanás”.
A Casa de Oração: Em 13/02/77 Maria lhe pede: Quero que faças o que te ordeno! Constrói a Minha Casa. Deves chamá-la “Casa do Reino de Deus e da Reconciliação das almas”. Faz o que te ordeno, é para o bem de toda a humanidade. Darei ordem aos Filhos Espirituais de o Padre Pio e eles te ajudarão. Virão também donativos de bens de outras almas que Me são caras te ajudarão. Sê calma, porque estou contigo. Ninguém pode embargar esta Obra que é minha. Abençôo tua Obra, porque és a sua fundadora e todos os que a ela contribuem.”
E em 10/04/77 repete Maria: “Com urgência, Eu te peço esta Casa, Minha Casa onde deve ficar exposto, dia e noite, o Santíssimo Sacramento, onde deve rezar e reparar... O Pai Eterno te confiou esta Obra, porque tu deves reconciliar as almas e salvá-las. Por tuas orações tu obténs curas das almas e dos corpos. Eu guio a Obra que te confiei... Padre Pio é teu ajudante. O Anjo Gabriel é teu guia”.
O endereço da casa é: Casa-Mãe: Via dei Gracchi, 29/B I – 00192 Roma. O fim essencial da Obra é a oração, isto é, a prática da oração, a propagação da oração, no intento de alimentar o Corpo Místico de Cristo que é a Igreja Católica no mundo todo. Por uma oferenda permanente e intensa de súplicas ao Senhor, a Obra se propõe combater os inimigos da Igreja de Cristo, especialmente no que o cristianismo é mais ameaçado.
Elena fala: 21/03/53 > Estava eu rezando o Santo Rosário, quando uma voz bem distante me incitou a rezar assim: “Tua filha implora, implora perdão, humilhando-se com confiante abandono em teus braços maternais! Ó Mãe, vem em nosso socorro, ajuda todas as criaturas, tem piedade de nós! O demônio infernal arrebatou tantos corações! Eles se entregaram ao vício e à lama. Não conseguem voltar atrás. Ó Doce Coração de Maria, tem piedade de nós!” Completamente arrebatada .... suponho que não podia ser senão a voz de um “anjo” enviado pela Virgem tão bela, Rainha do Céu e da Terra, com fervor renovado, continuei a rezar em voz alta: “Ó Mãe Santa, ouso levantar os olhos para Ti! Ó Rainha do Paraíso, responde-me: dá-me a força para arrebanhar para ti muitas almas...”
E Sua doce voz respondeu: “Estou pronta a dar-te a força para rezar constantemente. Estou trespassada por muitas lanças… Mas Eu concederei doçura aos corações que não rezam; a dor desaparecerá e eles voltarão para Mim… Eu te guio por um longo caminho. Deverás percorrê-lo, mas não te assustes à vista de tantos flagelos... O Sangue de meu Filho corre e quer recuperar o mundo corrompido.... Mas ninguém quer escutar Jesus. E tu Minha Filha, que Me amas tanto, fala a este mundo de horrores e diz que terrível castigo está preparado! O fio acima do abismo se corromperá. Não haverá mais meios para escapar a isso, porque muitos e muitos não querem escutar o meu Apelo”.
Ela ouve em 21/04/55 > “As almas que me são caras não compreendem que o tirano lhes arrancou o coração e as fez prisioneiras do escândalo e de toda espécie de corrupção ao último grau, a ociosidade e o vício arrastaram-nas ao mal... Se elas continuarem na sua corrupção, não haverá piedade, mas lágrimas em toda nação, luto, castigo, tremores de terra, inundações, doenças de toda espécie. Pobres cegos e surdos ao meu apelo, porque não rezam mais, o ar está infestado, tudo está cheios de pecados, as mãos dos homens estão armadas... e um grande castigo os abaterá”.
Em 31/12/55 ela descreve > Eram três horas da madrugada e já estava trabalhando porque devia entregar um vestido. No silêncio da hora, ouvia o gemido do cão da inquilina de cima, que parecia quase um gemido humano e não o de um pobre animal. Ele dava uma como que, impressão de susto... mas eu me refiz quando vi bater à porta. Sem me mexer como por hábito, disse: “Entre”! Um rapaz muito alto estava diante de mim, sem que eu tenha aberto a porta. Ele tinha olhos azuis lindíssimos, cabelos loiros, era mais belo do que um Anjo, belo como Jesus. Era Ele. Jesus! Eu O fiz sentar-se perto de mim e Ele me disse que olhasse o Céu.... nesse instante eu me ergui e me encontrei em pleno campo. O Céu que eu olhava era todo estriado de largas listras de sangue, que desciam como uma chuva sobre o mundo.
No mesmo dia, às 17 horas, o Padre Gabriele, Passionista da Escada Santa, traz-me um crucifixo que nos locais onde devia apresentar sangue, estava tinto cor de rosa. A noitinha, enquanto que eu rezava a novena, já começada ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, vi com grande espanto e dor ao mesmo tempo, correr verdadeiro Sangue de todos os ferimentos do Crucifixo. Este Sangue se reabsorvia, deixando a cor não mais rosa mais sanguínea e espalhando um grande perfume. O Padre Pio Della Piane fez a mesma constatação. O sangue foi analisado por um especialista e declarado sangue humano. Esse médico fez-se monge, deixando sua noiva e o mundo, para se entregar a uma verdadeira vida religiosa. Um outro rapaz também, formado em ciências políticas se converteu e tornou-se missionário.
Foi em 01/01/57 > Estava rezando o Santo Rosário, quando ouvi a voz do Padre Pio que me disse: “Reza a São José. Tu serás iluminada e ele te guiará”. Sempre gostei muito do Padre Pio e você pode calcular quanto obedeço aos seus conselhos que, para mim, são normas divinas de vida. Ao fim de quatro meses, a 21 de Maio de 1957, quando estava em oração, ouvi bater à minha porta. Disse: “Entre”! Eram o Padre Pio, e Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços e São José.
A Virgem trajava um lindo e longo vestido branco, com uma faixa azul; Seus cabelos eram negros e faziam realçar o rosto róseo e suave. Era muito meiga e bela. O Menino Jesus, branco, com olhos azul-céu e cabelos encaracolados, de uma beleza arrebatadora, sorria, e eu, confiante, pedi que o descesse para o chão, querendo vê-lo andar. A Virgem consentiu e me disse ainda que Ele viria ter comigo... São José me prometeu voltar....
Em 27/05/57 > Seis dias depois, tive a visão de São José e ao mesmo tempo ouvi o trotar de cavalos puxando um carro que, descendo do Céu, se aproximava de mim e de São José. O carro era branco, todo bordado a preto, com quatro cavalos brancos, como um carro real. São José me explicou: "É o carro do Apocalipse. Deves saber que cinco partes do mundo serão destruídas (Deve ser 5/6 partes, o que é um horror). Voltarei ainda a procurar-te, fica tranquila”. Assim que a visão desapareceu, pus-me de novo a rezar.
Em 06/05/58 > Era meia-noite e São José voltou! Ouvi de novo o rodar do carro do Apocalipse que desceu do Céu. Era pintalgado, marrom, com quatro cavalos muito grandes, marrom escuros. São José me disse: “Quando eu voltar com o terceiro carro preto do Apocalipse, será a hora da destruição.” Declaro que no intervalo das visões, recebo mensagens por uma voz muito suave e melodiosa, mas nãos as escrevo porque são sempre repassadas do mesmo tom triste portador da ansiedade indescritível de Nossa Mãe Celeste. Quando Nossa Senhora me diz: “Toma a caneta e escreve”, então obedeço e minha mão desliza por si mesma.
Em 11/07/70 > Enquanto eu rezava, chegou perto de mim o Padre Pio com o hábito de Capuchinho, com o Padre Capello, que usava um manto azul celeste. O Padre Pio disse-me: “Olha Bem”. Fez-me estar ao ar livre, e eu via um mar imenso, terras distantes agitadas por tremores de terra e muitos mortos. Ele me repetia: “Reza muito, porque haverá muitas destruições”.
Em 18/07/61 > Padre Pio me disse em visão: “Não te assustes e olha”. Vi muitas almas se queimarem vivas no meio das chamas do Purgatório. Não saberei jamais relatar as minhas impressões. Posso somente contar a verdade de minhas visões, mas não sou capaz de dar delas o resumo exato, porque, em princípio, não sou erudita. Desejo somente pelas minhas declarações, ser útil as almas em dúvida e trabalhar para um despertar do amor pelo nosso redentor, pois Jesus derramou todo o Seu Precioso Sangue para nos proporcionar o Paraíso, enquanto estamos na face da Terra.
Em 04/09/63 > Pedi a Deus Todo-Poderoso que me fizesse ter uma ideia exata do Paraíso. Ele me atendeu o pedido e me fez estar numa planície verdejante e imensa, cheia de flores de todas as espécies, de beleza acima de qualquer imaginação humana. Nessa planície multicolor e perfumada, milhões de anjinhos voavam alegres, envolvidos em véus diáfanos incandescentes e dourados. Parecia-me que eles dançavam, numa alegria sem fim, leves, acompanhados de uma música muito suave, fácil de gravar, muito delicada, como milhões de violinos e de harpas melodiosas que nunca cansam ao ouvido humano.
Quanto foi agradável o arrebatamento que ficou no meu coração, quão benfazeja era a paz destas almas que moravam nas delícias eternas! No meio desta harmonia eu via também o esplendor do Rosto de Deus, a essência inefável e gloriosa, qual um imenso Sol ... Poder inigualável, soberanamente Poderoso e Adorável, uma mesma Glória, o mesmo e Infinito Amor!
Em 15/08/64 > Foi-me revelado numa visão que um certo Papa falecido se encontrava no Purgatório e eu estava em oração, invocando a ajuda de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo escrevi ao Padre Pio pedindo-lhe para que rezasse comigo a fim de ajudar a livrar a alma do Papa que estava no Purgatório havia mais de um século. Após duas horas de preces ouvi no meu coração uma voz cuja doçura eu bem conhecia e que me dizia: “A pessoa recomendada estará comigo no Paraíso a 26 de Agosto”. Esta amada voz celestial era a Virgem Imaculada.
Em 22/04/68 > O Acidente: Oito dias se passaram e, vi o Padre Pio e Jesus saírem do tabernáculo e virem para a nave. Saindo da Igreja de minha paróquia de Santa Cruz de Jerusalém, em Roma, tive de ir à “Escada San Lorenzo” para uma incumbência. Era aproximadamente 10:20 horas e de repente, enquanto eu atravessava, fui atropelada por um carro, conduzido por uma senhora que tentou fugir, deixando-me quebrada no solo.
Parecia-me estar morta, por causa dos ferimentos, fraturas e sangue que eu perdia, principalmente na cabeça. Mas eu compreendia tudo, isto é, que meu espírito era vivo e forte, a ponto de poder invocar Jesus e o o Padre Pio com toda força da minha alma para que fosse socorrida. Um transeunte teve pena e me socorreu, enquanto que um outro perseguia o autor do acidente que foi embora. Depois fui estendida toda em sangue no carro de um médico, que não quis dar seu nome, e levaram-me ao serviço de urgência da Policlínica.
Durante o percurso, eu perdia sangue do meu crânio fraturado do lado direito. Eu sentia hemorragias internas no abdomen e fortes dores nas pernas, tornozelos e braços, mormente no direito. Eu compreendia e rezava. Num certo momento, tive força de dizer que eu faria meu filho limpar o carro que estava todo sujo de sangue.... Nesse instante, apareceu o Padre Pio que me deu com as próprias mãos um pedaço de pano branco, que eu guardo cuidadosamente. Ele me disse: “Põe este pano sobre a tua cabeça e o sangue vai parar”.,
Ele viera, como tantas vezes, em bilocação, de San Giovanni Rotondo. Ele se sentiu mal vindo para sua Igreja de Santa Maria das Graças, porque via a distância o que acontecera. Isto foi-me informado por pessoas que lá estavam naquele dia. Todos os médicos da Policlínica, inclusive o médico-chefe, me julgaram um caso extremo. Nem mesmo uma injecção anti-tetânica me aplicaram, mas somente seis radiografias que revelaram a existência de inúmeros hematomas internos, e quiseram colocar-me no lugar onde ficam os moribundos. As fraturas que, normalmente, deviam aparecer, não foram visíveis. Foi uma tentativa do demônio, porque as radiografias que foram feitas num segundo tempo não mentiram.
Eu compreendia e ouvia tudo. Eu disse: “Sou filha espiritual do Padre Pio. Meu médico é Jesus e se você disser que eu devo morrer, quero ir morrer em minha casa”! Nesse momento, ouvi a voz do Padre Pio que me disse. "Não deixes que toquem mais, nem te engessem”. Levaram-me para casa, mas eu me sentia deslocada. Chamaram logo o meu médico. Dr. Raoul Riccardi, que constatou que eu estava realmente um trapo: fraturas nas duas pernas, nos tornozelos, nos dedos dos pés, no braço direito que pendia em cinco pedaços, hemorragias internas, hematomas na cabeça, e estufamentos sobre todo o meu pobre corpo.
Ele se admirava de que uma senhora reduzida a este estado pudesse encontrar forças para rezar sempre. Eu pedia ao Padre Pio a graça de me enviar algum santo doutor que me curasse. Então ouvi a voz de um de seus amigos, o doutor Giuseppe Moscat, morto em odor de santidade que me disse: “Eu te curo o braço, mas o resto, não”. Ainda no mesmo dia, mandei passar um telegrama para o Padre Pio e, na manhã seguinte, ouvi sua voz dizer-me: “Lembra-te, desta vez, Jesus te salvou!” Ele me repetiu isso três vezes.
O doutor Riccardi foi protestar imediatamente na Policlínica pela falta de atenção e falta de cuidados diante de caso tão grave. Eles para livrar-se de toda responsabilidade me chamaram quinze dias depois e refizeram minhas radiografias que fizeram aparecer minhas fraturas. Este caso assustou o médico-chefe e todos os médicos, ao repensar no dia do acidente na falta que tinham cometido e na falta de seriedade do primeiro exame. Consideraram também com espanto que as que as fraturas se soldavam misteriosamente, de forma que o médico-chefe, que se declarou ateu, teve que admitir o acontecimento milagroso ocorrido graças ao fluído extraordinário do Padre Pio, meu intercessor junto a Deus.
O autor do acidente teve que comparecer na justiça e declararam-me, num diagnóstico confidencial, em enfermidade permanente. Eu sempre firme na minha fé inabalável, não quis que me engessassem, obedecendo assim a voz de o Padre Pio. Desde esse dia, eu só tinha um desejo: receber a Santa Comunhão. Levaram-me para casa e logo pedi a cura para eu receber a Santa Comunhão diariamente. Este pedido pareceu exagerado e devido a um estado de espírito agitado.
Então voltei-me para o meu crucifixo, e disse a Jesus: “Se minhas comunhões devem servir para salvar os pecadores, envia-me o Padre.” Assim, milagrosamente, sem qualquer outro pedido meu, o Padre de santa Cruz de Jerusalém veio durante 75 dias trazer-me diariamente a comunhão. Ele se declarou levado a isso pelo Padre Pio e mudou de opinião quanto às dúvidas que tinha quanto à intervenção milagrosa produzida em mim.
Cheguei assim a 6 de Agosto de 1968, sempre de cama, dia em que me deram a satisfação de me levar a San Giovanni Rotondo. Acompanharam-me ao trem e fizeram-me adentrá-lo sentada numa cadeira. Durante a viagem, apesar de meus sofrimentos, não deixei de rezar um só momento. Antes de chegar a Foggia, um quarto de hora antes, senti um cheiro de leite e de café e depois um perfume delicioso de licor de limão, enquanto tive a visão de o Padre Pio...
Depois um calor misterioso dos pés à cabeça. No interior do trem, pus-me de pé... aclamando o milagre. Sentia que poderia andar de novo e, cambaleante de emoção, disse: “Pai, Pai, não deixe nada inacabado em mim, mas faz que eu ande! Realmente, com todas as fraturas se soldando, com os atestados que me declararam doente permanente, tornei a andar pela ação milagrosa de Jesus e de o Padre Pio, meu intercessor, sem ser nunca engessada e sem nenhum tratamento da ciência humana.
Pude apresentar todos os diagnósticos e assinaturas dos clínicos: do professor Mário Carratu, da Policlínica, com as radiografias e os relatórios do Dr. Strameri da Casa. Sofrimento em San Giovanni Rotondo ; do professor Camisa de San Giovanni Rotondo que tem também minhas radiografias e os relatórios.
Em 19/09/68 > Durante três dias, tive a visão do Padre Pio morto em seu caixão! Eu não podia crer em meus olhos, tanto meu coração batia a essa visão tão triste. Eu ia a Santa Missa e, mesmo ao receber a Santa Comunhão, eu o via morto. Olhava para o altar. Via-o no tabernáculo. Sentia tantas dores no corpo todo, indescritíveis. Voltando a casa, telefonei para a irmã de o Padre Pio para que lhe comunicasse minhas visões. Mas a Irmã Pia, se bem considerasse verídicas as minhas manifestações esperava intimamente que não fossem verdadeiras. Infelizmente, eram verdadeiras.... A hora tinha soado. Jesus o queria com Ele. A 23 de Setembro Padre Pio morreu!
Sofri muito. Senti-me como que crucificada através de sua dor de mártir de Deus. Partilhei de seus pensamentos e suas alegrias, assim como sofrimentos de sua morte. Senti-me um pouco melhor nos dias subsequentes. Padre Pio foi para mim um verdadeiro Pai e Diretor Espiritual transformando minha vida num braseiro sempre ardente de amor por Jesus, ensinou-me a humildade e uma grande caridade.
Em 21/04/69 > Às quatro horas da manhã, da janela, vi um jorro de luz solar e nela reconheci o Padre Pio, jovem como na primeira vez que encontrei. Disse-lhe: “Por que o senhor me jogou esses lances”? (…) Eu prossegui: “Pai por que nos deixastes?” Ele me respondeu: “Não morri, estou sempre convosco e nos “tabernáculos” do mundo... Deixei os despojos mortais, que não me pertenciam”. Depois dessas palavras, ele se confundiu na Santíssima Trindade e depois em Jesus, dizendo: “Chaga sobre chaga, eu sou semelhante ao Cristo”.
Em 31/01/70 > O Padre Pio me aparece dizendo: “Olha para fora”. Estava eu em casa rezando e, de repente, encontrei-me numa elevação, em pleno campo. De um ângulo eu via Nossa Senhora de Lourdes e Santa Bernadete. Ao mesmo tempo, eu via um enorme dragão tendo seis ou sete metros de circunferência e outro tanto de cumprimento. O Padre Pio chorava e eu invoquei a ajuda da Virgem......enquanto o dragão começava a devastar tudo o que havia em torno de nós. Eu via inundações e muito mortos em espessa lama. Implorando a Virgem, Ela me respondeu em lágrimas que não podia mais deter a mão indignada do Senhor. Padre Pio chorava e tomava o ar de Jesus.
Em 17/04/71 > Estava eu recitando o Santo Rosário, diante de meu altarzinho, e ouvi a voz do Padre Pio que me é familiar e que eu conheceria entre mil: “A guerra se prepara”… e eu via ao mesmo tempo canhões e arames farpados; não posso crer em meus olhos. Mas devo crer nisso, porque, luz de nossa alma, espelho de nossos íntimos pensamentos, devemos somente invocar o Dom de Deus, lábios e coração, para que Ele não nos abandone nas mãos dos inimigos, mas, nos salve!
Em 09/05/73 > Jesus : Escuta-me bem e escreve o que te digo: 21 de Abril de 1841. Fala aos Padres para que controlem esta data: vem o tempo de Moisés! Filha, fala-lhes e diz-lhes que, todo o mal que fazem, a cólera de Meu Coração transborda. Ninguém pensa em rezar. A humanidade associou-se ao demonio. Os Padres estão tranquilos e sem preocupações, Me pisam aos pés e deixam fazer tudo. Fala-lhes para que abram os olhos; diz-lhes que o Meu braço se abate inexoravelmente e que Eu vos concedo pouco tempo para refletir!
Os bons não rezam e não crêem em minhas palavras. Filha, fala-lhes assim como a todos os homens. Faz-te escutar e não temas. Eu te guiarei e Eu to determino, mesmo se te sentires atormentada com isso! Durante dias, a escuridão cobrirá a Terra, o Céu ficará velado pelas chamas, a terra tremerá, desencadear-se-ão grandes tempestades, os homens perecerão, as nações serão transtornadas e muito sangue será derramado.
Dia 18/06/73 > Vejo uma luz do Céu que me ofusca e ouço uma voz que me chama: “Filha, olha para o Céu, tu vês bem Minha tristeza, escreve o que eu te digo: Derramo Lágrimas de Sangue por toda a humanidade, eu quero vos salvar! Escuta-Me, eu Sou uma Mãe Misericordiosa e eu estou nesta terra. Depois de tantas advertências, eu me faço ver, eu dou tantos sinais, Meu Coração transborda de Sangue e não posso mais deter o braço de meu Filho. A Cólera do Pai Eterno transborda, o cálice está cheio. Os homens só vêem os prazeres e a senda do mal. Os bons são em número pequeno e não rezam. Os eleitos não bastam para salvá-los do demonio! (...)
Escuta-Me, e presta atenção ao que Eu te digo: uma revolução está as portas do mundo e nenhum braço humano pode detê-la! Miséria, fome, doenças, perseguições, acidentes, tremores de terra, inundações, desmoronamentos que devastam o mundo, fogo do Céu, mares transbordados, o sangue correndo por todas as ruas! Filha, fala às Igrejas. Uma venda lhes tapou os olhos.
É hora de rezar e de falar ao povo para que as pessoas reencontrem suas consciências. Uni-vos para suavizar o terrível castigo que vos derrotará implacavelmente! Filha, fala aos Padres: as Igrejas serão devastadas, os Padres feitos prisioneiros e massacrados, o Papa é derrubado! Fazei o que Vos digo. A última âncora de salvação para vós é o Rosário. “Rezai e fazei penitência”.
Em 20/07/74 > A Mãe Celeste me disse: “Minha filha, escuta-Me bem. Eu devo dar-te uma mensagem muito séria. Vai imediatamente à tua casa e espera-Me”. As 22 horas, enquanto estou rezando, vejo a Nossa Senhora, Padre Pio e Jesus que estão muito tristes. Nossa Senhora me disse: Derramo lágrimas de Sangue. O mundo está cheio de terror, o sangue banha as ruas. O demônio se apoderou das almas. A humanidade pecadora não quer converter-se. (...) Rezem, façam penitência. A hora está próxima! Rezem para afastar os castigos divinos e pela conversão do mundo. Meus filhos, que se acalme esta peste de pecados que se espalha no mundo inteiro. (...) Rezem e façam penitência, recitem o Rosário, obedeçam o meu Vigário. Dentro em pouco virá a destruição de toda a humanidade.
Jesus falou: “Meus filhos, rezem com Minha Mãe e nunca vos canseis. Eu Me acho convosco e Eu quero a perfeição. (...) Oferecei, uni vossos sofrimentos aos méritos infinitos de Meu Coração, em reparação pelas pessoas escandalosas. O mundo chora diante dos sofrimentos, mas Eu vos digo, ó almas que Me seguis pelo caminho estreito, que um dia o mundo vos verá andar em vastos prados floridos. Os homens que Me ofendem, andarão sobre o fogo que eles mesmos prepararam para si, por seus gozos”.
Em 15/08/74 > Vejo o Pai Eterno, a Mãe Celeste e o Padre Pio. Aquele me diz: “Filha, escreve o que Eu te digo: Eu Sou o Pai Eterno. Abatido fiquei, como um Pai triste e desolado por ter de intervir contra as minhas criaturas. Meus filhos, quantas vezes escutastes Minha Palavra na de Meu Filho e de Sua Mãe. Rainha do Céu e da Terra? Em muito poucas essas palavras foram eficazes. Para esse pequeno número como para todos. Eu digo: Desejo que minha Palavra seja divulgada no mundo inteiro, a fim de que eles saibam que o tempo doravante escasseia, Eu quero dizer, é tempo de preparação, ó filhos, agora que tantos corações estão longe de Mim e de Minha Vontade Divina!
Quantos estão tomados por seu orgulho e por seu egoísmo! E entretanto, Eu amo todos os homens, Eu vos amo também, vós que Me amais! Amo também aqueles que Me odeiam. Mas infelizes daqueles que desprezam a Minha Palavra! Sobre eles pesa uma grave responsabilidade. Meus filhos, se Eu vos amo, Eu desejo também que vós Me ameis e que vós deixeis de julgar vosso próximo e de o condenar. Presunçosos que credes ver certo, mas só vedes através de vosso egoísmo e do vosso orgulho! Quem vos autorizou a julgar meus filhos? Olhai o mundo, ó filhos, e se vós fostes iluminados compreendereis que a causa de toda a decadência, são o orgulho e o egoísmo. Se o ódio, o preconceito e a censura existem também em vosso coração, que deverei fazer de vós?
Filhos, quero salvar todos, mesmo que isto não venha a acontecer. Quero que todos sejam salvos, principalmente pelos vossos sofrimentos, vossa submissão, vossa humildade, vossa obediência as Minhas Palavras. Vós sois apóstolos – não esqueçais – por vossos sofrimentos, levando a vossa cruz em silêncio e com humildade, abstendo-vos de todo julgamento. Vós sereis apóstolos do amanhã, da maneira pela qual disporei de vós, mas sempre apóstolos! E, coitado do apóstolo que julga poder julgar seu irmão, tirá-lo por assim dizer de meus filhos! Sou vosso Deus! só Eu tenho pleno direito sobre vós, mas não vós sobre Minhas criaturas!
Meus filhos, aceitai particularmente as provas que vos envio, lembrando-vos que para Mim tudo tem um fim precioso: o de vos preparar, de vos purificar, de destruir em vós as escórias humanas e de vos tornar dignos do Dom que vos fiz. Sobretudo aceitai as provas que vos humilham, as provas que vos põe em contradição com o mundo, com aqueles que convivem convosco; não temais ser diminuídos aos olhos dos outros. Que se passou com Meu Filho? Ele foi perseguido e coberto de ultraje diante de todos, e vós, vós receais um pouco de humilhação!
Sede sinceros, e que o vosso falar seja claro e simples: sim e não, sem rodeios! Que vossa palavra exprima exatamente o que tendes no coração, porque abomino os hipócritas e os trapaceiros! Não presteis atenção a tudo o que se diz. Prestai atenção a Minhas Palavras que, numa época de confusão como a vossa, são as mais certas e cheias de autoridade. Ovelhas sem guia e sem pastor, a quem iríeis se Eu viesse a faltar? Escutai-Me, pois, e ficareis certos de não entrar na confusão e na abominação.
Os espíritos se obscurecem sempre mais, o mal triunfa e cada um se fecha sobre si mesmo, sem ter mais uma palavra segura. Vós sois felizes, filhos se vós aceitais, com serenidade e abandono total entre os meus braços, tudo o que vos faz sofrer moralmente. Filha, tu serás ultrajada, para cumprir Minha Obra, mas Eu te cumulo de alegria. Tu és Minha preferida e tu és fiel.
Agora a Mãe Celeste envia do Céu os Anjos para te sustentar e Ela te fala”. “Filha, escuta-me. Desci com Jesus e o Pai Celeste. Quero dizer-vos: Ponde em prática o que vos disse o Pai Celeste; ponde-o em prática pelo amor de Deus. Nós estamos realmente no fim, e o tempo colhe o que foi semeado. Não presumais de conhecer as datas; não procureis saber quanto tempo será preciso. Vivei como se cada dia fosse o último, porque só assim vós chegareis preparados.
Escutai-me, filhos. Não é em vão! Eu desci do Céu. Vós deveis escutar-me! O sangue que correrá nas ruas…! Vós ficareis horrorizados! As Santas Espécies de Meu Divino Filho são profanadas pelas blasfémias e pela imoralidade pública. Filhos, Eu vos digo, em verdade, que em muito lugares O meu Divino Filho é profanado e os fiéis o recebem em estado de pecado mortal. Meu Filho é obrigado a passar no meio das ruas, com a cabeça coberta de espinhos, os olhos em lágrimas e o Coração trespassado e rasgado.
Meus filhos, refleti bem sobre a grave tragédia que ameaça a humanidade por causa de seu abandono. Rezai, fazei penitência, recitai o Rosário, reparai o mal, sede serenos, confiantes, abandonai-vos a Meu Coração, em nome do Espírito Santo.
Em 20/01/75 > Estou na cama e rezo, contemplando o mistério de Deus. Estou em San Giovanni Rotondo , desligada do mundo, mas em plena consciência. Algo toma posse de mim, como um êxtase. Encontro-me numa longa avenida do Convento de o Padre Pio. Há uma grande grade de ferro forjado e uma grade aberta. A direita e a esquerda, inúmeras pessoas permanecem em grande silêncio.
Padre Pio está sentado numa poltrona e perto dele o Pai Eterno. Padre Pio, na mão esquerda tem um anel; um grande brilhante fosforescente que irradia muitos reflexos. Ele lê meu coração e me diz: “Tu vês esta multidão de pessoas? São as almas escolhidas: elas não bastam”! Depois, ele me fez ver muitas inundações, muitas casas destruídas, muitos mortos, uma revolução, muitas bombas explodindo, causando inúmeros estragos, chamas no Céu, muitos demonios ao lado dos bandidos!
Então ele me diz: “Minha filha, a humanidade não quer crer, mas Deus envia muitos castigos, muitas epidemias, para que a humanidade reze e se reconcilie com Deus. As Igrejas não deixam agir, proíbem o Rosário, não fazem nada para uma melhoria, e a humanidade não se arrepende: a cólera de Deus se desencadeia sobre esta corrupção. O demonio está devastando toda a humanidade e a calamidade do mal vos contamina.
A Mãe Celeste faz apelo a todos os padres para que eles rezem e façam penitência e formem cenáculos de oração reparadora. Se a humanidade quiser salvar-se terá que fazer penitência e Comunhões reparadoras por todas as terríveis calúnias e blasfêmias contra Deus e a Sua Mãe Celeste. Fazei penitência! A hora é grave e a humanidade está ameaçada de terríveis castigos causados por ela própria. (...) Abençoam-te o Padre Pio e o Pai Eterno”.
Em 02/03/75 > A Mãe Celeste me diz: “Minha filha, escreve o que te digo: Minha filha, tenho muita dor porque os povos e as nações estão no caminho da perdição. O materialismo avança por toda parte com um trasnbordamento de corrupção. Ele levou a humanidade para um abismo horroroso de ruínas. Rodeado por uma cadeia de escândalos, o mundo é um vale inundado, cheio de detritos e de lama. Ele estará à mercê das mais duras provas da Justiça de Deus.
Logo vós vereis sinais terríveis no mundo, que trarão confusão, lágrimas, lutas, dores. Tremores de terra vão engolir cidades e aldeias inteiras. Mais do que nunca nessas horas trágicas o mundo precisa de orações e penitências, porque o Papa, a Igreja, os padres estão em perigo. Se não rezarem, as forças do mal se desencadearão e os padres estarão na primeira linha. Defendei a Igreja pelo exemplo e santidade de vida, porque o materialismo se abate irresistivelmente sobre todas as nações, o mal prevalece em muito sobre o bem.
Os governantes dos povos não compreendem tudo isto, porque não têm o verdadeiro espírito cristão e são como que cegos de espírito. Propagai a devoção ao meu Imaculado Coração de Mãe e Medianeira de todos os homens junto da Misericórdia de Deus, e de Rainha do Universo. Se os pecadores escutarem as minhas advertências e voltarem para o meu Coração de Mãe, a divina Misericórdia será grande para com eles e eles terão protecção e Salvação. Em caso contrário, um terrível flagelo de fogo está preparado, como que um nevoeiro opaco envolverá o mundo.
Manifestarei minha proteção pela Itália que será preservada do fogo. Mas o Céu se cobrirá de densas trevas e a Terra será sacudida por medonhos tremores de terra que abrirão profundos abismos. Cidades e províncias serão destruídas. Todos gritarão que é o fim do mundo. Mesmo Roma será castigada, com toda a justiça, por seus inúmeros e graves pecados, porque o escândalo chegou ao auge. Entretanto, os bons que sofrem, os perseguidos pela justiça e os justos não devem temer, porque serão salvos.
Minha filha, faz com que todos tenham conhecimento de minhas advertências e faz com que os homens saibam que devem afastar-se da vida de pecado, retornando sinceramente a Deus, porque muitos homens pecam e muito poucos se corrigem. Rezai e não percais tempo, antes que seja tarde demais, porque densas trevas envolverão a Terra e o inimigo está às portas. Os homens ofendem muito a Deus! Os tempos são graves e o mundo está todo transtornado, porque se tornou pior que nos tempos do dilúvio.
A Itália será humilhada, purificada no sangue e deverá sofrer muito porque muitos são os pecados cometidos. Muitas revoluções irromperão e as ruas ficarão vermelhas de sangue. O Papa sofrerá muito. Mas o castigo dos ímpios não tardará e sacudirá toda a humanidade. Os maus perecerão nos temíveis rigores da justiça de Deus. Participai do Santo Sacrifício da Missa, com Santas Comunhões. Emendai-vos e fazei penitência. Recitai o Santo Rosário.
Dia 22/07/75 > Vejo uma luz resplandecente e sinto um perfume de rosas. Jesus e o Padre Pio me chamam e dizem-me: “Filha, escuta-nos bem e escreve o que te dizemos. Escuta nossa palavra”. Jesus me disse: (...) Sou Eu que Me sirvo de ti; não temas! Minha filha, o demonio te atormenta, sê serena e forte, porque a Obra que tu farás, sou Eu que a quero. Segue-Me no doloroso caminho do Calvário, onde estou para espalhar Meu Sangue. Adora-o e oferece-O a Meu Pai Celeste, a fim de que ele sirva para a Salvação das almas. A cólera de Deus transborda. O demonio tomou as almas dos padres que vivem na imoralidade; ele invadiu a moda e investiu contra a Igreja. A lama lhes cobre os olhos. Minha filha, mande fazer comunhões reparadoras. Minha Mãe Celeste chora lágrimas de Sangue.”.
Voltada para o Céu, enquanto as lágrimas lhes cobrem o rosto, ela Me diz: Vi o Pai Celeste, com a vara na mão, o rosto muito severo, olhar o globo terrestre e repetir estas palavras: “Em alguns minutos, Eu destruirei esta terra de lama, de insultos, de horríveis blasfémias, de escândalos, de infâmias, de infanticídios e de sacrilégios. Quantos males! Eu destruirei tudo dentro de pouco tempo, se o mundo não se arrepender”. Faz penitência, minha filha. Eu te falo através de Minhas Lágrimas. Reza e faz rezar! Oferece e repara, e faz reparar; assim se aplacará a Cólera de Deus. Recitai o Rosário, fazei cenáculos e reuni-vos em oração para salvar o mundo. A Mãe Celeste, Jesus e o Padre Pio te abençoam.
Dia 28/12/75 > Minha Filha, eu sou a Mãe Celeste. Quero que me escutes e que escrevas o que te digo. O mundo vai de mal a pior. O paganismo triunfa. O demonio emprega todos os esforços para poder tirar do mundo o Santo Sacrifício da Missa. Os padres ofendem Deus por seus costumes imorais. A Divina Misericórdia vos dá um pouco mais de tempo, para remediar isso e refletir. Penitência e oração. Ponde-vos à Obra imediatamente, pois amanhã poderá ser tarde, dado o tamanho da iniquidade.
A Divina Justiça está pronta para agir. A Justiça Divina é uma empresa tão difícil que não podia se concretizar senão pelo Filho de Deus feito homem e vítima para os pecadores: primeiro pelo Sacrifício da Cruz e depois pelo Sacrifício do Altar, para a renovação contínua daquilo que Ele sofreu no Calvário. Minha filha, eu sou Nossa Senhora das Dores, com os olhos fixos no Céu a fim de implorar ao Pai Celestial por causa do grande cataclismo que simultaneamente invadirá toda a Terra.
Ele será terrível, medonho como se fosse o fim do mundo! Mas a hora do fim do mundo não chegou ainda. Ela não está no entanto distante. Todos os que querem crer e que vivem dispostos a esperar o instante da Justiça Divina, se quiserem ter força para resistir e sobreviver, devem afastar-se dos divertimentos mundanos, das vaidades e do pecado.
Minha filha, quantas mensagens foram dadas anunciando estes acontecimentos, e muitos ficam indiferentes como se fosse um apelo ao ar! Minhas Lágrimas de sangue, quem as considera? Nem mesmo os bons pensam nela. Cala-se tudo; tudo permanece paralisado, como se o Todo-Poderoso não existisse.
Gostaria que Minha voz contristada pela dor voasse até o fim do mundo, repetindo: Atenção... Atenção... A hora de prestar contas chegou! Minha filha, faz com que te escutem! A hora é grave. Cinco nações destruídas. Ficai todos alertas, bons e maus, pequenos e grandes, padres e religiosos, toda a humanidade.... Despertai de vosso sono apático!... Felizes aqueles que escutam Minha voz e se preparam para manter a visão do Cristo! (...) A hora é grave. As Igrejas serão pilhadas! Tu, obedece às Minhas Palavras e Eu te protegerei. O Santo Padre te ajudará. Envia-lhe esta mensagem! Eu te ordeno!
Não tenhas medo, eu estou contigo. Minha filha, faz que me amem! Ninguém pode escapar ao julgamento de Deus, sobretudo os grandes pecadores. Minha filha, a humanidade está louca! Constantes sequestros de pessoas! Os grandes são culpados e cúmplices. Por causa de sua falta se derramará tanto sangue. O Santo Padre será censurado e pisado. Estai unidos ao Santo Padre; defendei-o! Ele tem muitos inimigos e Príncipes da Igreja o traem.(...)
Minha filha, apressa a realização da Casa de Oração; é urgente. As Igrejas serão pilhadas e a humanidade perseguida. Tu, não temas! Eu, Jesus e o Padre Pio estamos perto de ti e ninguém pode fazer-te mal; tu terás luz e protecção. É bom que todos o saibam; coitados daqueles que persistem e não dão crédito às minhas Dolorosas advertências!
Sede unidos às pessoas consagradas. Preparai-vos, filhos, com muita fé e muito amor, para obter a graça de resistir ao despertar da Onipotência de Deus. São prementes advertências de grande Misericórdia Divina, obtida pela angustia do meu Coração Materno, porque eu quero salvar todos vós, e gostaria que ninguém se perdesse pelas suas faltas. E entretanto, ninguém vai para o inferno sem seu próprio consentimento.
Quantos e quantos, ainda de pouca idade, caminham para a perdição, pelo erro dos pais, que não se preocupam mais com o Temor de Deus! O sangue será derramado por causa dos pecados graves: doenças, tremores de terra, flagelos, chamas no Céu, lares desmantelados, vagabundos arrasando as famílias!... O demonio tomou posição para desviar todas as almas. Ele quer seduzi-las por suas mentiras.
Minha filha, faz penitência e manda fazer penitência. Rezai o Santo Rosário. Missas reparadoras e Santas Comunhões. Minha filha, faz que te escutem, mesmo se eles afligem o teu coração. Eu estou contigo! Tua Mãe que te ama e te abençoa. Ama-me e faz que Me amem! Volto logo.

Fonte: Facebook

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Vicío da Impureza

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1. Vícios levam a outros vícios, sobretudo àqueles, para o qual há tanta inclinação: a impureza. Este vício é um horror aos olhos de Deus, do céu e da terra. O Pai celestial destruiu, por fogo do céu, cinco cidades entregues à impureza. Jesus Cristo, que com paciência suportou os nomes de revolucionário, possesso, etc., jamais permitiu que lhe tocassem na sua reputação de inocentíssimo. O Espírito Santo, espírito por excelência, detesta a impureza, que profana seu templo no coração humano. E que pensas tu, ou melhor, como procedes tu neste ponto?
2. Os anjos abominam a impureza, que faz perderem-se tantos de seus tutelados. Os santos tanto mais se horrorizam deste vício, quanto mais o evitaram em sua vida ou quanto mais por ele tiveram de fazer rigorosa penitência. Mesmo os desonestos desprezam este vício. Se conhecessem outros como manchados por este vício, não mais os estimariam. Os impuros a si mesmos desprezam, envergonhando-se de suas quedas e de sua fraqueza. E é tão fácil cair na impureza! Se foste feliz até hoje, não te tenhas por seguro; se caíste, onde está tua penitência? No céu não entra quem na alma tem manchas, que a Deus, aos anjos e aos homens causam horror.

Modo de Fazer Oração Mental, por Santo Afonso

  A meditação ou oração mental contém três partes: A Preparação A Meditação A Conclusão I. PREPARAÇÃO Na preparação fazem-se três atos: 1º A...