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sábado, 24 de março de 2018

Suplico-Te

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Suplico-te, que vendo os que se distanciam de Ti, eu me acerque a Ti cada vez mais;

Que os que vão perdendo a fé,

me sirvam de estímulo para viver cada vez mais de fé;


Que os que duvidam e vacilam,

me estimulem a apegar-me cada vez mais a Tua Verdade.

Que os que te esquecem,

me sirvam de impulso para encher meu pensamento cada vez mais de Ti;

Que os que pregam o erro,

me incitem a proclamar cada vez mais alto as Verdades de nossa Fé.

Que os que pensam poder amar o irmão sem amar primeiro a Ti,

me sirvam de estímulo para amar-Te sobre todas as coisas e amar a todos em e por Ti;

Que ao ruído e vazio de hoje,

eu oponha o silêncio e plenitude de uma vida de intimidade contigo;

Que à falta de fé, esperança e caridade,

eu oponha uma crescimento constante na fé, na esperança e no amor;

Que ao ver baixar o nível espiritual de tantas almas,

eu procure, só apoiado em Ti, subir cada vez mais em direção a Ti.

E que desta maneira converta, com Tua ajuda sem a qual nada posso, todo o negativo em positivo e ajude a muitos a fazer o mesmo.

Seja tudo para tua glória e o bem de tua Igreja santa. AMÉM.




Serva De Deus Maria Benedicta Daiber

Triste espetáculo


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Olhai em volta, meus irmãos […]: porque há tantas mudanças e lutas, tantos partidos e seitas, tantos credos? Porque os homens estão insatisfeitos e inquietos. E porque estão eles inquietos, cada um com o seu salmo, a sua doutrina, a sua língua, a sua revelação, a sua interpretação? Estão inquietos porque não encontraram […]; tudo isso ainda não os levou à presença de Cristo que é «alegria e delícias eternas» [cf Sl 16,11].
Se tivessem sido alimentados pelo pão da vida [Jo 6,35] e provado do favo de mel, os seus olhos ter-se-iam tornado limpos, como os de Jónatas [1Sm 14,27] e teriam reconhecido o Salvador dos homens. Mas, não se tendo apercebido destas coisas invisíveis, têm de continuar a procurar e estão à mercê de rumores longínquos. […]


Triste espectáculo: o povo de Cristo errando pelas colinas «como ovelhas sem pastor». Em vez de procurarem nos lugares que Ele sempre frequentou e na morada que Ele estabeleceu, avêm-se com projetos humanos, seguem guias estranhos e deixam-se cativar por opiniões novas, tornando-se joguetes do acaso e do humor do momento, e vítimas da sua própria vontade.

Estão cheios de ansiedade, de perplexidade, de inveja e de preocupações, e são agitados e «levados por qualquer vento da doutrina, pela malícia dos homens e a sua astúcia, a extraviarem-se no erro» [Ef 4,14]. Tudo isso porque não procuram «um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos» [Ef 4,5-6] para nele encontrarem «descanso para o espírito» [Mt 11,29]. 

Beato Jonh Henry Newman

segunda-feira, 19 de março de 2018

Santa Luísa de Marilaque

LOUISE DE MARILLAC;

Santa Luísa de Marilaque
Luísa de Marilaque nasceu no ano 1591. Seu pai pertencia a uma das mais importantes famílias da França, de sua mãe, ao contrário, nada se sabe. Luísa foi reconhecida pelo pai que cuidou de sua educação. Com onze anos de idade seu pai faleceu e, infelizmente, a família da madrasta não se preocupou muito com ela. Ela tinha o desejo de se tornar freira, mas por causa da saúde frágil, foi vivamente desaconselhada. Por esse motivo, contra sua vontade, os parentes arranjaram-lhe um matrimônio de conveniência. Luísa tinha então apenas 22 anos. Em sua nova vida de casada, Luísa teve um filho, mas não se encontrava feliz: era sempre assaltada por pensamentos escrupulosos, pelo remorso de não ter sido firme em seu propósito de entrar no convento e por aquilo que ela considerava como pecados. O encontro com dois grandes santos – Francisco de Sales e Vicente de Paula – serão fundamentais para sua conversão interior. Certa vez ela foi tocada por uma graça especial: compreendeu que deveria cuidar de seu marido até que ele morresse e cuidar de seu filho até que pudesse endereçá-lo aos cuidados de uma instituição para os filhos dos nobres, onde receberia uma boa educação. A partir daí ela estaria livre para se dedicar ao seguimento do Senhor. Encontrou grande paz e alívio nessa intuição profunda. Efetivamente, logo em seguida seu marido fica doente e ela o assiste com dedicação e carinho até o momento de sua morte, ocorrida em 1626. Após a morte do marido, Luísa começa uma trajetória, conduzida pelo Senhor, e que a levará à vida religiosa. Encontrará importante ajuda para seu renascimento espiritual em são Vicente de Paula e, desse encontro, ambos se tornarão campeões da caridade. No ano de 1633 fundaram as Filhas da Caridade, um instituto religioso destinado a ajudar os pobres e que, naquele momento, representava uma grande novidade na Igreja. Após anos de serviço aos pobres, irmã Luísa cerrou os olhos em seu convento, no dia 15 de março de 1660, amparada por suas coirmãs. A seu pedido, seu funeral foi cercado de simplicidade. O papa Bento XV a beatificou em 1920 e, no dia 11 de março de 1934, o papa Pio XI a canonizou. Em 1960, são João XXIII a proclamou padroeira das Obras Sociais.

https://pt.aleteia.org/daily-prayer/quinta-feira-15-de-marco/

Bem-aventurada Francisca Trehet


Bem-aventurada Francisca Trehet

Filha de uma nobre família francesa, Francisca Tréhet professou seus votos religiosos na Congregação das irmãs da Caridade de Nossa Senhora d’Evron, uma congregação dedicada à educação das jovens e às obras de caridade. Por causa da cor cinza de seu hábito eram chamadas de “as pequenas irmãs cinzas”. Por volta do ano de 1783, Francisca foi enviada a Saint-Pierre-des-Landes para aí abrir uma escola paroquial. Logo pôde contar também com a ajuda de uma co-irmã, a religiosa Joana Véron. Além de se dedicarem ao ensinamento, davam uma válida assistência aos doentes. Apesar dos exemplos virtuosos das irmãs, seus nomes apareceram numa lista de condenados à morte por decapitação na guilhotina. A França vivia o período da Revolução francesa, que em alguns momentos conheceu o terror e a violência. As irmãs logo foram detidas pelo novo regime. No dia 13 de março Francisca foi chamada a comparecer diante de um tribunal chamado “Comissão clemente”; chegando diante s inquiridores, ela foi acusada de ter ajudado pessoas do partido monárquico. Em sua defesa, Francisca disse que tanto revolucionários, quanto monárquicos, eram seus irmãos em Cristo e a todos aqueles que lhe pediam ela concedia ajuda sem acepção. Apesar de sua alegação, o tribunal não se convenceu e pediu que ela gritasse: “Longa vida à república!”, mas a religiosa se negou a fazê-lo. Foi então condenada. Tinha apenas trina e sete anos e, naquele mesmo dia, subiu até o patíbulo cantando a Salve Rainha. Uma semana depois, sua coirmã Joana teve a mesma sorte: ambas foram guilhotinadas. Os restos mortais das duas mártires repousam na igreja de São Pedro des-Landes. Sua beatificação ocorreu no dia 19 de junho de 1955.

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quinta-feira, 1 de março de 2018

Uma simples reflexão."




"Era uma vez uma gota de água que de 
repente sentiu o chamado do mar, e para 
o mar foi apressurada e transparente. 

Pelo leito do regato corria cantarolando. 
Tudo se alegrava com sua presença: as 
margens floresciam à sua passagem, os 
bosques reverdeciam, as avezinhas cantavam. 
E para o mar corria límpida e cantarolando.

Mas, um dia, cansou-se de tanto caminhar 
pelo leito apertado do regato. Ao saltar sobre 
a represa de um moinho divisou no horizonte 
a terra, e em terra desejou converter-se. 

Aproveitando o desvio que dava para uma 
cisterna, desgarrou-se da mãe e estacionou.

Inesperadamente sentiu-se prisioneira da 
terra; converteu-se em lama suja, mal-cheirosa, 
podre: repugnantes animalejos cresceram em 
seu seio e o sol deixou de se espelhar nela.

Numa tarde passou por aí um viandante; 
deteve-se perto do lamaçal e, sentencioso, 
exclamou: - Pobre água! ias para o mar e 
ficaste neste charco!

Teve pena dela. Inclinou-se, tomou-a no 
côncavo da mão e devolveu-a ao regato, 
dizendo: - Pobre gota! Retoma tua vocação! 
Vai-te para o mar!

Alma, compreendeste essa parábola?

É a tua própria história. A história da água 
começa assim: 'Era uma vez uma gota de 
água que de repente sentiu o chamado do mar...

' A tua começa assim: 'Era uma vez uma alma que, ao sair do colégio, duma missão, duma confissão, sentiu de repente o chamado de Deus.'

Todavia estou-te vendo regressar para casa, 
daqueles exercícios. Voltavas cantando, 
generosa para aquele convite santo. 

Alegravas a todos com tua presença: 
a casa, os arredores, os agrupamentos, 
os passeios. E assim era. Tanto que, 
admirados, chegam a perguntar-te: 
'Mas, que te aconteceu?'

'Nada! respondias. O Senhor passou e eu ouvi o chamado de seu amor 

Mas um dia te cansaste. Cansou-te o leito 
acanhado do plano de vida, a sujeição à direção espiritual. Vias outras almas, livres de obrigações e deveres, correrem pelos campos onde não havia os mandamentos da Lei de Deus, rindo-se, aparentemente satisfeitas consigo mesmas.

E tu saíste do regato. Foste pelas margens do plano de vida; aproveitaste uma ocasião qualquer: bodas, festa, férias, veraneio, e deixaste tudo. Que tudo fosse rodando... 
Tu também querias liberdade.

Súbito sentiste que eras prisioneira da terra, com suas modas exageradas, seus modos atrevidos, cheia de tibiezas, fria de generosidade, enlameada de pecados graves. Tu te convertes-te em triste lamaçal! 

É para exclamar: 'Pobre alma!' ias para 
o mar e te tornaste um charco. Voavas 
para o alto e quebraste as asas. 
Vives rasteira! Durou tão pouco!

Pensar, oh! meu Deus, que existem gotas de 
água que nunca chegaram ao mar! Pensar, oh! 
meu Deus, que existem almas que perderam a 
vocação para a santidade por própria culpa! 
Pensar, oh! meu Deus, que uma dessas 
almas, sou eu!

Que diferença! O que eu era antes, e o 
que sou agora! Aquela paz, aquela alegria 
interior, cristalina e transbordante; 
aquelas comunhões e meditações que eu fazia 
voando em asas de neve; aquele correr inquieto para Deus... E agora esse
rastejamento, essa vida vazia!

Mas não esmoreças, alma irmã. Sem saberes 
por que, sem nada fazeres, acaba de passar 
um viandante, o Divino Peregrino. Ele detem-se 
ciente de tua inatividade espiritual. 
Não percebes sua presença?

Vejo que Ele se inclina para ti; toma no 
côncavo de sua graça a gota de água de 
tua vida e exclama: 'Pobrezinha! Não sejas 
lamaçal! Recobra a tua vocação para o mar! 
Corre cantando para o oceano do amor!'

Quando termino, Senhor, esta meditação, existe uma alma que tornou a sentir em suas entranhas o chamado do Amor, uma alma que quer ser mar, que voltará com tua graça a correr generosa, que te amará. E essa alma é a minha alma;

Agradecido. E que assim seja."

"Symphonia Virginium."



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“Ó amante cheio de doçura, de dóceis abraços, ajuda-nos a conservar nossa virgindade. Fomos formadas do pó, ai!, ai!, e no crime de Adão. 

Bem duro é contradizer o gosto que o fruto tem. Dá-nos coragem, ó Cristo, Salvador. Nós desejamos ardentemente seguir-te. Ó como é gravoso, para nós miseráveis, a ti imaculado e inocente Rei dos Anjos imitar. 

Confiamos em ti, todavia, pois é teu desejo a pedra preciosa permanecer sem putrefação. Invocamos-te agora, Esposo e consolador, que nos redimiste na cruz. 

Por teu sangue comprometidas somos para ti esposas repudiando homem para te preferir a ti Filho de Deus. Ó belíssima forma, ó suavíssimo perfume de desejáveis delícias, sempre por ti suspiramos no exílio das lágrimas, na esperança de contemplar-te e contigo permanecer. 

Nós estamos no mundo e tu em nossa mente, abraçamos-te no profundo coração quase como se foras presente. Tu, fortíssimo leão, rompeste o céu para descer ao útero duma Virgem e destruíste a morte para elevar a vida à cidade de ouro. 

Concede-nos habitar dentro de seus muros e permanecer contigo, dileto Esposo, pois nos livrastes das fauces do Diabo, que seduziu nossos primeiros pais.”

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Resumo do livro Diálogo sobre a Divina Providência de Santa Catarina de Siena



“O Diálogo sobre a Divina Providência” é um livro muito querido ao coração da Catarina. Recomenda-o, vivamente, aos seus discípulos.

Podemos considerá-lo o seu testamento e a sua mais bela síntese teológica do amor de Deus com a humanidade.

Segundo a “Legenda Maior”, “O Diálogo sobre a Divina Providência” foi composto entre o mês de julho de 1377 e maio de 1378, portanto em menos de um ano. Alguns autores dizem que Catarina teria escrito este livro em cinco dias, mas isso não é comprovado. Boa parte de “Diálogo” foi ditado durante os êxtases de Catarina. Ela mesma havia dito a seus secretários que, logo que entrasse em êxtase, se preparassem para escrever o que ela o que ela iria dizendo.

Chama-se o “Diálogo sobre a Divina Providência” porque não é senão um longo e apaixonado diálogo entre Catarina e Deus. Ela própria relata o que ia acontecendo no seu íntimo durante os êxtases. “O Diálogo” foi traduzido para o latim, que era naquele tempo, a língua dos doutos. Foi o livro de maior sucesso. Já em 1472, encontramo-lo impresso e traduzido em varias línguas.

“O Dialogo sobre a Divina Providência”, é o caminho que a alma deve percorrer para chegar à intimidade com Deus-Trindade. Catarina fala com o profundo amor da encarnação, do sangue redentor do Cristo, da conversão da humanidade e do clero. E o livro mais importante para o conhecimento da mística e da espiritualidade de Santa Catarina. É o fruto da sua intimidade com Deus, na oração. Ela nos oferece, de maneira pedagógica, a sua experiência espiritual e sobrenatural da intimidade com Deus.

“O Diálogo sobre a Divina Providência” é considerado um clássico da espiritualidade.


Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. 

Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. 

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a Divina Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada "doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.

http://www.espacojames.com.br/?cat=180&id=11349

sábado, 10 de fevereiro de 2018

A luz veio a este mundo

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É evidente que, dado que a luz veio a este mundo [Jo 1,9] para iluminar os que estavam nas trevas, porque nos visitou a «luz do alto» [Lc 1,78], esse mistério é o nosso mistério. [...] Corramos, pois, todos juntos, vamos todos ao encontro de Deus.
[...] Deixemo-nos iluminar por Ele, meus irmãos, tornemo-nos resplandecentes. Que nenhum de nós permaneça afastado desta luz, como se fosse um estrangeiro; que nenhum se obstine em permanecer mergulhado na noite.
Pelo contrário, avancemos para a claridade; caminhemos, iluminados, ao seu encontro, e recebamos, com o velho Simeão, esta luz gloriosa e eterna.
Com ele exultemos de todo o coração e cantemos um hino de ação de graças a Deus, Pai da luz [Tg 1,17], que nos enviou a claridade verdadeira, para nos tirar das trevas e nos tornar resplandecentes.

São Sofrônio de Jerusalém

"Um companheiro inseparável."





O sofrimento acompanha-nos, passo a passo, no caminho da vida. É um companheiro assíduo e inseparável: sofrimento físico, sofrimento moral, doença, decepção, frustração, perda... O sofrimento pode ser um grande amigo ou um terrível inimigo, pois tem o poder de edificar ou destruir, de enriquecer ou despojar. Tudo depende de como o encaramos, do “sentido” que somos capazes de lhe dar.

A sombra da cruz – do sofrimento e do sacrifício – faz-nos estremecer. Custa-nos entendê-la e, ainda mais, custa-nos aceitá-la. Por que o sofrimento? Por que o sacrifício? Todos nós já fizemos provavelmente essas perguntas, uma ou muitas vezes na vida. E todos sabemos que, quer perguntemos quer não, quer aceitemos a cruz ou nos revoltemos contra ela, continuará a fazer parte deste mundo e da vida de cada um de nós. 

Em nada pode ajudar-nos fazer meras especulações sobre o sofrimento baseadas em hipóteses irreais: “Se não existisse o sofrimento...”, “Deus não deveria permitir o sofrimento...”, “Se Deus é Pai, por que nos deixa sofrer?”... A realidade é que o sofrimento existe e que Deus o permite. Por isso, só poderemos encontrar um “sentido”, uma ajuda, se fizermos as perguntas sobre a dor dentro do quadro da vida real: “O sofrimento existe, sempre existiu e continuará a existir. Eu tenho-o na minha vida. Que sentido tem? Que faço com ele? Que devo fazer com ele?”

Podemos fazer muitas coisas. Há pessoas que, perante as cruzes da vida, se asfixiam na revolta e no desespero. Queixam-se, amarguram-se, arrasam-se. Às vezes, autodestroem-se.

Há outras pessoas que, com os mesmos ou maiores sofrimentos, amadurecem, ganham sabedoria e virtude, aprendem a ver e a amar as coisas e as pessoas de uma maneira nova. E, no meio da dor, têm uma vida cheia de paz, de grandeza e de fecundidade.
Há, pois, um mau modo e um bom modo de encarar o sofrimento. Este último é o que, em linguagem cristã, chamamos a sabedoria da cruz [cfr. 1 Cor 1, 25]. 

Pe. Francisco Faus

"A raiz de todos os vícios."

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Ó peste de orgulho, que fazes tu aí? Por que persuadir o riacho a se separar de sua fonte? Por que persuadir o raio de luz a romper sua ligação com o Sol? Por que, senão para que o riacho, cessando de ser alimentado pela fonte, seque, e que o raio de luz, cortada sua união com o Sol, se converta em treva? Por que, senão para que assim ambos, no mesmo instante em que cessam de receber o que ainda não têm, percam imediatamente aquilo mesmo que já têm?'
[...]E assim é que o homem soberbo, arvorando-se como causa do bem que Deus lhe deu graciosamente, atribui-se uma honra que só cabe a seu Criador. Ele rouba a glória de Deus, e fazendo isso desencadeia sobre si todos os males. A Soberba, portanto, nos despoja do próprio Deus.

Hugo de São Vitor

Modo de Fazer Oração Mental, por Santo Afonso

  A meditação ou oração mental contém três partes: A Preparação A Meditação A Conclusão I. PREPARAÇÃO Na preparação fazem-se três atos: 1º A...